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domingo, 3 de julho de 2011

Os cruzeiros do concelho de Valpaços – freguesia de Alvarelhos

Um caso singular e enigmático
Por Leonel Salvado

Os cruzeiros de Alvarelhos constituem efectivamente um caso curioso e, em certa medida, um caso invulgar no contexto destes monumentos de expressão religiosa popular do concelho de Valpaços, quiçá de toda a área integrada na diocese de Vila Real.

A singularidade

Como bem observou Henrique Rodrigues no post intitulado “Cruzeiros da nossa Terra” que publicou em 19 de Abril de 2010 no seu blog “Alvarelhos (Maravilhoso Reino) ”, observação essa que tive oportunidade de confirmar, nenhum dos quatro cruzeiros foi erguido no centro ou no interior da aldeia.

Como refere o autor do blog local, eles «foram colocados nos principais caminhos que eram: o caminho da Ribósia que fica a nascente e ligava a Tinhela, o caminho de Santiago que ligava a Vila Nova de Monforte e Oucidres o caminho do Seixal que vinha de Lamas de Ouriço e seguia para Tinhela e neste lugar poderia derivar para Agordela e o caminho da Serra que ligava a São Julião de Montenegro, os cruzeiros estavam colocados nestas vias

As possíveis origens

Adianta ainda o mesmo autor, baseado na tradição oral, que a ideia da construção dos quatro cruzeiros e sua implantação nos locais designados teria talvez resultado de uma determinação administrativa das autoridades do Concelho de Monforte de Rio Livre, isentando os habitantes da Alvarelhos das suas obrigações militares no reforço da guarda do Castelo de Monforte, acto que a aldeia inteira entendeu celebrar daquela forma.

Estamos perante uma explicação que podendo, à primeira vista, parecer demasiado rebuscada, parece fazer algum sentido se a compararmos com as escassas interpretações que se conhecem em Portugal acerca da origem desta tradição de arte e religiosidade de expressão popular, que são os cruzeiros. O padre João Parente, um dos raros autores portugueses que nos têm elucidado sobre a tradição dos cruzeiros, tradição essa que, a fazer fé neste autor, remonta ao século XIV e estendeu-se desde o Norte de Portugal, à Galiza e ao Noroeste de França, deixou-nos na sua obra “Os Cruzeiros da Dioceses de Vila Real” algumas considerações sobre o tema que julgo poderem conferir alguma credibilidade ao que se guarda na tradição popular sobre a origem e a importância dos cruzeiros de Alvarelhos. Refere este investigador:

«As aflições insuperáveis levam o povo à procura de uma protecção que só encontra em Deus. Desta necessidade de apoio especialmente centrado no crucifixo, nasceu o sentimento popular que se exprime nos cruzeiros. […] De vez em quando, as epígrafes gravadas nas bases dos cruzeiros, apresentam como motivo do seu levantamento, a devoção de particulares, sempre do baixo clero ou leigos não pertencentes à nobreza. Os nobres edificavam as igrejas ou os conventos.»  

Padre João Parente, Os Cruzeiros da Dioceses de Vila Real, Media Line, Impresse 4, sd. pp. 9-10

Compreende-se que as seculares obrigações de defesa militar dos castelos da raia no decurso das temíveis guerras com Castela fossem para os habitantes de aldeias inteiras, a par das epidemias, uma dessas «aflições» e que uma vez delas apartados os povos logo procurassem agradecer a Deus o consolo que dessa bênção retiravam, erguendo-lhe um cruzeiro comemorativo que, segundo ainda o Padre João Parente, «geralmente […] erguia-se no centro do povoado.» Mas, como vimos, em Alvarelhos foram quatro e, todos eles, fora o povoado e junto dos quatro caminhos que davam (e dão) acesso à aldeia. Não parece haver nada de estranho nisto, pois esta situação só tem a ver com as circunstâncias particulares em que se crê que os cruzeiros de Alvarelhos foram erguidos. Se o grande mal que afligia os aldeões era o perigo das invasões castelhanas e se na expressão do cristianismo popular os cruzeiros representavam para eles a desejada protecção contra esse perigo, agora na sua própria aldeia, era nos caminhos de acesso a ela que o povo devia depositar a esperança dessa protecção erguendo aí as cruzes com Cristo crucificado como sinais de auxílio e misericórdia.    


