quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O holocausto secreto de Mr. Churchill

Sir Winston Churchill, in https://wiki-land.wikispaces.com

É comummente aceite que os nazis mataram cerca de 6 milhões de judeus.
É sabido que os comunistas assassinaram, só no período estalinista, entre 25 e 27 milhões de pessoas.
O que se desconhecia - e para mim foi uma completa surpresa - é que Winston Churchill, um dos mais venerados estadistas do século passado, também tem a sua quota-parte de mortos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Holodomor - o holocausto Ucraniano


http://ucrania-mozambique.blogspot.com
Quando se fala dos grandes massacres e extermínios do século XX o holocausto Judeu, executado pelos Nazis, é quase sempre lugar-comum e tido como o evento mais negro e que centraliza mais atenções; quando muito refere-se as recentes “limpezas étnicas” nos Balcãs.
Já os casos mais a Leste, aqueles actos desumanos de extermínio que foram levados a cabo pela União Soviética, a mando de Estaline durante o seu regime de terror, nem sempre são citados, até porque não temos muita informação precisa e objectiva à mão e porque os Media pouco falam disto - é usual referir-se apenas que Estaline matou e condenou muitos russos aos Gulags na Sibéria. Mas hoje começa-se a investigar cada vez mais a fundo as obras de assassinato em grande escala praticadas ao longo do século XX pelo regime Soviético. Sabe-se agora que Estaline foi responsável por um dos maiores extermínios e assassinatos em larga escala da História da Humanidade. Os seus alvos não era étnicos como as vítimas do regime Nazi, as suas vítimas eram inimigos políticos – reais ou inventados. Um dos maiores extermínios que levou a cabo foi na Ucrânia.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Hoje é dia de Santa Bárbara, virgem e mártir

 Santa Bárbara, virgem mártir, iconografia bizantina in http://www.ecclesia.com.br

Santa Bárbara é uma santa cristã comemorada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa em virtude de ter sido, segundo a tradição, uma virgem martirizada no século III a. C., juntamente com Santa Juliana, em Nicomédia, localidade hoje designada de Izmit, capital da antiga província romana da Bitínia (território actualmente integrado na Turquia), onde ela nasceu e viveu. Segundo a mesma tradição, o martírio ocorreu a 4 de Dezembro (provavelmente no ano de 235), razão pela qual a virgem mártir começou por ser comemorada nesta data. Não tardou que o culto a esta santa do Oriente passasse para o Ocidente, sobretudo para a capital do Império Romano do Ocidente, Roma, onde se erigiram igrejas e oratórios em sua dedicação. No século VI as suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla, centro do Império Romano do Oriente e seis séculos mais tarde para Kiev, que é hoje a capital da Ucrânia, na época integrada no Império Russo, e é ali que elas se encontram depositadas, na catedral de S. Valdomiro. Paralelamente, a forma como, segundo a tradição cristã, se manifestou a ira divina sobre os seus executores que foram subitamente fulminados por raios e relâmpagos esteve na origem da sua primitiva veneração por sírios, gregos e latinos, como protectora das obras e torres fortificadas, tornando-se padroeira dos militares nos vários ramos ligados à utilização de recursos pirotécnicos, até se vulgarizarem outros atributos que começaram por lhe ser associados, e são hoje vulgarmente mais recorrentes na sociedade em geral, como santa protectora contra tempestades, raios e trovões.

A Devoção a Santa Bárbara no concelho de Valpaços
Convém, no entanto, observar que a propagação do culto a Santa Bárbara no Ocidente Peninsular e, em particular, no norte de Portugal, foi extremamente tardia e à revelia do calendário hagiológico consagrado pela tradição cristã a esta santa. E um dos mais representativos paradigmas desta realidade poderá mesmo ser o caso da veneração a Santa Bárbara no concelho de Valpaços.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

370.º Aniversário da Restauração da Independência comemorado no Agrupamento de Escolas de Valpaços

