sábado, 9 de abril de 2011

146.º Aniversário do nascimento do Abade de Baçal

Por Leonel Salvado

O Abade de Baçal | foto ipmuseus,
 in http://montalvoeascinciasdonossotempo.blogspot.com | 
arranjo gráfico: Leonel Salvado
Francisco Manuel Alves, o abade de Baçal, nasceu nesta aldeia transmontana do distrito de Bragança no dia 9 de Abril de 1865 e faleceu também aí a 13 de Novembro de 1947, aos 82 anos de idade. Ordenado sacerdote a 13 de Junho de 1889 e tornado pároco, primeiramente de Mairos e depois da sua paróquia natal, que paroquiou até ao fim dos seus dias, foi um dedicado autodidacta no domínio da investigação histórico-arqueológica e etnológica e apesar de ter falecido há perto de 64 anos e de alguns críticos o acusarem de alguma rusticidade, falta de sistematização e de poder interpretativo, continua a ser uma referência praticamente obrigatória para historiadores arqueólogos e etnólogos de formação científica da actualidade. Há quem atribua esta paixão do Abade de Baçal “pelas antiguidades” à influência exercida sobre ele por uma sua tia, Luzia Alves (Infopédia). Dedicou a sua vida às funções inerentes ao seu múnus, prestando os necessários cuidados aos seus paroquianos, mas reservou uma grande parte da sua energia também à lavoura e à investigação histórica e arqueológica, e quando foi preciso defender os interesses da Igreja, em especial da sua diocese, interveio energicamente em seu favor. Foi, pelas suas aptidões na área da investigação arqueológica, membro da “Associação dos Arqueólogos Portugueses” (fundada em 1863) e da “Academia de Ciências” (instituída em 1779), vogal da comissão de História Militar e membro de vários intitutos académicos estrangeiros (Bragança net)  Em 1925 foi nomeado director-conservador do “Museu Regional de Bragança”, que a partir de 1935 passou a ostentar o seu nome e neste mesmo ano foi condecorado com o “Grande Oficialato da Ordem de Santiago”. Para além de uma vasta colaboração na imprensa, legou um vasto leque de obras de grande valor científico de que a mais conhecida e recorrida, e efectivamente considerada a sua obra principal, se intitula “Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança” composta por onze volumes e considerada como uma “fonte incontornável para o estudo da vida, história e valores do nordeste transmontano” (Id.) e em cujo labor, o Abade de Baçal dedicou 38 anos (1909 – 1947).
Existe uma síntese biográfica e uma relação das obras do Abade de Baçal, de grande interesse publicados no Bragança Net que recomendamos a leitura. Também há uma edição com o mesmo teor e outros complementos informativos publicados no site da Câmara Municipal de Mirandela que também aconselhamos a leitura. Se estiver interessado em seguir as nossas sugestões clique nos respectivos ícones.

      

sexta-feira, 8 de abril de 2011

406.º Aniversário do nascimento de Filipe III de Portugal

Transcrição | Infopédia

Filipe III de Portugal (IV de Espanha) | http://beijoscincoaldeias.blogspot.com

D. Filipe IV (III de Portugal)

Vigésimo rei de Portugal, nasceu a 8 de abril de 1605, em Valladolid, e faleceu a 17 de setembro de 1665, em Madrid. Filho de Filipe III e de D. Margarida de Áustria subiu ao trono a 31-03-1621. Do segundo casamento de Filipe IV com D. Maria Ana de Áustria nasceu, entre outros, o príncipe Carlos, que haveria de herdar o trono com o título de Carlos II de Espanha.
Entregou, logo após a sua subida ao trono, o governo ao duque de Olivares. Este manteve-se no poder ao longo de 25 anos, governando muitas vezes à revelia do próprio rei. Na segunda metade do seu reinado, Filipe IV esteve muito mais empenhado no exercício pessoal do poder.
Durante o tempo de reinado de Filipe IV a política europeia foi marcada pela influência dos cardeais Mazarino e Richelieu, que procuraram quebrar a hegemonia de Espanha na Europa. Foi também neste período que se reacendeu a guerra da Espanha com as Províncias Unidas. Apesar de todas as medidas de Filipe IV, o poderio da Holanda tornava-se cada vez maior, como o demonstra a criação da Companhia das Índias Ocidentais (1621). Não é de estranhar, portanto, o interesse dos holandeses pelo Brasil, que levou à conquista da Baía em 1624 e de Pernambuco em 1630. Um pouco mais tarde, os Ingleses apoderaram-se também da Ilha da Jamaica.
A tirania do governo do duque de Olivares foi, sem dúvida, uma das causas das revoltas na Catalunha e em Portugal. O descontentamento dos portugueses tinha levado já o duque a colocar à frente do governo de Portugal a duquesa de Mântua, sendo secretário desta, Miguel de Vasconcelos. Contudo a um de dezembro de 1640 estalou a revolta em Lisboa, tendo rapidamente alastrado à província. A 15 do mesmo mês de dezembro foi coroado D. João como rei de Portugal. Filipe IV procurou ainda impedir a revolução, entrando numa longa guerra com Portugal que apenas terminou em 1668.

