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quarta-feira, 6 de junho de 2012

510.º e 298.º aniversários dos nascimentos de D. João III e D. José I



No presente dia de 6 de Junho, assinalam-se os nascimentos de D. João III, 15.º rei de Portugal, pertencente à 2ª dinastia e à Casa reinante de Avis - Beja, e de D. José I, 26.º rei de Portugal, pertencente à 4ª dinastia e à Casa reinante de Bragança.

Para rever as respectivas biografias clique na imagem.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

543.º Aniversário do nascimento de D. Manuel I, rei de Portugal


Retrato de D. Manuel I | foto de domínio público via wikipedia commons

Já publicámos uma uma síntese biografia deste monarca português por ocasião do 541.º Aniversário para a qual remetemos os nossos leitores.
Clique na imagem para aceder à respectiva publicação

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

174.º Aniversário do nascimento de D. Pedro V, rei de Portugal

Por Leonel Salvado


D. Pedro V, aliás Pedro de Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Victor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo e Bragança, nasceu a em 16 de Setembro de 1837 no Palácio das Necessidades em Lisboa, primogénito da rainha D. Maria II e do príncipe consorte, depois rei de Portugal, D. Fernando II. Foi o 32.º monarca de Portugal.
Ascendendo ao trono em 1853 e aclamado cerda de dois meses depois, quando completou os 18 anos de idade, deu provas claras da sua exemplar vocação governativa, recebendo o cognome de O Esperançoso – outros o cognominaram de O Bem-amado ou de O Muito Amado, em conformidade e homenagem a uma das suas mais admiráveis acções enquanto soberano que foi o de ter conseguido reconciliar o povo com a Casa Real ao lograr livrar o país do ambiente de tensão e de guerra civil que marcara o reinado de sua mãe.
Foi homem de refinada formação moral e intelectual, encontrando em Alexandre Herculano – seu educador – a melhor fonte de inspiração nessa formação. Empenhou-se na modernização e no desenvolvimento cultural do Reino, promovendo, por exemplo, a introdução do telégrafo eléctrico, inaugurando o primeiro troço dos caminhos-de-ferro (entre Lisboa e o Carregado) e criando um Curso Superior de Letras, em 1859 - entendido como o embrião da actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - a qual subsidiou a expensas próprias.
Mais se conta das suas virtudes que teria sido um monarca sensível aos valores humanitários ao posicionar-se, pessoalmente, como um dos adeptos europeus da abolição da escravatura, (o que terá provocado alguns embaraços nas relações diplomáticas entre Portugal e a França) e ao visitar hospitais e não se coibindo, neles, de se colocar à cabeceira dos doentes vitimados pelas temíveis epidemias de cólera e febre-amarela que então grassavam no Reino. Foi aliás na área da saúde pública que a benignidade deste monarca inspirou nos povos um sentimento de amor e veneração por ele, que há muito não se via em Portugal. A ele e à princesa Dona Estefânia, sua mulher, se deve a fundação do hospital que ainda ostenta o nome desta, entre outros hospitais públicos e instituições de caridade.
Ironicamente, D. Pedro V viria a falecer no mesmo palácio onde nascera apenas 24 anos antes, supostamente por ter contraído febre tifóide, explicação que, contudo, não impediu a que o povo se amotinasse por suspeitar que o seu Bem-Amado rei havia sido envenenado. Está sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Posto que D. Pedro V, prematuramente falecido, não deixara filhos, sucedeu-lhe no trono o seu irmão, Infante D. Luís.

A data de nascimento de D. Pedro V deve ser entendido, em Valpaços, como uma data comemorativa de relevância local, pois foi da natural disposição deste rei, de triste fado, para ouvir e acudir às necessidades dos povos que resultou a tão esperada atribuição da categoria de Vila à localidade já então sede do Município, desde 1836. Efectivamente, em resposta aos insistentes apelos dirigidos nas Cortes pela elevação de Valpaços a Vila da parte do deputado pelo círculo deste concelho, o ilustre valpacense Júlio do Carvalhal, esse acto é finalmente referendado pelo Marquês de Loulé, a 27 de Março de 1861, e confirmado por Carta Régia assinado por D. Pedro V a 4 de Abril do mesmo ano.

Para conhecer o teor do referido documento que transcrevemos da Monografia de Valpaços de A. Veloso Martins, click AQUI.

sábado, 21 de maio de 2011

484.º Aniversário do nascimento de Filipe I, rei de Portugal

Retrato de Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal)por Alonso Sánchez 
Coello (1527-1590), Museu del Prado, Madrid | http://pt.wikipedia.org