Monumento da Praça dos Restauradores, em Lisboa
in http://media-cdn.tripadvisor.com
Este sucesso de grande relevância nos anais da História da Nacionalidade foi comemorado pelo Grupo de História do Agrupamento de Escolas de Valpaços nos dois dias que antecederam e sucederam ao feriado nacional, não obstante as contrariedades impostas pelas condições atmosféricas.
A comemoração contou com a participação dos docentes da Escola Secundária e da Escola sede do Agrupamento, em cumprimento do que ficou definido no plano de actividades aprovado para o corrente ano lectivo. Foram editados prospectos de divulgação sumária acerca do significado histórico do evento em ambas as escolas sob orientação dos respectivos docentes, nomeadamente do subcoordenador para o Grupo de História, Sebastião Santos e das docente Fátima Caetano e Alice Rodrigues.
Foi ainda realizada uma exposição na Biblioteca da Escola Secundária de trabalhos, objectos e arranjos simbolizadores da Restauração, um conjunto cénico composto por bandeiras das dinastias filipina e brigantina, exposição essa que contou com a preciosa colaboração da respectiva bibliotecária, Rosa Galvão. Integraram ainda a exposição, além de outros materiais, três curiosos cartazes dispostos de forma original e criativa sob a orientação da docente Cynthia Coelho, com a colaboração da docente Margarida Moura. Na Escola Sede de Agrupamento foi exposto também um interessante trabalho invocando o mesmo tema. 


Pormenores das exposições realizadas na Escola Secundária e E.B. 2,3 Júlio do Carvalhal
clique sobre a imagem para aumentar

Rostos dos prospectos divulgados pela Escola Secundária  e pela Escola EB 2,3 Júlio do Carvalhal do Agrupamento de Escolas de Valpaços
clique sobre a imagem para aumentar

Vale a pena conhecer o teor destes prospectos singelos, mas de grande valor para a divulgação dos acontecimentos que fizeram o feriado nacional de 1 de Dezembro. Tratando-se de uma actividade para continuar optamos por revelar, desta vez, apenas o conteúdo de um deles:

A CRISE DINÁSTICA
Em 1578 o rei D. Sebastião morreu bastante novo na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendentes. Entretanto, o seu tio, cardeal D. Henrique subiu ao trono, mas sendo já bastante idoso, faleceu pouco depois, em 1580, também sem descendentes, surgindo, assim, uma crise dinástica.

D. Sebastião  e o Cardeal D. Henrique

Uma vez que não existiam descendentes directos, quem devia suceder-lhe no trono de Portugal?
O rei Filipe II de Espanha surgiu como o mais forte candidato ao trono, graças ao seu grande poder militar e económico. Conseguiu, nas Cortes de Tomar de 1581, convencer os portugueses a fazerem a sua aclamação como rei de Portugal, aceitando as condições que eles lhe apresentaram para o futuro da nação portuguesa: A continuação da língua portuguesa como língua oficial, a existência de moeda própria e a nomeação de portugueses para os mais importantes cargos administrativos. Assim se consumou a União Ibérica.

Filipe I de Portugal (II de Espanha), Filipe II de Portugal (III de Espanha), Filipe III de Portugal (IV de Espanha)

Durante cinquenta e nove anos Portugal esteve sob o domínio dos reis de Espanha.
No reinado de Filipe I (II de Espanha), houve paz e prosperidade e os portugueses contentaram-se com essa situação. Mas durante os reinados de Filipe II e Filipe III, de Portugal, gerou-se o descontentamento dos portugueses, porque aqueles monarcas deixaram de respeitar as promessas feitas nas Cortes de Tomar, de que falámos, além de arrastarem o nosso país para as guerras que levaram a cabo contra os seus inimigos e de lançarem pesados impostos sobre os portugueses. Os inimigos de Espanha passam a ser os inimigos de Portugal. Por todo o nosso país, a contestação ao domínio espanhol originou motins populares como o que eclodiu em Évora em 1637, conhecido por Revolta do Manuelinho ou Alterações de Évora, que foi violentamente reprimido pelas autoridades.


A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
Aproveitando a situação complicada em que a Espanha se encontrava (guerra com a França, revoltas populares na Catalunha...), alguns nobres portugueses reuniram-se em torno de D. João, duque de Bragança, e organizaram uma conspiração com vista à sua aclamação como rei de Portugal.
Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, em Lisboa, os conspiradores dirigiram-se ao Paço e, na companhia do duque de Bragança, assassinaram o secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos e obrigaram a duquesa de Mântua, que era então a vice-rainha, à renúncia do cargo e à submissão.

