terça-feira, 30 de novembro de 2010

CARTA DE D. CATARINA DE BRAGANÇA AO SEU ESPOSO

Na exposição sobre os portugueses na Royal Society (fundada em 1660 e com carta régia desde 1662), que está patente na Biblioteca Joanina em Coimbra é exibido o original de uma carta da rainha Catarina de Bragança ao seu esposo, Carlos II de Inglaterra, datado de 1661, quando a rainha, casada à distância, ainda não tinha ido para Inglaterra.
Curiosamente, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, incorpora parte do texto dessa carta na sua biografia romanceada "Catarina de Bragança. A coragem de uma infanta portuguesa que se tornou rainha de Inglaterra", Esfera dos Livros, 1ª edição, 2008. Lê-se na p. 257:

"Meu caro marido e senhor meu,
Se o contentamento de me ver com carta de Vossa Magestade pudesse ser satisfação igual da pena que me havia custado a falta dela, não seria necessário dizer-lhe a estimação que dela fiz, bem como a alegria com que festejei a chegada de quem ma trouxe.

(...) Mas quererá Deus trazer a armada breve e levar-me à vossa presença, pois só ver-vos apaziguará as minhas saudades. Entretanto, rogo que Ele vos dê prosperidade, como aquela de que depende toda a minha felicidade.
De Vossa Magestade
Sua mulher que mais o ama e sua mãos beija
Catarina R."


A carta foi escrita pela mão da rainha em português porque ela não sabia inglês assim como o marido não sabia português. A armada inglesa veio buscá-la a Lisboa (uma magnífica gravura mostra, na exposição, a exuberância do cortejo), mas o marido não foi recebê-la a Portsmouth, mandando antes o irmão. O casamento, como é sabido, correu mal...

Fonte: http://dererummundi.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Douro: Narradores de histórias recebem sexta feira diploma inédito no país

Vila Real, (Lusa)
Dezassete contadores de histórias recebem sexta feira, no Peso da Régua, o diploma de "Narrador da Memória", atribuído pelo Museu do Douro no âmbito de um projeto de inventariação do património imaterial da região duriense.
A entrega destes certificados, iniciativa inédita no país, pretende reconhecer o papel importante destes contadores, a maior parte dos quais idosos, na "transmissão às novas gerações da memória cultural da sua comunidade".
Em 2007, foram atribuídos pela primeira vez diplomas a nove narradores de Tabuaço.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
DN, 24-11-2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Professor Doutor Amândio Tavares

Por Leonel Salvado
Última actualização: 31 de Maio de 2011
O Professor Doutor Amândio Tavares, galeria da Reitoria da Universidade do Porto, in http://sigarra.up.pt/up/album_geral.fotografia?p_id=29 (adaptado)

É com sólidos fundamentos que A. Veloso Martins, na sua Monografia de Valpaços, destaca o Professor Doutor Amândio Tavares na galeria de notáveis de Valpaços, como “desde sempre, o mais ilustre Filho” da então vila, hoje cidade, e chega a asseverar que “a vida e obra de Amândio Tavares deveriam constituir tema e meditação para os estudantes valpacenses, nelas se devendo inspirar e delas receber a mensagem do seu exemplo”, exortação essa que nos cumpre reencaminhar para todos os valpacenses, estudantes ou não, e todos os portugueses, valpacenses ou não.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A primeira “Pocahontas” viveu entre os vikings há mil anos

Por PÚBLICO, 16.11.2010

O local arqueológico dos vikings no Canadá fica na Terra Nova (DR)

Quando Colombo voltou da América trouxe consigo ameríndios para mostrar aos europeus os humanos que existiam na suposta Índia. Mas há provas que os vikings podem ter feito o mesmo 500 anos antes. Uma equipa de cientistas encontrou em quatro famílias islandesas genes provenientes de uma mulher índia que terá sido levada para a Islândia no ano 1000 d.C.