In http://www.infopedia.pt/$d.-filipe-iv-(iii-de-portugal)

691.º Aniversário do nascimento de D. Pedro I, rei de Portugal

D. Pedro I de Portugal | http://upload.wikimedia.org

D. Pedro nasceu em Coimbra no dia 8 de Abril de 1320 e faleceu em Estremoz no dia 18 de Janeiro de 1837. Foi o quarto dos sete filhos (primeiro varão a chegar à vida adulta) de D. Afonso IV de Portugal e de Beatriz de Castela. Sucedeu a seu pai no trono em de Maio de 1357 passando a ser o 8.º monarca de Portugal e da 1.ª dinastia. Reinou durante quase 10 anos e da sua governação referem-no os cronistas, nomeadamente Fernão Lopes, como um bom administrador, frontal e impassível face à crescente influência papal sobre o país de que resultou, por exemplo a ousada promulgação do “Beneplácito Régio” uma determinação que conferia ao rei a prerrogativa de controlar a circulação de documentos eclesiásticos no reino. É também retratado pelos cronistas como um monarca de elevada compleição física, corajoso e decidido no domínio da política externa, o que o terá levado a imiscuir-se nos conflitos armados que existiam entre os reinos de Castela e Aragão, participando ao lado deste na invasão daquele. Foi também considerado pelo cronista um rei justo para com os povos ainda que por vezes extremamente temperamental e capaz de determinar a tomada de medidas bastante duras sobre os seus próprios servidores quando se tratava de defender a ordem e os bons costumes. Conta-se por exemplo que terá mandado castrar um seu escudeiro, homem da sua própria confiança e de grande popularidade pelas suas virtudes de lealdade e valentia, por lhe ter chegado aos ouvidos que dormia com uma mulher casada.
D. Pedro surge na história imortalizado pela sua profunda paixão e relação amorosa com a Inês de Castro, uma dama galega que entrou em Portugal acompanhando da sua segunda esposa, D. Constança Manuel relação essa que terá influenciado a política interna e perturbado algumas figuras proeminentes do conselho do rei, seu pai, D. Afonso IV que obtiveram do monarca o necessário consentimento para assassinar a inconveniente amante do príncipe, o que veio a suceder em 1355. A tragédia “A Castro”, titulo como que esta triste história foi divulgada a partir de António Ferreira, levou a que o inconsolado príncipe, depois de ver assegurada a sua coroação, não mais descansasse enquanto não vingasse o dramático fim da sua amada, conseguindo que pelo menos dois dos perpetradores pagassem brutalmente com a vida a afronta, tal o destino que tocou a Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves sendo a quem foram os corações arrancados, a um pelo peito e a outro pelas costas. Valeu-lhe este acto, a D. Pedro I, o cognome de “O Justiceiro” ou O “Cru”. A mágoa pela perda de Inês jamais esmoreceu no coração de “O Justiceiro” que, segundo a tradição a mandou desenterrar o seu corpo, a fez coroar Rainha de Portugal e ordenou criação de dois belos túmulos para si e para ela (que são consideradas como duas verdadeiras obras primas da escultura gótica portuguesa), colocados nas naves laterais do Mosteiro de Alcobaça, onde efectivamente jazem os dois eternos apaixonados.

