quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

População de Amoinha Nova empenhada na preservação do seu património – as obras de beneficiação da capela de Santo Antão

Por Leonel Salvado

 clique na imagem para aumentar

Honrando-se a promessa deixada em 22 Janeiro do presente ano de 2012 pelo Professor Azevedo e correspondendo ao apelo lançado pela nossa amiga e criadora do blog “Amoinha Nova”, Sra. Leonor Ferreira Moreira, a população desta histórica aldeia da freguesia de Santiago da Ribeira de Alhariz pode regozijar-se pela satisfação de um dos seus anseios - as obras de beneficiação da sua antiga capela de Santo Antão que é uma incontornável referência do património histórico-religioso edificado do concelho de Valpaços integrada numa paróquia de remota fundação (Sant’ Iago de Alhariz) e que pelos meados do século XVIII era mencionada como um templo administrado pela própria população (“Amuinha Nova”), constituída por 24 vizinhos, cômputo que permite estimá-la entre 96 a 120 habitantes.
Apesar de à data da referida promessa ainda faltarem 1000 euros para corresponder ao orçamento e dar-se início às obras, favoravelmente acalentadas por toda a comunidade, elas já estão em curso em conformidade com o projecto concertado pelo povo, o responsável pela empreitada, Sr. João, e o Reverendo Padre Ivo, o qual, segundo declarações da Sra. Leonor Moreira, tem tomado diligentemente “as melhores e ponderadas decisões” junto do empreiteiro de forma a garantir as melhores soluções possíveis no processo de beneficiação da capela.
As obras de beneficiação em andamento já passaram pela remoção conjunto de azulejos que ladeava a nave e que, segundo uma inspecção técnica efectuada pelo conceituado antiquário Dr. Luís Montalvão”, não tinha qualquer interesse patrimonial que justificasse a sua preservação ou restauração, bem como do apodrecido forro tabuado do piso interior da capela e sua renovação. Como se vê pela imagem acima, o forro já foi removido e o que ficou a descoberto reservava, afinal, algumas surpresas que foram assim descritas pela Sra. Leonor Moreira:

«O chão, já podre e esburacado, de madeira, foi removido e a surpresa foi enorme quando ficaram a descoberto 25 sepulturas em terra, separadas geometricamente por barras de pedra, que em altura mediam cerca de metro e meio (a confirmar), das quais, as da frente, serão mais curtas que as restantes.
Este valioso património (as referidas pedras) terá sido inconsequentemente "violado" numa anterior mudança de piso há muitos anos atrás. Foram feitos cortes para suporte das vigas. Este erro será reparado...terá dito o responsável pela obra.» 

In http://amoinhanova.blogspot.com

Trata-se de uma louvável iniciativa esta levada a cabo pela população de Amoinha Nova, um bom exemplo da importância de que os valores patrimoniais ainda se revestem para muitas pessoas com que pessoalmente me congratulo.    

A Toda a comunidade, aos naturais e amigos de Amoinha Nova espalhados pelo mundo a quem desejamos que esta mensagem tenha chegado e estejam interessados em acompanhar o andamento destas obras de beneficiação da capela de Santo Antão, e contribuir na medida do possível para elas, bem como outras notícias relativas à sua saudosa terra, cumpre informar que podem aceder ao blog “Amoinha Nova”, começando por aqui.

Clique na imagem para visitar este blog

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hoje é Dia dos Namorados, de São Valentim, São Cirilo e São Metódio


O dia 14 de Fevereiro é por tradição o Dia dos Namorados, associado à celebração de São Valentim, santo retirado da liturgia por decisão do II Concílio do Vaticano em 1969, mas mantendo-se a mesma data para celebrar outros dois santos, São Cirilo e São Metódio.

Para rever o que publicámos neste dia, em 2011, acerca do seu múltiplo significado comemorativo, clique na imagem.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Do saque de Napoleão ao acervo científico-naturalista português ao “Projecto de Coimbra”

VIAGENS CIENTÍFICAS: NA ROTA DOS NATURALISTAS
Por Ricardo Garcia

Relatos da altura dizem que o naturalista francês apareceu de surpresa no Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda, em Maio de 1808. Etienne Geoffroy Saint-Hilaire vinha com instruções precisas do ministro do Interior de Napoleão: deveria identificar, empacotar e despachar todos os espécimes de plantas, animais e minerais que "faziam falta" ao Museu de História Natural de Paris.