400 anos depois, a morte de Tycho Brahe ainda é um caso em aberto

Por Teresa Firmino, 18.11.2010

Há várias teses sobre a morte de um grande nome da astronomia do século XVI. Envenenou-se acidentalmente. Foi envenenado por outro astrónomo que lhe queria roubar as observações de uma vida. Ou envenenado a mando do rei dinamarquês, devido a um caso amoroso. A sepultura de Tycho Brahe foi aberta - procuram-se respostas.
O mercúrio em concentrações elevadas no bigode de Tycho Brahe, detectado há quase 20 anos, prova mesmo que o astrónomo dinamarquês foi assassinado? Pôr fim a este mistério, com mais de 400 anos, seria a sorte grande para uma equipa de cientistas, que, na segunda-feira, entre uma multidão, abriu o túmulo do astrónomo na Igreja de Nossa Senhora de Týn, em Praga, na República Checa.

Primeiros agricultores europeus eram do Leste

Estudo genético de 22 corpos com 7100 anos de uma das primeiras comunidades agrícolas da Europa mostrou que eram oriundos do Médio Oriente

O enigma subsistia há muito e, à falta de certezas, antropólogos e arqueólogos aceitavam como boa a tese de que os primeiros agricultores europeus emergiram há cerca de oito mil anos entre as populações de caçadores-recolectores que por aqui andavam e que aprenderam rapidamente a lavrar a terra, misturando-se com os agricultores vindos do leste. Mas, afinal, não terá sido bem assim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homenagem a José Saramago no 88º Aniversário do seu nascimento

José Saramago, Prémio Mobel da Literatura 1998
http://hangover80.wordpress.com
Comemorações
Em várias localidades portuguesas e estrangeiras recorda-se hoje José Saramago, no 88.º Aniversário do seu nascimento e decorridos perto de dois meses da sua morte. As comemorações adoptam como lema “Novembro, mês de Saramago” e têm como pontos altos a inauguração de uma sala com o seu nome na Biblioteca Municipal de Lisboa do Palácio de Galveias e a antestreia, às 22:00 no Cinema S. Jorge em Lisboa, de “José e Pilar”, que é um documentário realizado por José Gonçalves Mendes sobre a vida do Nobel da Literatura e da viúva Pilar del Río.
Fonte: Correio da Manhã, 16 de Novembro de 2010

Biografia
José Saramago - filho e neto de camponeses - nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, ao sul de Portugal, no dia 16 de novembro de 1922, ainda que os registros oficiais mencionem como data de nascimento o dia 18.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sacadura Cabral desapareceu no Mar do Norte há 86 anos

Artur de Sacadura Freire Cabral (Celorico da Beira, 23-04-1881 - Mar do Norte, 14-11-1924)

Já nos havíamos reportado a esta singular figura da História da Aviação em Portugal no post que publicámos a 17 de Junho do corrente ano, intitulado “A primeira travessia aérea do Atlântico Sul”, nesta mesma categoria da “Aviação na História [Nacional]”, que foi um dos seus maiores feitos, juntamente com Gago Coutinho. Decorridos 86 anos da sua trágica morte e do mecânico que o acompanhava, Pinto Correia, algures no Mar do Norte aos comandos de um Fokker T III W, é tempo para deixarmos aqui mais umas palavras em sua memória, subscrevendo o sentido discurso de homenagem que Jorge Estrela lhe dedicou no seu blogue “Phalerae” há quase dois anos, bem como a ilustração e caracterização de um aparelho aeronáutico semelhante ao que foi referido publicados por Miguel Amaral no blogue colectivo “Templar Squadron” a 7 de Julho passado.

512.º Aniversário do nascimento de D. Leonor de Áustria

D. Leonor de Áustria, in http://picasaweb.google.com/
Foi Rainha de Portugal; 3.ª mulher do rei D. Manuel, de quem enviuvou, casando em segundas núpcias com o rei Francisco I, de França.
Nasceu na cidade de Lovaina, da província de Brabante, a 15 de Novembro de 1498; faleceu em Taraveruella pouco distante de Badajoz, em 25 de Fevereiro de 1558. Era filha primogénita de Filipe I, o Formoso, arquiduque de Áustria, rei de Castela e senhor dos estados de Flandres, e da rainha D. Joana, a Louca, herdeira da coroa de Castela e Aragão, como filha dos reis católicos Fernando e Isabel.