Túmulos de Inês de Castro e D. Pedro  | http://concursocastroines.blogspot.com

Para ler a “Chronica del Rey D. Pedro I”, de Fernão Lopes, clique sobre as seguintes ligações alternativas:

   


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ainda em busca da Atlântida?!

Primeiros relatos conhecidos sobre a Atlântida são de Platão | http://www.cienciahoje.pt

Confesso que este é um dos mitos da História do que talvez pudéssemos chamar de “as civilizações perdidas” que sempre me fascinou, talvez, como decerto aconteceu com muitas pessoas da minha geração, por influência das “Vinte Mil Léguas Submarinas” do romancista Júlio Verne, obra que marcou dezenas de gerações antes e depois da minha. À medida que fui amadurecendo resignei-me perante a probabilidade de se encontrar alguma verdade por detrás dos encantos transmitidos pela singular imaginação daquele precursor da ficção científica e convenci-me de que esta mítica civilização redescoberta nas obras de Platão “Timeu” e “Crítias”, não passava disso mesmo – um mito. Mesmo após Verne, a perseverança de alguns cientistas, arqueólogos e simples entusiastas da Atlântida não bastou para superar esta minha convicção. Agora, perante esta curiosa “Notícia com História”, resta-me, com a necessária sensatez, esperar por novos desenvolvimentos desta investigação para reavaliar a minha posição sobre tão enigmático tema. 
Leonel Salvado   

Americanos dizem ter encontrado réplica da Atlântida
Metrópole pode ter sido destruída por um tsunami
CiênciaHoje, 2011-03-15

Uma equipa de geólogos e arqueólogos americanos diz ter encontrado as ruínas de um memorial da cidade perdida de Atlântida na zona de Cádiz, sul de Espanha. De acordo com o documentário"Finding Atlantis", no qual a descoberta foi apresentada, esta metrópole pode ter desaparecido graças a um tsunami que a destruiu há nove mil anos. 
"É difícil perceber como um tsunami foi capaz de 'varrer' cem quilómetros de terra, mas foi isso que aconteceu",  frisou Richard Freund, da Universidade de Hartford, nos Estados Unidos, que liderou a investigação.
Freund localizou  a metrópole a 96 quilómetros da costa, nos pântanos do Parque Nacional de Doñana. Contudo, esta descoberta parece não corresponder à Atlântida original, mas a uma cidade feita à sua imagem por sobreviventes da primeira.
Através de imagens de satélite, a equipa suspeitou de uma cidade submersa naquela localização. Para solucionar este mistério, os investigadores recorreram, entre 2009 e 2010, a radares, cartografias subaquáticas  e outras tecnologias e constataram que a cidade que encontraram era feita à semelhança da Atlântida. 
Os especialistas querem agora fazer novas escavações neste local para estudar mais a fundo as formações geológicas e os artefactos que lá existem. 

De Platão à actualidade
Os primeiros relatos da mítica Atlântida datam de há 2400 anos, quando Platão descreveu-a como "uma ilha situada em frente ao estreito chamado de Pilares de Hércules", denominação do Estreito de Gibraltar na antiguidade.
Apesar dos relatos do  filósofo grego dizerem que esta "desapareceu de um dia para o outro nas profundezas do oceano",  a dúvida sobre a existência desta metrópole persiste há milhares de anos. Já em 2004 e em 2009 outros investigadores disseram tê-la encontrado no Chipre e perto das Canárias, respectivamente

In http://www.cienciahoje.pt

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fontes, chafarizes e marcos fontanários do concelho de Valpaços – Água Revés e Crasto 3

Transcrição do texto de Adérito Medeiros Freitas
Recriação gráfica pseudo-faiança de Leonel Salvado


FREGUESIA DE ÁGUA REVÉS E CRASTO  – Crasto I

Crasto 

Tema: Observação de A.  Veloso Martins sobre a povoação do Crasto | Objecto: prato
criação digital e adaptação: Leonel Salvado
(clique sobre a imagem para aumentá-la)


 Fonte Chafariz


Tema: Fonte do Lugar da Fonte, Crasto | Objecto: prato
Foto – base: Adérito M. Freitas | criação digital e adaptação: Leonel Salvado
(clique sobre a imagem para aumentá-la)

Localização: Crasto
Lugar: Da Fonte
Altitude: 286 metros   Longitude: 7º 19’ 28,2’’ W   Latitude: 41º 33’ 42,0’’ N
Ano de construção: 1953 (C. M. V.)
Material de construção: Granito equigranular de grão médio a grosseiro, com moscovite e biotite e cor levemente amarelada devido à alteração química da biotite.