Os conspiradores perante a duquesa de Mântua

Só depois de concluído o golpe foi pedida a intervenção do Povo. Quinze dias depois, o duque de Bragança era aclamado no Paço da Ribeira, com a designação de D. João IV de Portugal. A independência era restaurada e nascia uma nova dinastia: a dinastia de Bragança.

Escola Secundária de Valpaços - Plano de Actividades do A. E. V. 2010-2011: Acções de divulgação do significado histórico de datas comemorativas

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CARTA DE D. CATARINA DE BRAGANÇA AO SEU ESPOSO

Na exposição sobre os portugueses na Royal Society (fundada em 1660 e com carta régia desde 1662), que está patente na Biblioteca Joanina em Coimbra é exibido o original de uma carta da rainha Catarina de Bragança ao seu esposo, Carlos II de Inglaterra, datado de 1661, quando a rainha, casada à distância, ainda não tinha ido para Inglaterra.
Curiosamente, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, incorpora parte do texto dessa carta na sua biografia romanceada "Catarina de Bragança. A coragem de uma infanta portuguesa que se tornou rainha de Inglaterra", Esfera dos Livros, 1ª edição, 2008. Lê-se na p. 257:

"Meu caro marido e senhor meu,
Se o contentamento de me ver com carta de Vossa Magestade pudesse ser satisfação igual da pena que me havia custado a falta dela, não seria necessário dizer-lhe a estimação que dela fiz, bem como a alegria com que festejei a chegada de quem ma trouxe.

(...) Mas quererá Deus trazer a armada breve e levar-me à vossa presença, pois só ver-vos apaziguará as minhas saudades. Entretanto, rogo que Ele vos dê prosperidade, como aquela de que depende toda a minha felicidade.
De Vossa Magestade
Sua mulher que mais o ama e sua mãos beija
Catarina R."


A carta foi escrita pela mão da rainha em português porque ela não sabia inglês assim como o marido não sabia português. A armada inglesa veio buscá-la a Lisboa (uma magnífica gravura mostra, na exposição, a exuberância do cortejo), mas o marido não foi recebê-la a Portsmouth, mandando antes o irmão. O casamento, como é sabido, correu mal...

Fonte: http://dererummundi.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Douro: Narradores de histórias recebem sexta feira diploma inédito no país

Vila Real, (Lusa)
Dezassete contadores de histórias recebem sexta feira, no Peso da Régua, o diploma de "Narrador da Memória", atribuído pelo Museu do Douro no âmbito de um projeto de inventariação do património imaterial da região duriense.
A entrega destes certificados, iniciativa inédita no país, pretende reconhecer o papel importante destes contadores, a maior parte dos quais idosos, na "transmissão às novas gerações da memória cultural da sua comunidade".
Em 2007, foram atribuídos pela primeira vez diplomas a nove narradores de Tabuaço.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
DN, 24-11-2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Professor Doutor Amândio Tavares

Por Leonel Salvado
Última actualização: 31 de Maio de 2011
O Professor Doutor Amândio Tavares, galeria da Reitoria da Universidade do Porto, in http://sigarra.up.pt/up/album_geral.fotografia?p_id=29 (adaptado)

É com sólidos fundamentos que A. Veloso Martins, na sua Monografia de Valpaços, destaca o Professor Doutor Amândio Tavares na galeria de notáveis de Valpaços, como “desde sempre, o mais ilustre Filho” da então vila, hoje cidade, e chega a asseverar que “a vida e obra de Amândio Tavares deveriam constituir tema e meditação para os estudantes valpacenses, nelas se devendo inspirar e delas receber a mensagem do seu exemplo”, exortação essa que nos cumpre reencaminhar para todos os valpacenses, estudantes ou não, e todos os portugueses, valpacenses ou não.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A primeira “Pocahontas” viveu entre os vikings há mil anos

Por PÚBLICO, 16.11.2010

O local arqueológico dos vikings no Canadá fica na Terra Nova (DR)

Quando Colombo voltou da América trouxe consigo ameríndios para mostrar aos europeus os humanos que existiam na suposta Índia. Mas há provas que os vikings podem ter feito o mesmo 500 anos antes. Uma equipa de cientistas encontrou em quatro famílias islandesas genes provenientes de uma mulher índia que terá sido levada para a Islândia no ano 1000 d.C.