Meses depois, quando a primeira invasão francesa foi repelida pelos ingleses, Saint-Hilaire embarcava de volta a Paris com 1583 exemplares de animais, 69 amostras de minerais e fósseis, dez herbários com quase 2000 plantas de várias partes do mundo e um conjunto precioso de manuscritos. O episódio representou mais do que um saque - ou um "favor", como a historiografia francesa então o descreveu. O que enchia a bagagem de Saint-Hilaire era o registo de um dos mais emblemáticos capítulos da história da ciência em Portugal: as "viagens filosóficas" que quatro naturalistas formados pela Universidade de Coimbra fizeram, no final do século XVIII, às colónias ultramarinas, para estudar os seus recursos.
Alvo de inúmeros estudos historiográficos, estas viagens estarão agora no centro do primeiro de uma série de quatro documentários que a Universidade de Coimbra, juntamente com a produtora Terratreme, vai realizar até 2013, sobre as suas missões botânicas em África. Além das expedições do final do século XVIII, os documentários irão retratar outros três momentos em que a universidade esteve envolvida no avanço do conhecimento da flora em África.
Embora espaçadas no tempo, todas estas expedições têm um denominador comum: a aplicação da ciência na exploração racional dos recursos. E as "viagens filosóficas" do século XVIII - assim chamadas por referência à "filosofia natural", que englobava todas as ciências naturais - são apontadas como uma espécie de momento fundador. Patrocinadas pela Coroa, foram, nas palavras do historiador William J. Simon, "expressões práticas do Iluminismo". O marquês de Pombal criara o Real Colégio dos Nobres (1761) e trouxe para Portugal o professor italiano Domenico Vandelli. Criaram-se os jardins botânicos da Ajuda (1768) e de Coimbra (1772), fez-se a reforma da universidade (1772), surgiu a Academia de Ciências de Lisboa (1779).
Em Coimbra, Vandelli fez-se rodear de jovens estudantes brasileiros, que, uma vez formados, se transferiram para o Jardim Botânico da Ajuda. Antes mais voltado para o ensino e o lazer palaciano, a instituição tomou outro rumo. "O jardim passa a ser um grande complexo científico e museológico", afirma João Brigola, especialista em História da Museologia na Universidade de Évora.

***

PROJECTO DE COIMBRA REVISITA ROTAS DOS NATURALISTAS EM ÁFRICA DESDE O SÉCULO XVIII

O botânico Jorge Paiva, 78 anos, professor e investigador reformado da Universidade de Coimbra, corre dez quilómetros todos os dias. A sua forma física vai ser necessária agora para uma nova tarefa: servir de guia em quatro documentários que serão produzidos até 2013, sobre as missões botânicas da universidade em África.

Para entender o que significam estas missões, basta olhar para o herbário da universidade. Ali estão hoje armazenados cerca de 700.000 exemplares de flora – a maior colecção do país e a segunda maior da Península Ibérica. Uma parte significativa resulta de sucessivas campanhas científicas para a recolha e o estudo de espécies vegetais em vários países africanos, que os documentários agora irão retratar.
Uma parte da história à volta destas campanhas estava de certa forma escondida do público em geral, em gabinetes e armários do antigo Departamento de Botânica. “Percebemos que havia uma riqueza documental enorme”, afirma Helena Freitas, directora do Jardim Botânico de Coimbra. Desde 2005, a documentação tem vindo a ser organizada e disponibilizada através de uma biblioteca digital.
A partir daí surgiu a ideia de mostrar, também numa série de documentários, a história das missões botânicas dos naturalistas de Coimbra. O projecto foi viabilizado por uma candidatura ao programa COMPETE do QREN, com um financiamento de cerca de 500 mil euros – 65% de Bruxelas e 35% do Estado, através do programa Ciência Viva.
As “viagens filosóficas” são o mote do primeiro documentário – uma espécie de enquadramento daquelas que foram as primeiras expedições de cunho estritamente científico, no século XVIII. Os outros serão filmados em três países diferentes – Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Jorge Paiva irá conduzir as histórias, percorrendo parte dos trajectos que outros naturalistas de Coimbra fizeram no princípio do século – Júlio Henriques, em São Tomé, em 1903, e Luís Carrisso, nas décadas de 1920 e 1930. Paiva, ele próprio, participou de expedições a Moçambique, na década de 1960, que serão objecto de um dos documentários. “Estive lá oito meses, sempre a acampar, e fiz 33.000 quilómetros”, relembra. “Estive em zonas onde lá não voltou mais ninguém”, completa.
As filmagens começam em Setembro, em São Tomé, e os documentários deverão estar concluídos até ao final de 2013. Serão transmitidos pela RTP. “Pretendemos que não seja algo académico, mas alargado ao público”, explica o coordenador do projecto, António Gouveia, biólogo do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.
O conteúdo científico será assegurado pela universidade, enquanto os documentários em si ficarão a cargo da produtora Terratreme, escolhida por concurso, entre oito concorrentes. Cinco realizadores diferentes estarão à frente dos filmes: Susana Nobre (“viagens filosóficas”); Luísa Homem e Tiago Hespanha (Moçambique); João Nicolau (S.Tomé e Príncipe); e André Godinho (Angola). “Não ser um mesmo realizador para toda a série traz mais riqueza ao projecto”, afirma o produtor João Matos, da Terratreme.
Os filmes procurarão complementar as informações sobre a flora e os ecossistemas com a sua interacção com as comunidades e as tradições locais. “São filmes de divulgação científica, mas há muitas formas de divulgar ciência”, diz João Matos.
O PÚBLICO vai acompanhar o projecto das missões botânicas em África com uma série de artigos de cunho histórico sobre as viagens – a primeira das quais está na edição deste sábado
do jornal –, com reportagens in loco das filmagens, na sua edição impressa, e com outros conteúdos editoriais na sua edição online.

A partir deste sábado, também está disponível no PÚBLICO online um blogue do projecto, da responsabilidade da Universidade de Coimbra.