Tipologia e significado religioso

Devo dizer que, à falta de epígrafes gravadas nas bases dos cruzeiros de Alvarelhos indicadores do motivo da sua construção, salvo no que foi transferido para o cemitério paroquial (resta saber se o actual pedestal será, na verdade, a sua base original!), a devoção aos cruzeiros em Alvarelhos, fosse qual fosse a razão imediata para a sua construção, enquadrou-se na simples e expontânea expressão do cristianismo popular a que lhe está associada e que o Padre João Parente definiu assim:

«A arte popular cristã mostrou sempre preferência pelos sofrimentos e pela morte de Jesus, em prejuízo da Sua encarnação e ressurreição. É na cruz que se manifesta melhor a humanidade de Cristo e, de certa maneira, a divindade. A encarnação não é tão sensível e a ressurreição é demasiado espiritual e transcendente. O povo prefere a paixão, porque impressiona, comove e apela ao sentimento. Compreende-se que o crucifixo seja a imagem mais comum, tanto contemplada no esplendor das catedrais como na simplicidade dos cruzeiros das recônditas encruzilhadas

Padre João Parente, Os Cruzeiros da Dioceses de Vila Real, Media Line, Impresse 4, sd. Pp. 9-10

Contrastando com a profusão ornamental escultórica dos cruzeiros que, com mais frequência, foram erguidos dentro das aldeias, vilas e cidades na restante região transmontana, os cruzeiros de Alvarelhos, colocados fora do casario, destacam-se todos pela sua simplicidade (base cubóide e cruz simples de secção quadrangular) e pelas grandes semelhanças existentes entre eles. Só para que se fique com uma ideia desse contraste dentre os restantes cruzeiros existentes no concelho de Valpaços, compare-se por exemplo os cruzeiros que se localizam em “Largos do cruzeiro”, alguns dos quais já procurámos divulgar, tais como os de Argeriz, Vilartão (Bouçoais), Cabanas (Curros), Fornos do Pinhal (junto à escola primária) Possacos, etç com os mais singelos cruzeiros localizados fora das aldeias em Lamas (Ervões), Santa Valha (Senhor da Boa Morte), Deimãos (outrora resguardada por uma capela simples posteriormente reconstruída) e Tinhela, junto da estrada que sai para o Norte, cuja semelhança com os cruzeiros de Alvarelhos é flagrante, exceptuando o facto de ter sido erguido sobre rocha natural.

Convém ainda se diga que estes simples cruzeiros erguidos nas encruzilhadas dos caminhos eram policromados, isto é, pintados e repintados directamente sobre o granito, representado a figura de Cristo Crucificado, os mistérios da fé e, em alguns casos, a virgem Maria no reverso. Hoje são poucos os casos destes simples cruzeiros onde ainda se vislumbrem vestígios dessas pinturas. Como refere o Padre João Parente «era ao Senhor e à Senhora dos cruzeiros que o emigrante e o soldado lançavam o último olhar aflito, ao partirem para as arriscadas aventuras». Não seria propriamente à volta dos cruzeiros de Alvarelhos que a vida girava, se cantava e se bailava nos dias festivos, se realizavam entremezes e se jogava a panelinha e o pião. Isso sucedia sim em torno daqueles cruzeiros mais ricamente trabalhados e colocados no centro do povoado. Os cruzeiros erguidos nos principais caminhos que passavam por Alvarelhos eram aqueles, talhados no melhor granito mas em formas mais simples e representando o senhor em sofrimento e em cores vivas, que tocavam mais na alma dos pobres crentes do que os efeitos escultóricos, o sangue escorrendo-lhe das chagas. Era neste sofrimento redentor, da Paixão de Cristo, presente em pessoa nos cruzeiros dos caminhos, que os que deles se serviam em arriscadas jornadas encontravam o desejado conforto espiritual. 
Como disse, não estou seguro se o pedestal que serve de base ao cruzeiro que foi transferido do antigo caminho de Santiago para o cemitério paroquial é original e será estranho que o não seja posto que nela se pode ler com relativa facilidade a seguinte mensagem epigrafada em latim, que me parece bem elucidativa do motivo ou significado da construção deste tipo de monumento, a que me tenho referido, com a indicação, na face lateral, da data de 1733:

PASSIO CHR
ISTI,CONFO
RTA . ME.

