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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

113.º Aniversário do nascimento de Vasco Santana

Vasco Santana, in http://clubevinhosportugueses.wordpress.com

Vasco António Rodrigues Santana nasceu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1898 e faleceu na mesma cidade a 13 de Junho de 1958, sendo hoje recordado como um dos maiores actores portugueses de sempre. É um daqueles actores, a par de outros da sua época como António Silva e Beatriz Costa, para nos cingirmos apenas aos que sempre se afiguraram como os mais populares, cujo encanto, na “sétima arte” parece imortal, como tenho visto pela sentida confissão de muitos portugueses, sobretudo das gerações menos jovens, de que não se cansam de rever os seus filmes e que quando revêem, vezes sem conta, algumas das suas cenas clássicas mais conhecidas, reencontram o mesmo entusiasmo com que as viram pela primeira vez.

sábado, 15 de janeiro de 2011

579.º Aniversário do nascimento de D. Afonso V

Por Leonel Salvado
D. Afonso V, rei de Portugal
D. Afonso V de Portugal, (Sintra, 15 de Janeiro de 1432 - Sintra, 28 de Agosto de 1481), foi o décimo-segundo Rei de Portugal, cognominado o Africano pelas conquistas no Norte de África. Filho do rei Duarte I, sucedeu-o em 1438 com apenas seis anos. Por ordem paterna a regência foi atribuída a sua mãe, Leonor de Aragão mas passaria para o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra, que procurou concentrar o poder no rei em detrimento da aristocracia e concluiu uma revisão na legislação conhecida como Ordenações Afonsinas. Em 1448 D. Afonso V assumiu o governo, anulando os editais aprovados durante a regência. Com o apoio do tio homónimo Afonso I, Duque de Bragança declarou D. Pedro inimigo do reino, derrotando-o na batalha de Alfarrobeira. Concentrou-se então na expansão no norte de África, onde conquistou Alcácer Ceguer, Anafé, Arzila, Tânger e Larache. Concedeu o monopólio do comércio na Guiné a Fernão Gomes, com a condição de este explorar a costa, o que o levaria em 1471 a Elmina, onde descobriu um florescente comércio de ouro cujos lucros auxiliaram o rei na conquista. Em 1475, na sequência de uma crise dinástica, D. Afonso V casou com a sobrinha Joana de Trastâmara assumindo pretensões ao trono de Castela, que invadiu. Após fracassar na batalha de Toro, com sintomas de depressão, D. Afonso abdicou para o filho, D. João II de Portugal, falecendo em 1481.
Origem: Wikipedia, a enciclopédia livre – transcrição integral

Ler artigo completo
WikipédiA


A acção de D. Afonso V em “terras de Valpaços”
Diga-se por curiosidade, a respeito da acção deste monarca por terras de Monforte de Rio Livre e de Chaves que hoje integram os concelhos desta cidade e o de Valpaços, que foi o próprio D. Afonso V quem instituiu o título dos condes de Atouguia, por decreto de 17 Dezembro de 1448, destinado a D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, que viveu entre cerca de 1390 e 1452 e em reconhecimento dos serviços militares que este triunfalmente prestou àquele monarca, de quem aliás foi aio, e ao duque de Bragança, contra D. Pedro o Regente, na dramática batalha de Alfarrobeira, passando assim a ser, Álvaro Gonçalves de Ataíde, o primeiro conde de Atouguia, e nomeado ainda alcaide de Atougia e mais tarde de Coimbra. Ora, este primeiro conde de Atouguia foi filho de Martim Gonçalves de Ataíde, alcaide-mor de Chaves e de Dona Mécia Vasques Coutinho, aia dos infantes da “ínclita geração”, mas, ao contrário do se possa pensar, o primeiro conde de Atouguia, não sucedeu ao pai na guarda da praça de Chaves, antes se vira nomeado, entretanto, alcaide de Vinhais e de Monforte do Rio Livre. Julgo ter começado por essa época a esboçar-se o senhorio dos Ataídes nas terras do termo de Monforte e de algumas das que actualmente integram o concelho de Chaves. Surgem, por exemplo, referências aos condes de Atouguia desde 1527 (Cadastro da População do Reino) atribuindo-lhes os senhorios de terras do actual concelho de Valpaços, como acontece com D. Afonso de Ataíde (apontado como o 3.º conde de Atouguia), em relação ao lugar de Fornos do Pinhal, sucendendo o mesmo em registos dos primórdios do século XVIII, nos quais se diz que foram senhores das terras das antigas abadias de Bouçoais, Santa Valha e Sonim e lugares adscritos destas duas, como Fornos do Pinhal e Barreiros, respectivamente, e comendadores na Ordem de Cristo de S. João de Castanheira, também conhecida como “Cima de Villa” (integrando lugares como Lebução, Ferreiros, Parada e Ribeira, Sanfins, Aveleda e Vales, Pedome e Moreiras), e de Oucidres (abrangendo os lugares de Alvarelhos, Lama de Ouriço, Monte de Arcas e Tinhela), do que ainda se faziam eco os documentos dos meados da mesma centúria, comummente designados de "Memórias Paroquiais".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

504.º Aniversário do nascimento de D. Catarina de Áustria, rainha de Portugal

Retrato de D. Catarina de Áustria, Anthonis Mor (1519-1575), Museu do Prado

D. Catarina de Áustria, também conhecida por Catarina de Habsburgo ou Catarina de Espanha nasceu 14 de Janeiro de 1507 na vila de Torquemada e faleceu em Lisboa, a 12 de Fevereiro de 1578. Não há um absoluto consenso entre os seus biógrafos quanto ao dia que indicámos para a data completa do seu nascimento, havendo referências a 13 de Janeiro e até a 24 de Fevereiro. Foi filha póstuma de Filipe, o Belo, arquiduque de Áustria e Duque de Borgonha e de Joana, a Louca. Após a morte de seu pai, em 1506, seguiu a mãe, dada como louca e encarcerada em Tordesilhas, sendo daí libertada por seu irmão, Carlos V. Em 5 de Fevereiro de 1525 casou com o rei D. João III, tornando-se na 19.ª Rainha de Portugal, a 9.ª e última da dinastia de Avis. Com a morte de D. João III, em 1557, foi assumiu a regência durante a menoridade de seu neto, D. Sebastião, até 1562. Além de rainha de Portugal (da casa dos Habsburgos) usou dos títulos de arquiduquesa da Áustria, princesa de Espanha e rainha de Portugal. Teve nove filhos, dos quais o príncipe herdeiro de Portugal D. João Manuel, de cujo casamento com a princesa Joana de Áustria nasceu D. Sebastião a 20 de Janeiro de Janeiro de 1554, dezoito dias após a morte do pai que sofria desde a infância de diabetes tipo I, uma doença auto-imune muito comum na realeza. Foram sempre tensas as relações entre D Catarina de Áustria e o neto, D. Sebastião, sendo a Regente, levada pelo desgosto, a renunciar à regência e a recolher-se ao convento de Xabregas onde veio a falecer aos 71 anos de idade. Cerca de 6 meses depois confirmaram-se os piores receios de D. Catarina de Áustria: o tresloucado sonho marroquino de D. Sebastião e a constante relutância em assegurar a continuidade dinástica ditou o fim da grandiosa dinastia de Avis, mergulhando o país numa onde de dor e indignação e sujeitando-o, durante 60 anos à soberania castelhana.