400 anos depois, a morte de Tycho Brahe ainda é um caso em aberto

Por Teresa Firmino, 18.11.2010

Há várias teses sobre a morte de um grande nome da astronomia do século XVI. Envenenou-se acidentalmente. Foi envenenado por outro astrónomo que lhe queria roubar as observações de uma vida. Ou envenenado a mando do rei dinamarquês, devido a um caso amoroso. A sepultura de Tycho Brahe foi aberta - procuram-se respostas.
O mercúrio em concentrações elevadas no bigode de Tycho Brahe, detectado há quase 20 anos, prova mesmo que o astrónomo dinamarquês foi assassinado? Pôr fim a este mistério, com mais de 400 anos, seria a sorte grande para uma equipa de cientistas, que, na segunda-feira, entre uma multidão, abriu o túmulo do astrónomo na Igreja de Nossa Senhora de Týn, em Praga, na República Checa.

Primeiros agricultores europeus eram do Leste

Estudo genético de 22 corpos com 7100 anos de uma das primeiras comunidades agrícolas da Europa mostrou que eram oriundos do Médio Oriente

O enigma subsistia há muito e, à falta de certezas, antropólogos e arqueólogos aceitavam como boa a tese de que os primeiros agricultores europeus emergiram há cerca de oito mil anos entre as populações de caçadores-recolectores que por aqui andavam e que aprenderam rapidamente a lavrar a terra, misturando-se com os agricultores vindos do leste. Mas, afinal, não terá sido bem assim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homenagem a José Saramago no 88º Aniversário do seu nascimento

José Saramago, Prémio Mobel da Literatura 1998
http://hangover80.wordpress.com
Comemorações
Em várias localidades portuguesas e estrangeiras recorda-se hoje José Saramago, no 88.º Aniversário do seu nascimento e decorridos perto de dois meses da sua morte. As comemorações adoptam como lema “Novembro, mês de Saramago” e têm como pontos altos a inauguração de uma sala com o seu nome na Biblioteca Municipal de Lisboa do Palácio de Galveias e a antestreia, às 22:00 no Cinema S. Jorge em Lisboa, de “José e Pilar”, que é um documentário realizado por José Gonçalves Mendes sobre a vida do Nobel da Literatura e da viúva Pilar del Río.
Fonte: Correio da Manhã, 16 de Novembro de 2010

Biografia
José Saramago - filho e neto de camponeses - nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, ao sul de Portugal, no dia 16 de novembro de 1922, ainda que os registros oficiais mencionem como data de nascimento o dia 18.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sacadura Cabral desapareceu no Mar do Norte há 86 anos

Artur de Sacadura Freire Cabral (Celorico da Beira, 23-04-1881 - Mar do Norte, 14-11-1924)

Já nos havíamos reportado a esta singular figura da História da Aviação em Portugal no post que publicámos a 17 de Junho do corrente ano, intitulado “A primeira travessia aérea do Atlântico Sul”, nesta mesma categoria da “Aviação na História [Nacional]”, que foi um dos seus maiores feitos, juntamente com Gago Coutinho. Decorridos 86 anos da sua trágica morte e do mecânico que o acompanhava, Pinto Correia, algures no Mar do Norte aos comandos de um Fokker T III W, é tempo para deixarmos aqui mais umas palavras em sua memória, subscrevendo o sentido discurso de homenagem que Jorge Estrela lhe dedicou no seu blogue “Phalerae” há quase dois anos, bem como a ilustração e caracterização de um aparelho aeronáutico semelhante ao que foi referido publicados por Miguel Amaral no blogue colectivo “Templar Squadron” a 7 de Julho passado.

