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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
83.º Aniversário do nascimento de Che Guevara
Por Leonel Salvado
Che Guevara, fotografia de Alberto Korda
| em domínio público | Wikimédia Commons
No dia 14 de Junho de 1928 nascia em Rosário, Argentina, aquele que foi considerado pela revista norte-americanaTime Magazine como uma das cem personalidades mais importantes do século XX – Ernesto Guevara de la Cerna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che, devido ao seu constante uso do vocativo gaúcho “che”. Oriundo de uma família da classe média-alta “anti-peronista”, detentora de uma biblioteca com cerca de três mil volumes, começou desde cedo a desenvolver, em casa, o gosto pela leitura, incluindo obras de Julio Verne, Alexandre Dumas, Baudelaire, Neruda e Freud, mas também de Marx, Engels e Lenine que iriam moldar a sua personalidade e as suas convicções político-ideológicas.
De saúde débil, propenso a ataques de asma que o atormentariam durante o resto da sua vida, em 1932, com apenas 4 anos, Che Guevara mudou-se com a família, a conselho dos médicos, para Altagracía, uma localidade da região de Córdoba, onde iniciou e terminou os estudos liceais, e mais tarde para Buenos Aires, ingressando em 1946 na Universidade, no curso de Medicina que viria a terminar no ano de 1951. Entretanto, através de viagens empreendidas a outros países da América latina no exercício de uma das suas profissões temporárias de repórter fotográfico ou por iniciativa própria, o jovem médico foi reforçando as suas convicções ideológicas revolucionárias à medida que se ia inteirando das situações de miséria e sofrimento em que o continente se via mergulhado, sobretudo a Guatemala, onde em 1954, Guevara assistiu à luta e ao triunfo de Guzmán, eleito presidente desse Estado à frente de um partido de cariz popular. Definindo-se, a partir daí, como um sério opositor ao imperialismo norte-americano, no ano seguinte estava no México, onde conheceu os irmãos Castro, Raúl e Fidel, e veio a participar em todo o processo revolucionário cubano durante o qual logrou granjear a maior quota-parte da fama que o imortalizou em toda a sua épica Cruzada contra a opressão e a favor da liberdade dos povos. Após o triunfo da revolução cubana, e garantida a sua estabilidade após novo triunfo contra o imperialismo dos EUA e os anti-castristas na Baía dos Porcos, sentiu o revolucionário errante o chamamento de novas missões pelo que, em 1965, com a anuência de Fidel, partiu para o Congo com um destacamento de cem”internacionalistas” cubanos, onde, por razões que são imputadas à sua própria imprudência pela falta do necessário reconhecimento prévio da realidade cultural e sociológica africana, conheceu a sua primeira grande decepção.
Em seguida parte para as montanhas da Bolívia, onde julga, a partir daí, poder estabelecer uma base de guerrilha unificada dos países da América Latina com vista à invasão da Argentina. Aí conhece nova desilusão, não consegue o esperado apoio do Partido Comunista boliviano nem a simpatia da escassa população rural e, em estado de extremo desgaste físico e moral, é capturado no dia 8 de Outubro de 1967, conduzido à aldeia de La Higuera e, aí, ingloriamente abatido, no dia seguinte, por um simples soldado boliviano.
Os seus restos mortais, descobertos, em 1997, numa vala comum na cidade de Vallegrande, que fica a cerca de 50 Km de La Higuera, foram trasladados para Cuba e enterrados com honras de chefe de Estado, na presença de membros da família e de Fidel Castro. Também em Cuba foi erigido um monumento em sua homenagem, com base na célebre foto de Alberto Korda, d’oGerillero Heroico.
Os seus restos mortais, descobertos, em 1997, numa vala comum na cidade de Vallegrande, que fica a cerca de 50 Km de La Higuera, foram trasladados para Cuba e enterrados com honras de chefe de Estado, na presença de membros da família e de Fidel Castro. Também em Cuba foi erigido um monumento em sua homenagem, com base na célebre foto de Alberto Korda, d’oGerillero Heroico.