Imagem: http://pt.wikipedia.org

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

210.º Aniversário do nascimento de Passos Manuel

Manuel da Silva Passos | http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/
A Passos Manuel, aliás Manuel da Silva Passos, singular figura da vida política portuguesa que começou por se revelar na ala esquerda do movimento vintista para depois se vir a destacar como o líder incontestado do Setembrismo, se ficou a dever a criação do concelho de Valpaços. A profunda reforma administrativa por ele empreendida 1835 fez com que logo nesse ano fossem criados 854 municípios, número que foi reduzido no ano seguinte reduzido para 383. A criação do concelho de Valpaços enquadra-se neste grupo, por decreto emanado do seu ministério a 6 de Novembro de 1836, sendo por isso que em 1935 se instituiu o dia 6 de Novembro como feriado Municipal. Em 1898 havia cerca de 300 municípios e na actualidade apenas mais oito. O código administrativo laboriosamente concebido por Passos Manuel, com a colaboração de seu irmão José da Silva Passos, e publicado a 31 de Dezembro de 1836, estabeleceu os princípios que regularam até hoje o exercício do poder pelas instituições locais, poder esse repartido entre a Autoridade central, as Câmaras e as Juntas de Freguesia. Apesar das críticas que ainda se apontam à permeabilidade deste modemo administrativo face à arbitrariedade  com que foi usado e abusado, à medida das conveniências dos regimes políticos que se sucederam nos últimos 174 anos, os valpacenses podem orgulhar-se de ter na sua cidade uma bela rua com o nome de Passos Manuel, entre muitos naturais da vila, depois cidade, ou do concelho que também contribuíram para lhe dar vida, alguns dos quais já fizemos referência. Cumpre subscrever as palavras de exortação com que A. Veloso Martins na Monografia de Valpaços termina o seu panegírico a Passos Manuel:

Um “… Homem a quem Valpaços tanto deve e que nunca deverá esquecer.”

Para aceder a uma monografia mais detalhada sobre Passos Manuel, clique AQUI.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

150.º Aniversário do nascimento de Paiva Couceiro

Henrique de Paiva Couceiro, c. 1896, Álbum familiar
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (Lisboa, 30 de Dezembro de 1861 — Lisboa, 11 de Fevereiro de 1944) foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a Primeira República Portuguesa em 1911, 1912 e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarquia do Norte, de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, na qual colaboraram activamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziu-o por diversas vezes ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Para saber mais sobre esta figura da História de Portugal recomendamos que aceda ao artigo completo publicado na Wikipédia, AQUI.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

276.º Aniversário do nascimento de D. Maria I, rainha de Portugal

D. Maria I de Portugal, óleo sobre tela
Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, Brasil

Maria Francisca Isabel Josefa António Gertrudes Rita Joana de Bragança, nasceu em Lisboa, a 17 de Dezembro de 1734, e faleceu no Rio de Janeiro, a 20 de Março de 1816. Foi rainha de Portugal, considerada aliás a primeira rainha reinante de Portugal, entre 24 de Março de 1777 e 20 de Março de 1816, sucedendo ao pai, D. José I. É apontada como o 27.º monarca de Portugal, a 28ª rainha e a 6ª da 4.ª dinastia. A 16 de Dezembro de 1815 foi proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Foi princesa do Brasil, princesa da Beira e duquesa de Bragança, Casa a que deu continuidade pelo seu casamento com o tio, Pedro de Bragança. Foram-lhe atribuídos os cognomes de “A Piedosa” ou a “Pia” e “a Louca”. Está sepultada na Basílica da Estrela, por ela mandada construir, para onde foi trasladado o seu corpo da Igreja de S. Francisco de Paula, do Rio de Janeiro.

Para mais detalhes biográficos sobre D. Maria I de Portugal, clique AQUI.
Imagem: http://pt.wikipedia.org

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homenagem a José Saramago no 88º Aniversário do seu nascimento

José Saramago, Prémio Mobel da Literatura 1998
http://hangover80.wordpress.com
Comemorações
Em várias localidades portuguesas e estrangeiras recorda-se hoje José Saramago, no 88.º Aniversário do seu nascimento e decorridos perto de dois meses da sua morte. As comemorações adoptam como lema “Novembro, mês de Saramago” e têm como pontos altos a inauguração de uma sala com o seu nome na Biblioteca Municipal de Lisboa do Palácio de Galveias e a antestreia, às 22:00 no Cinema S. Jorge em Lisboa, de “José e Pilar”, que é um documentário realizado por José Gonçalves Mendes sobre a vida do Nobel da Literatura e da viúva Pilar del Río.
Fonte: Correio da Manhã, 16 de Novembro de 2010

Biografia
José Saramago - filho e neto de camponeses - nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, ao sul de Portugal, no dia 16 de novembro de 1922, ainda que os registros oficiais mencionem como data de nascimento o dia 18.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

512.º Aniversário do nascimento de D. Leonor de Áustria

D. Leonor de Áustria, in http://picasaweb.google.com/
Foi Rainha de Portugal; 3.ª mulher do rei D. Manuel, de quem enviuvou, casando em segundas núpcias com o rei Francisco I, de França.
Nasceu na cidade de Lovaina, da província de Brabante, a 15 de Novembro de 1498; faleceu em Taraveruella pouco distante de Badajoz, em 25 de Fevereiro de 1558. Era filha primogénita de Filipe I, o Formoso, arquiduque de Áustria, rei de Castela e senhor dos estados de Flandres, e da rainha D. Joana, a Louca, herdeira da coroa de Castela e Aragão, como filha dos reis católicos Fernando e Isabel.

sábado, 16 de outubro de 2010

163.º Aniversário do nascimento de D. Maria Pia de Sabóia, rainha de Portugal


Dona Maria Pia de Saboia (Turim, 16 de Outubro de 1847 — 5 de Julho de 1911) foi uma princesa da Itália e rainha consorte de Portugal, durante o reinado de seu marido, D. Luís I. D. Maria Pia era a segunda filha do rei Vítor Emanuel II da Sardenha e Piemonte (em 1861, tornou-se o primeiro rei da Itália) e da arquiduquesa austríaca Adelaide de Habsburgo. Seus pais eram primos-irmãos. Teve sete irmãos, entre os quais o rei Humberto I de Itália e Amadeu I de Espanha.
No dia 6 de Outubro de 1862, um dia depois de chegar a Lisboa, D. Maria Pia casou-se com o rei D. Luís I, tornando-se assim rainha de Portugal. A cerimónia ocorreu na Igreja de São Domingos. Rainha aos quinze anos, D. Maria Pia cumpriu rapidamente o seu principal papel, assegurando a sucessão ao trono com o nascimento do Príncipe D. Carlos, em 28 de Setembro de 1863, e do infante D. Afonso Henriques, em 31 de Julho de 1865, titulado como Duque do Porto.