Características gerais: Toda em granito, a estrutura central desta fonte conta, essencialmente, de um muro com duas fachadas, em cada uma das quais se encontra uma bica dotada de torneira. A porção central deste muro, de contorno poligonal, é mais elevada e mede 1,90 m de altura e 2, 20 m de largura. Na fachada anterior vemos uma superfície central rebaixada, aproximadamente semicircular, limitada por uma moldura de largura variável, dado o carácter poligonal dos seus contornos. Na fachada posterior é um sulco que limita uma superfície não rebaixada, também semicircular. Para um e outro lado, esta estrutura central da fonte continua-se por um muro baixo, com 1,38 m de comprimento, 62 cm de altura e 25 cm de largura. No topo de cada um destes muros laterais está escavada uma depressão alongada com 1,24 m de comprimento, 13 cm de largura e 9 cm de profundidade, que julgo tratar-se de duas floreiras uma das quais, a da esquerda, se encontra parcialmente partida.
Adoçadas a esta fachada principal, anterior, temos: no topo da superfície deprimida, uma almofada rectangular com os vértices truncados por arestas curvas, que mede 26,5 cm de comprimento e 20 cm de largura, onde estão gravados o ano da sua construção (1953) bem como as iniciais referentes à entidade responsável (C. M. V.). Imediatamente por baixo da almofada rectangular, uma almofada circular com 17 cm de diâmetro e 2 cm de espessura, do centro da qual sai uma bica dotada de torneira. Por baixo desta e apoiado no pavimento lajeado por duas colunas de granito com 30 cm de altura e superfícies frontais cilíndricas, um bloco paralelepipédico de granito com 33 cm de espessura, que possui escavada uma pia rectangular com 65 cm de comprimento, 25 cm de largura e 12 cm de profundidade média. Sobre esta pia e colocadas transversalmente, barras de ferro forjado, que formam um apoio para os cântaros.
Como se compreende, a torneira presente nesta fachada principal destina-se, essencialmente, à recolha de água para abastecimento doméstico. Ainda frontalmente e encostados a cada uma das floreiras descritas existem, como é tradição em praticamente todas as fontes, dois bancos de granito, um de cada lado e que medem, respectivamente, 1,10 m de comprimento, 38 cm de largura e 40 cm de altura. Cada laje que forma o assento do banco possui 24 cm de espessura e está apoiada em dois blocos de granito com as suas superfícies frontais cilíndricas, tal como acontece com os dois apoios referidos para a pia frontal, mas com 16 cm de altura cada.
Na fachada posterior existe também, tal como na frontal, uma bica dotada de torneira, que debita água directamente para um tanque rectangular, que mede 1,60 m de comprimento, 1,40 m de largura e 75 cm de profundidade. As lajes de granito que o formam possuem 20 cm de espessura. Além de outras possíveis funções este tanque serve, também, para bebedouro.

Adérito M. Freitas, Concelho de Valpaços, FONTES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA…, C.M.V., Vol. I, 2005, pp. 52-53.

A Pessoa com mais títulos nobiliárquicos do mundo é espanhola

Segundo o Guiness Book of Records, ela chama-se María del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y Silva e é conhecida como a a 18.ª e actual Duquesa de Alba de Tormes, é a terceira mulher a usar este título por direito próprio, e Nasceu em 28 de março de 1926 no Palácio de Liria, em Madrid, sendo filha única de Don Jacobo Fitz-James Stuart y Falcó, 17.º Duque de Alba (1878-1953) e de sua mulher, D. Maria del Rosario de Silva y Gurtubay, 15.ª Duquesa de Aliaga e 9.ª Marquesa de San Vicente del Barco (1900-1934). 


O seu casamento, em 1947 com Don Pedro Luis Martínez de Irujo y Artázcoz (1919-1972), filho do Duque de Sotomayor, foi considerado pelo jornal francês “Liberation”, o “casamento mais caro do mundo”. 