 In jornal O Público, 11-02-2012 | http://www.publico.pt

sábado, 11 de fevereiro de 2012

165.º Aniversário do nascimento de Thomas Edison


Foi um dos maiores génios inventivos de sempre e a ele devemos, em grande parte, a passagem da “era do vapor” à “era da electricidade” no processo de evolução da civilização ocidental.

Para rever o que a respeito de Thomas Edison publicámos por ocasião do 164.º Anivsersário do seu nascimento, clique na imagem.

Na vanguarda da ciência genético-antropológica em Portugal - Europeus e asiáticos são descendentes dos mesmos africanos

2012-01-31

Estudo recorre à comparação genética entre 385 indivíduos

Hoje existe muito mais diversidade genética entre a população africana

Europeus e asiáticos descendem do mesmo grupo de africanos que chegou ao Sul da Península Arábica há 60 mil anos, conclui um estudo coordenado por Luísa Pereira.
Segundo a investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), os descendentes desse grupo rumaram depois, uns em direcção à Ásia, tendo chegado à Austrália há 50 mil anos, e outros para a Europa, onde terão chegado dez mil anos depois.
Simulações anteriores realizadas em computador com base em linhagens maternas apontam para que esse grupo de migrantes incluísse cerca de 600 mulheres, o que corresponderia a um total de indivíduos entre mil e 1200.
O estudo liderado pela cientista portuguesa foi realizado com a colaboração de outros seis investigadores portugueses e cinco estrangeiros, com recurso à comparação genética entre 85 indivíduos do sudoeste asiático e 300 europeus.
O facto de terem chegado muito antes à longínqua Austrália do que ao continente europeu, bem mais próximo, é explicado por essas migrações terem decorrido numa altura em que o hemisfério norte atravessava uma era gelada, afirmou a professora universitária coordenadora do trabalho publicado no Journal of Human Genetics.
Ao contrário, acrescentou, a metade sul da Terra era então mais árida e os oceanos tinham um nível mais baixo, o que facilitava as deslocações e terá levado a que “a Austrália tenha sido colonizada primeiro do que a Europa”, como confirma o cruzamentos de dados arqueológicos e genéticos.
Terá sido também o nível mais baixo das águas do actual estreito de Adén que terá facilitado a travessia do grupo de africanos da região que inclui a Somália e a Etiópia para o sul da península Arábica, a que corresponde o Iémen, consideram os cientistas.
Objecto de investigação continua a ser o caminho utilizado para chegar à Europa, que terá ocorrido através da Turquia, desconhecendo-se ainda se em direcção a Ocidente (Macedónia e Grécia), ou para Norte, através do Cáucaso (Arménia e Geórgia).
Os cientistas estão também a tentar determinar como se fez a ocupação humana da Europa e, posteriormente, há cerca de 10 mil anos, a chegada da agricultura, vinda igualmente de Oriente.
Nos milhares de anos que antecederam o cultivo da terra, os europeus viviam apenas da caça e do que recolhiam na natureza. Um dos aspectos que Luísa Pereira disse pretender esclarecer é o motivo pelo qual apenas dois mil anos depois de terem chegado à Europa pelo extremo leste, as primeiras técnicas de cultivo da terra já serem usadas na Península Ibérica, Portugal incluído, como confirmam os estudos arqueológicos.
Entre as hipóteses colocadas sobressai a de que o mar Mediterrâneo tenha sido já na altura uma via que terá permitido um avanço mais rápido do que a progressão exclusivamente feita por terra.
A líder do grupo de investigadores de Diversidade Genética do IPATIMUP considera que o facto de a população não africana ter muitas semelhanças genéticas se deve à descendência comum do primeiro grupo de humanos que chegou à Península Arábica, registando-se, actualmente, muito mais diversidade genética entre a população africana do que no resto do mundo.

In Ciência Hoje, 10 de Fevreiro de 2012 | http://www.cienciahoje.pt

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Na vanguarda da ciência paleontológica em Portugal - Cientistas da Universidade do Algarve descobrem ser vivo mais velho da Terra

10.02.2012 - 21:30

Erva marinha do Mediterrâneo tem 100.000 anos de idade

A "Posidonia oceanica" (M. San Félix)

O ser vivo mais velho da Terra que se conhece vive mesmo ao lado da Península Ibérica, é uma erva marinha que cresce no Mediterrâneo e pode ter mais de 100.000 anos, de acordo com uma equipa de cientistas que integra investigadores da Universidade do Algarve. A descoberta foi publicada nesta semana na revista Public Library of Science One

A erva marinha chamada Posidonia oceanica não é uma alga, mas sim uma angiospérmica, ou seja, pertence ao grupo das plantas que dão flores, e é endémica do mar Mediterrâneo.
A planta tem folhas curtas que podem crescer até ao metro e meio, e apesar de ter flores e reproduzir-se sexualmente, utiliza na maior parte das vezes indivíduos clones para se ir dispersando. O seu crescimento é muito lento, demorando 600 anos para cobrir um espaço de 80 metros nas pradarias subaquáticas do Mediterrâneo.
A equipa liderada por Ester Serrão, do Centro de Ciências do Mar, da Universidade de Algarve, que contou com investigadores de Espanha, analisou a nível genético os espécimes desta planta que vivem em 40 pradarias aquáticas ao longo de 3500 quilómetros do mar Mediterrâneo.
Os resultados revelaram que muitos espécimes são clones uns dos outros, alguns com dezenas de milhares de anos. Um pedaço erva com 15 quilómetros de largura, que fica ao pé da ilha espanhola Formentera, poderá ter mais 100.000 anos.
Esta descoberta demonstra a robustez de um genoma capaz de se adaptar a diferentes habitats, ao longo do tempo. Mas também pode ser a razão do declínio desta planta, cujo genoma poderá não aguentar as rápidas mudanças climáticas recentes: nos últimos 100 anos, a área de distribuição da Posidonia oceanica diminuiu em 10%.