121.º Aniversário do nascimento de D. Manuel II

D. Manuel II, o bibliógrafo, in http://www.inteirospostais.com

D. Manuel II, o último rei de Portugal
Por Ana Maria Simões 04- 10- 2010

«Era uma vez um príncipe que não pensava ser rei» mas que a tragédia levou ao trono e que a propaganda republicana fez um «fraco, mal preparado, beato e dominado pela mãe».

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

856.º Aniversário do nascimento de D. Sancho I



D. Sancho I de Portugal (11 de Novembro de 1154 - 26 de Março de 1211), cognominado o Povoador (pelo estímulo com que apadrinhou o povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), etc, povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cachão ressuscita

Depois de quase quatro décadas, a missa voltou a realizar-se na Capela de S. Genésio, graças à vontade e voluntariado da população, que quer dar nova vida a uma aldeia cujo último habitante já deixou a terra natal há muitos anos.
Longe dos tempos em que a alegria da “rapaziada” enchia as ruas, do tempo em que os lagares de azeite não tinham mãos a medir, em que oriunda de uma terra fértil, a população ia aos Possacos, sede de freguesia em carros de bois buscar apenas alguns alimentos, o Cachão é considerada uma aldeia desabitada, mas não ao abandono. Gente não falta com vontade de a mostrar ao povo e alguns puseram mãos à obra. Um deles foi Manuel Correia, de 62 anos, que embora emigrado em França e a trabalhar numa empresa de construção que lhe deu oportunidade de correr o mundo, nunca esqueceu a terra que o viu nascer e teve sempre vontade de lhe dar vida. Inicialmente, a cada três anos, encarregava-se de pintar a capelinha, mas o mato crescia e tornou a “quase promessa” impraticável. Depois, quando o tempo lhe permitiu passar mais tempo pela freguesia de Possacos, onde reside, começou a contactar as gentes locais e agora já se vêm os frutos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Transmontanos mortos na Primeira Grande Guerra – II


Monumento aos Mortos da Grande Guerra, 1931, Avenida da Liberdade, Lisboa

Transmontanos mortos na 1ª Guerra Mundial em França e em África

Segue-se uma relação nominal com alguns dados adicionais, que Integram o acervo documental do Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças, extraídos de dois cadernos onde foram averbadas as pensões de sangue a pagar aos herdeiros dos soldados mortos na 1.ª Grande Guerra, em França e em África. Além dos tipos de herdeiros (viúvas, filhos, pais, avós e irmãos), a listagem tem os nomes dos soldados falecidos, a graduação militar, causa de morte (mais propriamente, local da morte), data de falecimento e os cofres dos quais esses herdeiros foram abonados. Os dados serão transcritos pela mesma forma e ordem em que foram registados nos referidos cadernos, aqui divididos em duas partes – referentes a Vila Real e referentes a Bragança, de cujos cofres de pensões de sangue se deduz a origem dos falecidos.

Transmontanos mortos na Primeira Grande Guerra – I


Cemitério Militar Português de Richebourg
Quantos transmontanos repousam aqui eternamente?

A 30 de Janeiro de 1917 parte do Tejo em direcção à Bretanha e à Flandres francesa a primeira brigada do Corpo Expedicionário Português ao abrigo da Convenção celebrada pela jovem República com a Grã-Bretanha que regulamentou a nossa participação na frente de guerra europeia. Era a resposta portuguesa à declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de Março do ano anterior, declaração formal aliás, uma vez que os combates entre os dois impérios coloniais em África já existiam desde 1914.
A participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial desenrolou-se, assim, em 1914-18 e 1917-1918 em dois espaços bastante diferentes dos pontos de vista das suas condições naturais e dos recursos tecnológicos neles envolvidos. Se a defesa dos territórios coloniais em Angola e Moçambique se ia sustentando à custa de um número terrível de baixas, a acção militar portuguesa na frente europeia traduzia-se em perdas humanas incomparavelmente maiores. Em 1918 Portugal transformara-se num país de viúvas, órfãos e inválidos, sustentados a muito custo por sucessivos governos de um regime republicano moribundo que, após o armistício, recorreu à lei e à ajuda francesas para estabelecimento das “pensões de sangue” devidas aos herdeiros dos mortos nos cofres das capitais distritais.