512.º Aniversário do nascimento de D. Leonor de Áustria

D. Leonor de Áustria, in http://picasaweb.google.com/
Foi Rainha de Portugal; 3.ª mulher do rei D. Manuel, de quem enviuvou, casando em segundas núpcias com o rei Francisco I, de França.
Nasceu na cidade de Lovaina, da província de Brabante, a 15 de Novembro de 1498; faleceu em Taraveruella pouco distante de Badajoz, em 25 de Fevereiro de 1558. Era filha primogénita de Filipe I, o Formoso, arquiduque de Áustria, rei de Castela e senhor dos estados de Flandres, e da rainha D. Joana, a Louca, herdeira da coroa de Castela e Aragão, como filha dos reis católicos Fernando e Isabel.

121.º Aniversário do nascimento de D. Manuel II

D. Manuel II, o bibliógrafo, in http://www.inteirospostais.com

D. Manuel II, o último rei de Portugal
Por Ana Maria Simões 04- 10- 2010

«Era uma vez um príncipe que não pensava ser rei» mas que a tragédia levou ao trono e que a propaganda republicana fez um «fraco, mal preparado, beato e dominado pela mãe».

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

856.º Aniversário do nascimento de D. Sancho I



D. Sancho I de Portugal (11 de Novembro de 1154 - 26 de Março de 1211), cognominado o Povoador (pelo estímulo com que apadrinhou o povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), etc, povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cachão ressuscita

Depois de quase quatro décadas, a missa voltou a realizar-se na Capela de S. Genésio, graças à vontade e voluntariado da população, que quer dar nova vida a uma aldeia cujo último habitante já deixou a terra natal há muitos anos.
Longe dos tempos em que a alegria da “rapaziada” enchia as ruas, do tempo em que os lagares de azeite não tinham mãos a medir, em que oriunda de uma terra fértil, a população ia aos Possacos, sede de freguesia em carros de bois buscar apenas alguns alimentos, o Cachão é considerada uma aldeia desabitada, mas não ao abandono. Gente não falta com vontade de a mostrar ao povo e alguns puseram mãos à obra. Um deles foi Manuel Correia, de 62 anos, que embora emigrado em França e a trabalhar numa empresa de construção que lhe deu oportunidade de correr o mundo, nunca esqueceu a terra que o viu nascer e teve sempre vontade de lhe dar vida. Inicialmente, a cada três anos, encarregava-se de pintar a capelinha, mas o mato crescia e tornou a “quase promessa” impraticável. Depois, quando o tempo lhe permitiu passar mais tempo pela freguesia de Possacos, onde reside, começou a contactar as gentes locais e agora já se vêm os frutos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Transmontanos mortos na Primeira Grande Guerra – II


Monumento aos Mortos da Grande Guerra, 1931, Avenida da Liberdade, Lisboa

Transmontanos mortos na 1ª Guerra Mundial em França e em África

Segue-se uma relação nominal com alguns dados adicionais, que Integram o acervo documental do Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças, extraídos de dois cadernos onde foram averbadas as pensões de sangue a pagar aos herdeiros dos soldados mortos na 1.ª Grande Guerra, em França e em África. Além dos tipos de herdeiros (viúvas, filhos, pais, avós e irmãos), a listagem tem os nomes dos soldados falecidos, a graduação militar, causa de morte (mais propriamente, local da morte), data de falecimento e os cofres dos quais esses herdeiros foram abonados. Os dados serão transcritos pela mesma forma e ordem em que foram registados nos referidos cadernos, aqui divididos em duas partes – referentes a Vila Real e referentes a Bragança, de cujos cofres de pensões de sangue se deduz a origem dos falecidos.

Transmontanos mortos na Primeira Grande Guerra – I


Cemitério Militar Português de Richebourg
Quantos transmontanos repousam aqui eternamente?