Designado como Filipe de Habsburgo e Avis, Filipe II de Espanha (I de Portugal) nasceu em Valladolid em 21 de Maio de 1527 e faleceu em El Escorial no dia 13 de Setembro de 1598. Foi o 18º rei de Portugal (se não tivermos em conta D. António, o prior do Crato, que reinou de facto, embora por aclamação apenas dos seus partidários, durante um breve período de tempo, entre 9 e 17 de Julho de 1580, e reconhecido ainda como rei nos Açores até 1583), sucedendo formalmente, isto é segundo as listas mais conhecidas dos reis de Portugal, ao cardeal-rei D. Henrique I em cujas listas se interpõe entre 31 de Janeiro de 1580 e 17 de Junho de 1580 um governo exercido por um conselho de governadores do reino de Portugal, o mesmo que, nesta última data, reconheceu por maioria em Castro Marim a legitimidade de Filipe ao trono português. Embora a partir desta mesma data passasse a governar parcialmente o país, só a partir de 17 de Abril de 1581, após sua legitimação nas Cortes de Tomar, é que se tornou de jure rei de Portugal, legitimação essa apenas ensombrada pela resistência açoriana até ao referido ano de 1583. É, portanto, sob reserva destas nuances, que Filipe I surge considerado como o 18.º rei de Portugal, sendo também por vezes mencionado como um continuador da dinastia de Avis na qualidade de filho da primogénita de D. Manuel I, Isabel de Portugal, pelo seu casamento com Carlos V. Contudo, a dinastia é mais frequente e simplesmente designada de filipina por ter sido por ele inaugurada, sucedida por seu filho, Filipe II, e terminada com seu neto, Filipe III de Portugal com a Restauração da independência, em 1640.
Com Filipe I consumou-se a união ibérica, favorecida pela crise dinástica portuguesa irremediavelmente ditada pela morte de D. Sebastião em Alcácer Quibir e pelas fragilidades evidenciadas na defesa dos direitos à sucessão da coroa de Portugal dos três restantes candidatos: Emanuel Felisberto, duque de Sabóia, filho da infanta D. Beatriz, casada com Carlos III anterior titular do ducado, também aquela filha de D. Manuel; D. António, Prior do Crato, a que nos referimos, filho do infante D. Luís e, por isso, neto paterno de D. Manuel; D. Catarina, duquesa de Bragança, filha legítima do infante D. Duarte que por sua vez era igualmente filho de D. Manuel; o duque de Parma, Alexandre Farnésio, neto materno do mesmo infante D. Duarte.
Herdeiro do Sacro Império Romano Germânico e rei de Espanha e de Portugal, coube-lhe governar um vastíssimo território nos quatro continentes, reflectindo-se gravemente em Portugal a progressiva decadência do império dos Habsburgos durante os cerca de 60 anos que se seguiram à sua coroação neste país.

Para aceder a mais pormenores sobre o reinado de Filipe I de Portugal clique AQUI.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

801.º Aniversário do nascimento de D. Afonso III, rei de Portugal

Retrato de D. Afonso III | imagem de domínio público | Wikimédia Commons

O segundo dos seis filhos de D. Afonso II e D. Urraca de Castela, D. Afonso III nasceu em Coimbra em 5 de Maio de 1210 e faleceu na mesma cidade em 16 de Fevereiro de 1279. Sucedendo a seu irmão Sancho II, falecido no exílio em Toledo, em 1248, veio a ser o quinto rei de Portugal, reinando entre aquele ano e a data da sua morte, após de ter vindo a exercer as funções de Regente desde 24 de Julho de 1245. Foi-lhe aposto o cognome de “O Bolonhês” devido ao seu primeiro casamento com D. Matilde II, condessa de Bolonha que foi rainha consorte de Portugal desde 1248 até ser repudiada pelo rei, seu marido, em 1253. Desse primeiro casamento houve dois filhos varões que não consta que tivessem qualquer relevo na história nacional. Casou depois com D. Beatriz, filha de Afonso X de Castela com quem teve oito filhos, o terceiro dos quais (segundo varão) a chegar à vida adulta foi Dinis (futuro rei D. Dinis), mas que teve posteriormente que ser legitimado em 1263, sob confirmação papal de Alexandre IV, em razão de ter nascido em situação irregular porque durante o processo que ainda corria em consequência da queixa movida contra o rei português pela repudiada D. Matilde.

As circunstâncias que ditaram o afastamento do seu irmão do governo do Reino remontam a 1245 -1246 e devem-se aos conflitos entre D. Sancho II e a Igreja em reacção aos quais o Papa Inocêncio IV, acusando-o de incapacidade governativa, entendeu ordenar a sua substituição por Afonso, o conde de Bolonha, após o que este logo entrou em Portugal em armas forçando o irmão a abdicar e a seguir para o exílio e passou a usar do título de Visitador, Curador e Defensor do Reino até que houvesse notícia confirmada da morte do rei exilado para se fazer coroar rei, o que sucedeu em 1248.

Foi durante o seu reinado que realizou a conquista definitiva do Algarve sobre cuja soberania portuguesa só foi contestada por Castela e só terminaria com o Tratado de Badajoz em 1267. 

De resto, a acção governativa de D. Afonso III tem merecido na História de Portugal os melhores elogios, sendo este rei considerado um notável administrador, fundador e restaurador de povoações, mesmo as que eram tidas como as mais arruinadas, e concessor de numerosos forais. Enquanto administrador atribui-se-lhe o mérito de ter, pela primeira vez na história da monarquia portuguesa, definido um novo rumo na administração do País, valorizando as classes médias aburguesadas – favorecendo certos “inconvenientes” judeus - , ouvindo as queixas dos pequenos proprietários contra os abusos das classes privilegiadas, controlando e reforçando em certas regiões o poder dos alcaides. Foi ele quem ordenou a reunião das Cortes de Leiria, em 1254, as primeiras em que participaram os representantes dos concelhos e, no ano seguinte, quem transferiu a capital do reino de Coimbra para Lisboa. Foi também ele quem ordenou as primeiras Inquirições Gerais do Reino, iniciadas em 1258, numa intenção clara de refrear os abusos praticados pela minoria privilegiada e nesse mesmo sentido promulgou leis repressivas para os que fossem considerados usurpadores. Mas em virtude desta precursora acção governativa que legitima o epíteto pouco conhecido que já lhe foi aposto de “o Pai do Estado Português” e que, em nossa opinião devia antes ser o de “o Pai do Estado Moderno Português”, sofreu D. Afonso III, em 1268, os maiores dissabores, à época assaz embaraçosos, em se ver excomungado pelo arcebispo de Braga, pelos bispos de Coimbra e do Porto e pelo próprio papa Clemente IV – tal a afronta com que teve que conviver movida pelo clero português que se sentia, face à legislação do rei, espoliada nos seus direitos e privilégios tradicionais. Apesar da intercedência em favor da absolvição do monarca face às alegações dos bispos apresentada pelos representantes das Cortes de Santarém de 1274, o novo papa, Gregório X manteve a excomunhão e em 1277 lançou o interdito sobre o reino. O conflito só terminou em 1279 quando o rei português, no leito da morte, renovou o seu juramento à Igreja e deixou a promessa que restituiria tudo o que lhe havia tirado, testemunhando tal decisão o abade de Alcobaça que foi quem lhe levantou a excomunhão e lhe deu sepultura no Mosteiro. Por isso, D. Afonso III Jaz no Mosteiro de Santa Maria em Alcobaça.