Muitos transmontanos perderam também a vida em África e nos campos da Flandres. É da verdade deste facto que importa aos valpacenses reconhecer em homenagem aos seus ascendentes, com base em provas documentais cuja credibilidade deve ser testada pelo cruzamento com outras fontes (igualmente documentais, mas também orais). Este é apenas um primeiro passo esboçado para esse fim, limitado porém pela própria limitação da documentação existente a nível local, regional e nacional relativamente ao presente tema. Contrariamente ao que já acontece com edições on line de documentos digitalizados relativos aos mortos na guerra colonial, na maioria dos arquivos municipais, distritais, e o próprio Arquivo Histórico Militar não existem bases de dados sobre os mortos na 1ª Guerra Mundial dispostos por freguesias e concelhos da sua naturalidade.

De momento só nos é possível dar a conhecer os militares transmontanos mortos na 1ª Guerra Mundial por distritos, no caso os distritos de Bragança e Vila Real.

sábado, 6 de novembro de 2010

Feriado Municipal de Valpaços

Festeja-se hoje, dia 6 de Novembro, o feriado municipal em Valpaços regularmente comemorada pelo município com todas as honras que lhe são devidas. 

Cumpre deixar aqui algumas notas de esclarecimento sobre a origem da adopção desta data comemorativa, bem como sobre o significado histórico que ela representa.
Em primeiro lugar é justo lembrar que até ao dia 7 de Novembro de 1935, o feriado municipal de Valpaços era celebrado a 24 de Junho, mas após aquela data, por sugestão do insigne homem de letras valpacense, que se destacou nos mais variados domínios da investigação histórico-arqueológica e filológica do concelho, Joaquim de Castro Lopo, passou a ser celebrado na data de 6 de Novembro, quando se aproximava o primeiro centenário da sua criação.
Na verdade, foi por Decreto de 6 de Novembro de 1836, emanado do ministério setembrista de Manuel da Silva Passos (Passos Manuel), que a então pequena localidade de Valpaços se viu elevada a sede de concelho da freguesia com o mesmo nome, com a designação de freguesia de Santa Maria de Valpaços, integrando, apenas, as localidades anexas de Lagoas, Valverde e Vale de Casas. Por ser o concelho tão modesto, dificilmente se poderia, àquela data, antever-se os sucessos que o destino lhe reservava ainda.
Não será, por isso também despropositado aproveitar esta oportunidade para deixar mais algumas notas historiográficas referentes à evolução do concelho de Valpaços de cuja criação hoje se celebra o 174.º Aniversário.

Após um novo código administrativo promulgado pelo mesmo Ministro em 31 de Dezembro desse mesmo ano de 1836, código esse que se inspirava nas reformas que já haviam sido preconizadas por Mouzinho da Silveira e apontadas no mesmo sentido democrático e descentralizador da administração pública, abriram-se claras perspectivas para um futuro engrandecimento da história do municipalismo valpacense. Com efeito, logo em 27 de Setembro de 1837, por carta de lei, eram integradas no concelho de Valpaços as freguesias de Alhariz, Ervões, Friões, Lilela, Possacos, Rio Torto, Sanfins Vassal e Vilarandelo, que pertenciam ao termo de Chaves, bem como Argeriz, retirado ao termo de Carrazedo de Montenegro, e Fornos do Pinhal, ao de Monforte de Rio Livre. Dezasseis anos depois, o Decreto de 31 de Dezembro de 1853 extinguia os concelhos  de Carrazedo de Montenegro e Monforte de Rio Livre, e determinava a transferência das freguesias dos respectivos termos, no todo e em parte, respectivamente, para o concelho e comarca (que o mesmo diploma instituía) de Valpaços. De Monforte passaram para Valpaços as freguesias de Alvarelhos, Barreiros, Bouçoais, Fiães (inicialmente integrada no concelho de Chaves e passada ao de Valpaços a 24 de Outubro de 1855), Nozelos, Santa Valha, Sonim, Tinhela e Lebução, sendo de notar que era a localidade de Lebução que, desde 1836 assumia a categoria de sede do concelho de Monforte do Rio Livre, ainda que prevalecesse esta designação. Do concelho de Carrazedo de Montenegro passaram ao de Valpaços, além da própria sede, agora extinta, as freguesias de Água Revés (concelho extinto pelo mesmo decreto de 31 de Dezembro de 1836), Canaveses, Padrela e Tazém, Santa Maria de Émeres, São João de Corveira, São Pedro de Veiga do Lila, Serapicos, Jou, Curros e Vales. Em 1896 Jou, Curros e Vales foram anexadas a Murça, em resultado de uma jogada política do candidato regenerador à eleição pelo círculo de Alijó, Teixeira de Sousa, mas dois anos depois, sob o governo do Partido Progressista de Luciano de Castro, as duas últimas freguesias são reintegradas no concelho de Valpaços.
Com tão vasto termo municipal, Valpaços foi elevado à categoria de Vila, com o nome de Valpassos, por Decreto Real de D. Pedro V, datado de 27 de Março de 1861. Finalmente, no dia 13 de Maio de 1999 foi a Vila elevada à categoria de Cidade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