Outro detalhe curioso que encontrei neste cruzeiro, ao contrário dos restantes, é que na respectiva cruz foi epigrafada a legenda INRI, o que reforça a ideia da sua relação com o tema da paixão de Cristo e o culto das cinco chagas.
Levando em conta uma sugestão apresentada pelo Padre João Parente, baseada em memórias recentes sobre esta matéria, face às grandes semelhanças existentes entre os cruzeiros de certas terras que, segundo as suas próprias palavras, «parecem ter nascido de uma só mão criadora», como se me afigura ter sido o caso dos de Alvarelhos, é possível que esse trabalho fosse exercido por canteiros ambulantes que andavam de terra em terra oferecendo a sua arte e se fixavam nas aldeias recebendo alojamento, comida e salário enquanto durasse a sua empreitada. O mesmo devia suceder, julgo eu, com os pintores que se insinuariam da mesma sorte aos aldeãos ou seriam, devido à sua fama, por estes contratados.
E o resultado foi a existência de quatro magníficos monumentos religiosos, graças à admirável fé de gente simples de Alvarelhos, monumentos esses que já foram cruzes de pedra com crucifixo pintado e hoje continuam a ser cruzes de pedra, apenas duas delas desenquadradas (uma muito mais do que outra) do seu ambiente paisagístico primitivo.

Os Cruzeiros

I

 
Cruzeiro do caminho da Ribósia, Alvarelhos | Foto base: Leonel Salvado, 2011 
| Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: Fragas do Prado, ao caminho da Ribósia, Alvarelhos
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 3,34 m, base e cruz
Descrição: Base cubóide com cruz simples de secção quadrangular
Data: Indeterminada


II

Cruzeiro do caminho do Seixal, Alvarelhos| Foto base: Leonel Salvado, 2011
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: Caminho do Seixal, Alvarelhos
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 2,84 m, base e cruz
Descrição: Base cubóide e simples cruz de secção quadrangular
Data: indeterminada


III

Cruzeiro do caminho da Serra, Alvarelhos  | Foto base: Leonel Salvado, 2011 
| Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: no sítio das Peneda, Alvarelhos (antigo caminho da Serra – deslocado alguns metros abaixo)
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 2, 70m, base e cruz
Descrição: Base cubóide e cruz simples de secção quadrangular 
Data: Indeterminada

IV

Cruzeiro do caminho de Santiago, Alvarelhos | Foto base: Leonel Salvado, 2011
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: Cemitério paroquial, Alvarelhos (deslocado do antigo caminho de Santiago)
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 2,70m, pedestal e cruz
Descrição: Pedestal quadrangular com soco e cornija onde assenta uma cruz simples de secção quadrangular
Data: Pedestal de 1733

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Freguesia de Tinhela

I

Cruzeiro de Tinhela | Foto base: Leonel Salvado, 2011 
| Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.19. 234
Local: Tinhela, junto da estrada que sai para o norte
Título: Cruzeiro
Material: Granito e cimento
Altura: 2,30 m, a cruz
Descrição: Simples cruz com o crucifixo policromado, resguardado por tosco alpendre de cimento, tudo assente sobre uma rocha natural
Data: Século XIX, alpendre recente

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd., [2004] p. 290.