terça-feira, 26 de abril de 2011

363.º Aniversário do nascimento de D. Pedro II, rei de Portugal

Por Leonel Salvado

Retrato de D. Pedro II, rei de Portugalhttp://pt.wikipedia.org

D. Pedro, nascido a 26 de Abril de 1648, foi o terceiro varão dos sete filhos do rei D. João IV e da rainha Dona Luísa de Gusmão. Posto que o seu irmão primogénito, D. Teodósio, vocacionado para o exercício do poder faleceu aos 19 anos, vítima de uma tuberculose pulmonar, havia ascendido ao trono o segundo varão na ordem de filiação, D. Afonso – Afonso VI de Portugal. O reinado de D. Afonso VI decorreu formalmente entre 1656 e 1683. Efectivamente, só exerceu a prática governativa durante pouco mais de 5 anos por ter sido antecedida, devida à sua menoridade, pela regência de sua mãe até de 28 de Junho de 1662 e interrompida, por insanidade mental e inépcia para a governação e consumação do seu casamento, pela regência de D. Pedro, a 24 de Novembro de 1667.
Após a morte de D. Afonso VI, em 1683, D. Pedro II passou a ser o 24.º monarca de Portugal, o 3º da dinastia de Bragança, e o seu reinado perdurou cerca de 23 anos, até à data da sua morte, aos 58 anos de idade, ocorrida a 9 de Dezembro de 1706 na Quinta de Alcântara ou Palácio de Palhavã, devido a uma apoplexia.
É descrito em documentos coevos como um rei de elevadas qualidades físicas e mentais, exaltando-se-lhe ainda como uma das suas maiores qualidades, dita ironicamente como “um dos seus maiores defeitos”, a sua disposição para ouvir os outros e ver-se esclarecido junto dos seus conselheiros quanto aos mais ínfimos pormenores acerca dos assuntos em discussão.
Empenhado em reconstruir o País, abalado pelas guerras da Restauração, mostrou ser um rei à altura dessa responsabilidade, usando da maior prudência e sensatez que lhe era peculiar. Assim foi pela sua dedicação ao estabelecimento ou reatamento de relações diplomáticas com as cortes europeias que constituíam as principais peças do xadrez político e económico do seu tempo, sobretudo com a Inglaterra mas também com a Espanha que ele restabelecera ainda enquanto Regente em 1668 e em memória de cujo acto se lhe atribuiu o cognome de “O Pacífico”.
Nem por isso deixou de se preocupar com as defesas do Reino que procurou melhorar reforçando as guarnições nas fronteiras, determinando a realização das obras e provimentos que fossem necessários nos castelos das mesmas fronteiras e nos fortes marítimos, bem como no desenvolvimento de frotas para a protecção dos navios da carreira da Índia e do Brasil.
Não descurou também a economia do Reino e as medidas que deviam ser tomadas no sentido de assegurar o controlo do império colonial. Foi nesse sentido que em 1671, por exemplo, concedeu liberdade de comércio aos comerciantes ingleses estabelecidos em Portugal e introduziu no reino as primeiras manufacturas têxteis. Foi também nesse sentido que empreendeu no Brasil um conjunto de reformas na sua organização eclesiástica, bem como no seu ordenamento administrativo e procurou restringir os privilégios dos Jesuítas, cujo poder nos sertões do Norte vinha em crescendo sem que disso tirasse o reino os devidos benefícios. Com a descoberta de ouro no Brasil D. Pedro II intensificou o seu controlo sobre a colónia.
Do seu primeiro casamento com a cunhada, Maria Francisca Isabel de Sabóia, concretizado a 2 de Abril de 1668, confirmada por bula papal a 24 de Março desse ano a anulação do anterior casamento desta princesa de Nemours com D. Afonso VI, teve D. Pedro II uma única filha, a belíssima, Isabel Luísa Josefa de Bragança, “Princesa da Beira”, de saúde frágil e de triste fado, já que viria a falecer aos 21 anos com o epíteto de “a sempre noiva”.  A rainha faleceu a 27 de Dezembro de 1863, três meses depois do seu primeiro marido, vitimada por uma hidropisia. Do segundo casamento com Maria Sofia, condessa palatina de Neuburgo, falecida em Lisboa a 4 de Agosto de 1699, teve D. Pedro II mais seis filhos, o segundo dos quais D. João, futuro D. João V.
D. Pedro II jaz no Panteão dos Braganças, no Mosteiro de S. Vicente de Fora em Lisboa.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