In jornal O PÚBLICO |http://www.publico.pt 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novas revelações científicas sobre os “Denisovanos”

Divulgado primeiro genoma de alta qualidade de uma espécie extinta de seres humanos
ADN DOS DENISOVANOS SEQUENCIADO INTEGRALMENTE E COLOCADO ONLINE
07.02.2012 - 17:46 Por Ana Gerschenfeld

Gruta siberiana onde foi encontrado o dedo fossilizado (DR)

 A partir de uma ínfima parcela da falange de um dedo fossilizado, descoberta em 2008 na gruta Denisova, na Sibéria, foi agora possível obter o primeiro genoma de alta qualidade de uma espécie extinta de seres humanos.

Os autores deste feito técnico, liderados por Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig, na Alemanha, colocaram hoje online, à disposição de toda a comunidade científica, a sequência genética de um representante destes hominídeos que, juntamente com os neandertais, são os nossos mais próximos parentes extintos.
O reconhecimento oficial de que os denisovanos constituem uma espécie antes desconhecida veio em 2010, quando a equipa de Pääbo publicou na revista "Nature" o primeiro “rascunho” do ADN dos denisovanos.
Mas agora, estes investigadores foram muito mais longe, graças a novas técnicas ainda mais potentes de sequenciação genética desenvolvidas no seu próprio laboratório. E produziram uma sequência que, segundo explica Matthias Meyer (que foi precisamente quem desenvolveu as técnicas inovadoras de leitura do genoma), “tem menos erros do que do que a maior parte dos genomas de seres humanos actuais sequenciados até à data.”
O ADN denisovano foi extraído de uma quantidade mínima de osso - inferior a 10 miligramas. E, enquanto cada posição desse genoma tinha sido lida apenas duas vezes para obter o rascunho de 2010, o que deixava uma grande margem para erros na determinação das “letras” que compõem o ADN, agora foi possível fazê-lo repetindo a operação até 30 vezes. Isto permite, explica um comunicado daquele instituto alemão, distinguir mesmo as pequenas diferenças que possam existir entre as cópias de cada gene que a dona do dedo fóssil - uma menina que tinha entre cinco e sete anos de idade na altura da sua morte, há 30 a 50 mil anos - tinha herdado do seu pai e da sua mãe.
Os investigadores, que tencionam publicar os seus resultados numa revista científica ainda este ano, não quiseram esperar tanto tempo para os divulgar. “Quisemos tornar os dados acessíveis imediatamente de forma gratuita”, diz Pääbo. “Achamos que poderão ser muito úteis para muitos cientistas.”
Pääbo e colegas também tinham anunciado, em 2010, que nós, os humanos modernos, temos nos nossos genes bocadinhos de ADN vindo dos não só dos neandertais, mas também dos denisovanos, respondendo assim à essencial questão de saber se o Homo sapiens se tinha ou não reproduzido com estas duas espécies.

In jornal O Público |http://www.publico.pt

Para rever as anteriores “Notícias com Historia” relacionadas com este tema aqui publicadas, clique nas respectivas datas:

                       

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Há 51 anos - o início da Guerra Colonial

Como em História não se escrevem e reescrevem apenas as coisas boas do passado, sentimo-nos no dever de mais uma vez, embora com dois dias de atraso, recordar aqui uma data histórica de triste memória: o 4 de Fevereiro de 1961 e início da “guerra colonial”.

Por ocasião do 50 Aniversário do início da Guerra Colonial recordámos este evento numa das nossas publicações. Para rever esse post, bem como alguns comentários dos nossos leitores, clique na imagem.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Descoberta a cópia mais antiga de sempre de Mona Lisa

Por Cláudia Carvalho

À esquerda a obra original de Leonardo da Vinci, ao centro a cópia antes do restauro, à direita um pormenor da paisagem que estava escondida por baixo do fundo negro - DR
clique sobre a imagem para aumentar

Pintada ainda quando o pintor [ da Vinci] era vivo

O Museu do Prado, em Madrid, anunciou esta quarta-feira a descoberta de uma cópia do famoso quadro de Leonardo da Vinci, “Mona Lisa”, que terá sido pintado na mesma altura que o original por um dos pupilos preferidos do pintor, Andrea Salai (amante de Leonardo) ou Francesco Melzi. Esta é a cópia mais antiga de sempre da obra de arte.