A 30 de Janeiro de 1917 parte do Tejo em direcção à Bretanha e à Flandres francesa a primeira brigada do Corpo Expedicionário Português ao abrigo da Convenção celebrada pela jovem República com a Grã-Bretanha que regulamentou a nossa participação na frente de guerra europeia. Era a resposta portuguesa à declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de Março do ano anterior, declaração formal aliás, uma vez que os combates entre os dois impérios coloniais em África já existiam desde 1914.
A participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial desenrolou-se, assim, em 1914-18 e 1917-1918 em dois espaços bastante diferentes dos pontos de vista das suas condições naturais e dos recursos tecnológicos neles envolvidos. Se a defesa dos territórios coloniais em Angola e Moçambique se ia sustentando à custa de um número terrível de baixas, a acção militar portuguesa na frente europeia traduzia-se em perdas humanas incomparavelmente maiores. Em 1918 Portugal transformara-se num país de viúvas, órfãos e inválidos, sustentados a muito custo por sucessivos governos de um regime republicano moribundo que, após o armistício, recorreu à lei e à ajuda francesas para estabelecimento das “pensões de sangue” devidas aos herdeiros dos mortos nos cofres das capitais distritais.

Muitos transmontanos perderam também a vida em África e nos campos da Flandres. É da verdade deste facto que importa aos valpacenses reconhecer em homenagem aos seus ascendentes, com base em provas documentais cuja credibilidade deve ser testada pelo cruzamento com outras fontes (igualmente documentais, mas também orais). Este é apenas um primeiro passo esboçado para esse fim, limitado porém pela própria limitação da documentação existente a nível local, regional e nacional relativamente ao presente tema. Contrariamente ao que já acontece com edições on line de documentos digitalizados relativos aos mortos na guerra colonial, na maioria dos arquivos municipais, distritais, e o próprio Arquivo Histórico Militar não existem bases de dados sobre os mortos na 1ª Guerra Mundial dispostos por freguesias e concelhos da sua naturalidade.

De momento só nos é possível dar a conhecer os militares transmontanos mortos na 1ª Guerra Mundial por distritos, no caso os distritos de Bragança e Vila Real.

sábado, 6 de novembro de 2010

Feriado Municipal de Valpaços

Festeja-se hoje, dia 6 de Novembro, o feriado municipal em Valpaços regularmente comemorada pelo município com todas as honras que lhe são devidas. 

Cumpre deixar aqui algumas notas de esclarecimento sobre a origem da adopção desta data comemorativa, bem como sobre o significado histórico que ela representa.
Em primeiro lugar é justo lembrar que até ao dia 7 de Novembro de 1935, o feriado municipal de Valpaços era celebrado a 24 de Junho, mas após aquela data, por sugestão do insigne homem de letras valpacense, que se destacou nos mais variados domínios da investigação histórico-arqueológica e filológica do concelho, Joaquim de Castro Lopo, passou a ser celebrado na data de 6 de Novembro, quando se aproximava o primeiro centenário da sua criação.
Na verdade, foi por Decreto de 6 de Novembro de 1836, emanado do ministério setembrista de Manuel da Silva Passos (Passos Manuel), que a então pequena localidade de Valpaços se viu elevada a sede de concelho da freguesia com o mesmo nome, com a designação de freguesia de Santa Maria de Valpaços, integrando, apenas, as localidades anexas de Lagoas, Valverde e Vale de Casas. Por ser o concelho tão modesto, dificilmente se poderia, àquela data, antever-se os sucessos que o destino lhe reservava ainda.
Não será, por isso também despropositado aproveitar esta oportunidade para deixar mais algumas notas historiográficas referentes à evolução do concelho de Valpaços de cuja criação hoje se celebra o 174.º Aniversário.

