segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1.º Aniversário do Clube de História de Valpaços

Celebramos hoje o primeiro aniversário do Clube de História de Valpaços. Pensamos ter vindo a cumprir com os objectivo a que nos propusémos que foram, e continuarão a ser os de contribuirmos para a divulgação do património histórico e cultural do concelho de Valpaços e fazer alguma luz sobre outros assuntos de relevância nacional e Universal nas várias categorias temáticas que criámos. Nesta data especial para o blogue, deixamos uma nota de agradecimento e homenagem a todos os que nele têm directa e indirectamente participado, desde os elementos da equipa, identificados no perfil, aos seguidores que diligentemente partilharam as suas publicações e participaram com os seus comentários de forma construtiva e total abnegação. Apraz-nos informar que nunca nos foi dirigido qualquer comentário depreciativo e com objectivos maliciosos ou suspeitos - todos os que aqui nos chegaram, incluindo os anónimos, foram tecidos com o claro objectivo de melhorar a qualidade das publicações a que se reportavam. Um agradecimento especial ao Sérgio Morais, que foi o mais assíduo e diligente colaborador, ao Sr. Manuel Medeiros, ao Sr. Carlos Terra, ao Reverendo Padre Jorge Fernandes, à Graça Gomes e a muitos outros "não valpacenses", seguidores deste blogue, nomedamente o Jorge Miguel e o incansável Micael Sousa que tem partilhado conosco algumas das suas interessantes publicações. Obrigado ainda aos responsáveis pelos vários blogues com os quais temos estado em contacto.

Leonel Salvado

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Imaginário histórico ilustrado do concelho de Valpaços I - célticos e romanos

A ocupação céltica, séc. III – II a. C. | Foto: Eugénio Borges, in http://retratosdevalpacos.blogspot.com | ilustração de Leonel Salvado
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A ocupação romana, séc. I a. C. | Foto: Ícones de Portugal - http://mjfs.wordpress.com | ilustração de Leonel Salvado
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Esta apresentação não obedeceu a qualquer fundamento histórico que justificasse a relação geográfica entre as ilustrações e as fotos a que se encontram ligadas. Trata-se de alegorias sobre dois dos povos que ao longo da História ocuparam o território peninsular e, especificamente, o território do concelho de Valpaços, neste caso com toda a verosimilhança. O nosso objectivo, com esta criação iconográfica é mesmo apenas o de proporcionar aos valpacenses uma forma menos maçadora e enfadonha a livre interpretação de realidade que está subjacente às imagens, sugerindo qual terá sido o aspecto e o papel desses povos na evolução histórica nacional e regional. Neste caso, os povos dos castros, os mesmos que eram tradicionalmente considerados rudes e primitivos mas que foram, afinal, exímios metalurgistas, capazes de fabricar utensílios de trabalho e instrumentos militares sólidos e eficazes, bem como refinadas obras de ourivesaria – veja-se o célebre “tesouro de Lebução”, por exemplo! E outros que se lhes seguiram, como os romanos, apostados na difícil tarefa de pacificar as belicosas comunidades castrejas do Norte de Portugal, acabando  por trazer a paz e a prosperidade a esta região, até à chegada dos suevos e visigodos. A escolha das fotos foi aleatória e para essa escolha só tivemos em conta a sua excelente qualidade e as características mais adequadas para obtermos melhor enquadramento das ilustrações alegóricas.


Fóssil de uma tartaruga de Torres Vedras com 145 milhões de anos surpreende cientistas

Escudo ventral do fóssil de tartaruga com 145 milhões de anos (DR)


Embora este achado, junto ao rio Acabrichel em Torres Vedras, de mais um fóssil de tartaruga com centena e meia de milhões de anos possa parecer insignificante, ele pode ajudar, segundo alguns paleontólogos espanhóis, a completar o puzzle geográfico dos continentes no Jurássico Superior, altura em que a Europa e a América do Norte começavam a afastar-se uma da outra. Vale a pena ler, na totalidade, mais esta “notícia com História”.