Segundo o The Art Newspaper, este quadro agora descoberto terá sido pintado lado a lado com Leonardo da Vinci, no seu próprio estúdio. Ao que tudo indica, o pupilo do mestre renascentista foi pintado a obra à medida que também Leonardo da Vinci pintava o seu trabalho. Este facto dá assim novas luzes não só sobre o enigmático quadro como também sobre a forma de trabalhar nos estúdios dos reconhecidos artistas.

O mau estado de conservação da obra, há muitos anos guardada nos armazéns do museu espanhol, escondiam os verdadeiros traços da pintura. Razão pela qual o Prado nunca deu especial importância, apontando o quadro como mais uma cópia banal da obra-prima de Leonardo da Vinci, exposta em Paris, no Museu do Louvre.

Desde sempre que existem numerosas réplicas da obra de Leonardo da Vinci, dos séculos XVI e XVII são conhecidos dezenas de exemplares, e por isso nunca foi dada importância à copia de Madrid. Sabia-se que tinha sido pintada muito cedo mas a ausência de fundo, fez com a obra nunca fosse verdadeiramente considerada.

A descoberta bombástica aconteceu depois de uma grande intervenção de restauro na obra, que recuperou os traços e as cores originais, provando que o que aparentemente era uma cópia feita depois da morte do mestre do renascimento, é afinal um quadro pintado por um dos seguidores preferidos de Leonardo da Vinci. Incrivelmente, antes do restauro a obra aparentava ter um fundo negro, mas depois da intervenção dos peritos de conservação, a obra ganhou um fundo em tudo idêntico ao quadro original.

Tanto os investigadores do Museu do Prado como do Museu do Louvre já confirmaram a autenticidade desta obra, considerando esta descoberta como uma das mais importantes de sempre da história da arte.

Com esta revelação, surgem agora novas teorias sobre a icónica musa de sorriso enigmático de Leonardo da Vinci, uma vez que a obra original, exposta ao público em Paris, sob grande protecção. Contrastando com os traços mais amarelados, marcas da passagem do tempo, a réplica da Mona Lisa, mostra agora uma modelo aparentemente mais jovem.

Até muito recentemente o Museu do Prado achava que a tábua onde o quadro foi pintado seria de carvalho, material que raramente era usado em Itália naquela altura, mas no ano passado, depois de alguns testes, ficou provado que a madeira usada era de nogueira (usada também na verdadeira Mona Lisa). Em questões de tamanho, as duas obras não diferem muito, tendo a original 77cm por 53cm, e a réplica 76cm por 57cm.

Ao PÚBLICO, o Museu do Prado explicou que o trabalho de restauro da obra de arte ainda não está completo e por isso ainda não existiu uma apresentação pública da obra, que se espera que aconteça no final de Fevereiro.

Há cerca de duas semanas, foram revelados alguns detalhes desta réplica num simpósio de especialistas na National Gallery de Londres, a propósito da exposição “Leonardo da Vinci: Painter at the Court of Milan”. Uma fotografia com um detalhe da obra, a única que é conhecida até agora, foi mostrada aos presentes, onde foi explicado, segundo o The Art Newspaper, que além de todos os testes minuciosos a que a obra foi submetida, o Museu do Prado recorreu a reflectografia de infravermelhos, que permitiu comparar com os exames semelhantes feitos à Mona Lisa do Louvre em 2004, mostrando que as semelhanças são muitas.

Na imprensa espanhola, os espanhóis já apelidam esta descoberta como a “Mona Lisa de Espanha” ou a “Mona Lisa Twin [gémea] ”, esperando agora que o quadro, cujo resultado final ainda não conhecido, seja exposto no museu madrileno.

Notícia actualizada às 17h36 e corrigida às 22h30, o quadro foi pintado numa tábua e não numa tela.

in Jornal O Público | http://www.publico.pt/Cultura | 01.02.2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

168.º Aniversário do nascimento de Álvaro do Carvalhal



Álvaro do Carvalhal, aliás Álvaro de Carvalhal de Sousa Silveira e Telles, foi um jovem brilhante escritor oitocentista natural de uma das freguesias do actual concelho de Valpaços cuja curta passagem pela vida não impediu que o seu extraordinário talento na área das letras tenha sido até hoje reconhecido pela crítica literária, ao ponto de já ter sido considerado um caso ímpar da literatura romântica portuguesa. Que tal vocação sirva de exemplo inspirador tanto para as gerações futuras, como para os jovens deste concelho que nos últimos anos têm dado admiráveis provas de um talento literário igualmente invulgar.
É uma das figuras de destaque na nossa “Galeria de Notáveis” desde a criação desta, em 2 de Abril de 2011.

Para rever tudo o que conseguimos apurar a respeito da vida e obra de Álvaro do Carvalhal que publicámos aqui no Clube de História de Valpaços por ocasião do
 167.º Aniversário do seu nascimento clique

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Há 104 anos – O regicídio de 1908

O regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 em Portugal
Arranjo digital de Leonel Salvado
(clique na imagem para aumentá-la)

Ontem recordámos a Revolta republicana de 31 de Janeiro, na cidade do Porto. Hoje é a vez de recordar o trágico evento que ocorreu na sequência do movimento de contestação à monarquia, de que aquela revolta  foi um dos seus primeiros e mais evidentes sinais, – O regicídio cometido contra o rei D. Carlos e seu filho e herdeiro, o Príncipe D. Luís Filipe em plena Praça do Comércio (então Terreiro do Paço) na fatídica tarde de 1 de Fevereiro de 1908. Associado a este acontecimento esteve Manuel Buíça, natural da freguesia de Bouçoais, concelho de Valpaços. 