Para conhecer mais pormenores a respeito de Che Guevara clik AQUI.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Reportagem da TSF vence prémio Direitos Humanos e Integração, da UNESCO
A jornalista Joana de Sousa Dias, da TSF, venceu o prémio de jornalismo Direitos Humanos e Integração, da UNESCO, na categoria de rádio, com a reportagem "Pretérito mais que Presente".
Este trabalho, com sonorização de Herlander Rui, fala sobre a visita de 15 alunos da Escola Secundária de Valpaços a Auschwitz, para compreenderem o que era viver neste campo de concentração durante a II Guerra Mundial.
Joana de Sousa Dias, da TSF, ganhou o prémio Direitos Humanos e Integração, da UNESCO, na categoria de rádio com o trabalho "Pretérito mais que Presente", sonorizado por Herlander Rui.
Texto de Vítor Loureiro, in Valpassos D’Oje, 7 de Junho de 2011
Para rever o que já havíamos publicado sobre o projecto que foi objecto desta reportagem premiada, bem como sobre a própria reportagem, clik nas opções seguintes que se seguem:
domingo, 1 de maio de 2011
Dia da Mãe 2011
Imagem: Fundo (adaptado) http://missdevil.blogs.sapo.pt
texto: http://segredosdamimi.blogspot.com
clique sobre a imagem para aumentar
texto: http://segredosdamimi.blogspot.com
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Neste ano de 2011 o Dia da Mãe em Portugal comemora-se hoje, dia 1 de Maio, contrariamente ao ano passado, coincidindo portanto com outra data comemorativa universal e nacional que é o Dia do Trabalhador. O «Dia das Mães» em Portugal era comemorado até há alguns anos, a 8 de Dezembro, mas passou a ser celebrado no 1.º Domingo de Maio em homenagem a Maria, mãe de Jesus. As mães recebem presentes, mensagens e flores, numa celebração que reúne toda a família.
Nesta data, que é também de homenagem religiosa à Virgem Mãe, o Clube de História deseja a todas as Mães e às suas famílias os melhores sentimentos de Amor, Carinho e Confiança no Futuro.
Algumas notas históricas sobre do Dia da Mãe
Existem indicações de que o Dia da Mãe já seria festejado na Antiguidade, na Grécia e em Roma. A celebração de Rhea, a “mãe dos deuses” e esposa de Cronos na Grécia Antiga é entendida como uma celebração à sagrada figura materna. Também os romanos tiveram a sua “mãe dos deuses”, Cybele, em honra da qual realizavam grandes festas com o mesmo significado que elas representavam para os gregos.
Só muito mais tarde, pelo início do século XVII é voltam a surgir referências associadas ao Dia da Mãe ou “Dia das Mães”. Tal sucedeu em Inglaterra onde o quarto Domingo da Quaresma passou a ser dedicado às mães das operárias inglesas que guardavam esse dia para ficar em casa com as mães, dia que passou a designar-se de Mothering Day. Dessa tradição nasceu o Mothering Cake, um bolo feito para oferecer às mães em ambiente festivo.
Em 1872 nos Estados Unidos da América, a escritora Júlia Wars Howe foi a primeira pessoa a sugerir a fixação de uma data dedicada às mães. Desde então esta tradição espalhou-se pelo mundo e actualmente o dia da mãe é celebrado em todos os continentes e em numerosos os países de culturas e religiões distintas, sendo as respectivas datas bastante variáveis, em alguns em dias fixos, noutros casos a um dos Domingo dos meses de Fevereiro, Maio, como acontece em Portugal, em Espanha, Lituânia e em alguns países de expressão oficial portuguesa como acontece em Angola, Moçambique e Cabo Verde no primeiro Domingo de Maio, e Outubro. No Brasil, por exemplo o Dia da Mãe é celebrado desde 1932 no segundo Domingo de Maio. Em Israel, facto curioso, a sua celebração foi substituída pela celebração do Dia da Família, em Fevereiro.
Algumas frases históricas sobre a Mãe
"Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.”
Ditado judaico
"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação."