História da ciência em Portugal resumida em livro

A história da ciência em Portugal e os “personagens” que constituíram e protagonizaram o seu percurso estão agora "condensados" num livro da autoria de Carlos Fiolhais, professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC) e director da Biblioteca Geral da UC, e de Décio Martins, professor de física do mesmo departamento.
O lançamento desta obra, que resume a ciência em Portugal desde o tempo dos Descobrimentos até ao fim do Estado Novo, está marcado para dia 3 de Novembro, às 18h00, no Gabinete de Física do Museu da Ciência da UC.
“Breve História da Ciência em Portugal” destaca nomes como Pedro Nunes, Garcia da Orta, Avelar Brotero, Egas Moniz e outros cientistas desconhecidos do público em geral, mas que foram igualmente importantes para o desenvolvimento científico português.
De acordo com os autores, “investigar a história da ciência é a única forma de trazer à luz aspectos da história de Portugal que expliquem melhor quem somos e para onde devemos ir”, sendo que esta obra permite ao leitor “fazer uma viagem no tempo, conhecendo episódios que marcaram a actividade científica nacional”.
Este livro, uma co-edição da Imprensa da UC e da Gradiva, “destina-se a todo o público interessado na história da ciência em Portugal, um tema que ainda não tinha sido divulgado no nosso país de forma resumida e acessível ao público não especializado”, explicam os autores.
Em “Breve História da Ciência em Portugal”, o leitor pode encontrar a história de Cristophorus Clavius, um dos mais notáveis matemáticos e astrónomos do final do século XVI e início do século XVII.
“Cristophorus Clavius foi um jesuíta que estudou em Coimbra e um dos principais autores do Calendário Gregoriano, o calendário utilizado nos países ocidentais. Depois de concluir os seus estudos em Coimbra, foi para Roma, tornando-se amigo de Galileu”, explicam os dois físicos.
A apresentação de Breve História da Ciência em Portugal, com entrada livre, está a cargo de Fernando Catroga, professor catedrático da Faculdade de Letras da UC. Durante a sessão, vai decorrer uma visita guiada às colecções expostas no Gabinete de Física da UC, orientada pelos autores do livro.

Fonte e imagem: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45870&op=all

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O terramoto de Lisboa de 1755

Gravura em cobre alusiva ao Terramoto de 1755 em Lisboa
Foi no dia 1 de Novembro, um feriado religioso dedicado a “todos-os-santos” segundo tradição católica – algo que acontece ainda hoje -, que a famigerada hecatombe devastou Lisboa, privando-a de uma grande parte do seu património urbano (muitas zonas da cidade foram destruídas e muitos dos principais edifícios ficaram em ruínas) e humano (muitas lisboetas faleceram nesse dia, vítimas do terramoto propriamente dito ou das consequências dele).