É a tartaruga de água doce mais antiga da Europa. E é de Torres Vedras
Por Teresa Firmino 23.02.2011
Vivia numa zona de pântanos e linhas de água sinuosas. O seu fóssil pertence a um género e a uma espécie novos para a ciência. Não muito longe do local onde nadava, o Atlântico Norte começava a formar-se e a separar a Europa da América do Norte.
Estavam a escavar os ossos de um dinossauro num morro junto à foz do rio Alcabrichel, perto de Torres Vedras, quando um deles, Bruno Teodoso, literalmente tropeçou numa tartaruga jurássica. Escorregou e, ao roçar com um braço por cima dos sedimentos, destapou acidentalmente o fóssil de uma tartaruga com 145 milhões de anos.
Nessa altura, em 2003, a Associação Leonel Trindade (ALT) - Sociedade de História Natural, de Torres Vedras, continuou por mais três anos a escavação do dinossauro que ficou encravado durante 145 milhões de anos na colina que agora dá para a praia de Santa Rita e para um Atlântico a perder de vista.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

142.º Aniversário da abolição da escravatura em todo o território português

A abolição da escravatura | http://gruponovosamigos.blogspot.com

Ainda que persistam outras formas de escravidão no mundo contemporâneo, foi pela Lei de 25 de Fevereiro de 1869 que se aboliu a escravatura em todo o Império Português. Porém, o seu termo definitivo só se verificaria 9 anos depois. Não podemos esquecer que foi no século XVIII que se atingiu o auge do comércio de escravos para o Brasil. No entanto, dentre os países que mais proveito tiravam dessa empresa, foi alegadamente Portugal, no reinado de D. José I e por iniciativa do Marquês de Pombal, a tomar a dianteira na abolição da escravatura decretando-se, a 12 de Fevereiro de 1761 a proibição desta prática na Metrópole e na Índia. Há quem recue mais no tempo em busca dos mais precoces exemplos manifestados pelos monarcas portugueses na repressão da escravatura, retirando as desejadas provas do manancial legislativo registado nas chancelarias régias. Assim se descobriram as provisões de 5 de Abril e 11 de Junho de 1492 e os alvarás de 18 de Julho e 10 de Dezembro de 1493, emanados no reinado de D. João II, e a provisão de 1570 ordenada pelo rei D. Sebastião, pela qual "Portugues algum nam possa resgatar nem catiuar Iapão; e sendo caso, que resgatem, ou catiuem alguns dos ditos Iapões, os que assim forem resgatados, ou catiuos, ficaram livres…". Outros exemplos são invocados, no mesmo sentido, tais como os alvarás de 5 de Junho de 1605 e de 3 de Julho de 1609, sob o domínio filipino em Portugal, bem como o alvará com força de lei de 8 de Maio de 1758, dois anos antes da data comemorativa em epígrafe. Uma nota curiosa: No primeiro aniversário desta data comemorativa para os portugueses, nos Estados Unidos da América, Hiram R. Revels, membro do Partido Republicano que representava o Estado de Mississipi era o primeiro negro a ser eleito para o Senado.

Sem prejuízo da propalada dianteira de Portugal no processo abolicionista, haja em vista o seguinte “ranking” representativo da consumação definitiva formal (legal) desse processo.

1º Chile – 1823
2.º Reino Unido – 1834
3.º França – 1848
4.º EUA – 1865
5.º Portugal  (1869)1878
6.º Espanha/Cuba/Porto Rico - 1886
7.º Brasil (Lei Áurea) - 1888

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Adeus, Napoleão!

A defesa mais eficaz da história é portuguesa

À força de braços, a população construiu 152 fortificações ao longo de uma centena de quilómetros. Tudo no mais absoluto sigilo e em tempo record. Objectivo cumprido: os franceses foram expulsos de vez.

