Mostrar mensagens com a etiqueta Automóveis na História [Universal]. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Automóveis na História [Universal]. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de fevereiro de 2012

76.º Aniversário da revelação pública do carro mais popular do mundo

Por Leonel Salvado


Anúncio do sistema de vendas do KdF-Wagen: "cinco marcos semanais você 
deve separar, se em seu próprio carro quiser passear" | http://pt.wikipedia.org

Quem não conhece o VW “carocha” ou ainda não o tenha visto uma qualquer das suas versões mais antigas a circular algures pelas nossas estradas?! Foi o carro mais popular e o mais vendido do mundo, ultrapassando em 1972 o recorde do Ford Modelo T, fabricado nos EUA. O último modelo do Carocha foi produzido no México em 2003. Foi o primeiro modelo fabricado pelo actual Gigante da indústria automóvel, o Grupo VWAG, e um produto do esforço industrial da Alemanha nazi, nos últimos anos que antecederam à 2ª Guerra Mundial.
Em 1936, na Alemanha, Adolph Hitler desfilava como seu Estado Maior a bordo de um novo automóvel feito para o povo alemão. Era a concretização de um sonho do ditador desde os tempos em que esteve preso e teve conhecimento da proeza cometida por Henry Ford ao conseguir oferecer ao público norte-americano um automóvel ao alcance das famílias menos abonadas, o Ford Modelo T. Entusiasta por carros desde a juventude e empenhado na recuperação da economia e na modernização do país, no qual por sua iniciativa de construiu uma extensa rede de “Autobahns” (o embrião das actuais modernas auto-estradas), faltava-lhe oferecer ao povo alemão, para a realização da plataforma política do seu partido, um “carro do povo”, isto é um automóvel feito por trabalhadores alemães e para os trabalhadores alemães. Esse carro passou a designar-se, por conveniência, de “Volkswagen”, (pronunciando-se "folks váguen" traduzido para português como "carro do povo"), ou simplesmente "Volks" (pronunciando-se "folks", com o mesmo significado de "do povo"). Alguns dos requisitos propostos por Adolph Hitler, que colaborou pessoalmente na definição do design definitivo do projecto, não foram concretizados, mas o “carro do povo” tornou-se uma realidade adequada às expectativas do seu criador e do povo alemão: Um automóvel barato, de consumo moderado e versátil, características favoráveis à propaganda nazi e às necessidades das famílias alemãs dessa época. Antecipando-se à aprovação dos protótipos, deixados à responsabilidade de vários engenheiros da confiança do ditador (dentre os quais se destacou o consagrado engenheiro austríaco Ferdinand Porsche), Adolph Hitler fez-se transportar num dos modelos experimentais do “carocha” num desfile realizado a 26 de Fevereiro de 1936. Assim nascia um dos ícones da história do automóvel.
Apesar de te rnascido no seio  famigerado regime nazi, o “carocha”, assim carinhosamente conhecido pelos portugueses e países de expressão inglesa como o "beetle" (sobretudo nos E.U.A., onde foi um automóvel, ironicamente, bastante popular entre a comunidade “hippie”, nos anos 60) ou ainda como  o“fusca”, para os brasileiros, continuou a ser um dos automóveis mais populares nos vários continentes após a Segunda Guerra Mundial. Actualmente é um dos automóveis clássicos mais apreciados pelos coleccionadores ou pelos simples nostálgicos entusiastas dos “automóveis que fizeram história”.

Para muitos mais detalhes sobre a história do “Carocha” clique AQUI

terça-feira, 22 de março de 2011

51.º Aniversário do nascimento de Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva, o Herói Revelado | http://armazemgerallivros.blogspot.com

Fez ontem, dia 21 de Março, 51 anos que nasceu na cidade de S. Paulo, Brasil, Ayrton Senna da Silva, piloto que se notabilizou na Fórmula 1 e foi três vezes campeão mundial nesta modalidade. Faleceu em Bolonha, Itália, a 1 de Maio de 1994, aos 34 anos em consequência do trágico e estranho acidente ocorrido no “Autódromo Enzo e Dino Ferrari” em Ímola, durante o “Grande Prémio de San Marino”. É considerado um dos maiores nomes do desporto brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo. Ainda que a dramática e inesperada interrupção da sua extraordinária carreira o tenha impedido de igualar ou bater um maior número de recordes, foi eleito pela revista britânica “Autosport”, em Dezembro de 2009, o melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos, entre os 217 candidatos que passaram por esta categoria desportiva. O seu palmarés, abruptamente interrompido em 2004, é na verdade impressionante. A data do seu nascimento é uma data comemorativa de relevância universal.