Dia de Todos os Santos



A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a “Festum omnium sanctorum” a 1 de Novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas baptizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

domingo, 31 de outubro de 2010

Ecos da participação trasmontana na 1ª Guerra Mundial


Cemitério Militar Português de Richebourg onde estão sepultados 1884 militares mortos na 1ª Guerra Mundial 
A Primeira Guerra Mundial

No estado actual da memória colectiva da sociedade ocidental e, em particular da sociedade portuguesa, o holocausto nazi, as perdas humanas e materiais da 2ª Guerra Mundial, a guerra colonial e a repressão do Estado Novo, são os lugares-comuns, diria mesmo, forçando a expressão, os mais comuns, no âmbito dos mais violentos e brutais males cometidos pelo Homem e pelos regimes políticos durante as últimas duas centúrias. O genocídio praticado pela Turquia contra os Arménios, o brutal número de vítimas do regime estalinista ou, ainda mais recentemente, os iguais crimes contra a Humanidade cometidos no Ruanda, são raramente invocados. Claro que esta situação tem a ver, sobretudo nos dois primeiros casos, com a premeditada política de isolamento adoptada respectivos estados e o consequente alheamento ou até o próprio desinteresse da sociedade ocidental a respeito do que aí se passava. Situação bem diferente é a que explica a vaga memória que se guarda em Portugal relativamente ao seu envolvimento na 1ª Guerra Mundial, e esta só pode, a meu ver, ser explicada por razões que se prendem com as próprias circunstâncias da subsequente evolução política portuguesa de mais de meio século. Esse acontecimento de “má memória”, favorecido por um regime da mesma sorte, que por escasso tempo lhe sobreviveu, seria doravante recalcado pelas sucessivas ditaduras e particularmente pelo exacerbado sentimento de orgulho patriótico que o Estado Novo acalentou. Nestas quase quatro décadas de democracia têm-se notado alguns esforços no sentido de resgatar para a História a memória dos portugueses que tombaram na Flandres ou regressaram estropiados das terríficas trincheiras. Alguns meios de comunicação social vêm assumido um papel relevante nessa missão e o mesmo se diga do Ministério da Educação e de um número considerável de Escolas que aderiram ao Programa de Actividades para as Comemorações do I Centenário da República.

619.º Aniversário do nascimento de D. Duarte, rei de Portugal



D. Duarte I de Portugal (Viseu, 31 de Outubro de 1391 – Tomar, 9 de Setembro de 1438) foi o décimo-primeiro Rei de Portugal, cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu. Filho de D. João I de Portugal e D. Filipa de Lencastre, como primogénito da ínclita geração desde cedo foi preparado para reinar. Em 1433 sucedeu a seu pai e num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África: o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações e em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger o seu irmão D. Fernando foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_I_de_Portugal
Imagem: Id


Para mais pormenores biográficos de D. Duarte, clique AQUI.

665.º Aniversário do nascimento de D. Fernando, rei de Portugal

D. Fernando I de Portugal, nono rei de Portugal, (Lisboa, 31 de Outubro de 1345 - 22 de Outubro de 1383). Era filho do rei D. Pedro I de Portugal e sua mulher, a princesa D. Constança de Castela. D. Fernando sucedeu a seu pai em 1367 e morreu a 22 de Outubro de 1383. Foi cognominado O Formoso ou O Belo (pela beleza física que inúmeras fontes atestam) e, alternativamente, como O Inconsciente ou O Inconstante (devido à sua desastrosa política externa que ditou três guerras com a vizinha Castela, e até o perigo, após a sua morte, de o trono recair em mãos estrangeiras).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_I_de_Portugal
Imagem: Idem

Para mais pormenores biográficos de D. Fernando, clique AQUI.

670 anos da Batalha do Salado

Batalha do Salado, numa aguarela de Roque Gameiro
Comemorou-se ontem, o 670.º Aniversário da Batalha do Salado, que é considerada por portugueses e espanhóis como a mais decisiva das grandes batalhas da Reconquista Cristã na Península Ibérica.