Montes de terra, pedra, argamassa e alguma madeira. Aquele que é considerado o sistema de fortificações de campanha mais eficiente da história militar não impressiona à primeira vista. Não tem o ar imponente de São Julião da Barra, em Oeiras, ou de São João da Foz do Douro, no Porto. Na verdade, está mais perto do poeirento Forte Sedgwick, onde Kevin Costner assume o papel de capitão Dunbar, no filme Danças Com Lobos. As aparências iludem e as Linhas de Torres Vedras são um bom exemplo do dito popular. No Outono de 1809, perante a ameaça de uma nova invasão francesa, o general inglês Arthur Wellesley ordena o reconhecimento dos terrenos a Norte de Lisboa. A sua intenção é estabelecer um sistema defensivo para proteger a capital porque “é-lhe difícil prever por onde Napoleão irá invadir Portugal”, explica o historiador Carlos Guardado da Silva, director do Arquivo Municipal de Torres Vedras.
Wellesley decide cercar o Norte da cidade com três linhas, que reforçam os obstáculos naturais do terreno e permitem controlar os principais acessos. Os trabalhos de construção arrancam a 3 de Novembro de 1809 e, “num período inferior a um ano, constroem-se, no maior segredo, 126 obras, entre fortificações permanentes e outras de carácter temporário”, revela Ana Catarina Sousa, arqueóloga da Câmara Municipal de Mafra. Desde 2002 que a especialista se dedica ao estudo das Linhas de Torres Vedras e, por isso, sabe que o aperfeiçoamento do sistema continua até 1812, “pois esperam uma nova investida de Napoleão, o que não acontece”. No total, erguem 152 fortificações apetrechadas com 523 bocas de fogo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Monumentos que contam a História de Portugal

Este livro, editado pela Plátano Editora, onde o professor Carlos Rebelo conta a origem e a História de alguns dos mais emblemáticos monumentos portugueses e onde aparecem algumas ilustrações de Jorge Miguel, publicados no seu blogue Falta apagar o lápis já está à venda. Segundo este conceituado ilustrador, nosso conhecido no Clube de História de Valpaços, «alguns desses "Ex Libris" são bem conhecidos do "quidam" português, outros nem tanto
Vejamos, numa rápida espreitadela, uma dessas ilustrações, bem como algumas observações feitas pelo autor, numa fase ainda preparatória do livro, tal como foram publicadas no referido blogue


Uma ilustração alusiva ao Cromeleque de Almendres, inserido num livro que sairá nos próximos dias com textos de Carlos Rebelo e desenhos aqui do setubalense de serviço. O tema será a História de Portugal contada através dos seus monumentos. Alguns desses monumentos são bem conhecidos e outros nem tanto. Nas ilustrações tentei utilizar uma visão diferente do que se tem feito até agora. Um dos meus desenhos preferidos é o do "rinoceronte" da torre de Belém. Comecei por desenhá-lo tentando devolver a sua forma original mas acabei por deixá-lo como está, roído pelos rigores atmosféricos. Era como devolver o nariz à Esfinge egípcia. "Sacrilège, sacrebleu!"

Para informações comerciais sobre este livro consulte a Plátano Editora.

Professora da UTAD vai apresentar obra escrita há perto de 500 anos

Isilda Rodrigues, do Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), vai apresentar, juntamente com o médico José Luís Dória, no dia 24 de Fevereiro, o livro “Centúrias de Curas Medicinais” da autoria de Amato Lusitano e escrito há perto de 500 anos.
A reedição da obra, assim como esta sessão de apresentação, que terá lugar pelas 18h30, na Sociedade de Geografia de Lisboa, são uma iniciativa da Ordem dos Médicos e inserem-se nas comemorações dos 500 anos do nascimento de Amato Lusitano, que se celebram em 2011.
Isilda Teixeira Rodrigues desenvolveu, no âmbito do seu doutoramento em História da Medicina, um estudo sobre a obra As Sete Centúrias de Curas Medicinais de Amato Lusitano, editadas em 1980, pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Obra de grande impacto na sua época, foi traduzida em diversas línguas e inúmeras vezes reeditada. A sua presente reedição, pela Ordem dos Médicos, reveste-se de grande importância no panorama editorial português.

Fonte: http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=9988
Imagem: http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/centurias-de-curas-medicinais-de-amato.htm

A propósito da palavra “testemunhar”

Numa separata da revista Super Interessante, na sua edição n.º 64, de Agosto de 2003, o Almanaque do Incrível (p. 18) pode ler-se:

À falta de Bíblia, os romanos juravam dizer a verdade apertando os testículos com a mão direita. É deste costume romano que provém a palavra testemunhar”.

Afinal, esta curiosa explicação do Almanaque do Incrível, suscita inúmeras objecções. Que o diga Micael Sousa, a quem se deve a pesquisa sobre "algumas visões etimológicas" relacionadas com esta questão, publicada no seu blogue, "A busca pela sabedoria", nas etiquetas Conceitos, História, Sexualidade e Sociedade e que entendemos partilhar aqui.