Guy Maupassant
"O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão.”
Honoré de Balzac
"Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida."
Sófocles
"A mãe compreende até o que os filhos não dizem."
Textos judaicos
In http://www.aceav.pt
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ainda em busca da Atlântida?!
Primeiros relatos conhecidos sobre a Atlântida são de Platão | http://www.cienciahoje.pt
Confesso que este é um dos mitos da História do que talvez pudéssemos chamar de “as civilizações perdidas” que sempre me fascinou, talvez, como decerto aconteceu com muitas pessoas da minha geração, por influência das “Vinte Mil Léguas Submarinas” do romancista Júlio Verne, obra que marcou dezenas de gerações antes e depois da minha. À medida que fui amadurecendo resignei-me perante a probabilidade de se encontrar alguma verdade por detrás dos encantos transmitidos pela singular imaginação daquele precursor da ficção científica e convenci-me de que esta mítica civilização redescoberta nas obras de Platão “Timeu” e “Crítias”, não passava disso mesmo – um mito. Mesmo após Verne, a perseverança de alguns cientistas, arqueólogos e simples entusiastas da Atlântida não bastou para superar esta minha convicção. Agora, perante esta curiosa “Notícia com História”, resta-me, com a necessária sensatez, esperar por novos desenvolvimentos desta investigação para reavaliar a minha posição sobre tão enigmático tema.
Leonel Salvado
Americanos dizem ter encontrado réplica da Atlântida
Metrópole pode ter sido destruída por um tsunami
CiênciaHoje, 2011-03-15
Uma equipa de geólogos e arqueólogos americanos diz ter encontrado as ruínas de um memorial da cidade perdida de Atlântida na zona de Cádiz, sul de Espanha. De acordo com o documentário"Finding Atlantis", no qual a descoberta foi apresentada, esta metrópole pode ter desaparecido graças a um tsunami que a destruiu há nove mil anos.
"É difícil perceber como um tsunami foi capaz de 'varrer' cem quilómetros de terra, mas foi isso que aconteceu", frisou Richard Freund, da Universidade de Hartford, nos Estados Unidos, que liderou a investigação.
Freund localizou a metrópole a 96 quilómetros da costa, nos pântanos do Parque Nacional de Doñana. Contudo, esta descoberta parece não corresponder à Atlântida original, mas a uma cidade feita à sua imagem por sobreviventes da primeira.
Através de imagens de satélite, a equipa suspeitou de uma cidade submersa naquela localização. Para solucionar este mistério, os investigadores recorreram, entre 2009 e 2010, a radares, cartografias subaquáticas e outras tecnologias e constataram que a cidade que encontraram era feita à semelhança da Atlântida.
Os especialistas querem agora fazer novas escavações neste local para estudar mais a fundo as formações geológicas e os artefactos que lá existem.
De Platão à actualidade
Os primeiros relatos da mítica Atlântida datam de há 2400 anos, quando Platão descreveu-a como "uma ilha situada em frente ao estreito chamado de Pilares de Hércules", denominação do Estreito de Gibraltar na antiguidade.
Apesar dos relatos do filósofo grego dizerem que esta "desapareceu de um dia para o outro nas profundezas do oceano", a dúvida sobre a existência desta metrópole persiste há milhares de anos. Já em 2004 e em 2009 outros investigadores disseram tê-la encontrado no Chipre e perto das Canárias, respectivamente
In http://www.cienciahoje.pt
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
447.º Aniversário do nascimento de Galileu Galilei
Retrato de Galileu Galilei pintado por Justus Sustermans em 1636. “National Maritime Museum”, Greenwich, Londres |http://www.nmm.ac.uk
Galileu Galilei (em italiano: Galileo Galilei) (Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada revolução científica.
Galileu era o mais velho dos sete filhos do alaudista Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati. Viveu a maior parte de sua vida em Pisa e em Florença, na época integrantes do Grão-ducado da Toscana.
Galileu Galilei desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contribuição de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica.
O físico desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termómetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo. O método empírico, defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico mais abstrato utilizado nessa época, devido a este Galileu é considerado como o "pai da ciência moderna".