406.º Aniversário do nascimento de Filipe III de Portugal

Transcrição | Infopédia

Filipe III de Portugal (IV de Espanha) | http://beijoscincoaldeias.blogspot.com

D. Filipe IV (III de Portugal)

Vigésimo rei de Portugal, nasceu a 8 de abril de 1605, em Valladolid, e faleceu a 17 de setembro de 1665, em Madrid. Filho de Filipe III e de D. Margarida de Áustria subiu ao trono a 31-03-1621. Do segundo casamento de Filipe IV com D. Maria Ana de Áustria nasceu, entre outros, o príncipe Carlos, que haveria de herdar o trono com o título de Carlos II de Espanha.
Entregou, logo após a sua subida ao trono, o governo ao duque de Olivares. Este manteve-se no poder ao longo de 25 anos, governando muitas vezes à revelia do próprio rei. Na segunda metade do seu reinado, Filipe IV esteve muito mais empenhado no exercício pessoal do poder.
Durante o tempo de reinado de Filipe IV a política europeia foi marcada pela influência dos cardeais Mazarino e Richelieu, que procuraram quebrar a hegemonia de Espanha na Europa. Foi também neste período que se reacendeu a guerra da Espanha com as Províncias Unidas. Apesar de todas as medidas de Filipe IV, o poderio da Holanda tornava-se cada vez maior, como o demonstra a criação da Companhia das Índias Ocidentais (1621). Não é de estranhar, portanto, o interesse dos holandeses pelo Brasil, que levou à conquista da Baía em 1624 e de Pernambuco em 1630. Um pouco mais tarde, os Ingleses apoderaram-se também da Ilha da Jamaica.
A tirania do governo do duque de Olivares foi, sem dúvida, uma das causas das revoltas na Catalunha e em Portugal. O descontentamento dos portugueses tinha levado já o duque a colocar à frente do governo de Portugal a duquesa de Mântua, sendo secretário desta, Miguel de Vasconcelos. Contudo a um de dezembro de 1640 estalou a revolta em Lisboa, tendo rapidamente alastrado à província. A 15 do mesmo mês de dezembro foi coroado D. João como rei de Portugal. Filipe IV procurou ainda impedir a revolução, entrando numa longa guerra com Portugal que apenas terminou em 1668.

In http://www.infopedia.pt/$d.-filipe-iv-(iii-de-portugal)

691.º Aniversário do nascimento de D. Pedro I, rei de Portugal

D. Pedro I de Portugal | http://upload.wikimedia.org

D. Pedro nasceu em Coimbra no dia 8 de Abril de 1320 e faleceu em Estremoz no dia 18 de Janeiro de 1837. Foi o quarto dos sete filhos (primeiro varão a chegar à vida adulta) de D. Afonso IV de Portugal e de Beatriz de Castela. Sucedeu a seu pai no trono em de Maio de 1357 passando a ser o 8.º monarca de Portugal e da 1.ª dinastia. Reinou durante quase 10 anos e da sua governação referem-no os cronistas, nomeadamente Fernão Lopes, como um bom administrador, frontal e impassível face à crescente influência papal sobre o país de que resultou, por exemplo a ousada promulgação do “Beneplácito Régio” uma determinação que conferia ao rei a prerrogativa de controlar a circulação de documentos eclesiásticos no reino. É também retratado pelos cronistas como um monarca de elevada compleição física, corajoso e decidido no domínio da política externa, o que o terá levado a imiscuir-se nos conflitos armados que existiam entre os reinos de Castela e Aragão, participando ao lado deste na invasão daquele. Foi também considerado pelo cronista um rei justo para com os povos ainda que por vezes extremamente temperamental e capaz de determinar a tomada de medidas bastante duras sobre os seus próprios servidores quando se tratava de defender a ordem e os bons costumes. Conta-se por exemplo que terá mandado castrar um seu escudeiro, homem da sua própria confiança e de grande popularidade pelas suas virtudes de lealdade e valentia, por lhe ter chegado aos ouvidos que dormia com uma mulher casada.
D. Pedro surge na história imortalizado pela sua profunda paixão e relação amorosa com a Inês de Castro, uma dama galega que entrou em Portugal acompanhando da sua segunda esposa, D. Constança Manuel relação essa que terá influenciado a política interna e perturbado algumas figuras proeminentes do conselho do rei, seu pai, D. Afonso IV que obtiveram do monarca o necessário consentimento para assassinar a inconveniente amante do príncipe, o que veio a suceder em 1355. A tragédia “A Castro”, titulo como que esta triste história foi divulgada a partir de António Ferreira, levou a que o inconsolado príncipe, depois de ver assegurada a sua coroação, não mais descansasse enquanto não vingasse o dramático fim da sua amada, conseguindo que pelo menos dois dos perpetradores pagassem brutalmente com a vida a afronta, tal o destino que tocou a Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves sendo a quem foram os corações arrancados, a um pelo peito e a outro pelas costas. Valeu-lhe este acto, a D. Pedro I, o cognome de “O Justiceiro” ou O “Cru”. A mágoa pela perda de Inês jamais esmoreceu no coração de “O Justiceiro” que, segundo a tradição a mandou desenterrar o seu corpo, a fez coroar Rainha de Portugal e ordenou criação de dois belos túmulos para si e para ela (que são consideradas como duas verdadeiras obras primas da escultura gótica portuguesa), colocados nas naves laterais do Mosteiro de Alcobaça, onde efectivamente jazem os dois eternos apaixonados.