Os Testemunhos e os Testículos - algumas visões etimológicas
Por Micael Sousa

Hoje, pelo menos em Portugal, devido ao pretenso laicismo das nossas instituições públicas, para validar um “testemunho” não precisamos de jurar sobre ou por algo - um objecto por exemplo. No entanto, em alguns países ainda se jura, por exemplo, sobre um livro sagrado.

Composição nº61 - Alexander Rodchenko

Esquecendo para já este primeiro parágrafo, este texto pretende fazer uma pequena incursão sobre a etimologia dos termos relacionados com a acção de testemunhar. Existem várias teorias - um pouco para todos os gostos - sobre a origem desta acção. Helder Guégués (1) afirma que a palavra testemunha provém do latim, de "testis" que significa algo semelhante a teste, refere também, indo linguisticamente ainda mais ao passado, que este termo latino deriva por sua vez do termo Indo-europeu "tris", que se relaciona, por exemplo, com o "tree" do inglês actual, ou seja “árvore” - uma acepção com alguém de conduta sólida, com os "pés bem assentes na terra", imparcial e justo. Mas Helder Guégués vai ainda mais longe, afirma também que "testis" está na origem da palavra "testículo", e remete a origem do nome para o facto desse órgão atestar a masculinidade de um individuo - algo de extrema importância na antiguidade pelo facto das sociedades serem profundamente patriarcais.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

538.º Aniversário do nascimento de Copérnico

Copérnico conversa com Deus, de Jan Matejko, 1872 | http://ovelhaperdida.wordpress.com

Nicolau Copérnico ou, na sua língua materna, Nicolaj Kpernik, nasceu a 19 de Fevereiro de 1473 em Toruñ, cidade polaca situada junto do rio Vístula, na Pomerânia (aliás, na actual Pomerânia ocidental que faz parte do território polaco e confronta com a Pomerânia alemã ) foi destinado pela família para seguir a carreira eclesiástica, tendo tido a oportunidade de visitar os mais importantes centros de irradiação da cultura humanista e universidades do seu tempo, tais como Bolonha Pádua e Ferrara, onde estudou Direito, Medicina, Astronomia e Matemática, além do estudo do grego, língua que era então de grande importância para a leitura dos originais das grandes obras científicas da Antiguidade Clássica. Adquiriu uma sólida formação que o transformou num dos grandes precursores da revolução científica que o Renascimento representou.
A maior parte da sua vida foi passada em Frauemburgo, na Polónia, onde, desde 1501, assumiu as funções cónego, e a partir de 1512 se dedicou a observações astronómicas através de instrumentos criados por ele próprio.
O primeiro documento composto a partir das suas ideias e observações astronómicas foi um manuscrito na língua latina intitulado Nic. Copernici de Hypothesibus Motuum Coelestium a se Constitutis Commentariolus ("Pequenos Comentários de Nicolau Copérnico em Torno das Suas Hipóteses sobre os Movimentos Celestes") onde já apresentava a ideia do sistema heliocêntrico como uma possibilidade. Estas ideias foram percorrendo a Europa, chegando, em 1533, ao conhecimento do Papa Clemente VII que solicitou do cónego-astrónomo uma esposição sobre o assunto em Roma, o que não chegou a acontecer por entretanto Copérnico pretender aprofundar ainda mais as suas ideias de modo a refutar de forma superior o sistema geocêntrico de Ptolomeu. Tal só viria a suceder em 1543 quando o livro completo das ideias de Copérnico, levado a publicação três anos antes chegou, por fim, às suas mãos, já no leito de morte. Esse livro, intitulado De Revolutionibus (As Revoluções”), com um prefácio dedicado ao Papa III, seria depois adulterado por um pastor luterano que substituiu o prefácio original por um outro anónimo e modificou o seu título para De Revolutionibus Orbium Coelestium ("As Revoluções do Orbe Celeste"). Apesar disso, a obra revelou a teoria coperniciana que logo passou a ser reconhecida como uma das mais revolucionárias hipóteses científicas de sempre e depois de comprovada pelas observações de Galileu das fases de Venus e dos satélites de Jupiter foi ponto de partida da Astronomia Moderna. Além de astrónomo e matemático, este cónego da Igreja Católica foi ainda jurista e médico. Faleceu em Frauemburgo, a 24 de Maio de 1543.