Para rever alguns pormenores sobre este acontecimento tal como os publicámos por ocasião do seu 103.º aniversário, no “Memorial [Nacional]” deste blogue,
clique AQUI.

Para rever o que publicámos a respeito de Manuel Buíça, um dos famigerados regicidas de relevância histórica local/regional em Trás-os-Montes e Valpaços,
clique AQUI.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Homenagem a Franklim Teixeira, um dos bravos da revolta de 31 de Janeiro

Franklim Teixeira, Galeria de Notáveis do Clube de História de Valpaços

Franklim Teixeira, ficou gravado na memória dos seus conterrâneos como um dos mais arrojados Republicanos valpacenses nos finais da Monarquia. Dele se guarda memória de ter participado na revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, que hoje se comemora, e de dela ter escapado com vida vindo a exibir orgulhosamente a bandeira Republicana na sua terra natal. Conta-se ainda que, em Valpaços, se atreveu a afrontar o próprio rei D. Carlos dando, em altos brados, vivas à República quando este aqui se apeou na sua viagem de Chaves a Mirandela e refere-se que, já no tempo da República, foi ele o primeiro Administrador do Concelho, função que exerceu com grande responsabilidade, mas também com necessário espírito de tolerância e nobres sentimentos. Faz parte da nossa “Galeria de Notáveis” deste 24 de Agosto de 2010.

Para rever alguns dos dados biográficos que em sua homenagem publicámos nessa data, clique

121.º Aniversário da Revolta de 31 de Janeiro

Painel de “pseudo-azulejos” alegórico à Revolta de 31 de Janeiro | Imagem de base: Gravura 
de Louis Tynayre, publicada na Illustração, revista universal impressa em Paris, 1891 | Digitalização e adaptação: Leonel Salvado

A revolta de 31 de Janeiro representa, senão o primeiro passo dado no sentido do derrube da Monarquia Portuguesa, pelo menos a manifestação mais evidente, firme e congregadora do movimento republicano em Portugal. Por ter nela tomado parte um fervoroso adepto valpacense da causa republicana, Franklim Teixeira, entendemos considerá-la também como um evento comemorativo de relevância local. De forma a proporcionarmos aos nossos leitores uma ideia global das circunstâncias que rodearam este acontecimento, seleccionamos a seguinte reportagem das “Notícias Lusa” publicada por Ana Maria Gomes no “Almanaque da República” por ocasião das celebrações do I Centenário da instauração deste regime político em Portugal.

«Notícias Lusa, a Revolta de 31 de Janeiro

O ambiente no Porto era "péssimo" nas vésperas da revolta do 31 de Janeiro e conspirava-se muito, sobretudo nos cafés Suíço e Central, junto à antiga Praça D. Pedro (hoje Praça da Liberdade), descreve o historiador Germano Silva.

"O Ultimato Inglês feriu o orgulho nacional e precipitou o descontentamento na cidade. Por isso, o ambiente era péssimo: as pessoas contestavam muito a monarquia, que estava em queda. Conspirava-se muito, e foi nos cafés que se forjou a revolução", descreve, à Lusa, o especialista.

O café Suíço e o Central, situados junto a uma praça cheia de "movida", foram "muito importantes" na revolução e este último era mesmo, de acordo com Germano Silva, "o quartel-general" da revolta de 1891, reunindo nas suas mesas estudantes e militares.

O povo do Porto aderiu fortemente à revolta militar do 31 de Janeiro, de tal forma que, quando chegaram à Praça D. Pedro, os militares "tiveram já dificuldade em romper a multidão para fazer a formatura".

Germano Silva refere que "não há outra cidade onde pudesse ter ocorrido a revolta do 31 de Janeiro", porque se trata de uma cidade "liberal desde a Idade Média".

Como se tratava de "uma cidade de trabalho, que criava riqueza", isso dava-lhe "certos privilégios", nomeadamente o de ser reivindicativa.

Apesar de tudo, a revolução não vingou: "Faltou um chefe militar de alta patente. Os sargentos precipitaram a saída para as ruas porque tinham sido traídos por um deles. Quando chegaram à Praça D. Pedro, onde estava a Câmara, esqueceram-se da guarda municipal, que se foi colocando em sítios estratégicos e tinha meios mais sofisticados, pelo que não foi possível implantar a República", refere o historiador.

Foi da Rua dos Quartéis (actual rua D. Manuel II), que saiu o Regimento de Infantaria 10, um dos responsáveis pela revolta de 31 de Janeiro.

Aos militares da Infantaria 10 devia juntar-se, na Praça de Santo Ovídeo (actual Praça da República), o Regimento de Caçadores 9, que antecipou a sua saída do antigo Mosteiro de S. Bento da Vitória porque "quem comandava as tropas era o sargento Abílio, que precisava de alguém com patente mais alta" para liderar os revoltosos.