II

Cruz do Senhor do Bonfim e Alminhas, Tinhela 
| Foto base: Leonel Salvado, 2011 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: Tinhela, junto ao cruzamento para Nozelos
Título: Cruzeiro do Senhor do Bonfim
Material: Granito
Descrição: base cubóide suavemente almofadada com lado superior abaulado assente sobre o que resta de antiga plataforma; fuste quadrangular biselado e encimado por cruz também toda biselada com excepção das extremidades dos braços; Na face frontal lê-se com dificuldade a inscrição “SENHOR DO BOM FIM”
Data: indefinida

Caracterização: Leonel Salvado

III

Cruzeiro em alpendre, Monte de Arcasexterior 
| Foto base: Leonel Salvado, 2011 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Local: À entrada de Monte de Arcas na estrada que sobe por Tinhela
Título: Cruzeiro
Material: Cimento e granito
Descrição: Plataforma quadrangular com escadaria frontal constituída por degraus simples e alpendre de três paredes, duas laterais e uma fundeira que alberga o cruzeiro composto por base cuboide, cruz simples de secção quadrangular com crucifixo policromado; Na parede fundeira azulejos policromados representado Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição ladeando a Cruz.  
Data: construção recente.

Caracterização: Leonel Salvado

Cruzeiro em alpendre, Monte de Arcasinterior 
| Foto base: Leonel Salvado, 2011 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Freguesia de S. Pedro de Veiga de Lila

Padre João Parente (transcrição)
Cruz do Senhor dos Aflitos em Deimãos, S. Pedro de Veiga do Lila, em 2004 
| Foto base: Padre João Parente, 2004 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.18. 233
Local: Deimãos, freguesia de S. Pedro de Veiga de Lila, junto de um velho caminho
Título: Senhor dos Aflitos
Material: Cimento e madeira
Altura: 2,15 m, a cruz
Descrição: Dentro de capelinha branca e simples*, aconchega-se uma cruz de madeira pintada de azul com o crucifixo e uma rosa, em policromia, e a legenda: “N.S. /DOS /AFLITOS”. Ao lado, cada qual em sua peanha, S. Paio, à direita, e a Senhora da Assunção, à esquerda.
Data: “1941”, como se lê no fundo do fuste.

*Em 2004

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd., [2004] p. 289.


Capelinha – nicho que alberga a cruz do Senhor dos Aflitos, em 2011 | Foto base: http://retratoserecantos.pt| Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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domingo, 17 de abril de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Freguesia de Santa Valha

Padre João Parente (trancrição)
I
A
Cruzeiro do Senhor da Boa Morte, Santa Valha em 2004
 | Foto base: Padre João Parente, 2004 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.16. 231

Local: Santa Valha num outeiro, à saída da aldeia em direcção ao sul
Título: Senhor da Boa Morte
Material: Granito, ferro e telhado de madeira
Altura: 3,50 m, base e cruz
Descrição: Dentro de alpendre de três paredes, uma fundeira e duas laterais, resguardado por grades de ferro, aconchega-se o simples cruzeiro constituído por base cubóide e cruz simples, com o crucifixo policromado e a legenda, no fuste: “S. B / MORTE”.
Data: Século XIX [plataforma e escadaria de construção recente]

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd, p. 287.

B
 Cruzeiro do Senhor da Boa Morte na actualidade, Santa Valha
 | Foto base: Junta de Freguesia de Santa Valha | http://www.santavalha.com
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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II
A
Cruzeiro da capela do Senhor da Boa Morte, Corgoço, Santa Valha
 | Foto base: Padre João Parente, 2004 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.18.232

Local: Corgoço, Freguesia de Santa Valha
Título: Cruzeiro
Material: Granito e ferro
Altura: 3,50 m, base e cruz
Descrição: Dentro de pequena capela de granito, com portas de ferro, sobre uma base de cimento, resguarda-se a cruz de granito pintado de azul que sustenta o crucifixo de madeira policromada.
Data: Século XIX – XX

Fonte: Id. p.288.
 B
A capela do Senhor da Boa Morte, Corgoço, Santa Valha
 | Foto base: Junta de Freguesia de Santa Valha http://www.santavalha.com
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Outros Cruzeiros da Freguesia de Santa Valha

Cruzeiro ao caminho de Vale Bem Feito
 | Foto base: Junta de Freguesia de Santa Valha http://www.santavalha.com
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Cruzeiro chamado de Cruz de Santa Olaia, Santa Valha
 | Foto base: Junta de Freguesia de Santa Valha http://www.santavalha.com
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Cruzeiro conhecido por Cruz de PardelinhaPardelinha, Santa Valha
 | Foto base: Junta de Freguesia de Santa Valha http://www.santavalha.com
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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quinta-feira, 24 de março de 2011