Mulher de temperamento meridional, ela foi mãe extremosa dos seus filhos e mulher atenta aos mais necessitados, tendo-se destacado por sua solidariedade para com os parentes das vítimas do incêndio do Teatro Baquet, em 1888.
Maria Pia ficou conhecida como "O Anjo da Caridade e A Mãe dos Pobres" por sua compaixão e causas sociais
Após a subida ao trono português de seu filho, o rei D. Carlos I, D. Maria Pia cedeu o protagonismo à sua nora, a princesa Amélia de Orleães, continuando a residir oficialmente no Palácio da Ajuda (cuja decoração se deve ao seu gosto), utilizando como residências de recreio o Palácio da vila de Sintra e um chalé que adquiriu no Estoril. Serviu diversas vezes como regente do Reino durante as visitas oficiais do seu filho e da nora ao estrangeiro.
Na sequência do Regicídio de 1908, em que seu filho, D. Carlos I, e seu neto, o herdeiro ao trono D. Luís Filipe, Duque de Bragança, foram assassinados, D. Maria Pia foi abatida pelo desgosto, começando a dar sinais de demência mental. Durante o breve reinado de seu outro neto, D. Manuel II, a rainha manteve-se praticamente retirada do público e quase sempre estava acompanhada do segundo filho, o Duque do Porto.
Com a proclamação da República, em 5 de Outubro de 1910, D. Maria Pia seguiu então para o exílio, mas não junto aos restantes membros da família real; partiu para o seu Piemonte natal, onde viria a falecer no ano seguinte, a 5 de Julho de 1911. Foi sepultada no Panteão Real dos Sabóia na Basílica de Superga, na Itália. Momentos antes de expirar, ela pediu que a voltassem no leito na direcção de Portugal, país onde permaneceu durante quarenta e oito anos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/ Categoria: Rainhas de Portugal
Imagem: Id

Para mais pormenores biográficos de D. Maria Pia de Saboia, clique AQUI.

sábado, 2 de outubro de 2010

540.º Aniversário do nascimento de D. Isabel de Aragão e Castela, Rainha de Portugal

D. Isabel de Aragão e Castela foi a 16.ª Rainha de Portugal e a 6ª da Dinastia de Avis. Nasceu em Dueñas, a 2 de Outubro de 1470, filha de Fernando II de Aragão e de Isabel I de Castela. Casou em 1490, em Valência de Alcântara, com o Príncipe D. Afonso de Portugal, filho e herdeiro da Coroa de D. João II. Enviuvando de D. Afonso em 1491 (que faleceu com apenas 16 anos), D. Isabel voltou a casar, a 6 de Outubro de 1597, com o Rei D. Manuel I, primo direito do sogro, a quem havia sucedido no trono de Portugal a 25 de Outubro de 1495, goradas todas as tentativas deste em legitimar o seu filho bastardo, Jorge de Lencastre, que era o candidato da preferência do “Príncipe Perfeito” para a sua sucessão. Mas, após um reinado de pouco mais de oito meses, a Rainha veio a morrer em Saragoça a 28 de Agosto de 1498, ao dar à luz o Príncipe D. Miguel da Paz, que foi jurado herdeiro das coroas de Portugal, Castela, Leão, Aragão e Sicília, conforme o velho sonho de D. João II de centralizar na Coroa Portuguesa a união dos Estados Ibéricos. Porém, logo a 19 de Julho de 1500, com 21 meses de Idade, o jurado herdeiro, D. Miguel da Paz, falecia em Granada esfumando-se desta forma aquele velho sonho.

Das circunstâncias que rodearam a morte desta Rainha de Portugal, de efémero reinado e de curta e conturbada vida, ficou-nos um relato dramático e comovente que passamos a transcrever:

Em 24 de agosto, dia de São Bartolomeu, a Rainha pariu com muito trabalho um filho, que chamaram D. Miguel, herdeiro dos reinos de Portugal, Castela, Leão, Sicília e Aragão, que morreria em Granada em 19 de julho de 1500 (aos 21 meses). Ao tempo em que pariu, presentes o Rei seu pai D. Fernando, a sua mãe Rainha D. Isabel, e o rei D. Manuel seu marido, e a teve em seus braços D. Francisco de Almeida […]. Morreu «à força de sangue que lhe soltara sem lho poderem estancar».

In http://pt.wikipedia.org , Categoria: Rainhas de Portugal
Imagem: Id

domingo, 26 de setembro de 2010

215.º Aniversário do Nascimento do Marquês de Sá da Bandeira

Nem de propósito! Há apenas dois dias foi publicado neste blogue um trabalho ilustrado sobre “O combate de Valpaços”, evento que lançou a Vila  nos pergaminhos da História Nacional, onde este bravo General das guerras liberais, então com o título de visconde de Sá da Bandeira, se afigurou, apesar da derrota, como um dos protagonistas. Comemoram-se hoje, precisamente, os 215 anos do seu nascimento.


Imagem: http://www.arqnet.pt/dicionario

Para conhecer a sua biografia completa clique AQUI.

sábado, 18 de setembro de 2010

576.º Aniversário do nascimento de D. Leonor de Portugal, imperatriz do Sacro-Império Romano-Germânico

Nasceu a infanta D. Leonor em Torres Vedras a 18 de Setembro de 1434, filha do rei D. Duarte e D. Leonor de Aragão. Foi a 6.ª dos nove filhos do segundo casal casal real da dinastia de Avis e a 3ª do sexo feminino. Tinha apenas quatro anos quando o pai faleceu, pelo que a sua educação foi confiada, juntamente com as irmãs D. Catarina e D. Joana, primeiro à regente, sua mãe, e, depois do refúgio desta em Castela, a seu tio D. Pedro, duque de Coimbra , que assumiu a regência e nessas circunstâncias passou a ser mais conhecido como “D. Pedro, o Regente”. Este entregou-a aos cuidados de D, Guiomar de Castro, nobre dama de reconhecidas virtudes morais e intelectuais que foi filha do Senhor de Cadaval e esposa D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, aio do infante D. Afonso. Tinha apenas onze anos quando foram delineados os projectos do casamento da infanta, fora da esfera das tradicionais alianças de Portugal. Goradas as possibilidades do seu casamento com a Casa de Aragão e com o Delfim de França, Luís de Valois, tiveram sucesso os esforços diplomáticos que, entretanto foram dispendidos no sentido do seu consórcio com o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Frederico III, celebrando-se os esponsais em 1451 e, uma vez reunido em Itália com o marido foram ambos coroados na basílica de S. Pedro, em Roma, pelo Papa Nicolau V, a 16 de Março de 1452. Deste enlace das dinastias de Avis e de Habsburgo descende toda a prestigiada linhagem da Casa de Áustria que deu origem aos ramos espanhol, de Carlos V, e austríaco, através do imperador Fernando I.

Para mais informações sobre Leonor de Portugal, clique AQUI

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:4G7FM_PL0062-20.jpg

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

125.º Aniversário do nascimento de Aquilino Ribeiro

Foi, e ainda é,  incontestavelmente, como escritor, uma das grandes referências da Literatura Portuguesa, mas foi também, enquanto Homem, uma das personagens mais controversas da História nacional. Esta questão será abordada numa futura publicação.

Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de Setembro de 1885, em Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Beira Alta, e faleceu em Lisboa a 27 de Maio de 1963.
Orientado pela família para a carreira eclesiástica, estudou em Lamego e Viseu, antes de ingressar no seminário de Beja, onde esteve de 1902 a 1904. Por ausência de vocação, abandonou os estudos teológicos e dois anos depois já está em Lisboa, onde se dedica ao jornalismo e se envolve em actividades políticas de natureza revolucionária, tendentes a derrubar a monarquia. Na sequência de uma explosão acidental no seu quarto, na qual morreram dois carbonários, foi preso. No entanto, conseguiu evadir-se e exilou-se em Paris, só regressando a Portugal no início da grande guerra, em 1914.
Entre 1910 e 1914 frequentou em Paris a Sorbonne. De regresso a Portugal leccionou durante algum tempo no Liceu Camões e trabalhou na Biblioteca Nacional entre 1919 e 1927. Nessa fase ajudou a fundar a revista Seara Nova, tendo integrado a sua primeira direcção. Entretanto envolveu-se em actividades conspiratórias contra o regime autoritário surgido do golpe militar de 1926. Detido na sequência de um levantamento abortado, conseguiu evadir-se, tendo-se exilado novamente em França, donde só regressou em 1932, após uma amnistia.
A publicação do romance Quando os lobos uivam deu origem, em 1959, a um processo judicial de natureza censória contra o autor.
Ao longo da sua vida exerceu uma intensa actividade literária, abrangendo, além da ficção, biografias, crónicas, ensaios históricos e literários, textos polémicos, a par com a tradução de textos marcantes da literatura mundial.
A primeira fase da sua obra romanesca, que se prolonga até 1932, traz a marca da sua origem rural. Encontramos aí, como temas dominantes, a resistência dos espoliados à repressão moral dos seus instintos vitais; a exaltação do amor carnal e a integração do homem no conjunto das forças naturais.
O seu estilo caracteriza-se por uma exuberância vocabular que só tem paralelo em Camilo. e os seus textos estão recheados de arcaísmos, regionalismos e termos da gíria popular. Algumas das suas obras exploram temas lendários e hagiográficos. Tudo isso contribui para a criação de um ambiente pesado, com o seu quê de barroco, à revelia da literatura urbana do século XX.

In http://anajorge.tripod.com/aquilino.htm
Imagem: http://maludablog.umnomundo.eu/?p=139
Para uma biografia mais detalhada sobre Aquilino Ribeiro consulte Instituto Camões ©, 2003-2006, AQUI.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

218.º Aniversário do nascimento de Joaquim António de Aguiar

Joaquim António de Aguiar (Coimbra, 24 de Agosto de 1792 — Lavradio, 26 de Maio de 1884) foi um político português do tempo da Monarquia Constitucional e um importante líder dos cartistas e mais tarde do Partido Regenerador. Foi por três vezes chefe de Governo de Portugal (1841–1842, 1860 e 1865–1868, neste último período chefiando o Governo da Fusão, um executivo de coligação dos regeneradores com os progressistas. Ao longo da sua carreira política assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça durante a regência de D. Pedro nos Açores em nome da sua filha D. Maria da Glória. Foi no exercício dessa função que promulgou a célebre lei de 30 de Maio de 1834, pela qual declarava extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei, pelo seu espírito anti-eclesiástico, valeu-lhe a alcunha de o Mata-Frades.

In http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Ant%C3%B3nio_de_Aguiar

sábado, 14 de agosto de 2010

Francisco José de Medeiros

Por Leonel Salvado



Esta importante figura da História Portuguesa, de relevância Local, Regional e Nacional, que nasceu no dia 30 de Abril de 1845 em Valpaços, ainda aldeia (embora já cabeça de concelho desde 1836), e que se fez notar como um dos mais conceituados juristas e políticos do seu tempo, é uma referência bem conhecida dos seus conterrâneos que lhe renderam uma justa homenagem na toponímia da vila (hoje cidade), ao baptizar uma das suas ruas com o seu nome (a Rua Dr. Francisco José de Medeiros). Além disso, o seu nome e a sua obra têm sido merecidamente imortalizados em variadas publicações, quer de natureza monográfica, quer essencialmente biográfica, pelo que muito pouco do que aqui dele me proponho referir será certamente inédito, salvo, talvez, o complemento ilustrativo que entendi apresentar aos leitores do Clube de História e que, em grande parte, só foi possível graças à cortesia e natural disposição filantrópica do Sr. Manuel Medeiros, que não hesitou em autorizar a publicação da foto de família que encabeça este artigo dedicado à memória do seu ilustre antepassado.


Notas biográficas
Subscrevendo as palavras do Padre João Vaz de Amorim na revista Aquae Flaviae, que já foram transcritas por José Lourenço Montanha de Andrade em Valpaço-Lo-Velho, caderno cultural 6, editado pela Câmara Municipal em Agosto de 2001, Francisco José Medeiros «ocupou lugar primacial como homem de categoria social, que pelas suas altas qualidades de carácter, soube honrar esta boa terra [Valpaços] que o viu nascer.»

Segundo as notas biográficas de A. Veloso Martins, na Monografia de Valpaços, e as que se acham no I Volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, Francisco José de Medeiros frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, com assinalável distinção e aprovação, fazendo-se já notar pela sua dedicação literária, publicando uma sebenta estudantil em matéria de Direito e um artigo intitulado Alimentos que foi publicado na revista Legislação e Jurisprudência, recebendo os melhores elogios da parte do seu director, o Professor Chaves e Castro. Decidido a seguir a carreira da magistratura, ingressa no Ministério Público e em 1871 foi nomeado Delegadodo Procurador Régio e colocado na ilha Graciosa  obtendo desde então uma rápida progressão na magistratura. De regresso ao continente, em 1876 desempenhou estas mesmas funções nas comarcas de Fafe, Mirandela e Chaves. Em 1886, foi promovido a juiz de Direito de 1.ª Instância de 2.ª classe e, em 1889 ainda exercia essa função na comarca de Cantanhede. Foi depois promovido a juiz de Direito de 1.ª classe exercendo nas comarcas de Arouca, Cinfães, e em várias varas do Porto (1895) e de Lisboa. Em 1901 ascendeu à segunda instância nomeado juiz da Relação dos Açores. Em 1904 foi transferido para o Tribunal da Relação do Porto e ainda nesse ano para o de Lisboa, vindo a ser nomeado vice-presidente desta instituição a 13 de Setembro de 1910 e a Presidente, por Decreto de 25 de Outubro do mesmo ano. 

Entretanto, havia-se afeiçoado à vida política, chegando a ser, em Valpaços,  uma das figuras de proa do Partido Progressista, eleito por várias vezes deputado às Cortes Constituintes pelo círculo desta sua terra natal, a primeira delas em 1879 e em várias outras legislaturas, até 1904, desde que prestou juramento a 14 de Janeiro de 1880. Foi depois, em 1887 nomeado Secretário da Câmara dos Deputados e, por carta-régia de 4 de Abril de 1906, é elevado ao pariato, isto é a membro da Câmara dos Pares, também designada por Câmara Alta, categoria geralmente atribuída às mais gradas figuras da aristocracia. Foi nessa qualidade que, em 1907, Francisco José de Medeiros revelou as mais claras provas do seu espírito liberal e democrático ao insurgir-se abertamente contra a ditadura de João Franco.