Ao cruzar-se com o alferes Malheiro, que fazia a guarda da Cadeia da Relação, o sargento Abílio pediu-lhe para aderir ao movimento e comandar as tropas - o sim do Alferes leva o sargento a proferir o primeiro "viva" à República.

Chegados à Praça de Santo Ovídeo, "numa madrugada muito fria e cheia de nevoeiro", a Infantaria 10 e o Caçadores 9 (aos quais se juntou, também, a Guarda Fiscal) tinham por missão convencer o Regimento de Infantaria 18, ali instalado no quartel.

As negociações foram demoradas e acabaram por não surtir efeito, mas os militares seguiram pela rua do Almada em direcção à Câmara Municipal, onde Alves da Veiga proclamou a República e anunciou os nomes do primeiro Governo provisório.

Mas, entretanto, a guarda municipal estava a postos para parar a revolução e, quando militares e civis decidiram subir a rua de Santo António (actual 31 de Janeiro), começou a atirar, obrigando os revoltosos a fugir e deitando por terra a intenção de derrubar a monarquia em Portugal.»

Ana Maria Gomes, in Almanaque da Republica | http://www.republica2010.com

domingo, 29 de janeiro de 2012

Carta Arqueológica do Concelho de Valpaços – 5.B

ADÉRITO MEDEIROS FREITAS, Julho de 2001

(Para melhor visualizar cada uma das imagens clique sobre elas)

FREGUESIA DE BOUÇOAIS - B

TRANSCRIÇÃO E REPRODUÇÃO INTEGRAL AUTORIZADA PELO AUTOR

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O terramoto de Lisboa de 1531

Tabela geocronológica  dos terramotos e sua  intensidade (500 d. C. - 1909), 1909
In http://santossantinhos.blogspot.com

O terramoto de 1755 foi o que mais tristemente ficou gravado na memória dos portugueses e outros europeus desde a sua trágica ocorrência. Contudo, em 26 de Janeiro de 1531, mais de meio século antes desta tragédia, outro sismo de invulgar intensidade e de consequências igualmente trágicas abalou o sul do país, particularmente a capital, vitimando, aí, 30 mil pessoas de uma população total estimada em 100 mil habitantes.
(clique na imagem ao lado para aumentar)

Para rever o artigo da autoria de Carlos Loures publicado no site “Aventar” em 26 de Janeiro de 2010 e editado aqui, um ano depois,clique 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Arqueologia com selos

Por J. Pires dos Santos

Foi recentemente editado pelos Correios de Portugal o livro ‘Uma História da Arqueologia Portuguesa’, da autoria de Carlos Fabião, que traça um percurso pela história do País, com referência aos principais sítios, personalidades e factos que tem marcado a Arqueologia em Portugal.

Na obra, o arqueólogo Carlos Fabião conjuga a análise científica da investigação desde o período em que os vestígios do passado remoto serviam de pretexto para confirmar, sobretudo à luz dos textos bíblicos, as origens e o passado das civilizações, até à descoberta e classificação pela Unesco, já no século XX, das pinturas rupestres no vale do Côa.

Neste livro, o autor homenageia os fundadores da arqueologia portuguesa, com destaque para Francisco Morais Sarmento, pioneiro desta ciência em Portugal no século XIX.

A obra segue a linha editorial de anteriores edições dos CTT e completa-se com cinco selos da emissão filatélica ‘Arqueologia em Portugal’ que reproduzem a Citânia de Briteiros, Foz Côa, Conimbriga, Milreu e Alcalar, com os valores, respectivamente, de 0,32, 0,47, 0,68 e 0,80 cêntimos e 1 euro e o bloco que inclui um selo de 2,5 euros, que reproduz José Leite de Vasconcelos no Museu Etnográfico Português.

Correio da Manhã, 22 de Janeiro de 2012 | http://www.cmjornal.xl.pt

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Concelho de Valpaços nas “Memórias Paroquiais de 1758”


Para que os nossos visitantes possam aceder mais facilmente ao documento ou documentos que pretendam consultar desta série documental das “Memórias Paroquiais de 1758” das várias aldeias e freguesias que temos vindo a transcrever, entendemos proporcionar-lhes esta relação com os respectivos atalhos. De futuro poderão aceder a este "Menú" a partir da barra lateral do presente blogue. Convém que se diga que a única paróquia cujo documento ainda não foi possível transcrever é a de Padrela. Para todos os restantes foi adoptado o critério de transcrição de leitura actualizada, favorecendo tanto quanto possível a compreensão dos textos relativamente às rígidas convenções da Paleografia científica. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Carta Arqueológica do Concelho de Valpaços – 5. A

ADÉRITO MEDEIROS FREITAS, Julho de 2001

Esta laboriosa iniciativa de transcrição e reprodução de fotos e esquemas do extraordinário trabalho realizado pelo Dr. Adérito Medeiros Freitas, assim divulgado através da Internet, é dirigida, em homenagem a este autor, a todos os valpacenses, transmontanos e portugueses interessados nesta temática, mas em especial aos valpacenses que se encontram deslocados há longa data da sua freguesia natal, bem como aos seus descendentes.