“Batalha que se travou nas margens do riacho do mesmo nome, na província de Cádis, em 30 de Outubro de 1340, entre os exércitos dos reis cristãos da Península e os muçulmanos, com desfecho favorável aos primeiros. Terá sido um dos episódios mais importantes da Reconquista. O poeta Luís de Camões fez desta batalha um relato que constitui uma das mais belas passagens de Os Lusíadas.
Os antecedentes da Batalha do Salado começam em 1339, quando o rei muçulmano de Granada invade Gibraltar e assola os territórios cristãos do sul da Península. No ano seguinte, o rei de Marrocos atravessou o estreito com uma frota de 100 navios e entrou vitorioso em Espanha. Para fazer face à prossecução da ameaça muçulmana para norte, D. Afonso XI de Castela pediu ajuda ao sogro, D. Afonso IV, por intermédio da sua esposa D. Maria.
Os dois reis cristãos, anteriores inimigos, conseguiram uma vitória completa graças a uma excelente táctica de combate e boa distribuição das tropas. Após a derrota, o rei de Marrocos fugiu para Algeciras, de onde regressou ao seu reino, e o rei granadino recuou para o seu território.
Graças à vitória cristã nesta batalha travaram-se definitivamente as tentativas de Reconquista da Península pelos muçulmanos. O reino de Granada manteve-se por mais 150 anos mas sem ser uma ameaça efectiva para os reinos cristãos”.

In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-10-30].
Disponível na www: .
Imagem: http://roquegameiro.com.sapo.pt/TP%200%200%20Alfredo/TP00%20QuadrosHP.html

Veja o videoclip que pretende ser uma recriação de pormenores alusivos à Batalha do Salado




sábado, 30 de outubro de 2010

Memorial da “Terra Mágica”- LM, Moçambique II

Maputo-Cidade viva
Por Aurélio Terra, 8 de Fevereiro de 2010



Começa bem cedo o dia, em Maputo. Assinala o relógio as 5h30 e percebe-se logo que a cidade vai encher. Oriundo de todos os quadrantes, como formiguinhas seguindo o seu carreiro, “desagua” na Capital, gente com os mais diversos fins.
Num ápice a memória se socorreu de lembranças passadas, fazendo-me recordar que nos meus tempos de estudante, naquela terra, acordava bem cedo para estar a horas na escola, onde às 7h15 começavam as tarefas escolares.
Os acessos rodoviários à cidade de Maputo, congestionam-se. Os “chapas” (1) não têm rodas a medir. Vão e vêm repletos de gente, que se comprime para criar, sempre, um lugar para mais um. Parecem não ter paragens muito definidas. Sempre que há gente para entrar ou sair, a paragem faz-se. A utilidade deste meio de transporte é inquestionável, embora os padrões de segurança sejam letra morta.
Para a Catembe, partem apinhados de gente, os “ferryboats”. Saem a toda a hora. O serviço é contínuo. È partir, chegar e voltar a partir. Não há pausas.
As ruas de Maputo, em pouco tempo, conhecem uma multidão numerosa e compacta. É gente que vende, gente que compra, gente que passeia, e gente que não dispensa um “bom dia” à prazenteira terra, mesmo que seja apenas para dedicar parte do seu tempo à “Bula Bula” (2).
Ao fim do dia, e com a noite instalada, olhava para a cidade a partir da varanda do hotel. Impressionante a velocidade a que a cidade se tinha despedido da sua gente. Não descortinava uma viva alma. Parecia mesmo que alguém tinha tirado o tampão da cidade e que por aí se tinha escoado a povoação. Puro engano! Na zona do Zambi e da Polana os restaurantes dignos desse nome estavam quase a rebentar pelas costuras. Nas mesas, gente de todos os feitios e cores parecia estar a começar o seu dia, tal era a vivacidade com que trocavam dois dedos (seriam mais) de conversa, enquanto davam ao marisco acompanhado duma Laurentina, preta ou dourada, o destino que lhe foi traçado, a partir do momento em que consultaram a ementa.
Claro que não se come só marisco, nem se serve de bebida apenas cerveja. Os amantes de uma boa carne também não ficam decepcionados, mesmo que queiram acompanhá-la com um bom vinho português. Neste caso, terão que puxar um pouco pelos cordões à bolsa. Há sempre a alternativa dos vinhos sul-africanos, que castigando menos a carteira, também apresentam uma apreciável qualidade.
Na zona da boa restauração, onde se vive com intensidade o último terço do dia, é sempre bom ver, a presença de forças de segurança, quer privadas quer públicas.
E no fim do dia, pensava para mim, que isto de se ser Africano (de nascença ou de coração) é uma forma muito própria de se estar na vida, mais do que o próprio facto de se ter nascido naquele continente.
Que bom foi reencontrar Maputo cheio de vida!

