terça-feira, 24 de julho de 2012

115.º Aniversário do nascimento de Amelia Earhart


Imagem: http://theeclecticgoddess.blogspot.com

Amelia Mary Earhart, nasceu em Atchison, Kansas, EUA, no dia 24 de Julho de 1897 e desapareceu no Norte do Oceano Pacífico a 22 de Julho de 1937. Foi uma das pioneiras da aviação dos Estados Unidos da América e dedicada defensora dos direitos das mulheres, tornando-se amiga da primeira-dama do seu país, Eleanor Roosevelt, também ela uma grande apaixonada pela aviação, com quem alinhou em defesa das causas femininas. Tornou-se famosa nas mais diversas acções devidas ao seu multifacetado talento e personalidade carismática, mas sobretudo por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico.

Para rever o que publicámos sobre Amélia Earhart, por ocasião do 113.º Aniversário do seu nascimento clique

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morreu o Professor José Hermano Saraiva


José Hermano Saraiva, http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.pt
 Academia Portuguesa de História

O historiador José Hermano Saraiva morreu hoje aos 92 anos. José António Crespo, produtor do historiador, confirmou à RTP que o falecimento aconteceu, ao final da manhã, na sua casa no distrito de Setúbal, de doença prolongada.

"Ardeu uma biblioteca" afirmou José António Crespo, que trabalhou ao longo de 20 anos com o historiador.
José Hermano Saraiva nasceu em Leiria, no dia três de Outubro de 1919, terceiro filho de José Leonardo Venâncio Saraiva e de sua mulher Maria da Ressurreição Baptista.
Era professor e historiador, tendo-se licenciado na Universidade de Lisboa, em Ciências Histórico-Filosóficas  em 1941 e em Ciências Jurídicas, em 1942. Foi ministro da Educação entre 1968 e 1970, período durante o qual enfrentou a crise académica de 1969. Seguidamente foi embaixador de Portugal no Brasil, entre 1972 e 1974.
José Hermano Saraiva iniciou a vida profissional como professor no ensino liceal, tendo sido diretor do Instituto de Assistência aos Menores e reitor do Liceu Nacional D. João de Castro, em Lisboa. 
Foi ainda professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, tendo acumulado a vida letiva com a advocacia. Deputado à Assembleia Nacional durante o Estado Novo foi ainda procurador à Camara Corporativa.

Colaboração com a RTP
Nas últimas décadas José Hermano Saraiva distinguiu-se pela sua colaboração com a RTP, em programas sobre a história de Portugal, apresentados de uma forma muito própria e expondo teorias por vezes contestadas no meio académico. 
A colaboração com a RTP começou em 1971 com o programa "Horizontes da Memória", tendo nesse ano recebido o Prémio da Imprensa para o Melhor Programa do Ano. 
Foi ainda autor e apresentador de "Gente de Paz", que assinalou o seu regresso à RTP em 1978, "O Tempo e a Alma", "Histórias que o Tempo Apagou" e "A Alma e a Gente".
Extremamente popular, acabou no 26.º lugar, no concurso da RTP os Cem Grandes Portugueses, ganho por António Oliveira Salazar.

História com história.
Um dos livros mais conhecidos de José Hermano Saraiva, é a "História concisa de Portugal", já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, a obra foi traduzida em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês. 
O livro foi escrito durante o exílio a que o professor se impôs na Nazaré, a praia da sua infância, durante o PREC (Período Revolucionário em Curso), em 1974-75, a convite do editor livreiro Lyon de Castro. 
José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em
seis volumes, publicada em 1981 pelas Edições Alfa. O professor e historiador era um autor prolífico, tendo escrito ainda mais de 25 livros nas áreas de História e da Jurisprudência.
"Uma carta do Infante D. Henrique", "O tempo e alma", "Portugal -- Os últimos 100 anos", "Vida ignorada de Camões" ou "Ditos portugueses dignos de memória" são alguns dos exemplos de obras sobre História. 
"A revisão constitucional e a eleição do Chefe do Estado", "Non-self-governing territories and The United Nation Charter" e "Apostilha crítica ao projecto do Código Civil" e cinco outros livros na área da pedagogia, são outras obras assinaláveis.
Irmão do também professor António José Saraiva e tio do jornalista José António Saraiva, José Hermano Saraiva foi casado com Maria de Lurdes de Bettencourt de Sá Nogueira, sobrinha-bisneta do 1.º Marquês de Sá da Bandeira, com quem teve cinco filhos.
Pelo lado da mãe, José Hermano Saraiva é sobrinho de José Maria Hermano Baptista, o último veterano português sobrevivente, que combateu na Primeira Guerra Mundial e que faleceu com 107 anos, em 2002.