Após um novo código administrativo promulgado pelo mesmo Ministro em 31 de Dezembro desse mesmo ano de 1836, código esse que se inspirava nas reformas que já haviam sido preconizadas por Mouzinho da Silveira e apontadas no mesmo sentido democrático e descentralizador da administração pública, abriram-se claras perspectivas para um futuro engrandecimento da história do municipalismo valpacense. Com efeito, logo em 27 de Setembro de 1837, por carta de lei, eram integradas no concelho de Valpaços as freguesias de Alhariz, Ervões, Friões, Lilela, Possacos, Rio Torto, Sanfins Vassal e Vilarandelo, que pertenciam ao termo de Chaves, bem como Argeriz, retirado ao termo de Carrazedo de Montenegro, e Fornos do Pinhal, ao de Monforte de Rio Livre. Dezasseis anos depois, o Decreto de 31 de Dezembro de 1853 extinguia os concelhos  de Carrazedo de Montenegro e Monforte de Rio Livre, e determinava a transferência das freguesias dos respectivos termos, no todo e em parte, respectivamente, para o concelho e comarca (que o mesmo diploma instituía) de Valpaços. De Monforte passaram para Valpaços as freguesias de Alvarelhos, Barreiros, Bouçoais, Fiães (inicialmente integrada no concelho de Chaves e passada ao de Valpaços a 24 de Outubro de 1855), Nozelos, Santa Valha, Sonim, Tinhela e Lebução, sendo de notar que era a localidade de Lebução que, desde 1836 assumia a categoria de sede do concelho de Monforte do Rio Livre, ainda que prevalecesse esta designação. Do concelho de Carrazedo de Montenegro passaram ao de Valpaços, além da própria sede, agora extinta, as freguesias de Água Revés (concelho extinto pelo mesmo decreto de 31 de Dezembro de 1836), Canaveses, Padrela e Tazém, Santa Maria de Émeres, São João de Corveira, São Pedro de Veiga do Lila, Serapicos, Jou, Curros e Vales. Em 1896 Jou, Curros e Vales foram anexadas a Murça, em resultado de uma jogada política do candidato regenerador à eleição pelo círculo de Alijó, Teixeira de Sousa, mas dois anos depois, sob o governo do Partido Progressista de Luciano de Castro, as duas últimas freguesias são reintegradas no concelho de Valpaços.
Com tão vasto termo municipal, Valpaços foi elevado à categoria de Vila, com o nome de Valpassos, por Decreto Real de D. Pedro V, datado de 27 de Março de 1861. Finalmente, no dia 13 de Maio de 1999 foi a Vila elevada à categoria de Cidade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

História da ciência em Portugal resumida em livro

A história da ciência em Portugal e os “personagens” que constituíram e protagonizaram o seu percurso estão agora "condensados" num livro da autoria de Carlos Fiolhais, professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC) e director da Biblioteca Geral da UC, e de Décio Martins, professor de física do mesmo departamento.
O lançamento desta obra, que resume a ciência em Portugal desde o tempo dos Descobrimentos até ao fim do Estado Novo, está marcado para dia 3 de Novembro, às 18h00, no Gabinete de Física do Museu da Ciência da UC.
“Breve História da Ciência em Portugal” destaca nomes como Pedro Nunes, Garcia da Orta, Avelar Brotero, Egas Moniz e outros cientistas desconhecidos do público em geral, mas que foram igualmente importantes para o desenvolvimento científico português.
De acordo com os autores, “investigar a história da ciência é a única forma de trazer à luz aspectos da história de Portugal que expliquem melhor quem somos e para onde devemos ir”, sendo que esta obra permite ao leitor “fazer uma viagem no tempo, conhecendo episódios que marcaram a actividade científica nacional”.
Este livro, uma co-edição da Imprensa da UC e da Gradiva, “destina-se a todo o público interessado na história da ciência em Portugal, um tema que ainda não tinha sido divulgado no nosso país de forma resumida e acessível ao público não especializado”, explicam os autores.
Em “Breve História da Ciência em Portugal”, o leitor pode encontrar a história de Cristophorus Clavius, um dos mais notáveis matemáticos e astrónomos do final do século XVI e início do século XVII.
“Cristophorus Clavius foi um jesuíta que estudou em Coimbra e um dos principais autores do Calendário Gregoriano, o calendário utilizado nos países ocidentais. Depois de concluir os seus estudos em Coimbra, foi para Roma, tornando-se amigo de Galileu”, explicam os dois físicos.
A apresentação de Breve História da Ciência em Portugal, com entrada livre, está a cargo de Fernando Catroga, professor catedrático da Faculdade de Letras da UC. Durante a sessão, vai decorrer uma visita guiada às colecções expostas no Gabinete de Física da UC, orientada pelos autores do livro.