In http://pt.wikipedia.org
Para consultar o a biografia completa a partir da mesma, clique AQUI.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
533.º Aniversário no nascimento de Thomas More
Retrato de Thomas More, tempera de Hans Holbein, o jovem, 1527, Frick Collection
http://pt.wikipedia.org
Thomas More foi um insigne humanista do Renascimento, homem de estado e de leis, diplomata e escritor que nasceu em Londres a 7 de Fevereiro de 1478 e se notabilizou no exercício de importantes cargos públicos designadamente na de “Lorde Chancellor”, no reinado de Henrique VIII. Foi condenado à morte por este mesmo rei que o favorecera na Corte, martirizado e decapitado na Torre de Londres, a 6 de Julho de 1535. Mais tarde foi canonizado e hoje é festejado a 22 de Junho como Santo da Igreja Católica. O essencial da sua biografia está publicado no “Memorial [Universal] ” deste blogue sob o título Thomas More – morte de um humanista, nascimento de um santo.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Primeiras viagens marítimas dos humanos podem ter acontecido há 130 mil anos atrás
Por Natasha Romanzoti em 4.01.2011
Arqueólogos descobriram o que pode ser evidência de uma das primeiras viagens através do mar feitas por ancestrais humanos na ilha de Creta.
Arqueólogos descobriram o que pode ser evidência de uma das primeiras viagens através do mar feitas por ancestrais humanos na ilha de Creta.
Creta está separada do continente há cerca de cinco milhões de anos. Quando especialistas gregos e americanos encontraram machados e outras ferramentas brutas, provavelmente com 130.000 a 700.000 anos de idade, próximas a abrigos na costa sul da ilha, isso sugere que quem fez essas ferramentas deve ter viajado para lá via marítima (uma distância de pelo menos 65 quilômetros).
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Azares, esquecimentos ou batotices?
A história e da busca do conhecimento nem sempre é tão linear como parece. Por vezes a atribuição correcta dos louros das descobertas é algo obscuro, digno de uma investigação de Sherlock Holmes.Encontramos personagens injustamente atropeladas pela História ou pela mera sombra dos génios dos seus tempos, desencontros nebulosos de cronologias e até mesmo trapaceiros que reclamaram a glória indevidamente.
Eis um caso curioso, o de Simon Marius, astrónomo alemão que nasceu há precisamente 438 anos. No final de 1608 soube através de um oficial de artilharia que na Feira de Frankfurt um holandês lhe tinha tentado vender o que viria a ser o modelo mais primitivo do telescópio. A partir dos detalhes revelados rapidamente construiu um e, provavelmente a partir de 1609, observou todo um universo que até então estava escondido. Foi um dos primeiros a observar a galáxia de Andrómeda e possivelmente as luas de Júpiter. Possivelmente - porque não publicou tal descoberta, apenas a proclamou na altura!
Galileu, inteligentemente, fê-lo, reclamando para si a descoberta das luas a 7 de Janeiro de 1610. Marius tinha fama de batoteiro e por isso foi esquecido. De facto, os seus registos da "descoberta" datam de 1613. Ironicamente, ao lado do seu registo anotou nomes para as luas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto. E foram esses os nomes eternizados pela História. A descoberta é do imortalizado Galileu, a toponímia do esquecido Marius.
por Miguel Gonçalves
http://www.ionline.pt/conteudo/97671-azares-esquecimentos-ou-batotices
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Há 218 anos: Execução de Luís XVI na guilhotina – uma infeliz ironia da história?