Para uma biografia mais detalhada de Nicolau Copérnico, clique AQUI.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

142.º Aniversário do nascimento de Gago Coutinho

Gago Coutinhohttp://fernandomachado.blog.br
Carlos Viegas Gago Coutinho, oficial da Marinha portuguesa, foi um conceituado geógrafo, cartógrafo, historiador e navegador português, celebrizando-se acima de tudo nesta última área das suas actividades, por ter sido ele quem, juntamente com Sacadura Cabral, cometeu uma das mais arrojadas proezas da História da aeronáutica ao efectuar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a 17 de Junho de 1922, o que o tornou num dos mais recordados pioneiros mundiais da aviação, não só em Portugal como também no Brasil onde em sua homenagem existem, pelo menos, cinco ruas, uma praça e uma avenida com o seu nome – um prémio devido sobretudo ao facto de aquela proeza ter sido efectuada no contexto das comemorações da independência desta Nação. A primeira travessia do Atlântico Sul foi recordada neste blogue por ocasião do seu 88.º Aniversário. Gago Coutinho nasceu em Lisboa a 17 de Fevereiro de 1869 no seio de uma família humilde, enveredando pela carreira militar, na Marinha, o que lhe proporcionou o apuramento e a confirmação de todas as suas potencialidades e vocação científica a partir do seu ingresso na Escola Naval e da conclusão do curso em 1888. Após uma intensa actividade como cartógrafo em Timor e em África, dedicou-se ao aperfeiçoamento de aparelhos de navegação aérea, já com a colaboração de Sacadura Cabral que conhecera neste continente numa das suas mais arriscadas expedições que se conta ter sido a travessia do mesmo (a pé!). Por todas estas acções, sobretudo pela travessia aérea do Atlântico Sul, foi Gago Coutinho promovido a contra-almirante e carregado de merecidas condecorações e distinções em Portugal e no Estrangeiro. Entretanto dedicou-se à História Náutica, produzindo importantes obras de carácter geográfico e histórico que ainda hoje são preciosas referências para um grande número de investigadores. Faleceu na mesma cidade de Lisboa, onde nascera a 18 de Fevereiro de 1959, a um dia do seu nonagésimo aniversário.

Para a consulta de mais datalhes biográficos de Gago Coutinho clique AQUI.
Para rever a nossa publicação sobre a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, clique AQUI.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

447.º Aniversário do nascimento de Galileu Galilei

 Retrato de Galileu Galilei pintado por Justus Sustermans em 1636. “National Maritime Museum”, Greenwich, Londres |http://www.nmm.ac.uk 
 
Galileu Galilei (em italiano: Galileo Galilei) (Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada revolução científica.
Galileu era o mais velho dos sete filhos do alaudista Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati. Viveu a maior parte de sua vida em Pisa e em Florença, na época integrantes do Grão-ducado da Toscana.
Galileu Galilei desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contribuição de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica.
O físico desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termómetro de Galileu e o precursor do relógio de pêndulo. O método empírico, defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico mais abstrato utilizado nessa época, devido a este Galileu é considerado como o "pai da ciência moderna".

In http://pt.wikipedia.org

Para consultar o a biografia completa a partir da mesma, clique AQUI.

homens grandes: Martim Velho Barreto

Por Jorge Fernandes | 31 de Janeiro de 2011

Martim Velho Barreto

eis um nome praticamente desconhecido da totalidade dos habitantes do nosso concelho.
no entanto, o nome dum homem grande na história deste concelho de Valpaços; um nome que devia ficar escrito, gravado com letras de ouro.
Martim Velho Barreto, natural de Monção - como atesta a inscrição da lápide da sua sepultura na capela-mor da igreja de Santa Valha - foi, durante o século XVII pároco de Santa Valha, de Fornos do Pinhal e provavelmente da Bouça.
há vários documentos em que o seu nome figura:

estas duas pinturas encontram-se no arco cruzeiro da igreja de Fornos do Pinhal. pode ali ler-se que o arco e o tecto da capela-mor da igreja foram mandados fazer (à sua custa?) por Martim Velho Barreto, na era de 1682.