Distinções
Após a instauração da democracia, José Hermano Saraiva regressou a Portugal e lecionou como professor convidado no atual Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Foi ainda membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil e Sócio Honorário do Movimento Internacional Lusófono. 
Recebeu a Grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Portugal, além da Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco do Brasil

In  http://www.rtp.pt/noticias, Jul, 2012, 13:29 / atualizado em 20 Jul, 2012, 14:47

segunda-feira, 16 de julho de 2012

800.º Aniversário da batalha de Navas de Tolosa


Comemoram-se hoje os 800 anos deste sucesso militar da História Peninsular que representa um dos mais importantes marcos da Reconquista Cristã e onde também participaram forças portuguesas enviadas por D. Afonso II. Para rever alguns detalhes sobre este acontecimento e seu significado comemorativo, que publicámos aqui por ocasião do seu 798.º Aniversário, clique sobre a imagem. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Casa Mariz Sarmento e Capela de S. Caetano


Casa Mariz Sarmento e Capela de S. Caetano, e respetiva zona especial de proteção, freguesia de Águas Revés, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real.

Foi publicado no Diário da República, 2ª série, Nº131, de 9 de Julho de 2012, o Anúncio n.º 13224/2012, de 21 de Junho, que respeita à Consulta Pública, relativa à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Casa Mariz Sarmento e Capela de S. Caetano, freguesia de Águas Revés, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, e à fixação da respetiva zona especial de proteção (ZEP).

domingo, 8 de julho de 2012

180.º Aniversário do Desembarque do Mindelo


Leonel Salvado
clique na imagem para a aumentar

Tornou-se assim conhecido o desembarque das tropas liberais ao serviço de D. Pedro IV ocorrida no decurso da Guerra Civil (1828 – 2834) em que se confrontaram os partidários da causa liberal deste e os da monarquia absolutista encabeçada pelo irmão, D. Miguel. O desembarque que sucedeu a Norte da cidade do Porto durante a tarde do dia 8 de Julho de 1832 permitiu a no dia seguinte o “exército libertador” a tomasse de surpresa ao exército miguelista que entretanto se reorganizou e submeteu as forças liberais a prolongado cerco – o também célebre Cerco do Porto – até à capitulação de D. Miguel e à “Convenção de Évora Monte” que pôs termo à Guerra Civil portuguesa e proporcionou a restauração da Carta Constitucional de 1826 e a instauração definitiva de um regime liberal e constitucional em Portugal.
Embora a designação de “Desembarque do Mindelo”, consagrada pela tradição, não seja historiograficamente a mais correcta para situar o evento já que ele teve lugar não na Praia do Mindelo mas, à segunda tentativa, na Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, não deixa de ser curiosa a expressão que deste mesmo evento ainda ecoa na memória dos portugueses, a dos “bravos do Mindelo” expressão que pretende glorificar as forças liberais que participaram no desembarque e na tomada do Porto como os vencedores das guerras liberais. Se este evento assume um reforçado significado comemorativo nacional visto que dentre os cerca de 900 portugueses que se destacaram entre os 7 500 “bravos do Mindelo” se contavam importantes figuras da nossa História, tais como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Joaquim António de Aguiar… deve também ser comemorado com legítimo orgulho pelos valpacenses já que também se assinala entre esses valorosos portugueses um inolvidável valpacense, natural de Veiga de Lila, que muito fez pelo engrandecimento da região e do concelho de Valpaços e, por isso, figura com a maior dignidade na nossa “Galeria de Notáveis” – Júlio do Carvalhal.

Para ver ou rever mais detalhes sobre este evento clique AQUI.

sábado, 7 de julho de 2012

154.º Aniversário do nascimento de José Leite de Vasconcelos


José Leite de Vasconcelos, o maior linguista, filólogo, etnólogo e arqueólogo português do seu tempo, foi um grande conhecedor de Trás-os-Montes e um verdadeiro apaixonado pela sua cultura. Teve em Valpaços Joaquim de Castro Lopo como seu principal discípulo que recebeu daquele rasgados elogios devidos à sua invulgar inteligência e seu valoroso empenho nas áreas científicas a que ambos se dedicaram. Há dois anos, por ocasião do 152.º Aniversário daquele mestre da cultura popular, rendemos-lhe aqui no Clube de História de Valpaços a devida homenagem.