A História de Ayrton Senna, um exemplo de Superação


Se estiver interessado em conhecer mais detalhes sobre a carreira de Ayrton Senna clique AQUI.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

133.º e 171.º Aniversários de John Dunlop e André Citroen

John Boyd Dunlop                           André Gustav Citroën

Com trinta e oito anos de intervalo, comemora-se nesta data o nascimento de dois grandes nomes ligados à história e evolução dos transportes e da indústria automóvel, John Boyd Dunlop e André Gustave Citroën. Aquele foi um dos primeiros responsáveis pelo invento que revolucionaria não só o conceito do processo mais seguro e cómodo da circulação, primeiro da bicicleta e logo a seguir do automóvel, mas também a construção das rodovias – o pneumático. O segundo, um pioneiro da indústria de construção automóvel foi quem deu origem à marca que ainda hoje ostenta o seu nome com o respectivo símbolo do “double chevron”, inspirado numa das “suas” inovações técnicas (a engrenagem ou “dentadura em Traves”) e fundou o império industrial a ela associada.

sábado, 29 de janeiro de 2011

126.º Aniversário do nascimento do “automóvel moderno”

Réplica do Benz Patent Motorwagen, de 1885, de dois lugares, três rodas e velocidade máxima de 13 km/h, foi o primeiro automóvel a gasolina. In http://soulonphire.blogspot.com


Como já tínhamos referido neste blogue em “Os primórdios da História do Automóvel”, a 24 de Abril de 2010 na mesma categoria “Automóveis na História [Universal]”, foi a 29 de Janeiro de 1885 que surgiu o primeiro automóvel com cabimento no âmbito do conceito de “automóvel moderno”, isto é dotado de um motor de explosão interna a gasolina e de quatro tempos. Embora este tipo de motor tenha sido concebido também com sucesso nesse mesmo ano pelo alemão Gottlieb Daimler, foi na realidade o seu compatriota Karl Benz, outro grande génio inventivo desse tempo que mais tarde se associou ao primeiro para a criação da bem reputada marca actual, Mercedes Benz (aliás Daimler–Benz), quem, em Manheim, se antecipou em patentear a invenção patente essa conhecida por “Benz Patent Motorwagen” e representativa do nascimento do “primeiro automóvel moderno”. O próprio tipo de conbustível (gasolina), começou por ser designado de benzina, em homenagem ao oficial criador do engenho e certas marcas históricas, como a Fiat por exemplo,  mativeram esta designação por várias décadas. Uma data comemorativa para os amantes da História do automóvel e particularmente para os aficionados da Marcedes!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Há 99 anos nasceu Juan Manuel Fangio




Caracterização
Conhecido simplesmente como "Maestro", este tímido argentino foi o primeiro homem a ganhar cinco Campeonatos Mundiais de Fórmula Um, só tendo sido superado atualmente por Michael Schumacher. Dirigindo em uma época de automóveis e valores diferentes, seu talento e qualidade técnica sempre serão admirados no mundo do automobilismo por ter estabelecido um padrão de excelência que dificilmente será igualado.


Biografia
Juan Manuel Fangio nasceu no dia 24 de junho de 1911 em Balcarce, na província argentina de Buenos Aires. Filho de uma humilde família de imigrantes italianos, começou a trabalhar em uma oficina mecânica. Além dos automóveis, sua outra paixão era jogar futebol, o que lhe conferiu o apelido "El Chueco" (pernas tortas) que permaceria ao longo de sua vida.

Em 1934 começou com as corridas e o simples fato de que tenha sobrevivido já o torna um campeão, pois os circuitos argentinos nessa época eram muito precários e perigosos. Mas Fangio demonstrou ser um persistente lutador e se consagrou duas vezes Campeão Nacional Argentino (em 1940 e em 1941). Tinha muita esperança de ir à Europa em busca de glórias ainda maiores, porém a Segunda Guerra Mundial postergou esses sonhos.