estoutras são imagens de Santa Valha. dois belos e preciosos documentos para a história desta freguesia e do concelho.

a primeira está incrustada no muro da residência paroquial (a que os nativos chamam significativamente Abadia), e, depois duma inscrição do Evangelho (em latim) e que se trata da recomendação de Jesus aos discípulos no decorrer da Última Ceia "tende sempre os pobres convosco!", afirma-se que foi o Padre Martim Velho Barreto que mandou construir aquela casa para pobres peregrinos em 1692.
a segunda é uma imagem da capela de S. Miguel, também chamada de S. Caetano, em que se diz que ela foi reedificada sendo Abade Martim Velho Barreto no ano de 1697.


já ouvi igualmente dizer que foi Martim Velho Barreto quem mandou construir a igreja da Bouça. por aqui se pode concluir e imaginar a grandeza deste homem e da sua obra (não apenas material, decerto) por estas terras.
a nossa homenagem, com o sentimento e a certeza de que há uma história por descobrir e escrever.
in http://saocousasdavida.blogspot.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

14 de Fevereiro: o Dia dos Namorados, de S. Valentim e de S. Cirilo e S. Metódio

Dia dos Namorados                S. Valentim                 S. Cirilo e S. Metódio    

A tradição pagã, favorecida durante quase 1500 anos pela tradição litúrgica, fez desta data de 14 de Fevereiro o Dia dos Namorados, associado à celebração de S. Valentim. Tal tradição radica na festa pagã da Lupercália realizada na Roma Antiga em Fevereiro durante cerca de 800 anos, e dedicada a Juno, a divindade romana pagã da fertilidade e do casamento. Essa festa consistia em fazer os rapazes tirar à sorte de uma caixa o nome da rapariga que iria a ser a sua companheira  nas festividades realizadas durante todo esse mês. Em 496 d. C., o Papa Gelásio I, empenhado em absorver para a tradição cristã essa prática muito concorrida do paganismo, instituiu o dia 14 do mesmo mês como da celebração de S. Valentim, um santo anunciado como tendo sido um dos primeiros bispos de Terni (actual província italiana da região da Úmbria), em cuja basílica se crê estarem depositadas as suas relíquias, e de que se diz ter sido decapitado a 14 de Fevereiro, por volta dos meados do século III, a mando do imperador Cláudio II. Com o tempo, foram-se criando, provavelmente em França ou na Inglaterra, algumas lendas a respeito de S. Valentim e da sua relação com a celebração da paixão amorosa, mas segundo as quais a identidade do Santo não é apresentada de forma clara.

Uma dessas lendas reza assim:
“O imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.C.”
In http://www.scribd.com/doc/12606939/A-Historia-e-Lendas-de-S-Valentim

Uma outra lenda refere-se a S. Valentim como tendo sido um outro padre católico que teria sido assim tratado pelo mesmo imperador:
“[…] se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: «Do teu valentim» (em inglês, «from your Valentine»), antes da sua execução, também em meados do século III.”
In Id.

Uma terceira lenda parece conciliar as duas anteriores, explicando desta forma as razões do martírio do santo com o mesmo nome:
“[…] São Valentim, decapitado a 14 de Fevereiro por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um pagão legionário, apesar da proibição de Cláudio II.”
In http://paroquiadecastelodoneiva.blogspot.com

Embora continue a ser celebrado em algumas paróquias, principalmente no Brasil, S. Valentim foi retirado do calendário litúrgico em 1969, por decisão do II Concílio do Vaticano, no âmbito da reforma então levada a cabo sobre as festas dos santos com origem em lendas que se afiguravam pouco credíveis. Convém salientar que, em contrapartida, a data de 14 de Fevereiro foi mantida para celebrar outros dois santos que são S. Cirilo e S. Metódio, tendo o primeiro falecido em Roma, também a 14 de Fevereiro, mas do ano de 869, após uma intensa e frutífera missão evangelizadora na Morávia (actual região oriental da República Checa), criando textos litúrgicos em língua eslava (conhecidos em sua memória como textos cirílicos). S. Metódio, seu irmão, feleceu a 6 de Abril de 885 na Morávia (hoje território oriental da Hungria e ocidental da Áustria), depois de desempenhar igual actividade na Panónia para onde fora enviado já ordenado bispo.
Na tradição pagã, por outro lado, a comemoração do dia de S. Valentim, com a conotação que todos conhecemos, mantém-se  firme, sobretudo nos países de expressão anglo-saxónica como nos Estados Unidos da América, para onde foi exportada pelos ingleses na segunda metade do século XIX.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