Para rever o que então publicámos em sua memória, clique na imagem.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

569.º Aniversário da morte de D. Fernando, o Infante Santo


Por Leonel Salvado

D. Fernando, o infante santo | quadro quatrocentista | 
Museu Nacional de Arte Antiga | in Dicionário Enciclopédico
 da História de Portugal, Publ. Alfa, 1991, vol I

Da morte trágica do infante D. Fernando, oitavo filho de D. João I de Portugal e de D. Filipa de Lencastre e o mais novo membro da “ínclita geração”, ficou para a eternidade a dolorosa e comovente lembrança dos portugueses. Fernando nasceu em Santarém, em 29 de Setembro de 1402, crescendo rodeado dos mais extremosos afectos até à idade de 34 anos, e faleceu, segundo insistem os cronistas, em Fez, no Norte de África, em 5 de Junho de 1443 (faz hoje 569 anos), após seis anos de grande sofrimento no cativeiro onde, segundo os cronistas, suportou as maiores afrontas e impropérios com total e constante resignação pessoal, mesmo quando vira perdidas todas as esperanças no seu resgate, a que ele próprio estóica e humildemente se opôs quando teve conhecimento dos rumores de que no reino se chegou a admitir que para esse fim fosse finalmente entregue aos seus captores a praça de Ceuta. Tal trágico desfecho é, por outro lado, despida desta secular visão romântica e atribuído à intransigência do Infante D. Henrique perante a devolução da cobiçada praça norte-africana, o qual terá preferido o sacrifício do irmão ao dos interesses do país.

A sua triste sina começou a revelar-se em 1437, quando decidiu alinhar na arriscada expedição militar para a tomada de Tânger comandada pelo irmão, o infante D. Henrique, a contragosto dos restantes irmãos, o rei D. Duarte, Pedro, duque de Coimbra e D. João, infante de Portugal. Tal como pressentira o rei, seu irmão, a campanha terminou num absoluto e vergonhoso desastre para as forças cristãs, tendo estes sido forçados a negociar com os infiéis a retirada dos portugueses sob promessa da restituição de Ceuta, ficando cativo como penhor dessa promessa o infeliz infante D. Fernando. Entretanto, foi conduzido para Arzila em companhia de alguns fidalgos e criados que escolheram ficar a seu lado e depois transportado para Fez onde foi sujeito aos mais bárbaros tratamentos até à sua morte. Os seus restos mortais só seriam resgatados em 1471 pelo rei D. Afonso V, seu sobrinho, um ano depois de o seu culto ter sido aprovado, e solenemente depositados na Capela do Fundador no Mosteiro da Batalha, onde também jazem os seus pais e irmãos.

Existe uma descrição sobre alguns pormenores do drama vivido pelo infante D. Fernando no cativeiro que podem ser consultados AQUI.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pequena História da Cidade e do Concelho

É uma cidade portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 4 530 habitantes (Valpacenses).
É sede de um município com 553,06 km² de área e 16 882 habitantes (2011), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a noroeste por Chaves, a leste por Vinhais e Mirandela, a sul por Murça e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Foi criado em 1836 por desmembramento de Chaves.


A actual e florescente cidade de Valpaços remonta ao primeiro período da nacionalidade (século XII -XIII).
Topónimo
Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII.

O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional.

A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

Antigamente, Vale de Paço (e depois Vale de Paços até ao século XIX) tem raízes talvez mesmo na pré-nacionalidade, o que não é de estranhar num território como o deste concelho em quê a arqueologia é notável desde a época romana e a toponímia, especialmente a antroponímica de filiação germânica, tão exuberante, constitui o melhor documento do povoamento pré-nacional do território.

Guerra da Patuleia
O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais.

O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas.

Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Passagens da Guerra Patuleia
Novembro, 6 – Costa Cabral, no exílio em Espanha, é nomeado embaixador nesse país.

Novembro, 7 – Saldanha sai de Lisboa comandando forças fiéis do exército, após a passagem em revista das tropas pela rainha e pelo seu marido.

Novembro, 16 – Acção de Valpaços, as forças governamentais do conde de Casal venceram as de Sá da Bandeira, comandante das forças da Junta.

Novembro, 20 – O que resta das forças de Sá da Bandeira, de regresso ao Porto, são atacadas pelas forças miguelistas de MacDonell.

Novembro, 25 – Forças miguelistas entram em Guimarães.

Dezembro, 3 – Tomada de Valença pelas forças governamentais

Zé do Telhado
Segundo a lenda, participou no conflito o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

Património
O património edificado de Valpaços justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado.

Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito ampla, é de uma só nave.
No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.

Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos.
Oitocentistas, a sua construção custou cerca de vinte contos.
Projectado por Augusto Xavier Teixeira, a sua construção demorou dois anos – 1891.
Os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o solar dos Morgados da Fonte ou de “S. Francisco de Valpassos”.

Elevação a município
A 6 de Novembro de 1836, a aldeia de Valpaços é elevada, por decreto, à categoria de Município.

O concelho atual tem uma constituição histórica muito singular, sendo formado pela totalidade do extinto concelho de Carrazedo de Montenegro (a metade sul), por metade, do também extinto concelho de Monforte de Rio Livre (o extremo norte) e por uma fracção do termo do antigo concelho de Chaves (Friões e Ervões) (ao centro, compreendendo a actual vila).