Túmulos de Inês de Castro e D. Pedro  | http://concursocastroines.blogspot.com

Para ler a “Chronica del Rey D. Pedro I”, de Fernão Lopes, clique sobre as seguintes ligações alternativas:

   


sábado, 19 de março de 2011

407.º Aniversário do nascimento de D. João IV

Retrato de D. João IV | http://freamundense.blogspot.com
 
Nascido no Paço ducal de Vila Viçosa, a 19 de Março de 1604, D. João IV foi o 22.º rei de Portugal e o fundador da 4ª dinastia, a dinastia da Bragança, que só viria a terminar em 1889 no Brasil e em 1910 em Portugal, ali em resultado do golpe republicano de 15 de Novembro de 1889, que pôs termo à família imperial brasileira dos ramos e Patrópolis e de Vassouras, os ramos de Orleães e Bragança em disputa, reinando a princesa Isabel de Bragança e Bourbon e aqui em resultado do golpe republicano de 5 de Outibro 1910 que pôs termo à monarquia da Casa de Bragança, reinando D. Manuel II da Casa de Bragança - Saxe - Coburgo e Gota. Nascido de Teodósio II, sétimo duque de Bragança, e de sua mulher, a duquesa Ana de Velasco y Girón, nobre castelhana, D. João IV era o herdeiro do senhorio da casa ducal de Bragança, 8.º duque de Bragança, 5.º duque de Guimarães. 3.º duque de Barcelos, 7.º marquês de Vila Viçosa e conde de Barcelos, Guimarães, Arraiolos, Ourém e Neiva, quando subiu ao trono de Portugal após a Restauração da Independência de Portugal na qualidade de trineto do rei D. Manuel I, por via de D. Catarina duquesa de Bragança que era sua avó paterna. Recebeu o cognome de” O Restaurador”, por conseguir obter Restauração da independência do Reino relativamente ao domínio da Casa real estrangeira dos Habsburgos (a dinastia filipina) e também o cognome de “ O Afortunado” em virtude de a coroa lhe ter tocado não por intervenção e vontade própria, mas da própria esposa, D. Luísa de Gusmão.

Foi rei de Portugal entre 1 de Dezembro de 1640, por golpe de estado seguido de aclamação, e 6 de Novembro de 1656, data da sua morte no Palácio da Ribeira, em Lisboa, sendo sucedido no trono por D. Afonso VI devido à morte acidental prematura do herdeiro presuntivo e primeiro filho Varão, D. Teodósio em 1653. D. João IV sucumbiu ao “mal de gota e da pedra” que o atormentava desde 1648, cedendo a regência à esposa, D. Luísa de Gusmão.
O consagrado historiador Joaquim Veríssimo Serrão, reagindo às intenções depreciativas da historiografia liberal relativamente à actuação deste monarca, saiu em sua defesa, salientando a sua energética acção na defesa das fronteiras do reino e os esforços diplomáticos por ele instruídos nas cortes adversas, no sentido de garantir os melhores tratados de paz ou de tréguas, e noutras cortes, no sentido de garantir auxílio militar e financeiro, bem como o reconhecimento da legitimação formal da independência da monarquia portuguesa face à usurpação dos Habsburgos. Além disso têm sido salientados no seu governo importantes iniciativas e reformas ao nível da defesa e administração interna, tais como a criação do Conselho de Guerra, logo em 1640, da reforma do Conselho da Fazenda, em 1642 e da Junta dos Três Estados e do Conselho Ultramarino, em 1643, e da criação da Companhia da Junta do Comércio em 1649. Importa acrescentar ainda uma abundante legislação despachada do seu conselho no sentido de responder às carências do seu governo na Metrópole e no Ultramar. No curto espaço de 16 anos teve ainda o fundador da dinastia brigantina engenho e alma para revelar a sua apurada sensibilidade artística e cultural devido à sua natural e indesmentível dedicação pela literatura e gosto pela música. Está sepultado no Panteão dos Braganças do Mosteiro de S. Vicente de Fora em Lisboa.

Para conhecer mais pormenores sobre D. João IV clique AQUI.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

499.º Aniversário do cardeal-rei D. Henrique


D. Herique, o cardeal-rei | in http://pt.wikipedia.org

O Cardeal - Rei

Henrique nasceu em Lisboa a 31 de Janeiro de 1512 e faleceu em Almeirim, curiosamente, no mesmo dia e mês do ano de 1580. Estamos, portanto, a um ano do dos 500 anos do seu nascimeto. Foi o quinto filho varão de D. Manuel I e de sua segunda mulher, D. Maria de Aragão, manifestando desde infância a sua vocação pela vida religiosa em detrimento da vida política, acabando a sucessão do trono por ser assegurada, mais tarde, por seu irmão mais novo, D. João III. Mas as circunstâncias que se seguiram ao falecimento do monarca na menoridade do neto deste, D. Sebastião (filho póstumo do Príncipe João de Portugal e da Princesa D. Joana) e a crise dinástica advinda mais tarde com a morte d’o Desejado fizeram com que o já então cardeal D. Henrique se visse na obrigação de assumir a governação do País: Primeiro como Regente, em 1562 dada a menoridade do seu sobrinho de segundo grau e a abdicação da cunhada D. Catarina de Áustria que, após 5 anos de desgostosos serviços nessa função, decidiu recolher-se ao Paço de Xabregas, profundamente agastada com o neto; depois como rei, tendo sido assim aclamado em Lisboa em 1578, logo que foi confirmada a morte de D. Sebastião, reinando Portugal até ao fim da sua vida.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

457.º Aniversário do nascimento de D. Sebastião

D. Sebastião, pintura a óleo de Cristóvão de Morais, 1571,
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, in http://pt.wikipedia.org

Completaram-se ontem, 20 de Janeiro de 2011, 457 anos sobre o nascimento de D. Sebastião, último rei da dinastia de Avis que ficou para a História como uma das mais controversas figuras da monarquia portuguesa. No resumo biográfico que a seguir inserimos,  transcrito de O Portal da História, estão algumas hiperligações a temas relacionados com esta personagem anteriormente publicados neste blog.