Fonte e imagem: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45870&op=all

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O terramoto de Lisboa de 1755

Gravura em cobre alusiva ao Terramoto de 1755 em Lisboa
Foi no dia 1 de Novembro, um feriado religioso dedicado a “todos-os-santos” segundo tradição católica – algo que acontece ainda hoje -, que a famigerada hecatombe devastou Lisboa, privando-a de uma grande parte do seu património urbano (muitas zonas da cidade foram destruídas e muitos dos principais edifícios ficaram em ruínas) e humano (muitas lisboetas faleceram nesse dia, vítimas do terramoto propriamente dito ou das consequências dele).

Dia de Todos os Santos



A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a “Festum omnium sanctorum” a 1 de Novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas baptizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

domingo, 31 de outubro de 2010

Ecos da participação trasmontana na 1ª Guerra Mundial


Cemitério Militar Português de Richebourg onde estão sepultados 1884 militares mortos na 1ª Guerra Mundial 
A Primeira Guerra Mundial

No estado actual da memória colectiva da sociedade ocidental e, em particular da sociedade portuguesa, o holocausto nazi, as perdas humanas e materiais da 2ª Guerra Mundial, a guerra colonial e a repressão do Estado Novo, são os lugares-comuns, diria mesmo, forçando a expressão, os mais comuns, no âmbito dos mais violentos e brutais males cometidos pelo Homem e pelos regimes políticos durante as últimas duas centúrias. O genocídio praticado pela Turquia contra os Arménios, o brutal número de vítimas do regime estalinista ou, ainda mais recentemente, os iguais crimes contra a Humanidade cometidos no Ruanda, são raramente invocados. Claro que esta situação tem a ver, sobretudo nos dois primeiros casos, com a premeditada política de isolamento adoptada respectivos estados e o consequente alheamento ou até o próprio desinteresse da sociedade ocidental a respeito do que aí se passava. Situação bem diferente é a que explica a vaga memória que se guarda em Portugal relativamente ao seu envolvimento na 1ª Guerra Mundial, e esta só pode, a meu ver, ser explicada por razões que se prendem com as próprias circunstâncias da subsequente evolução política portuguesa de mais de meio século. Esse acontecimento de “má memória”, favorecido por um regime da mesma sorte, que por escasso tempo lhe sobreviveu, seria doravante recalcado pelas sucessivas ditaduras e particularmente pelo exacerbado sentimento de orgulho patriótico que o Estado Novo acalentou. Nestas quase quatro décadas de democracia têm-se notado alguns esforços no sentido de resgatar para a História a memória dos portugueses que tombaram na Flandres ou regressaram estropiados das terríficas trincheiras. Alguns meios de comunicação social vêm assumido um papel relevante nessa missão e o mesmo se diga do Ministério da Educação e de um número considerável de Escolas que aderiram ao Programa de Actividades para as Comemorações do I Centenário da República.

619.º Aniversário do nascimento de D. Duarte, rei de Portugal



D. Duarte I de Portugal (Viseu, 31 de Outubro de 1391 – Tomar, 9 de Setembro de 1438) foi o décimo-primeiro Rei de Portugal, cognominado o Eloquente ou o Rei-Filósofo pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu. Filho de D. João I de Portugal e D. Filipa de Lencastre, como primogénito da ínclita geração desde cedo foi preparado para reinar. Em 1433 sucedeu a seu pai e num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África: o seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações e em 1434 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger o seu irmão D. Fernando foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_I_de_Portugal
Imagem: Id


Para mais pormenores biográficos de D. Duarte, clique AQUI.

665.º Aniversário do nascimento de D. Fernando, rei de Portugal

D. Fernando I de Portugal, nono rei de Portugal, (Lisboa, 31 de Outubro de 1345 - 22 de Outubro de 1383). Era filho do rei D. Pedro I de Portugal e sua mulher, a princesa D. Constança de Castela. D. Fernando sucedeu a seu pai em 1367 e morreu a 22 de Outubro de 1383. Foi cognominado O Formoso ou O Belo (pela beleza física que inúmeras fontes atestam) e, alternativamente, como O Inconsciente ou O Inconstante (devido à sua desastrosa política externa que ditou três guerras com a vizinha Castela, e até o perigo, após a sua morte, de o trono recair em mãos estrangeiras).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_I_de_Portugal
Imagem: Idem

Para mais pormenores biográficos de D. Fernando, clique AQUI.