FREGUESIA DE BOUÇOAIS - A

TRANSCRIÇÃO E REPRODUÇÃO INTEGRAL AUTORIZADA PELO AUTOR
(para uma melhor visualização das imagens, clique sobre elas)


“Povoação e freguesia do concelho e comarca de Valpaços, distrito e diocese de Vila real, com 1266 h em 309 fogos (1960), 1031 h em 240 fogos (1970).
Orago: N. S.ª. da Ribeira
Situa-se no extremo E do concelho, a cerca de 26 KM da sede, no limite com Mirandela. Pertenceu ao extinto concelho de Monforte de Rio Livre até 1853 e era abadia do Padroado Real”.

F. RIBEIRO, Encliclop. Verbo,
Vol. 3, pág. 1703 e Vol. 19, pág. 546.

Hoje é Dia de São Vicente, diácono Mártir

S. Vicente, mais um Santo, cujo culto se difundiu desde a época romana sobretudo na Península Ibérica. É o santo padroeiro da cidade de Lisboa e é também venerado em algumas paróquias do concelho de Valpaços.

Para rever o que a respeito deste santo publicámos em 2011, no seu dia, clique sobre a imagem.  

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

458.º Aniversário do nascimento de D. Sebastião no dia do Santo mártir com o mesmo nome

          

D. Sebastião, o último dos monarcas da dinastia de Avis, nasceu há 458 anos no dia do Santo mártir com o mesmo nome, unidos propositadamente no baptismo e ironicamente no destino do“mistério”das circunstâncias da morte de ambos, ainda que morte do soberano em Alcácer Quibir seja controversa.

Para rever o que editámos em 2011 a respeito de cada uma destas duas figuras comemorativas, bem como da relação entre ambas na devoção religiosa dos povos de algumas terras do concelho de Valpaços, clique nas respectivas imagens. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ontem foi Dia de Santo Antão, abade

Santo Antão, abade, óleo de Francisco de Zurbaran (1598 - 1664),
Palácio Pitti, Galeria Palatina, Florença, Itália

Santo Antão do Deserto, também conhecido como Santo Antão do Egipto, Santo Antão o Grande, Santo Antão o Eremita, Santo Antão o Anacoreta, ou ainda O Pai de Todos os Monges, é comummente considerado como o fundador do monaquismo cristão.

Para rever tudo o que editámos em 2011 sobre a vida de Santo Antão abade, no seu dia, e sobre o seu culto em terras do concelho de Valpaços, clique
AQUI.

Há 17 anos: o Poeta que na data de 17 de Janeiro deixava este mundo…

…com uma mensagem de ânimo e esperança

O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova.”

Miguel Torga

Pode rever neste blogue o que publicámos por ocasião do 103.º Aniversário do nascimento de Miguel Torga.

domingo, 15 de janeiro de 2012

580.º Aniversário do nascimento de D. Afonso V, rei de Portugal, em dia de Santo Amaro


      
  
Celebram-se hoje o dia de Santo Amaro e os 580 anos do nascimento do décimo segundo rei de Portugal, D. Afonso V.

Para rever o que editámos em 2011 a respeito de cada uma destas duas figuras comemorativas, bem como da sua relação com as terras do concelho de Valpaços, clique na respectiva imagem.

112.º Aniversário do nascimento do Professor Doutor Amândio Tavares


No dia 15 de Janeiro de 1900, há 112 anos, nascia em Valpaços numa das casas da Rua que hoje tem o seu nome, Amândio Joaquim Tavares, um dos mais notáveis filhos da terra, brilhante figura enquanto estudante, docente universitário, Reitor da Universidade do Porto, muito estimado pelo corpo docente e pelos estudantes desta instituição, e cientista de reconhecido mérito internacional.

Para rever o que publicámos em homenagem ao Professor Doutor Amândio Tavares na “Galeria de Notáveis de Valpaços” desde 2 de Abril de 2011,
 clique AQUI.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Carta Arqueológica do Concelho de Valpaços – 4

ADÉRITO MEDEIROS FREITAS, Julho de 2001
Esta laboriosa iniciativa de transcrição e reprodução de fotos e esquemas do extraordinário trabalho realizado pelo Dr. Adérito Medeiros Freitas, assim divulgado através da Internet, é dirigida, em homenagem a este autor, a todos os valpacenses, transmontanos e portugueses interessados nesta temática, mas em especial aos valpacenses que se encontram deslocados há longa data da sua freguesia natal, bem como aos seus descendentes.

FREGUESIA DE BARREIROS

TRANSCRIÇÃO E REPRODUÇÃO INTEGRAL AUTORIZADA PELO AUTOR
“Povoação e freguesia do concelho e comarca de Valpaços, distrito e diocese de Vila real, com 493 h em 126 fogos (1960), 346 h em 111 fogos (1970). Orago: S. Vicente. Situa-se no extremo E do concelho e distrito, no limite com os de Mirandela e Bragança. Foi reitoria do Padroado Real no termo da vila de Monforte de Rio Livre, a cujo concelho pertenceu até 31. 12. 1853. Compõe esta freguesia, apenas uma povoação, que lhe dá o nome.”
F. RIBEIRO, Encliclop. Verbo, Vol. 3, pág. 670 e Vol. 19, pág. 443.