Resumo biográfico

Décimo sexto rei de Portugal, filho do príncipe D. João e de D. Joana de Áustria, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, e morreu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Sucedeu a seu avô D. João III sendo o seu nascimento esperado com ansiedade, enchendo de júbilo o povo, pois a coroa corria o perigo de vir a ser herdada por outro neto de D. João III, o príncipe D. Carlos, filho de Filipe II de Espanha.
De saúde precária, D. Sebastião mostrou desde muito cedo duas grandes paixões: a guerra e o zelo religioso. Cresceu na convicção de que Deus o criara para grandes feitos, e, educado entre dois partidos palacianos de interesses opostos - o de sua avó que pendia para a Espanha, e o do seu tio-avô o cardeal D. Henrique favorável a uma orientação nacional -, D. Sebastião, desde a sua maioridade, afastou-se abertamente dum e doutro, aderindo ao partido dos validos, homens da sua idade, temerários a exaltados, que estavam sempre prontos a seguir as suas determinações.
Nunca ouviu conselhos de ninguém, e entregue ao sonho anacrónico de sujeitar a si toda a Berbéria e trazer à sua soberania a veneranda Palestina, nunca se interessou pelo povo, nunca reuniu cortes nem visitou o País, só pensando em recrutar um exército e armá-lo, pedindo auxílio a Estados estrangeiros, contraindo empréstimos a arruinando os cofres do reino, tendo o único fito de ir a África combater os mouros.
Chefe de um numeroso exército, na sua maioria aventureiros e miseráveis, parte para a África em Junho de 1578; chega perto de Alcácer Quibir a 3 de Agosto e a 4, o exército português esfomeado e estafado pela marcha e pelo calor, e dirigido por um rei incapaz, foi completamente destroçado, figurando o próprio rei entre os mortos.

Ficha genealógica
D. Sebastião, nasceu em Lisboa, a 20 de Janeiro de1554; faleceu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578; sepultado em 1582 no Mosteiro dos Jerónimos. Morreu solteiro e sem descendência.

Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976
Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume III: O Século de Ouro (1495-1580),
Lisboa, Verbo, 1978

in http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/sebastiao.html

sábado, 15 de janeiro de 2011

579.º Aniversário do nascimento de D. Afonso V

Por Leonel Salvado
D. Afonso V, rei de Portugal
D. Afonso V de Portugal, (Sintra, 15 de Janeiro de 1432 - Sintra, 28 de Agosto de 1481), foi o décimo-segundo Rei de Portugal, cognominado o Africano pelas conquistas no Norte de África. Filho do rei Duarte I, sucedeu-o em 1438 com apenas seis anos. Por ordem paterna a regência foi atribuída a sua mãe, Leonor de Aragão mas passaria para o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra, que procurou concentrar o poder no rei em detrimento da aristocracia e concluiu uma revisão na legislação conhecida como Ordenações Afonsinas. Em 1448 D. Afonso V assumiu o governo, anulando os editais aprovados durante a regência. Com o apoio do tio homónimo Afonso I, Duque de Bragança declarou D. Pedro inimigo do reino, derrotando-o na batalha de Alfarrobeira. Concentrou-se então na expansão no norte de África, onde conquistou Alcácer Ceguer, Anafé, Arzila, Tânger e Larache. Concedeu o monopólio do comércio na Guiné a Fernão Gomes, com a condição de este explorar a costa, o que o levaria em 1471 a Elmina, onde descobriu um florescente comércio de ouro cujos lucros auxiliaram o rei na conquista. Em 1475, na sequência de uma crise dinástica, D. Afonso V casou com a sobrinha Joana de Trastâmara assumindo pretensões ao trono de Castela, que invadiu. Após fracassar na batalha de Toro, com sintomas de depressão, D. Afonso abdicou para o filho, D. João II de Portugal, falecendo em 1481.
Origem: Wikipedia, a enciclopédia livre – transcrição integral

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A acção de D. Afonso V em “terras de Valpaços”
Diga-se por curiosidade, a respeito da acção deste monarca por terras de Monforte de Rio Livre e de Chaves que hoje integram os concelhos desta cidade e o de Valpaços, que foi o próprio D. Afonso V quem instituiu o título dos condes de Atouguia, por decreto de 17 Dezembro de 1448, destinado a D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, que viveu entre cerca de 1390 e 1452 e em reconhecimento dos serviços militares que este triunfalmente prestou àquele monarca, de quem aliás foi aio, e ao duque de Bragança, contra D. Pedro o Regente, na dramática batalha de Alfarrobeira, passando assim a ser, Álvaro Gonçalves de Ataíde, o primeiro conde de Atouguia, e nomeado ainda alcaide de Atougia e mais tarde de Coimbra. Ora, este primeiro conde de Atouguia foi filho de Martim Gonçalves de Ataíde, alcaide-mor de Chaves e de Dona Mécia Vasques Coutinho, aia dos infantes da “ínclita geração”, mas, ao contrário do se possa pensar, o primeiro conde de Atouguia, não sucedeu ao pai na guarda da praça de Chaves, antes se vira nomeado, entretanto, alcaide de Vinhais e de Monforte do Rio Livre. Julgo ter começado por essa época a esboçar-se o senhorio dos Ataídes nas terras do termo de Monforte e de algumas das que actualmente integram o concelho de Chaves. Surgem, por exemplo, referências aos condes de Atouguia desde 1527 (Cadastro da População do Reino) atribuindo-lhes os senhorios de terras do actual concelho de Valpaços, como acontece com D. Afonso de Ataíde (apontado como o 3.º conde de Atouguia), em relação ao lugar de Fornos do Pinhal, sucendendo o mesmo em registos dos primórdios do século XVIII, nos quais se diz que foram senhores das terras das antigas abadias de Bouçoais, Santa Valha e Sonim e lugares adscritos destas duas, como Fornos do Pinhal e Barreiros, respectivamente, e comendadores na Ordem de Cristo de S. João de Castanheira, também conhecida como “Cima de Villa” (integrando lugares como Lebução, Ferreiros, Parada e Ribeira, Sanfins, Aveleda e Vales, Pedome e Moreiras), e de Oucidres (abrangendo os lugares de Alvarelhos, Lama de Ouriço, Monte de Arcas e Tinhela), do que ainda se faziam eco os documentos dos meados da mesma centúria, comummente designados de "Memórias Paroquiais".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