Em 1909 integrava o Ministério de Venceslau de Lima, sobraçando a pasta da Justiça. Foi enquanto Ministro da Justiça que procurou materializar um conjunto de arrojados projectos, na mesma linha ideológica liberal e democrática a que sempre se manteve fiel, projectos esses apontados a uma verdadeira reforma do processo penal e da organização judiciária. Assim, apresentou uma série de propostas de lei nas mais diversas matérias, tais como a de responsabilidade ministerial, processo penal, organização judiciária, júri criminal, liberdade de imprensa e casas de correcção para menores. Foi também enquanto Ministro da Justiça que a sua firmeza de carácter lhe acarretou alguns dissabores. Deu-se o caso que o Bispo de Beja, D. Sebastião de Vasconcelos, desavindo com o Vice-Reitor do respectivo Seminário e seu irmão os demitiu do cargo e do exercício do magistério. Apelando ao Governo, os professores foram ouvidos pelo ministro Medeiros que se mostrou favorável às razões das suas queixas e logo insistiu junto do Bispo para que os reintegrasse. Perante a intransigência de D. Sebastião de Vasconcelos em proceder de acordo com as suas instruções, o Ministro da Justiça expediu ao Conselho de Ministros uma portaria com vista à reintegração dos padres queixosos. Como a tal Portaria se opusessem o Presidente do Conselho, Venceslau de Lima, e a própria rainha, D. Amélia, Francisco José de Medeiros, sempre fiel aos seus princípios, entendeu pedir a demissão, abandonando o Ministério nos finais de Outubro de 1909 e sendo substituído na pasta da Justiça pelo Conselheiro Artur Pinto de Miranda Montenegro. A questão, então conhecido por «Questão do Bispo de Beja» e, sobretudo o ousado ataque frontal de Medeiros às mais altas dignidades episcopais que, impunemente se insinuavam no direito de se imiscuírem nas prerrogativas do poder civil, serviram de motivos para que o juiz Medeiros fosse constantemente criticado, na sua pessoa e na qualidade dos seus serviços no Ministério de que se demitira, por parte da imprensa católica e do julgamento a que esta deu lugar relativamente à mesma pessoa por parte de alguns historiadores. Este movimento difamatório tinha porém os dias contados, como contados estavam os dias da monarquia e esbarrou sempre contra uma mole de portugueses que comungavam dos mesmos princípios democráticos do ex-ministro valpacense. Efectivamente, com o advento da República Francisco José de Medeiros viria reabilitadas as suas qualidades morais e políticas em nome das quais os membros do Governo Provisório da República entenderam propor a nomeação do «ex-ministro da Monarquia para o sempre cobiçado cargo de Presidente do Supremo Tribunal de Justiça» (A. Veloso Martins, ob cit), o que se concretizou no ano de 1912 em que Medeiros começou por juiz conselheiro do mesmo e logo depois para suceder a Augusto Carlos Cardoso Pinto Osório na direcção deste órgão máximo do poder judicial, passando a figurar como o seu décimo quarto presidente, desde a sua criação, em 1833, então presidida por José da Silva Carvalho (S.T.J. http://www.stj.pt/?idm=67).


Breves notas genealógicas
É ponto assente que Francisco José de Medeiros nasceu em Valpaços, no dia 30 de Abril de 1845 e faleceu em Sabrosa, a 6 de Maio de 1912. Era filho de Manuel Joaquim de Medeiros e Angélica Teresa Sonim e neto paterno de Francisco Medeiros e de sua mulher, Madalena Nogueira, moradores em Valpaços nos finais do século XVIII, dos quais descende, por linha varonil legítima, a actual família Medeiros desta cidade. Era neto materno de Luís António Sonim e Maria Filipa. Casou primeiro com Elisa de Barros da Silva Leal, casamento de que não houve filhos e, em segundas núpcias, com D.ª Cândida Raquel de Barros Beça Botelho Castelo-Branco - irmã de D. Maria das Dores, casada com o Dr. José Coelho Mourão Teixiera de Carvalho e ambas filhas de Álvaro Xavier de Barros Botelho Ribeiro de Moraes Sarmento. Deste segundo casamento existiu uma única filha, Maria de Barros de Medeiros, que se casou com seu primo João de Barros Botelho Coelho Mourão, havendo deles descendência.

Fontes:
http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=178117
Supremo Tribunal de Justiça - S.T.J. http://www.stj.pt/
Tribunal da Relação de Lisboa - http://www.trl.mj.pt
O concelho de Valpaços, por Valbel (Joaquim de Castro Lobo), 1954, Lourenço Marques, pp. 79-80


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

103.º Aniversário do nascimento de Miguel Torga



Nascido a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho da Anta, distrito de Vila Real, o nosso Miguel Torga é uma figura de relevância regional no contexto da categoria “datas comemorativas [local / regional] ” a homenagear no Clube de História de Valpaços. Existe uma infinidade de trabalhos biográficas a seu respeito, de entre os quais escolhemos o que se segue:

Figuras da cultura portuguesa – Miguel Torga
por José Augusto Cardoso Bernardes

Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) nasceu em S. Martinho de Anta (12.08.907) e morreu em Coimbra (17.01.995). É autor de uma obra extensa e diversificada, compreendendo poesia, diário, ficção (contos e romances), teatro, ensaios e textos doutrinários.

sábado, 7 de agosto de 2010

Comemorou-se ontem o 344.º Aniversário do nascimento da rainha de Portugal, Maria Sofia Isabel de Neuburgo

Nascida em Brevath, no ducado de Juliers e palatinado de Neuburgo, a 6 de Agosto de 1666, Maria Sofia Isabel de Neuburgo foi a 25.ª rainha de Portugal, segunda mulher de D. Pedro II, por casamento celebrado a 11 de Agosto de 1687, após o monarca português ter enviuvado, quatro anos antes, de D. Maria Maria Francisca de Sabóia. Viveu como rainha de Portugal durante 12 anos, vindo a falecer em Lisboa, no Paço da Ribeira em 4 de Agosto de 1699, aos 33 anos, vitimada por um ataque de erisipela no rosto e cabeça. Foi sepultada em Lisboa no panteão real de S. Vicente de Fora com grandes elogios fúnebres, tanto aí como em Lagos, em homenagem à sua doce personalidade, caracterizada pela bondade e pelo afecto, à qual o rei D. Pedro correspondeu sempre com igual tratamento e zeloso respeito. Além disso, é referida como uma rainha devota e caritativa que conquistou os corações dos povos. Dos 12 anos de casamento nasceram sete filhos, o segundo dos quais veio a ser o herdeiro de D. Pedro à Coroa de Portugal, D. João V. 

Para mais pormenores sobre Maria Sofia Isabel de Neuburgo clique AQUI.