A sua constituição data do segundo quartel do século XIX e deve-se à Revolução Liberal que não hesitou em sacrificar velhos concelhos de venerandas e históricas raízes, pois se trata de representantes dos velhos julgados medievais e «terras» de Montenegro e Monforte.

Monforte de Rio Livre era uma vila e sede de concelho de Portugal, localizada na actual freguesia de Águas Frias, no município de Chaves.
Teve foral em 1273, vindo a ser suprimido em 1853.

A importância da vila esteve ligada ao seu castelo, sendo por isso alvo de diversos cercos e lutas, em especial durante a guerra da Restauração entre 1640 e 1668.
No início do século XIX a vila encontrava-se despovoada e a sede do município tinha sido transferida para a freguesia de Lebução.
Elevação a vila e a cidade
Valpaços foi elevada a vila em 1853, através de decreto real de 26 de Março, assinado por D. Pedro V, referendado pelo Marquês de Loulé. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica, agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 13 de Maio de 1999.
Património e Turismo
Gastronomia
Podemos destacar os seguintes pratos típicos e produtos gastronómicos de Valpaços e Alto Tâmega: O Folar de Valpaços, opresunto , o salpicão, as linguiças, as alheiras, o cabrito assado ou estufado, o cozido à transmontana, a feijoada à transmontana, os milhos, o Pão de centeio, Couve penca, Batata de Trás-os-Montes, omel as deliciosas amendoas, a sopa de castanhas e o seu muitissimo apreciado vinho, considerado o melhor de trás-os-Montes, se excluirmos a região do Douro.
Atividade económica
A Economia Valpacense baseia-se essencialmente nas seguintes atividades: Agricultura, Comércio, Indústria e Serviços.
Agricultura
É a base da economia do município, aqui produzem-se produtos de alta qualidade, em sub-regiões bem destacadas:
Vinho – Zona de Fornos de Pinhal/Santa Valha
Azeite – Na metade sul do município
Castanha – Zona de Carrazedo Montenegro
Amêndoa – Zona de Veiga de Lila e Vales
Batata – Zona de Friões e Santiago
Centeio – Zona de Vilarandelo e Ervões

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dentes de um australopiteco revelam que roía cascas de árvores


PUBLICO, 29.06.2012 - 07:14, Por Nicolau Ferreira

Afinal, o Austrolopithecus sediba comia casca de árvores e madeira, uma dieta misteriosa que ainda não tinha sido encontrada em nenhum outro antepassado do homem estudado até agora, revela um artigo publicado na última edição da revista Nature.
O tártaro extraído dos dentes do Austrolopithecus sediba permitou
desvendar a sua dieta (Paul Sandberg/Universidade do Colorado)

Austrolopithecus sediba é o australopiteco que se conhece há menos tempo. Quando foi notícia em 2010, pela descoberta de dois fósseis seus, ele ficou posicionado num ponto-chave da árvore da evolução humana. Agora, a descoberta de que estes hominídeos tinham uma alimentação semelhante à dos chimpanzés que hoje vivem nas florestas provoca o espanto.
“O que me fascina é que estes indivíduos são casos estranhos”, disse um dos autores do artigo, Matt Sponheimer, do Departamento de Antropologia da Universidade do Colorado. “Estava bastante convencido de que de há quatro milhões de anos para cá a família dos nossos parentes hominídeos tinha uma dieta que era diferente da dos grandes símios (chimpanzés ou gorilas) que estão vivos, mas agora não tenho tanta certeza.”

DNA de humano moderno mais antigo da pré-História está a ser decifrado

Ciência Hoje, 2012-06-28

Investigadores espanhóis analisam material genético de dois indivíduos com 7 mil anos

Mandíbula com 7 mil anos

Uma equipa de cientistas dirigida por Carles Lalueza-Fox, do Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol (CSIC), acaba de obter os primeiros dados de genoma humano do Mesolítico. Os investigadores recuperaram parte do genoma e do DNA mitocondrial de dois indivíduos que viveram há 7 mil anos.
Os vestígios foram encontrados no sítio de La Braña-Arintero (León, Espanha). Os resultados estão publicados na revista«Current Biology». Este é o mais antigo material genético humano alguma vez encontrado, superando o famoso Ötzi, o 'Homem do Gelo', em 1700 anos.

92.º Aniversário do nascimento de uma estrela – Amália Rodrigues


Rainha do Fado e, por via do seu extraordinário talento nesta área da música, uma das melhores embaixadoras da cultura portuguesa no mundo, nasceu há 92 anos em Lisboa. A data de ontem, 1 de Julho é, portanto, uma data comemorativa de grande relevância para os Portugueses.
Para rever o que publicámos em sua homenagem por ocasião do 90.º Aniversário do seu nascimento, clique na imagem.