É descendente directa do rei Jaime II de Inglaterra, por via de James Fitzjames, duque de Berwick, fruto da relação amorosa do monarca britânico com a sua amante Lady Arabella Churchill. Descende ainda da Casa de Bragança, por via dos Condes de Gelves descendentes de D. Álvaro de Bragança, neto de D. Afonso e primeiro Duque de Bragança.


Tão célebre talvez quanto ela, só a sua antepassada María del Pilar Teresa Cayetana de Silva Alvarez de Toledo, 13.ª Duquesa de Alba, muito conhecida devido aos seus diversos retratos da autoria do também célebre pintor Francisco Goya.


Só pare se ter uma ideia da sua grandeza aristocrática, Dona Maria Cayetana é detentora dos seguintes títulos:

·          - 8 de duquesa;
·         -  15 de marquesa;
·          - 19 de condessa;
·          - 1 de condessa-marquesa;
·          - 1 de viscondessa;
·         -  20 de “Grande de Espanha”.

Para conhecer com mais detalhes a sua lista completa de títulos clique AQUI.
Foto: jornal El País | http://www.elpais.com
Fontes: http://pt.wikipedia.org | separata da revista Super Interessante, nº 64, Agosto de 2003

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Lucy já caminhava como o homem moderno

Infelizmente, hesitámos durante cerca de um mês perante a decisão de publicarmos aqui no Clube de História de Valpaços mais esta "Notícias com História" relativa a Lucy. Para nossa surpresa porque que seria certamente incentivadora do entusiasmo dos nossos visitantes que eventualmente assistam a programa de José Carlos Malato e que suponho intitular-se "Quem quer ser Milionário", uma das questões cruciais do programa reportava-se à nossa amiga Lucy, e foi justamente esta:  Segundo as descobertas científicas mais recentes  -  Já caminhava erecta sobre os dois pés! Ainda que tardiamente, aqui deixamos a reportagem sobre esta mais recente revelação científica relativa ao Autrolapithecus afarensis, isto é à espécie familiar de Lucy.   
Australopithecus afarensis tinha o pé arqueado
CiênciaHoje | 2011-02-11
 Osso descoberto é um metatarso| www.cienciahoje.pt

Um osso de um pé de uma espécie de hominídeo de há 3,2 milhões de anos, à qual pertencia a famosa Lucy, uma antepassada do Homo sapiens, revela que a espécie andava bem sobre as pernas. Os resultados da descoberta são publicados hoje, na revista «Science».
Um trabalho de investigadores norte-americanos cita a forma de um osso do pé fossilizado encontrado na Etiópia demonstra que os australopithecus afarensis tinham os pés arqueados como o homem moderno. O osso descoberto, em Hadar, é um metatarso, parte do pé situada entre o tarso e o dedo.

Para um dos autores da investigação, o paleontólogo William Kimbel, "o desenvolvimento de um pé arqueado assinala uma mudança fundamental na evolução da condição humana", já que representa "o desaparecimento da capacidade de uso do dedo grande do pé" por parte dos australopithecus afarensis para"se pendurarem nos ramos".
"O que indica que tinham finalmente abandonado a vida nas árvores para viver no solo", sustentou. Com um pé arqueado, os australopithecus afarensis podiam, sem problemas, explorar o campo e deixar a floresta em busca de alimento.
Australopithecus afarensis viveu na África há mais de três milhões de anos e tinha cérebros menores e mandíbulas mais fortes que o homem moderno. Antes deles, registos fósseis revelaram que no Quénia e na Etiópia viveu o Australopithecus anamensis, há 4,2 milhões de anos.
Ainda anteriormente, o Ardipithecus ramidus, o mais antigo ancestral humano, vivia da Etiópia há 4,4 milhões de anos. Embora as espécies fossem bípedes, passavam a maior parte do tempo em árvores e os seus pés ainda tinham características mais semelhantes aos dos primatas como os chimpanzés.