Cruzeiros do concelho de Valpaços – Freguesias de Sanfins e Santa Maria de Emeres

Padre João Parente (trancrição)
I

Cruzeiro em alpendre no Largo do Cruzeiro, Sanfins
| Foto base: Padre João Parente | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.14.229

Local: Sanfins, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito, cimento, ferro e telha
Altura: 2,80 m, base e cruz
Descrição: Dentro de alpendre feito com colunas de granito, de secção quadrangular, biseladas, grades de ferro e cobertura de cimento, encontra-se o moderno cruzeiro de granito, com base constituída por blocos laterais, escalonados, e cruz de secção quadrangular, que sustenta uma segunda pequena cruz de mármore preto com um crucifixo de mármore branco.
Data: Colunas de alpendre, do século XIX, o resto é recente.

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd, p. 285.

II

Cruzeiro no Largo do Curzeiro, Santa Maria de Émeres
 | Foto base: Freguesia de Santa Maria de Émeres, Valpaços, in http://www.freguesias.pt
 | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.15.230

Local: Santa Maria de Émeres, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 4 m
Descrição: Plataforma quadrangular de três degraus simples; base também quadrangular, constituída por dois blocos escalonados, e um conjunto que se adelgaça por meio de toro, filete e Escócia, para receber o fuste cilíndrico; o capitel é quadrangular, com um filete por astrágalo, colarinho liso e ábaco formado por um junquilho e três filetes; a cruz é de cimento, porque a original foi partida recentemente, por ocasião de uma festa, quando colocavam uma instalação sonora.
Data: Século XVII - XVIII

Fonte: Id. p.286.

terça-feira, 8 de março de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Freguesia de Poçacos (Possacos)

Padre João Parente (trancrição)
I
Cruzeiro no Largo do Cruzeiro, Poçacos
Foto base: asnascimento, in http://pelourinhos.blogs.sapo.pt/89343.html
Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.12. 227

Local: Poçacos, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 4 metros
Descrição: Base cuboide abaulada na face superior para reforçar o encaixe do fuste, que é de secção quadrangular, nos extremos, e oitavado na parte central; no topo do fuste, um globo, um tanto alongado na parte superior, onde encaixa a cruz de braços cilíndricos e boleados nas pontas.
Data: 1940

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd, p. 283.

II
Cruzeiro em alpendre no Largo do Curzeiro, Poçacos
Foto base: Pe. João Parente
Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.11.226

Local: Poçacos, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito alumínio e madeira
Altura: 2,15 m, base e cruz
Descrição: Dentro de alpendre de granito, com telhado de madeira e telhados de alumínio com vidraças, aconchega-se o singelo cruzeiro, com pequena base cuboide e um belo crucifixo de madeira policromada.
Data: Século XIX

Fonte: Id. p.284.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Fiães e Fornos do Pinhal

Padre João Parente (trancrição)


I

Cruzeiro no Largo do Cruzeiro, Fiães | Foto base: Pe. João Parente
 Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)

Número: 12.10. 225

Local: Fiães, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 5,30 metros
Descrição: Plataforma de três degraus simples; base cuboide; fuste cilíndrico; atrágalo de um toro; colarinho liso; ábaco quadrangular constituído por molduras; cruz de cimento.
Data: Século XVII, com excepção da cruz, que é recente.

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd, p. 281.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Sá, Ervões

Padre João Parente (trancrição)


Cruzeiro junto da estrada principal, Sá, freguesia de Ervões
Foto base: Pe. João Parente | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.8.223

Local: Sé, freguesia de Ervões, junto da estrada principal
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 5, 50m
Descrição: Plataforma quadrangular de cinco degraus simples e outro com uma espécie de focinho inacabado, base cuboide, com caveto nas arestas superiores; o fuste, que é cilíndrivo, encaixa num pequeno plinto e termina num também pequeno toro, que lhe serve de astrágalo; tem colarinho de secção quadrangular, liso, dividido por um filete e um toro; a cruz, de braços cilíndricos, encaixa num globo ornado com triângulos e linhas horizontais.
Data: Século XVII – XVIII. Plataforma recente.