121.º Aniversário do nascimento de D. Manuel II

D. Manuel II, o bibliógrafo, in http://www.inteirospostais.com

D. Manuel II, o último rei de Portugal
Por Ana Maria Simões 04- 10- 2010

«Era uma vez um príncipe que não pensava ser rei» mas que a tragédia levou ao trono e que a propaganda republicana fez um «fraco, mal preparado, beato e dominado pela mãe».

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

856.º Aniversário do nascimento de D. Sancho I



D. Sancho I de Portugal (11 de Novembro de 1154 - 26 de Março de 1211), cognominado o Povoador (pelo estímulo com que apadrinhou o povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), etc, povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

domingo, 31 de outubro de 2010

619.º Aniversário do nascimento de D. Duarte, rei de Portugal



D. Duarte I de Portugal (Viseu, 31 de Outubro de 1391 – Tomar, 9 de Setembro de 1438) foi o décimo-primeiro Rei de Portugal, cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu. Filho de D. João I de Portugal e D. Filipa de Lencastre, como primogénito da ínclita geração desde cedo foi preparado para reinar. Em 1433 sucedeu a seu pai e num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África: o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações e em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger o seu irmão D. Fernando foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_I_de_Portugal
Imagem: Id


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665.º Aniversário do nascimento de D. Fernando, rei de Portugal

D. Fernando I de Portugal, nono rei de Portugal, (Lisboa, 31 de Outubro de 1345 - 22 de Outubro de 1383). Era filho do rei D. Pedro I de Portugal e sua mulher, a princesa D. Constança de Castela. D. Fernando sucedeu a seu pai em 1367 e morreu a 22 de Outubro de 1383. Foi cognominado O Formoso ou O Belo (pela beleza física que inúmeras fontes atestam) e, alternativamente, como O Inconsciente ou O Inconstante (devido à sua desastrosa política externa que ditou três guerras com a vizinha Castela, e até o perigo, após a sua morte, de o trono recair em mãos estrangeiras).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_I_de_Portugal
Imagem: Idem

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

321.º Aniversário do nascimento de D. João V, rei de Portugal


Nasceu a 22 de Outubro de 1689, no Palácio da Ribeira, em Lisboa, sendo baptizado com o nome de João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, e foi o terceiro filho (segundo varão) dos oito filhos legítimos de D. Pedro II e D. Maria Sofia de Neuburgo. Foi jurado príncipe herdeiro no dia 1 de Dezembro de 1697 devido à morte de seu irmão, João de Bragança e Príncipe do Brasil com apenas 17 dias de idade. A 9 de Dezembro de 1706 tornou-se o 25.º rei de Portugal (o 4º da dinastia de Bragança), subindo solenemente ao trono em Dezembro do ano seguinte. Recebeu o cognome de  O Magnânimo ou de O Rei-Sol Português devido à ostentação e luxo que rodeou a corte durante o seu reinado. É por vezes também cognominado de o freirático em atenção à sua apetência sexual por determinadas freiras de cuja relação com duas delas, Madre Paula e Dona Madalena de Miranda resultaram os nascimentos de dois, dos seus seis filhos naturais, D. José de Bragança e D. Gaspar de Bragança, respectivamente, que foram dois dos três “meninos de Palhavã”. Foi detentor de uma vasta cultura obtida desde a sua infância sob a orientação das maiores sumidades culturais da época pertencentes à Companhia de Jesus. Casou a 9 de Julho de 1708 com Maria Ana Joseja, arquiduquesa de Áustria, na catedral de Santo Estevão, em Viena, de quem teve seis filhos, de entre os quais D. José que viria a ser o seiusucessor. D. João V faleceu em Lisboa em 31 de Julho de 1750 e está sepultado no mosteiro de São Vicente de Fora.

Imagem: in http://www.bemhaja.com


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

212.º Aniversário do nascimento de D. Pedro IV

D. Pedro IV em 1832 | http://phalerae-jvarnoso.blogspot.pt

O seu nome completo foi Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. Nasceu em Queluz a 12 de Outubro de 1798 e faleceu no mesmo local a 24 de Setembro de 1834. Foi o 4.º filho (2º varão) do rei D. João VI e de sua esposa, a rainha Carlota Joaquina de Bourbon, infanta de Espanha e primogénita de Carlos IV de Espanha. Após a morte prematura de seu irmão, primogénito, Francisco de Bragança, em 1801, recaiu sobre ele o direito de sucessão. Ficou conhecido como D. Pedro I, o primeiro imperador (e primeiro chefe de estado) do Brasil e como D. Pedro IV, o 28.º rei de Portugal (7.º da dinastia de Bragança), durante apenas 7 dias. Acabou por abdicar de ambas as coroas - da portuguesa em favor da filha, D. Maria da Glória, a 28 de Maio de 1926, e da brasileira, em favor do filho, D. Pedro II do Brasil, a 7 de Abril de 1831.

Em Portugal foi cognominado de O Rei-Soldado, em virtude da sua intervenção na Guerra Civil de 1832-34, travada entre as suas forças liberais e as forças absolutistas de seu irmão, D. Miguel, embora também se usasse o cognome de Rei-Imperador, pelo motivo atrás mencionado. Acresce um terceiro cognome, o de O Libertador, usado tanto em Portugal como no Brasil, ali por ter libertado o país do governo absolutista, aqui por ter libertado esta colónia do domínio português.