Luís XVI sobe ao cadafalso – autor desconhecido,
in http://www.pliniocorreadeoliveira.info
in http://www.pliniocorreadeoliveira.info
No dia 21 de Janeiro de 1793, no contexto da Revolução Francesa, Luís XVI, rei de França era executado pela guilhotina na Praça da Revolução depois de ter sido acusado de traição pelo Comité de Segurança Pública e Tribunal Revolucionário por ter liderado um movimento de contra-revolução que obrigou os revolucionários da ala mais radical a preparar uma nova Assembleia Nacional Constituinte, dando origem a um regime de terror conhecido como a Convenção cujos instrumentos de auto-defesa do governo contra a oposição foram as referidas instituições que determinaram aquela execução. Este acontecimento, apenas mais um de muitos exemplos da acção do terror da Convenção, tem sido classificado por alguns historiadores sensacionalistas como uma das mais “incríveis” ironias da História. Numa separata da revista portuguesa “Super Interessante” (nº64 de Agosto de 2003), por exemplo, pode ler-se:
Mal Pensado
Luís XVI sugeriu dar uma forma triangular à lâmina da guilhotina, para torná-la mais eficaz. O próprio soberano teve, mais tarde, oportunidade de a testar no seu real pescoço.”
Almanaque do Incrível, p. 18
É verdade que uma das preocupações mais urgentes da Assembleia Nacional Constituinte, ainda durante a vigência da monarquia, chegou a ser a de se achar um método mais rápido e menos aflitivo de execução do grande número de condenados à pena capital. Não é verdade porém, que a solução encontrada - o engenho que passou a ser designado de Guilhotina – tenha sido uma invenção do Doutor Joseph-Ignace Guillotin. A única relação que é historicamente possível estabelecer entre este influente médico, a que o referido engenho deve impropriamente o nome, foi o de ele ter sido a primeira pessoa a chamar a atenção para a urgente necessidade de se procurar a solução mais indicada para o efeito pretendido e de ter recomedado a utilização de uma máquina que havia sido construída pelo seu amigo Antoine Louis, sendo esta a razão por que o engenho ganhou inicialmente o apelido de louisette ou louison e não de guillotine. Desconheço a existência de provas irrefutáveis de que Luís XVI tenha, na verdade, intervindo neste assunto pela forma como se diz. A comprovar-se tal alegação, poderá tratar-se efectivamente de uma das mais insólitas e infelizes ironias da História.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
599.º Aniversário do nascimento de Santa Joana d’Arc
Joana d’Arc é queimada viva pela Igreja a 30 de Maio de 1431
Pintura de Jules-Eugène Lenepveu (1818 -1898)
Santa Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc) (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.
Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.
Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: “Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica.”
In http://pt.wikipedia.org (transcrição).Consultar artigo completo
WikipédiA, a enciclopédia livre
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
5 de Janeiro de 1964 – um marco histórico para a Cristandade
O abraço entre o papa Paulo VI e patriarca Atenágoras I, Jerusalém, 1964
http://www.snpcultura.org
O encontro do papa Paulo VI, durante a sua visita à Terra Santa, com o patriarca Anaxágoras I há 47 anos foi o primeiro reencontro entre os representantes da Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em 900 anos, portanto um marco histórico para a Cristandade.
«Seu encontro [de Atenágoras] com o papa Paulo VI em 1964, na cidade de Jerusalém, foi importante no sentido de anular as excomunhões do Grande Cisma do Oriente de 1054. Foi um passo significativo em restaurar a comunhão entre a igreja de Roma e a de Constantinopla. Esse encontro produziu a declaração de União Católico-Ortodoxa em 1965, simultaneamente ao encontro público do Concílio Vaticano II e uma cerimônia especial em Istambul. A declaração não acabou com o cisma, mas mostrou um grande desejo de reconciliação entre ambas as igrejas, representados por Paulo VI e Atenágoras I. Contudo, essa declaração de união católico-ortodoxa não foi aceita por todos os bispos da Igreja Ortodoxa.»