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impres 4, sd, p.279.

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Cabanas, Curros

Padre João Parente (trancrição)


Cruzeiro do Largo do Cruzeiro, Cabanas, freguesia de Curros
 Foto base: Pe. João Parente | Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)
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Número: 12.7. 222

Local: Cabanas, freguesia de Curros, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 4,50 metros
Descrição: Plataforma quadrangular de três degraus simples, pequena base começada por uma secção quadrangular que logo passa a tronco-cónica, onde encaixa o fuste levemente fusiforme, com uma divisória de secção quadrangular no primeiro terço; à laia de capitel, um bolbo dividido ao meio, horizontalmente, por um sulco e com as duas metades adornadas de arcos torcidos; a cruz de secção quadrangular, é ligeiramente patada.
Data: Século XVII - XVIII

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impres 4, sd, p.278.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Carrazedo de Montenegro

Padre João Parente (trancrição)


I

Cruzeiro do Largo de S. Sebastião, Carrazedo de Montenegro, Foto base: Pe. João Parente
Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado). Clique sobre a imagem para aumentá-la.

Número: 12.4. 219

Local: Carrazedo de Montenegro, no Largo de S. Sebastião
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 6,10 metros
Descrição: Sobre um plinto de nivelamento oitavado e com focinho, assenta a plataforma octogonal, constituída por dois degraus, também de focinho e também octogonais; a base, ainda octogonal, tem leve soco, breve cornija, orna-se de um escudete em cada lado e toma a forma abaulada na face superior, para robustecer o encaixe do fuste; este começa por uma secção cilíndrica e transforma-se num bolbo alongado, constituído por gomos de secção semicircular, que adelgaçam para o topo; à laia de capitel, tem um filete e um toro a servir-lhe de astrágalo, um largo caveto como colarinho, e outro bolbo, também com gomos, imitando a semente da papoila, no lugar do ábaco; a cruz de braços cilíndricos e com as pontas rematadas em bico envolto por toro, sustenta um belo crucifixo. O fuste e o capitel, no seu conjunto, lembram o pistilo de uma flor.
Data: Século XVII - XVIII

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impres 4, sd, p.275.

II

Cruzeiro do Largo do Cruzeiro, Carrazedo de Montenegro, Foto base: Pe. João Parente
Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado). Clique sobre a imagem para aumentá-la.


Número: 12.5.220

Local: Carrazedo de Montenegro, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 5, 70m
Descrição: Plataforma octogonal de quatro degraus com focinho; pedestal também octogonal, ornado de rectângulos, um em cada face, que adelgaça para o encaixe do fuste, fusiforme e estriado; o capitel enquadra-se na ordem coríntia, com um toro por astrágalo; o ábaco é constituído por folhas de acanto e quatro volutas; a cruz tem braços cilíndricos, terminados em círculos concêntricos; do lado poente, pende o crucifixo; do lado nascente, a Virgem coroada com cabeça de anjo aos pés.
Data: “1770”, como se lê no fuste.

Fonte: Idp.276

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços: Vilartão - Bouçoais

Padre João Parente (trancrição)


Cruzeiro do Largo do Cruzeiro, Vilartão, freguesia de Bouçoais, Foto base: http://www.boucoaes.com Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)

Número: 12.3. 218

Local: Vilar de Tão, freguesia de Bouçoais no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 6,70 metros
Descrição: Plataforma quadrangular de três degraus simples, estando o primeiro parcialmente soterrado; pedestal de soco e cornija, adornado nas faces, alternadamente, com um losango e um óvulo; sobre este pedestal, assenta uma base constituída por um talão inverso e um filete, onde encaixa um fuste cilíndrico, com uma divisória no primeiro terço feita de corda e os dois terços superiores estriados; o astrágalo fez-se com um filete e um toro; o colarinho é também estriado; o ábaco, à maneira da ordem jónica, compõe-se de duas volutas sobrepujadas por um plinto e uma Escócia, onde se apoia um globo que sustenta a cruz simples.
Data: Século XVIII- XIX.
Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impres 4, sd, p.274.