Em 1947 foi finalmente mandado à Europa com o auxílio financeiro do governo de Perón. Lá, Fangio pôde demonstrar ao mundo toda a sua habilidade. Contrastando com sua figura tímida e sua voz baixa, quando se posicionava detrás do volante ele virava um piloto fora de série, como nunca visto antes.

Fangio se referia ao automobilismo sob duas perspectivas: como uma ciência que demandava um estudo exaustivo e ao mesmo tempo como uma arte que deveria ser cuidada como tal - costumava compará-lo à pintura.

Em meados de 1950 - quando teve início a era moderna do Gran Prix com a estréia da Fórmula Um - Fangio pilotava para a Alfa Romeo. Nesse ano terminou em segundo lugar mas logo ganhou seu primeiro Campeonato Mundial em 1951. Durante uma corrida em 1952 sofreu um grave acidente num Monza, quando fraturou o pescoço e teve que manter distância das pistas por quase duas temporadas. Em 1954 trocou a Maserati pela Mercedes, um movimento que o ajudou a conquistar seu segundo título mundial - o primeiro de uma série de quatro títulos seguidos - abocanhando sempre as pole positions e ganhando seis das oito corridas do campeonato. No ano seguinte e novamente com um Mercedes, ganha seu terceiro Campeonato Mundial e forma uma dupla sensacional com o inglês Sterling Moss, seu colega de equipe. O jovem Sterling idolatrava seu mentor mais velho e o apelidou carinhosamente de "Maestro" (mestre).

Mas aí veio Le Mans. Fangio só se envolveu indiretamente no acidente que provocou a morte de 81 espectadores em 1955. De qualquer modo, isso marcou uma virada na sua carreira. A Mercedes se retirou do automobilismo e pairava no ar um risco real de que os governos europeus terminassem com a F1 por causa da tragédia.

Após mudar-se à Ferrari, Fangio restaurou a glória da F1, conquistando 6 pole positions em 7 corridas e ganhando 3 delas (nas outras 4 ficou em segundo) para exigir seu quarto - e dizem, o melhor - Campeonato Mundial.

Em 1957 abandonou a Ferrari para voltar à Maserati, ganhando o quinto título mundial con performances extraordinárias. No circuito alemão de Nürburgring e tripulando um leve Maserati 250F, após um problema no reabastecimento, teve que vir correndo detrás e faltando uma volta conseguiu passar as duas Ferraris oficiais diante do assombro do público e de seus rivais por seu virtuosismo. Isso lhe rendeu com o correr do tempo, em fevereiro de 1958, o prêmio anual da Academia Francesa de Esportes por ser o autor da mais impressionante façanha esportiva do mundo.

Depois de algumas corridas em 1958 ele se retira do automobilismo, já sem ter que provar mais nada a ninguém, dizendo apenas "Acabou". Voltou a sua oficina com a consciência de ter salvo a F1 pós Le Mans e de ter estabelecido um padrão de excelência e domínio da máquina que provavelmente nunca serão igualados. Morreu tranqüilamente no dia 17 de julho de 1995 aos 84 anos. De todos aqueles que o seguiram, o legendário Fangio declarou que só Jim Clark e Ayrton Senna se aproximaram de suas habilidades ao volante.

In http://www.mibsasquerido.com.ar/Personagens07.htm
Imagem: id.

sábado, 24 de abril de 2010

Primórdios da História do automóvel

Nicolas-Joseph Cugnot, 1765, 1769 ou 1670. O engenheiro militar ao serviço de Luís XV pode ser considerado como um precursor da produção automóvel e qualquer uma daquelas datas como da fase embrionária do nascimento do automóvel. As duas interpretações são aceitáveis, mas, afinal o que Cugnot fez foi criar, um automóvel na mais verdadeira verdadeira acepção da palavra. A «locomotiva» rodoviária melhorada de 1670, que se encontra no Conservatoire National des arts et métiers, em Paris, movia-se pelos seus próprios meios (a vapor), apesar do seu aspecto bizarro e das suas extremamente limitadas performances (4 Km/hora!), mas com uma apreciável capacidade de carga (até 4 toneladas!!).