In http://pt.wikipedia.orgPara acompanhar a posição da Igreja Ortodoxa a respeito do cisma, segundo as palavras de Bartolomeu I, patriarca ecuménico de Constantinopla, em entrevista concedida à Revista 30 Dias, em Fevereiro de 2004 consulte o Diálogo Ecuménico.
domingo, 2 de janeiro de 2011
519º Aniversário da conquista do Reino Mouro de Granada
A conquista de Granada, in http://historiageneral.com
Granada é uma cidade da Província espanhola com o mesmo nome, situada no sopé da Serra Nevada. Foi povoada pelos Iberos no século VIII a. C. e depois conquistada pelos Romanos que a designaram por Iliberis. Durante a dominação suevo-visigótica, fez parte do Reino visigodo de Toledo e tomou a designação de Elvira. Em 711, da expansão árabe comandada por Tarik resultou a sua tomada e ocupação pelos muçulmanos, ocupação essa que perdurou durante quase oito séculos, sendo então chamada de Ilibira. Durante esse logo período cultural constuiu-se o reino de que teve Ilibira como capital, e esta transformou-se numa das mais belas cidades peninsulares do seu tempo, sendo hoje uma das jóias da arquitectura islâmica da Península Ibérica cuja preservação de deve ao facto de ter sido tardiamente reconquistada pelos cristãos. No século XI a dinastia berbere dos Ziríadas trasladou a capital do Reino de Ilibira para a cidade de Garnatha Alyejud, da qual deriva o actual topónimo da cidade de Granada (que é efectivamente a antiga Elvira). Após as dinastias sucessivas dos Almorávidas e dos Almóadas, em 1231 impôs-se a dinastia dos Nazerís que estabeleceu definitivamente a designação de Reino de Granada. A tomada desta cidade, a última em poder dos mouros, pelas forças dos Reis católicos, a 2 de Janeiro de 1492, representa historicamente a consumação definitiva da Reconquista Cristã na Península Ibérica, sendo portanto um marco histórico assinalado e comemorado pelo Ocidente cristão.
Para conhecer mais detalhes sobre o Reino de Granada, clique AQUI.
Para conhecer mais detalhes sobre a reconquista de Granada, clique AQUI.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O holocausto secreto de Mr. Churchill
Sir Winston Churchill, in https://wiki-land.wikispaces.com
É comummente aceite que os nazis mataram cerca de 6 milhões de judeus.
É sabido que os comunistas assassinaram, só no período estalinista, entre 25 e 27 milhões de pessoas.
O que se desconhecia - e para mim foi uma completa surpresa - é que Winston Churchill, um dos mais venerados estadistas do século passado, também tem a sua quota-parte de mortos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Holodomor - o holocausto Ucraniano
http://ucrania-mozambique.blogspot.com
Quando se fala dos grandes massacres e extermínios do século XX o holocausto Judeu, executado pelos Nazis, é quase sempre lugar-comum e tido como o evento mais negro e que centraliza mais atenções; quando muito refere-se as recentes “limpezas étnicas” nos Balcãs. Já os casos mais a Leste, aqueles actos desumanos de extermínio que foram levados a cabo pela União Soviética, a mando de Estaline durante o seu regime de terror, nem sempre são citados, até porque não temos muita informação precisa e objectiva à mão e porque os Media pouco falam disto - é usual referir-se apenas que Estaline matou e condenou muitos russos aos Gulags na Sibéria. Mas hoje começa-se a investigar cada vez mais a fundo as obras de assassinato em grande escala praticadas ao longo do século XX pelo regime Soviético. Sabe-se agora que Estaline foi responsável por um dos maiores extermínios e assassinatos em larga escala da História da Humanidade. Os seus alvos não era étnicos como as vítimas do regime Nazi, as suas vítimas eram inimigos políticos – reais ou inventados. Um dos maiores extermínios que levou a cabo foi na Ucrânia.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A primeira “Pocahontas” viveu entre os vikings há mil anos
Por PÚBLICO, 16.11.2010
O local arqueológico dos vikings no Canadá fica na Terra Nova (DR)
Quando Colombo voltou da América trouxe consigo ameríndios para mostrar aos europeus os humanos que existiam na suposta Índia. Mas há provas que os vikings podem ter feito o mesmo 500 anos antes. Uma equipa de cientistas encontrou em quatro famílias islandesas genes provenientes de uma mulher índia que terá sido levada para a Islândia no ano 1000 d.C.