In Ciência Hoje | http://www.cienciahoje.pt

segunda-feira, 4 de abril de 2011

192.º Aniversário de D. Maria II

Retrato de D. Maria II, pintura do séc. XIX, 
autor desc. | http://pt.wikipedia.org
Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança foi a 30.ª monarca de Portugal, a 31ª Rainha e a 10.ª da Dinastia de Bragança. Nasceu no Rio de Janeiro a 4 de Abril de 1819 e faleceu em Lisboa a 15 de Novembro de 1853. Fila do rei D. Pedro IV de Portugal (D. Pedro I, Imperador do Brasil) e de D. Leopoldina de Habsburgo (imperatriz), foi uma rainha de invulgar beleza e aprimorada educação, qualidades herdadas genética e culturalmente de sua mãe austríaca e da estima paterna. Por tais qualidades tem o cognome de “a Educadora” ou “a boa Mãe”.
Foi por duas vezes “Rainha Reinante” de Portugal: Primeiro entre 1826 e 1828, aquando da abdicação do pai a seu favor, período durante o qual não tomou qualquer decisão administrativa em virtude de se achar no Brasil e depois exilada na Europa (fora prometida em casamento ao seu tio D. Miguel, o que nunca se verificou); depois, entre 1834 e 1853, entretanto casada com D. Augusto Napoleão de Beuharnais, e a partir de 1837, casada em segundas núpcias com D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gota (devido à morte de D. Augusto por Difteria, em 1835) tendo sido nesta fase reinou com maior dedicação o país em conjunto com o seu marido e Rei consorte. Do primeiro casamento não houve descendência. Do segundo nasceram onze filhos, sendo primogénito o príncipe D. Pedro, o futuro D. Pedro V. D. Maria II Morreu de parto, ao dar à luz o seu 11º filho, o Infante Leopoldo, aos 34 anos. Está sepultada no Panteão dos Braganças do Mosteiro de S. Vicente de Fora em Lisboa.

Para mais pormenores sobre D. Maria II, clique AQUI ou AQUI.
Se estiver interessado sobre os pormenores trágicos sobre a sua morte clique AQUI.

sábado, 2 de abril de 2011

A nossa “galeria de notáveis locais e regionais” composta até à data.

Última actualização: 29 de Abril de 2011
Arranjo gráfico: Leonel Salvado
Clique sobre a imagem para aumentá-la
Passado pouco mais de um mês do primeiro aniversário do Clube de História de Valpaços, continuo infelizmente a constatar, através de conversas informais que vou mantendo com alguns amigos valpacenses com acesso à Internet que, infelizmente, muitos destes amigos ignoram pura e simplesmente a existência deste blogue, apesar dos nossos esforços para o divulgar. Ironicamente, constato ainda que muitos outros amigos que confessam visitá-lo com regularidade, me surpreendem com sugestões no sentido de escrever alguma coisa sobre esta ou aquela figura de relevância histórica local ou regional, alegadamente ignorada, quando na verdade já escrevemos sobre elas! Ainda que veja como suficientemente compensatória a atenção dispensada por uma minoria de valpacenses, colaboradores e visitantes, os mesmos que, por ocasião do primeiro aniversário do Clube de História de Valpaços, nos honraram com palavras de apoio, pareceres elogiosos e de estímulo à continuação dos nossos trabalhos - que não será necessário nomear aqui – vamos neste post fazer um enunciado iconográfico das personagens históricas de interesse local e regional que foram até à data objecto das nossas publicações biográficas (outros se lhes juntarão com certeza) e fazem parte da nossa presente “galeria de notáveis”, e cujos conteúdos podem ser vistos ou revistos a partir daqui. São figuras ilustres locais e regionais, Grandes Homens e Grandes Senhoras a quem tivemos o prazer de assinalar nossa homenagem póstuma e divulgar o seu papel na História.

Leonel Salvado 
clique sobre as imagens sempre que quiser observá-las ao pormenor

Retrato fidedigno de Álvaro do Carvalhal, réplica de outro existente
 na sala da casa de habitação de sua neta Dra. Mariberta
 Carvalhal | Recursos: foto in http://guitarradecoimbra.blogspot.com; 

Álvaro do Carvalhal de Sousa Silveira e Telles, jovem promissor escritor, mais conhecido, no meio das Letras, por Álvaro Carvalhal, nascido em Argeriz ou em Padrela (as opiniões dividem-se) que teve uma curta passagem pela vida.