Imagem: http://carlospacodarcos.blogspot.com/
Para uma Biografia mais detalhada sobre D. Pedro IV (I do Brasil), clique AQUI.

sábado, 9 de outubro de 2010

749.º Aniversário do nascimento de D. Dinis, rei de Portugal

D. Dinis I de Portugal (Lisboa [?], 9 de Outubro 1261 — Santarém. 7 de Janeiro de 1325) foi o sexto rei de Portugal. Filho de D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela, neto de Afonso X de Castela, foi aclamado em Lisboa em 1279. Viveu 63 anos e desses 46 passou-os a governar os Reinos de Portugal e do Algarve, tendo subido ao trono com 17 anos.
Figura incontornável da Península Ibérica de fim de Duzentos e início de Trezentos, D. Dinis foi cognominado Pai-da-Pátria por Duarte Nunes de Leão. Foi um dos principais responsáveis pela criação da identidade nacional portuguesa. A ele se deve em larga escala o alvor da consciência de Portugal enquanto Estado e Nação. A sua actividade governativa sempre se manteve nessa linha: definiu as fronteiras de Portugal em Alcanizes, instituiu o Português como língua oficial da corte, libertou as Ordens Militares em território nacional de influências estrangeiras e prosseguiu um sistemático acréscimo do centralismo régio.

A política centralizadora foi articulada com acções de fomento económico importantíssimas - como a criação de inúmeros concelhos e feiras - e de relevantes reformas judiciais. A administração das propriedades régias tornou-se mais eficiente e D. Dinis ficou conhecido como um Rei rico; disso encontramos eco na Divina Comédia de Dante Alighieri. O extenso e excelso trabalho deste Rei em prol do Reino resumiu António Caetano de Sousa ao cognome de O Lavrador, assaz redutor face a obra tão profícua e, ademais, gerado pela imputação errónea da plantação do Pinhal de Leiria a este monarca; na realidade o pinhal já existia desde D. Sancho II.
Foi grande amante das artes e letras. Trovador famigerado, muito cultivou as Cantigas de Amigo, de Amor e a sátira, contribuindo indelevelmente para o desenvolvimento da poesia trovadoresca. Devido à sua obra poética, é hoje conhecido como o O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador. Pensa-se ter sido o primeiro monarca português alfabetizado, tendo assinado sempre com o nome completo. Culto e curioso das letras e das ciências, terá impulsionado a tradução de muitas obras para Português, entre as quais se contam os tratados de seu avô Afonso X, o Sábio. Foi o responsável pela criação da primeira Universidade portuguesa, na altura sediada em Coimbra.
In http://pt.wikipedia.org | categoria: Reis de Portugal
Imagem: Id

Para conhecer mais detalhes sobre D. Dinis, a partir da mesma fonte, tais como a sua personalidade, a sua compleição física, a sua obra administrativa e cultural, os seus anos de vida, bem como a sua descendência, clique AQUI.

sábado, 21 de agosto de 2010

367.º Aniversário do nascimento de D. Afonso VI

D. Afonso VI foi uma dos monarcas mais  problemáticos da História de Portugal. Foi o 23.º rei e o 2º da dinastia de Bragança.
Devido à prematura morte, a 13 de Maio de 1653, de seu irmão mais velho, o príncipe D. Teodósio - em quem se depositavam grandes esperanças enquanto futuro rei, tendo em conta a sua inteligência, benigna personalidade e singular dedicação literária -  e de sua irmã, a infanta D. Joana de Bragança, a 17 de Novembro do mesmo ano, o infante D. Afonso prefigurou-se como o legítimo candidato à Coroa. Considerado como um jovem doente física e mentalmente, só foi colocado no trono a 28 de Junho de 1662, graças  aum golpe palaciano criteriosamente preparado por um dos seus aios, o terceiro conde de Castelo Melhor, D. Luís de Vasconcelos e Sousa, que determinou o afastamento da vida pública da mãe, D. Luísa de Gusmão, quem exercia a regência desde 15 de Novembro de 1656 (o rei, D. João IV, havia falecido a 6 de Novembro de 1656). D. Luísa cede perante a possibilidade de entregar o trono do filho e mais tarde recolheu-se ao convento dos Agostinhos Descalços. Durante o seu curto reinado efectivo, de cerca de cinco anos e meio, D. Afonso VI continuou a manifestar uma conduta pouco digna, e o seu desastroso casamento com D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, Mademoiselle d´Aumale, ditaria o seu fim enquanto rei de Portugal. Em 1667 é instado pela rainha Maria Francisca, sua mulher, e pelo infante D. Pedro, seu irmão, a abdicar do trono em favor deste, o que D. Afonso assentiu. Aguardando-se a anulação do casamento real, a pedido da rainha, as Cortes de Lisboa, reunidas em 1668, sugeriram ao infante o casamento com a rainha, que entretanto se havia recolhido em clausura, com suas damas e oficiais no convento da Esperança, e baniram D. Afonso VI para a ilha Terceira, nos Açores, onde permaneceu em estado de progressiva degradação moral, e em 1674 foi mandado regressar ao Continente, sendo conduzido a uns aposentos do Palácio de Sintra, onde sobreviveu durante mais nove anos em grande sofrimento físico. Aí faleceu a 12 de Setembro de 1683, aos 39 anos.


Para uma diversificada e detalhada fonte de informações a respeito de D. Afonso VI clique AQUI.

Imagem: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/afonso6.html