400 anos depois, a morte de Tycho Brahe ainda é um caso em aberto
Por Teresa Firmino, 18.11.2010
Há várias teses sobre a morte de um grande nome da astronomia do século XVI. Envenenou-se acidentalmente. Foi envenenado por outro astrónomo que lhe queria roubar as observações de uma vida. Ou envenenado a mando do rei dinamarquês, devido a um caso amoroso. A sepultura de Tycho Brahe foi aberta - procuram-se respostas.
O mercúrio em concentrações elevadas no bigode de Tycho Brahe, detectado há quase 20 anos, prova mesmo que o astrónomo dinamarquês foi assassinado? Pôr fim a este mistério, com mais de 400 anos, seria a sorte grande para uma equipa de cientistas, que, na segunda-feira, entre uma multidão, abriu o túmulo do astrónomo na Igreja de Nossa Senhora de Týn, em Praga, na República Checa.
Primeiros agricultores europeus eram do Leste
Estudo genético de 22 corpos com 7100 anos de uma das primeiras comunidades agrícolas da Europa mostrou que eram oriundos do Médio Oriente
O enigma subsistia há muito e, à falta de certezas, antropólogos e arqueólogos aceitavam como boa a tese de que os primeiros agricultores europeus emergiram há cerca de oito mil anos entre as populações de caçadores-recolectores que por aqui andavam e que aprenderam rapidamente a lavrar a terra, misturando-se com os agricultores vindos do leste. Mas, afinal, não terá sido bem assim.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O terramoto de Lisboa de 1755
Gravura em cobre alusiva ao Terramoto de 1755 em Lisboa
Foi no dia 1 de Novembro, um feriado religioso dedicado a “todos-os-santos” segundo tradição católica – algo que acontece ainda hoje -, que a famigerada hecatombe devastou Lisboa, privando-a de uma grande parte do seu património urbano (muitas zonas da cidade foram destruídas e muitos dos principais edifícios ficaram em ruínas) e humano (muitas lisboetas faleceram nesse dia, vítimas do terramoto propriamente dito ou das consequências dele). domingo, 31 de outubro de 2010
Ecos da participação trasmontana na 1ª Guerra Mundial
Cemitério Militar Português de Richebourg onde estão sepultados 1884 militares mortos na 1ª Guerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial
No estado actual da memória colectiva da sociedade ocidental e, em particular da sociedade portuguesa, o holocausto nazi, as perdas humanas e materiais da 2ª Guerra Mundial, a guerra colonial e a repressão do Estado Novo, são os lugares-comuns, diria mesmo, forçando a expressão, os mais comuns, no âmbito dos mais violentos e brutais males cometidos pelo Homem e pelos regimes políticos durante as últimas duas centúrias. O genocídio praticado pela Turquia contra os Arménios, o brutal número de vítimas do regime estalinista ou, ainda mais recentemente, os iguais crimes contra a Humanidade cometidos no Ruanda, são raramente invocados. Claro que esta situação tem a ver, sobretudo nos dois primeiros casos, com a premeditada política de isolamento adoptada respectivos estados e o consequente alheamento ou até o próprio desinteresse da sociedade ocidental a respeito do que aí se passava. Situação bem diferente é a que explica a vaga memória que se guarda em Portugal relativamente ao seu envolvimento na 1ª Guerra Mundial, e esta só pode, a meu ver, ser explicada por razões que se prendem com as próprias circunstâncias da subsequente evolução política portuguesa de mais de meio século. Esse acontecimento de “má memória”, favorecido por um regime da mesma sorte, que por escasso tempo lhe sobreviveu, seria doravante recalcado pelas sucessivas ditaduras e particularmente pelo exacerbado sentimento de orgulho patriótico que o Estado Novo acalentou. Nestas quase quatro décadas de democracia têm-se notado alguns esforços no sentido de resgatar para a História a memória dos portugueses que tombaram na Flandres ou regressaram estropiados das terríficas trincheiras. Alguns meios de comunicação social vêm assumido um papel relevante nessa missão e o mesmo se diga do Ministério da Educação e de um número considerável de Escolas que aderiram ao Programa de Actividades para as Comemorações do I Centenário da República.
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