O Professor Doutor Amândio Tavares | galeria da Reitoria 
da Universidade do Porto, in http://sigarra.up.pt/up/album_geral.fotografia?p_id=29
 (adaptado) | moldura:  http://www.ruadireita.com

Professor Doutor Amândio Tavares, um dos mais notáveis filhos da terra, nascido em Valpaços, brilhante figura enquanto estudante, docente universitário e cientista, Reitor da Universidade do Porto muito estimado pelo corpo docente e pelos estudantes desta instituição.


António Maximino Carneiro | foto de família, cortesia 
Manuel Medeiros | moldura:  http://www.ruadireita.com
António Maximino Carneiro, um dos memoráveis valpacenses, viveu em Valpaços nos últimos anos da Monarquia e nos primórdios da República, sendo venerado pela sua enérgica actividade partidária na direcção do Partido Democrático e no exercício do cargo de Tesoureiro de Finanças com as qualidades morais que lhe granjearam as maiores simpatias dos populares em todo o concelho.
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Dr. Francisco José de Medeiros | retrato publicado em 
O Partido Progressista de Valpaços, José António Soares da Silva | moldura:  http://www.ruadireita.com
Dr. Francisco José de Medeiros, nascido em Valpaços, foi um político notável e um dos maiores juristas do seu tempo, alinhou pelo Partido Progressista em Valpaços nos últimos anos da Monarquia Constitucional, foi deputado às Cortes Constituintes, ascendeu à Câmara dos Pares e exerceu os mais altos cargos da administração da Justiça, foi Ministro da Justiça e, durante a 1ª República, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
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Franklim Teixeira | retrato de família, cortesia D.ª Eugénia 
Teixeira Cerqueira da Mota

Franklim Teixeira, fervoroso Republicano dos finais da Monarquia, nascido em Valpaços. Participou na revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, e dela escapou com vida exibindo orgulhosamente a bandeira Republicana na sua terra natal. Conta-se que se atreveu a afrontar D. Carlos dando, em altos brados, vivas à República quando o rei D. Carlos aqui se apeou na sua viagem de Chaves a Mirandela e refere-se que já no tempo da República foi ele o primeiro Administrador do Concelho, função que exerceu com grande responsabilidade, mas também com necessário espírito de tolerância e de nobres sentimentos.


Joaquim de Castro Lopo | retrato publicado em O Partido 
Progressista de Valpaços, José António Soares da Silva | moldura:  http://www.ruadireita.com
Joaquim de Castro Lopo, um valpacense de nascimento, Alma e Coração e, talvez, um dos homens mais cultos do seu tempo em toda a Província de Trás-os-Montes, intelectual e publicista, político, brilhante orador e um exemplar filantropo.
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Dr. José de Castro Lopo | retrato de família, cortesia 
D.ª Eugénia Teixeira Cerqueira da Mota | moldura:  http://www.ruadireita.com
Dr. José Castro Lopo, natural de Valpaços, foi um distinto estudante, antes de ser fazer notar pela sua singular inteligência e saber clínico e se dedicar na sua terra natal a uma bem sucedida prática médica e benfeitora, deixando transparecer durante toda a sua vida, mas especialmente nos finais do século XIX, a sua incondicional paixão pela República.
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Júlio do Carvalhal | retrato gentilmente cedido pelo
 Dr. José António Soares da Silva | moldura:  http://www.ruadireita.com
Júlio do Carvalhal de Sousa Teles Pereira e Meneses ou da Silveira Betencourt de Noronha, nascido em 1810, senhor da Casa e Vínculo de Nossa Senhora dos Remédios de Veiga de Lila foi um digno representante da aristocracia do Norte de Portugal cuja linhagem remonta uma dezena de gerações e passou, com distinção por alguns dos momentos decisivos da História portuguesa. Homem de firmes convicções liberais, foi um dos bravos do Mindelo e, a par da sua vocação militar, destacou-se em importantes cargos administrativos durante a monarquia constitucional, chegando a ser Governador Civil de Bragança.
última actualização: 16 Agosto 2912
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Dona Maria do Carmo Carmona | retrato obtido da página do
 Museu Presidencial,in http://www.museu.presidencia.pt | moldura:  http://www.ruadireita.com
D.ª Maria do Carmo Carmona, distinta Senhora natural do concelho de Valpaços, conhecida pela exemplar virtude de saber usar da sua influência enquanto “Primeira-dama” da República para concretizar as suas abnegadas acções de beneficência, em especial dirigidas em abono das populações carenciadas da sua Província natal; à sua influência, junto do marido, se costuma atribuir também a elevação de Chaves a vila, a 12 de Março de 1928, cidade onde se conheceram e casaram.
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 Praça com o busto de Dr. Olímpio dos Santos Seca, 
Valpaços | guache de Leonel Salvado | moldura:  http://www.ruadireita.com
Dr. Olímpio dos Santos Seca, o “médico dos pobres”, como ainda hoje é recordado, é uma das figuras saudosas da sociedade valpacense. Nascido numa família de origem brigantina, de moderados recursos,  estabelecida em Vilarandelo, concelho de Valpaços, dedicou a sua vida ao serviço da saúde e do bem-estar da população do concelho, tanto em Valpaços como nas regiões mais isoladas e carenciadas, para onde amiúde e desinteressadamente se deslocava quando era necessário.
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Dra. Regina Quintanilha | retrato publicado na Ilustração 
Portuguesaedição semanal do jornal o Século, 24 de
 Novembro de 1913, in  http://virtualandmemories.blogspot.com | moldura:  http://www.ruadireita.com