164.º Aniversário do nascimento de Thomas Edison

Thomas Alva Edison (11/2/1847 – 18/101931) | Louis Bachrach, Bachrach Studios, restored by Michel Vuijlsteke | in http://pt.wikipedia.org

Em Milan, Ohio, nos Estados Unidos da América, nascia, a 11 de Fevereiro de 1847, aquele que é considerado o maior inventor de todos os tempos, Thomas Alva Edison, ultrapassando o extraordinária marca do milhar de patentes registadas (ao todo 1093, entre inventos originais e aperfeiçoados).
De entre as suas principais invenções destacaram-se o fonógrafo, o gramofone e o cinetógrafo, isto é a mais completa e funcional câmara de filmar provida e equipamento de verificação das filmagens obtidas. Mas, enquanto activo representante na civilização industrial, o que o tornou no maior génio inventivo de todos os tempos, ao ponto de ser considerado o Homem que mais interferência teve no curso da revolução tecnológica e científica da humanidade – na passagem da “era do vapor” para a “era da electricidade” – foi a sua acção e, sobretudo, a sua convicção profética da exploração desta última enigmática fonte, em especial, a invenção da lâmpada eléctrica incandescente. Entre outros projectos inventivos, talvez menos conhecidos, deste “feiticeiro de Menlo Park”, como passou a ser chamado, contam-se um aparelho de raio X, uma solução de empacotamento industrial de produtos alimentares a vácuo e até um curioso e revolucionário sistema económico de construção civil em betão. Inventou ainda o cinetoscópio ou cinescópio, o cinefone e o vitascópio, invenções que se revelaram determinantes no progresso da indústria cinematográfica, e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Importa observar que Thomas Edison foi o criador de uma série de filmes conhecidos da era do cinema mudo, produzidos entre 1895 e 1910, e de alguns dos primeiros filmes sonoros produzidos em 1913 e 1914.
Uma das mais curiosas e sugestivas provas da versatilidade inventiva de Edison foi o seu primeiro invento patenteado, em 1868 quando ainda residia em NewarK, Nova Jérsia - um contador automático de votos! Já em Menlo Park, em 1879, no mesmo Estado, onde tiveram lugar as suas mais conhecidas e bem sucedidas invenções, a “Edison Electric Light Campany”, que o inventor havia fundado em Newark, transforma-se na maior potência industrial eléctrica norte-americana. Em 1888 surge a Edison General Electric, uma das maiores concentrações industriais do planeta e logo a seguir transformada numa das maiores multinacionais. Mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial associa-se à metalurgia naval e entra no ramo da indústria química.
Thomas Edison faleceu a 18 de Outubro de 1931 em West Orange, Nova Jérsei.

Para obter dados biográficos mais detalhados a respeito de Thomas Edison clique AQUI.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os Cruzeiros do concelho de Valpaços – Fiães e Fornos do Pinhal

Padre João Parente (trancrição)


I

Cruzeiro no Largo do Cruzeiro, Fiães | Foto base: Pe. João Parente
 Pseudo-azulejos (adaptação Leonel Salvado)

Número: 12.10. 225

Local: Fiães, no Largo do Cruzeiro
Título: Cruzeiro
Material: Granito
Altura: 5,30 metros
Descrição: Plataforma de três degraus simples; base cuboide; fuste cilíndrico; atrágalo de um toro; colarinho liso; ábaco quadrangular constituído por molduras; cruz de cimento.
Data: Século XVII, com excepção da cruz, que é recente.