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:24-_Rainha_D._Maria_Sofia.jpg

segunda-feira, 19 de julho de 2010

125.º Aniversário do nascimento de Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes foi um diplomata português, que ocupava as funções de cônsul de Portugal em Bordéus quando a Alemanha nazi invadiu a França. Em 1940, à revelia das ordens expressas de Salazar, interessado em salvaguardar a aparência de neutralidade portuguesa na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a pessoas e famílias de várias nacionalidades que fugiam à perseguição nazi. Este gesto humanitário trouxe os maiores dissabores, a si e à sua família, em consequência das punições que o regime salazarista lhe reservou. Contudo, o facto de ter salvado dezenas de milhares de pessoas do holocausto, de entre as quais cerca de 10 mil judeus, valeu-lhe a atribuição do epíteto de “o Schindler português”. Em1966 seria homenageado em Israel no “Memorial Yad Vashem” (Memória do Holocausto), sendo-lhe atribuído o título de “Justo entre as Nações”. Em Portugal, o processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes só se iniciou em 1987 – trinta e três anos após a sua morte, e dezassete anos após a morte de Salazar! Convém observar, no entanto, que a homenagem e reabilitação de Aristides de Sousa Mendes nunca mereceram a unanimidade dos portugueses, o que até se pode compreender pela relatividade das argumentações de determinados objectores, mas o que é mais de estranhar, e na minha perspectiva de lamentar, é que isso vem acontecendo ao mesmo tempo em que vão aparecendo com alguma frequência correntes de opinião tendencialmente favoráveis à reabilitação e homenagem a Salazar.
Imagem: http://ruadajudiaria.com/?=594


Breve biografia

Nasceu em 19 de Julho de 1885, na pequena localidade de Cabanas de Viriato, perto de Mangualde (Portugal). Estudou Direito em Coimbra, licenciando-se em 1907.
A 12 de Maio de 1910, foi noeado cônsul de 2ª classe naa Guiana Britânica, passando depois a exercer funções em Zamzibar, onde ganhou muito prestígio. Em 1918, em plena ditadura de Sidónio Pais, foi promovido a cônsul de 1ª classe. Devido à sua simpatia pela causa monárquica ficou inactivo de 1919 até 1921, altura em que foi convidado a dirigir o consulado em S. Francisco.
Com o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, Sousa Mendes foi nomeado cônsul em Vigo. Apoiando e servindo desde o seu início o regime ditatorial, recebeu várias vezes louvores de Salazar. Todavia, com o afastamento do irmão do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, Sousa Mendes ficou revoltado com o Governo.
De 1931 a 1938 foi cônsul em Antuérpia, sendo então transferido para Bordéus. À medida que crescia na Europa o Nazismo, crescia também o número de refugiados, sobretudo judeus. Muitos deles foram para Bordéus, então sob o governo de Vichy. Aí, Sousa Mendes concedeu milhares de vistos a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi. Esta atitude desagradou muito a Salazar, que o destituiu em 1940. Sousa Mendes ainda apelou para o Supremo Tribunal Administrativo e para a Assembleia Nacional, mas de nada lhe valeu. Em Bordéus, porém, foi-lhe erguida uma estátua.
Aristides de Sousa Mendes acabou por morrer em 1954, com imensas dificuldades financeiras. Em 1987, o presidente da República Mário Soares conferiu-lhe, a título póstumo, a Ordem da Liberdade. Em 1989, a Assembleia da República reparou a grave injustiça que lhe fora cometida, reeintegrando-o no serviço diplomático por unanimidade e aclamação.
in http://pt.worldwar-two.net/biografias/77/

Acções em homenagem a Aristides de Sousa Mendes

• Em 1966, o Memorial de Yad Vashem (Memorial do Holocausto situado em Jerusalém) em Israel, presta-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de "Justo entre as nações". Já em 1961, haviam sido plantadas vinte árvores em sua memória nos terrenos do Museu Yad Vashem.

• Em 1987, dezassete anos após a morte de Salazar, a República Portuguesa inicia o processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes, condecorando-o com a Ordem da Liberdade e a sua família recebe as desculpas públicas.

• Em 1994, o presidente português Mário Soares desvela um busto em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, bem como uma placa comemorativa na Rua 14 quai Louis-XVIII, o endereço do consulado de Portugal em Bordéus em 1940.

• Em 1995, a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) cria um prémio anual com o seu nome.

• Em 1996, o grupo de escuteiros de Esgueira (Aveiro) homenageou-o criando o CLÃ 25 ASM (Aristides de Sousa Mendes)

• Em 1998, a República Portuguesa, na prossecução do processo de reabilitação oficial da memória de Aristides de Sousa Mendes, condecora-o com a Cruz de Mérito a título póstumo pelas suas acções em Bordéus.

• Em 2005, na Grande Sala da Unesco em Paris, o barítono Jorge Chaminé organiza uma Homenagem a Aristides de Sousa Mendes, realizando dois Concertos para a Paz, integrados nas comemorações dos 60 anos da Unesco.

• Em 2006 foi realizada uma acção de sensibilização: "Reconstruir a Casa do Cônsul Aristides de Sousa Mendes", na sua antiga casa em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal e na Quinta de Crestelo, Seia - São Romão.

• Em 2007, um programa televisivo da RTP1, Os Grandes Portugueses, promoveu a escolha dos dez maires portugueses de todos os tempos. Sousa Mendes foi o terceiro mais votado. Ironicamente, o primeiro lugar foi atribuído a Salazar, e o segundo lugar a Álvaro Cunhal .

• Em 2007 o barítono Jorge Chaminé realizou dois concertos homenagem a Aristides de Sousa Mendes, em Baiona e em Bordéus.

• Em Viena, Áustria, no Vienna International Center, onde estão sedeados diversos organismos da ONU, como a Agência Internacional de Energia Atómica, existe um grande passeio pedonal com o nome do ex-diplomata português, denominado Aristides-de-Sousa-Mendes-Promenade.

• Aristides de Sousa Mendes não foi o único funcionário a quem o seu país não perdoou a desobediência apesar dos seus actos de justiça e humanidade na Segunda Guerra Mundial. Entre outros casos conhecidos de figuras que se destacaram pela coragem e humanismo incluem-se o cônsul japonês em Kaunas (Lituânia) Chiune Sugihara e Paul Grüninger, chefe da polícia do cantão suíço de São Galo.

In http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristides_de_Sousa_Mendes


Para uma biografia mais detalhada de Aristides de Sousa Mendes clique AQUI!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Homenagem a José Leite de Vasconcelos no 152.º Aniversário do seu nascimento

José Leite de Vasconcelos Cardoso Pereira de Melo, o “Leite de Vasconcelos”, nasceu em Ucanha (uma freguesia do concelho de Tarouca, distrito de Viseu), a 7 de Julho de 1858, e faleceu em Lisboa a 17 de Maio de 1914. Foi um linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português. O motivo desta singela homenagem, tem que ver com o facto de que este erudito se revelou um verdadeiro apaixonado pela cultura popular, um investigador empenhado em recuperar e deixar para a posteridade um legado cultural que se transmite através da tradição popular por via oral. Considerado como um dos precursores da etnografia científica em Portugal, possui uma extensa lista de obras dedicadas a esta área científica e reuniu à sua volta um grande número de discípulos por todo o país, de que destacamos, em Trás-os-Montes, o valpacense Joaquim de Castro Lopo que participou em algumas dessas obras, designadamente na Revista Lusitana, cuja primeira série foi editada em 39 volumes, entre 1887 e 1943. 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

90.º Aniversário do nascimento de Amália Rodrigues


As Origens

Amália da Piedade Rodrigues nasceu em 1920, em Lisboa, filha de pais naturais da Beira Baixa. A data certa do nascimento é desconhecida: em documentos oficiais nasceu a 23 de Julho, mas Amália sempre considerou que nasceu no primeiro dia desse mês.

O despertar de uma estrela

Educada pela avó, cantou pela primeira vez em público em 1929 numa festa da Escola Primária da Tapada da Ajuda, que frequentava. Mais tarde trabalhou como bordadeira.

Em 1933, empregou-se numa fábrica de bolos e rebuçados em Lisboa e dois anos mais tarde, com a irmã Celeste, trabalhou numa loja de souvenirs no Cais da Rocha, acompanhada pela mãe, vendedora de fruta.