Regina Quintanilha, aliás Regina da Glória Pinto Magalhães Quintanilha foi a primeira mulher portuguesa (pretende-se que também a primeira da Península Ibérica) nascida numa família trasmontana de Miranda do Douro, a matricular-se e a licenciar-se em Direito durante o período mais aceso da Revolução republicana. Foi também a primeira mulher a exercer advocacia em Portugal.
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O Abade de Baçal | foto ipmuseus,
 in http://montalvoeascinciasdonossotempo.blogspot.com | 
arranjo gráfico: Leonel Salvado | moldura:  http://www.ruadireita.com

Francisco Manuel Alves, o Abade de Baçal, foi um sacerdote nascido nesta paróquia transmontana da diocese e distrito de Bragança, hoje diocese de Bragança-Miranda, onde acabou por paroquiar durante o resto da sua vida, vida essa dedicada ao múnus paroquial, mas também à investigação histórica e arqueológica com tal energia e empenho que este sua obre é entendida ainda hoje como uma referência incontornável para eruditos e investigadores da mesma área científica.


Cândido Sotto Mayor | retrato-base: Ilustração Portuguesa, 1906
 | http://olhai-lisboa.blogspot.com/ | criação e adaptação digital: Leonel Salvado | moldura:  http://www.ruadireita.com
Cândido Sotto Mayor foi um dos transmontanos muito bem sucedidos no mundo dos negócios dos finais do século XIX e inícios da centúria seguinte. Um homem cuja nobreza de sentimentos e apego moral às suas raízes, valeram-lhe ser hoje recordado na sua província, concelho e terra natais com grande e legítima deferência e admiração.
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Miguel Francisco Fernandes Machado | Recursos: Foto de José António Soares da Silva,
 in Traição de Valpaços ou Traição a Valpaços; moldura; http://www.ruadireita.com
 | Arranjo digital de Leonel Salvado

Miguel Francisco Fernandes Machado, popularmente conhecido por "Miguel de Fiães" um ilustre valpacense, natural da freguesia de Fiães, a resgatar para a História.


Padre João Baptista Vaz de Amorim | Recursos: Foto: Revista Aquae Flaviae (14) 1995;
 moldura; http://www.ruadireita.com
Padre João Baptista Vaz de Amorim, uma das principais referências morais e intelectuais do seu tempo em Trás-os-Montes e no concelho de Valpaços. Apaixonado pela República, foi um paladino da democracia e da liberdade, um dos primeiros transmontanos a erguer-se contra a ditadura do Estado Novo.
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Padre Manuel Torrão Mesquita | Foto Base: obtida em O Arauto de Vilarandelo

 (adaptado) | moldura:  http://www.ruadireita.com

Padre Manuel Torrão Mesquita, conhecido como "o Pároco dos oprimidos e necessitados", natural de Vilarandelo, onde nasceu em 29 de Março de 1911, é mais um digno representante da Galeria de Notáveis do Clube de História de Valpaços.