(1) mercado paralelo de transportes rodoviários semi-colectivos, em média com uma capacidade para 12 pessoas, explorados por privados
(2)do tsonga significa conversar

In http://terramagica-terra.blogspot.com/

Carta Arqueológica do Concelho de Valpaços – 1

Por Adérito Medeiros Freitas, Junho de 2001
Esta laboriosa iniciativa de transcrição e reprodução de fotos e esquemas do extraordinário trabalho realizado pelo Dr. Adérito Medeiros Freitas, assim divulgado através da Internet é dedicada a todos os valpacenses e portugueses interessados nesta temática, mas em especial aos valpacenses que se encontram deslocados há longa data da sua freguesia natal, bem como aos seus descendentes.

FREGUESIA DE ÁGUA REVÉS E CRASTO

TRANSCRIÇÃO E REPRODUÇÃO AUTORIZADAS PELO AUTOR
Transcrição e reprodução integral
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“Povoação e freguesia do Concelho e comarca de Valpaços e diocese de Vila Real. 1047 h. em 253 fogos (1950).
Orago: S. Bartolomeu.
Foi Vila e tem foral concedido por D. Manuel em 12.11.1519”
Enciclopédia Verbo, Vol. 1, pág. 753

Compõem esta freguesia, as povoações de Água Revés (sede), Crasto, Fonte Mercê e Brunhais.

O significado e a importância da História

Por Micael Sousa, 28 de Outubro de 2009

A Escola de Atenas (Academia de Platão), por Rafael 
Desde há algum tempo que me questionava sobre o significado da palavra “História”, mas nunca tinha pensado seriamente nisso ao ponto de fazer uma pesquisa nesse sentido. Enquanto estava a folhear um atlas de História bem simpático e muito bem ilustrado, o livro “Grande Enciclopédia da História” da editora Livraria Civilização Editora, deparei-me com a explicação que sempre me suscitou curiosidade. Numa dessas páginas perdidas estava escrito que História em Grego arcaico significava “Investigação Racional”, dando assim uma dimensão muito mais abrangente ao que hoje se entende pelo estudo da História. Eu diria que o conceito original é quase comparado ao da “Ciência” actual. Terá sido então a História a precursora da ciência e não a Filosofia? Será por isso que existe uma Musa para a História (Clio) e não uma para a Filosofia (entendia-se que somente as grandes artes e ciências tinham uma musa em sua consagração)?
Na minha opinião, a ausência de musa para a filosofia talvez tenha acontecido pelo simples facto de a filosofia só se ter definido como “o gosto pela sabedoria” posteriormente à criação das 9 musas, não se devendo tirar daí grandes elações. Penso que a “Ciência” nasceu de uma série de conhecimentos e vontades humanas. Esta explicação que apresento é apenas uma especulação, sem grande investigação ou comprovação que a sustente. O principal objectivo é mesmo levantar questões.
Com este texto pretendia também tentar comprovar a importância da História, quer pela influência que teve na génese do saber Ocidental quer pela sua importância actual, embora por vezes imperceptível. Isto porque, sempre que fazemos uma qualquer investigação sobre um qualquer assunto ou tema, acabamos por recorrer à Historia na aquisição das bases desse próprio conhecimento. Ou seja, quando queremos aprender a somar temos, à partida, de ter o conhecimento da existência dos números, conhecimento este exclusivamente adquirido através do estudo da História da Matemática. Pois a invenção ou descoberta deles faz parte da História dessa Ciência, embora não o aprendamos conscientes de que estamos a recorrer da História. História não é só História Social, essa é simplesmente a mais famosa devido a muitos factores, por exemplo, devido às grandes individualidades e acontecimentos que ainda hoje influenciam e definem o modo como vivemos e nos comportamos.
Com isto, a História é ou não importante? Mesmo esquecendo aqueles chavões: “sem conhecer o Passado não podemos compreender o Presente e planear o Futuro”.

In http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2009/10/histori-qual-o-significado-e.html
Imagem: Id