Em 1935, desfilou na Marcha de Alcântara e cantou pela primeira vez acompanhada à guitarra numa festa de beneficência. Estreou-se em 1939 no Retiro da Severa, a casa de fados mais importante da altura, acompanhada por Armandinho, Jaime Santos, José Marques, Santos Moreira, Abel Negrão e Alberto Correia, interpretando três fados.

Em 1940 casa com o guitarrista amador Francisco da Cruz. No dia 25 de Junho de 1940 é a atracção convidada da revista do Teatro Maria Vitória, Ora Vai Tu!, a primeira de muitas revistas em que participou.

Amália no Estrangeiro

A sua estreia no estrangeiro, a 7 de Fevereiro de 1943, ocorreu em Madrid, a convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira. Amália separa-se do primeiro marido.

Em 1944 viajou pela primeira vez para o Brasil, onde actuou no Casino de Copacabana. O sucesso levou a prolongar a estada de seis semanas para três meses, tendo regressado no ano seguinte ao País

Amália Rodrigues gravou os primeiros discos de 78 rotações, a 17 de Outubro de1945, no Brasil para a etiqueta Continental.

Amália do Fado ao Cinema

A estreia no cinema ocorreu a 16 de Maio de 1947 com o filme Capas Negras, de Armando Miranda, que bate todos os recordes de exibição, com 22 semanas consecutivas em cartaz no cinema Condes, em Lisboa.

Em Fevereiro de 1948 recebeu o Prémio SNI para a melhor actriz de cinema pela sua interpretação de Fado, de Perdigão Queiroga, estreia no Porto e é anunciado como sendo inspirado na vida de Amália, o que a fadista sempre negou.

Em Abril de 1949 cantou pela primeira vez em Paris e em Londres, em festas do Departamento de Turismo organizadas por António Ferro.

Em 1950 continua a sua tournée pela Europa, actuando em Berlim, Dublin e Berna. Começa a cantar poemas de Pedro Homem de Mello e David Mourão-Ferreira. Em Dublin, canta Coimbra, que fica no ouvido da cantora francesa Yvette Giraud, que a populariza em França como Avril Au Portugal.

Em 1951, acontece a Estreia de Vendaval Maravilhoso, de Leitão de Barros, um dos filmes preferidos de Amália entre aqueles em que participou. Gravou pela primeira vez em Portugal, para a editora Melodia (Rádio Triunfo). Numa digressão por África canta em Moçambique, Angola e Congo Belga.

Em 1952 cantou em Nova Iorque, onde ficou 14 semanas em cartaz, e assinou contrato discográfico com a casa Valentim de Carvalho, fazendo as primeiras gravações no estúdios da EMI, em Londres.

Em 1953 Amália torna-se na primeira artista portuguesa a actuar na televisão americana no famoso programa Coke Time with Eddie Fisher, onde interpreta Coimbra.

É de 1954 também o seu primeiro álbum, Amália Rodrigues Sings Fado From Portugal And Flamenco From Spain, publicado nos EUA pela Angel Records. Este álbum nunca foi publicado em Portugal com o mesmo alinhamento.

No ano 1955 participou no filme Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, onde interpreta a Canção do Mar e o Barco Negro. Filma no México Musica de Siempre com Edith Piaf

No dia 10 de Abril de 1956 estreou-se no famoso Olympia, de Paris, numa das festas de despedida de Josephine Baker, e em Julho de 1958 foi condecorada por Marcelo Caetano na Exposição Mundial de Bruxelas.

No dia 4 de Novembro de 1958 estreou-se na televisão portuguesa no papel principal da peça O Céu da Minha Rua, adaptada de uma peça de Romeu Correia.

Em 1961, confirmam-se os boatos que desde há muito andam no ar. Amália casa-se no Rio de Janeiro com o engenheiro César Seabra, e anuncia que vai abandonar a carreira artística passando a viver no Brasil. Um ano depois Amália regressa a Lisboa.

Em 1962 foi editado o álbum Amália Rodrigues, mais conhecido como Busto ou Asas Fechadas, grande viragem na sua vida artística, onde canta Estranha Forma de Vida, Povo Que Lavas No Rio, de Pedro Homem de Mello, e, pela primeira vez, músicas de Alain Oulman.

Em 1963, em Beirute, é tal o seu prestígio, que a convidam a acompanhar com os seus fados uma Missa de Acção de Graças pela independência do Líbano. E continua sempre a voltar aos países que não se cansam de a reclamar. Em Paris, o acolhimento do público é sempre delirante, não só no Olympia, como participando nos mais sensacionais acontecimentos artísticos.

Em 1964 Amália regressa ao Cinema com Fado Corrido, um Filme de Brum do Canto baseado num conto de David Mourão Ferreira, onde mais uma vez lhe dão um papel de fadista. Na estreia do filme em Lisboa confirmou-se mais uma vez que Amália continuava a ser a artista preferida do público português. Onde quer que aparecesse era sempre uma sensação.

Em 1965, Amália atinge a sua melhor interpretação no cinema em As Ilhas Encantadas do estreante Carlos Vilardebó, baseado numa novela de Herman Melville. Neste filme, diferente de todos os outros da sua carreira, Amália pela primeira vez não canta. Amália volta a receber o prémio de melhor actriz com As Ilhas Encantadas e no ano seguinte aparece no filme francês Via Macau.

Em 1966, é editado o primeiro disco em que recria o folclore, a que mais dois se seguirão. Com uma grande orquestra sinfónica, dirigida por André Kostelanetz, actua no Lincoln Center, em Nova Iorque, e no Hollywood Bowl, em Los Angeles. Canta em França, Israel, Brasil, África do Sul, Angola e Moçambique. Amália cantou na inauguração da Ponte sobre o Tejo, gravou Concerto de Aranjuez, com uma letra em francês, e Vou Dar De Beber À Dor, de um compositor até então desconhecido, Alberto janes, que se tornará num dos maiores êxitos de Amália, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Em 1967 em Cannes, Anthony Quinn, com enorme entusiasmo, anuncia oficialmente que prepara dois filmes para Amália, sendo o primeiro Bodas de Sangue de García Lorca. Mas Amália prefere exprimir-se no canto.

Em 1969 cantou na União Soviética, correndo o mundo que unanimemente lhe reconheceu o talento.

Em Janeiro de 1970, Amália parte para Roma para actuar no Teatro Sistina em Roma. O sucesso foi tal que o fenómeno "Amália" se espalha por Itália. Começava então "La Folia per La Rodrigues". Amália canta pela primeira vez em Tokyo, e também o Japão, apesar de tão longínquo e com uma cultura tão diferente, se rende ao fascínio de Amália . Desde então sucedem-se as tournées pelo Japão abrangendo várias cidades. Todos os seus discos são editados nesse país, que com ela tanto se identifica. É frequente, quando Amália parte para o Japão todos os seus espectáculos estarem já esgotados, lançando assim Amália, uma verdadeira ponte cultural entre Portugal e o Japão.

Este disco conquista para Amália os mais importantes prémios da indústria discográfica: IX Prémio da Critica Discográfica Italiana (1971), o Grande Prémio da Cidade de Paris e o Grande Prémio do Disco de Paris (1975).

Em 1972 no Brasil, estreia-se no Canecão do Rio de Janeiro Um Amor de Amália, onde pela primeira vez, num espectáculo organizado, Amália canta e conta histórias da sua vida. Tanto é o sucesso que, o show é repetido no ano seguinte. Esse espectáculo, onde Amália é acompanhada para além da guitarra e da viola, por uma orquestra e um coro, foi gravado em disco.

No dia 25 de Abril de 1974 dá-se a revolução que derrubou o regime fascista que há 48 anos governava Portugal. Amália, devido a um contrato que tinha para actuar na televisão espanhola, partiu para Madrid no dia seguinte. Em Lisboa, a grande popularidade internacional de Amália fez que de imediato circulassem boatos que a ligavam ao regime deposto. Embora só ligeiramente prejudicando a sua carreira, estes boatos afectaram gravemente a sensibilidade de Amália. Apesar destes boatos, Amália aparece logo no Coliseu onde 5 mil pessoas aplaudem de pé, provando que o seu público nunca a abandonou. A partir dessa altura, faz as mais longas tournées por Portugal, e o seu sucesso internacional continuou a aumentar fazendo tournées por todo mundo.

Em 1976 são editados Amália no Canecão, álbum ao vivo que regista parte do show de Amália naquele palco brasileiro em 1973, e Cantigas da Boa Gente compilação de material lançado anteriormente em singles e Eps. Também neste ano canta no Théâtre de Champs Elysées, em Paris. É publicado pela UNESCO o disco Le cadeau de la vie, onde figura ao lado de Maria Callas, John Lennon, Yehudin Menuhim, Aldo Ciccolini, Gyorgy Cziffra e Daniel Barenboim.

No ano de 1977 são editadas mais duas compilações – Fandangueiro e Anda o Sol na Minha Rua – de um novo single de Alberto Janes, Caldeirada, e de Cantigas numa língua antiga, primeiro álbum de material original de Amália em três anos, embora dele façam parte alguns temas já anteriormente registados pela fadista, aqui gravados em novas versões. Neste ano volta ao Carnegie Hall de Nova York.

Em 1980, Amália edita Gostava de ser quem era, o seu primeiro álbum de material inédito em três anos, composto por dez fados originais com letras da própria Amália, escritas em sua casa durante a convalescência de uma doença.Também em 1980 recebeu do Presidente da Republica acondecoração de grande oficial da ordem do infante D. Henrique. Logo em seguida é homenageada pela Câmara de Lisboa.

Amália edita, em 1982, com poucos meses de intervalo, O senhor extra-terrestre, um maxi-single com duas canções de Carlos Paião, e "Fado", um novo álbum de estúdio composto exclusivamente por novas gravações de composições de Frederico Valério, muitas delas criadas por Amália. O álbum atinge o 5º lugar do top de vendas de álbuns compilado pela revista Música & Som.

Em 1983, é editado o álbum Lágrima, composto por 12 originais gravados durante 1982 e 1983, de novo com letras suas. Será o seu último disco de material inédito até à edição de Obsessão, em 1990.

É editado, em 1984, Amália na Broadway, que reúne oito standards de musicais americanos gravados por Amália em 1965 nos estúdios de Paço de Arcos com o maestro inglês Norrie Paramor, mas nunca antes editados em disco. As gravações haviam sido pensadas para um álbum de standards americanos que nunca veria a luz do dia. O álbum atinge o 17º lugar do top oficial de vendas de álbuns.

A 19 de Abril de 1985, Amália dá o seu primeiro grande concerto a solo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O sucesso do Coliseu repete-se em Paris onde Amália é condecorada pelo Ministro da Cultura Jack Lang, com o mais alto grau da Ordem das Artes e das Letras. E de Paris de novo parte para o mundo. Em Julho é editado o duplo álbum O melhor de AmáliaEstranha forma de vida, que reúne 24 dos mais populares e aclamados fados de Amália e atinge o 1º lugar do top de vendas, mantendo-se oito meses no top e vendendo para cima de 100 mil exemplares. Na sequência do êxito, é editado um segundo álbum de compilação, O melhor de Amália volume II – Tudo isto é Fado, que ultrapassa as 50 mil cópias vendidas e atinge o 2º lugar do top.

Em 1987, é editada a biografia oficial de Amália, Amália – Uma biografia, por Vítor Pavão dos Santos, director do Museu Nacional do Teatro, jornalista e talvez o maior admirador de Amália em território português. O primeiro CD de Amália é editado em Portugal: Sucessos, uma compilação concebida originalmente para o mercado internacional, e que apenas ficará em catálogo até se iniciar a transferência para CD dos vários álbuns de Amália. É também lançado neste ano, o triplo-álbum de luxo Coliseu 3 de Abril de 1987, que regista na íntegra o concerto de Amália no Coliseu de Lisboa naquela data. Obtém o Disco de Ouro e atinge o 13º lugar dos tops.

Em 1989, comemorando os 50 anos de carreira de Amália, a EMI-Valentim de Carvalho edita Amália 50 anos, uma colecção de oito duplos-álbuns ou CD´s temáticos agrupando muitas das gravações de Amália para a companhia, entre os quais várias raridades e gravações inéditas. Em Portugal sob o patrocínio do Presidente da Republica Mário Soares, de quem recebe a Ordem Militar de Santiago de Espada, as comemorações são um verdadeiro acontecimento a nível nacional. Festas, condecorações, exposições, tudo para Amália não é demais. Estas festividades, prolongam-se numa grande tournée mundial.-LISBOA, MADRID, PARIS, ROMA, TEL AVIV, MACAU,TOKIO, RIO DE JANEIRO, NOVA IORQUE. Também nesse ano é recebida pelo Papa, no Vaticano, em audiência privada.

Em 1990 vê ser editado Obsessão, o primeiro álbum de material original e inédito de Amália em sete anos, composto por temas gravados durante o interregno.

É editada, em 1991, a cassete de vídeo Amália live in New York City registo do concerto no Town Hall de Novembro de 1990. Recebe do presidente francês, Georges Miterrand, a Legião de Honra.

Em 1992 é editado o CD Abbey Road 1952, que reúne a totalidade das primeiras gravações realizadas por Amália para a Valentim de Carvalho nos estúdios de Abbey Road em Londres.

Em 1995, é editada pela primeira vez em CD a compilação Estranha forma de Vida – O melhor de Amália, e a RTP transmite, ao longo de uma semana, a série documental Amália – uma estranha forma de vida, cinco episódios de uma hora dirigidos por Bruno de Almeida incluindo muitas imagens de arquivo provenientes dos cinco cantos do mundo e nunca antes exibidas em Portugal. Neste ano é ainda editado Pela primeira vez – Rio de Janeiro, CD que reúne as 16 gravações que Amália realizou no Rio de Janeiro em 1945 para a editora Continental. É a primeira edição oficial em CD destas gravações, há muitos anos indisponíveis em Portugal, restauradas digitalmente em Londres, nos estúdios de Abbey Road.

Em 1997 é editado o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975, O Segredo. Também em 1997 ocorre o falecimento do marido de Amália, César Seabra, após 36 anos de casamento. Amália publica um livro de poemas "Versos" na editora Cotovia. Nova homenagem nacional na Feira Mundial de Lisboa Expo98.

Amália morre no dia 6 de Outubro de 1999 em sua casa, na Rua de S. Bento, em Lisboa.


in http://www.attambur.com/Noticias/Amalia/biografiaAmalia.htm