Fonte: Padre João Parente, Os cruzeiros da Diocese de Vila Real, Produção Media Line, Impresse 4, sd, p. 281.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

533.º Aniversário no nascimento de Thomas More

Retrato de Thomas More, tempera de Hans Holbein, o jovem, 1527, Frick Collection
http://pt.wikipedia.org

Thomas More foi um insigne humanista do Renascimento, homem de estado e de leis, diplomata e escritor que nasceu em Londres a 7 de Fevereiro de 1478 e se notabilizou no exercício de importantes cargos públicos designadamente na de “Lorde Chancellor”, no reinado de Henrique VIII. Foi condenado à morte por este mesmo rei que o favorecera na Corte, martirizado e decapitado na Torre de Londres, a 6 de Julho de 1535. Mais tarde foi canonizado e hoje é festejado a 22 de Junho como Santo da Igreja Católica. O essencial da sua biografia está publicado no “Memorial [Universal] ” deste blogue sob o título Thomas More – morte de um humanista, nascimento de um santo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Há 50 anos – O início da Guerra Colonial

Embarque de tropas portuguesas para a Guerra Colonial | http://ultramarlembrar2.blogspot.com

Em Angola, na data mencionada, confirmavam-se os rumores de que haviam começado a movimentar-se as primeiras forças organizadas de libertação colonial na depois chamada “zona sublevada do Norte” que correspondia aos distritos do Zaire, Uíje e Quanza Norte. O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) fez um ataque em força Luanda à Cadeia Militar, ao quartel da PSP e à Delegação da Emissora Nacional e ao mesmo tempo que no Norte Angola a UPA (União dos Povos de Angola) atacou fazendeiros brancos, deixando atrás de si um rasto de destruição e chacina. Estes acontecimentos marcaram o começo da Guerra Colonial que progressivamente se estendeu a outras províncias ultramarinas como Angola, Guiné-Bissau e Moçambique e a sua notícia foi recebida em Portugal Continental com apreensão e indignação da parte da sociedade e do Regime. A resposta do poder e as trágicas consequências de treze anos de luta armada ainda se encontram bem vivas na memória de muitos portugueses. São estes dolorosos factos da nossa História militar mais recente que nos cabe aqui recordar em memória aos portugueses que tombaram em África ao serviço da Nação que então legitimava a incondicional solução militar com base no princípio do dever de defesa do território nacional, revendo-se ela própria, a Nação, ideologicamente como pluricontinental e multiracial.

A Resposta do Poder e o início da guerra colonial

O videoclip que se segue e o documentário que contém, retratam, melhor do que as nossas palavras, uma parte essencial dos factos a que nos reportamos.





As trágicas consequências da guerra colonial e os movimentos e acções em memória das suas vítimas

A “Liga dos Combatentes” e “Os Veteranos da Guerra do Ultramar” têm feito um trabalho notável no sentido de honrar a memória dos portugueses que tombaram na “Guerra do Ultramar”, de os identifica e deixar precisas indicações sobre os locais onde se encontram sepultados, sempre que não existam condições para o resgate e trasladação dos seus restos mortais para junto dos seus familiares. Devemos também louvar a iniciativa da Câmara Municipal de Valpaços em erguer um monumento, em fase de construção,“numa das portas de entrada da cidade” que pretende ser um “Memorial aos Mortos pela Pátria” como foi noticiado por Sérgio Morais aqui no “Clube de História de Valpaços” e no “Notícias de Valpaços”. Por se tratar de uma homenagem devida pelos portugueses e pelos valpacenses, a exemplo da que, ninguém duvidará por certo, é assumida pelos seus camaradas que tiveram a sorte de escapar com vida do mesmo absurdo atoleiro, a muitos dos quais, afinal, ficámos a dever o derrube da ditadura que abriu ao País o caminho da democracia e do progresso, cabe-nos manifestar a nossa mais sincera congratulação por tal iniciativa. Convém lembrar que, segundo uma lista nominal divulgada no site oficial dos “Veteranos da Guerra do Ultramar” que tivemos a oportunidade de publicar aqui no “Clube de História de Valpaços” em 20 de Abril de 2010 sobre os “Combatentes Valpacenses mortos na Guerra Colonial”, foram na ordem dos 47 os nossos jovens compatriotas do concelho de Valpaços, cujas sepulturas e restos mortais foi possível, até à data, identificar-se por aquela organização, o que equivale a dizer, quarenta e sete famílias acometidas pela dor universal que é o que representa a perda de um ou mais entes queridos e é que o sentiram na alma os respectivos pais, viúvas e órfãos. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

133.º e 171.º Aniversários de John Dunlop e André Citroen

John Boyd Dunlop                           André Gustav Citroën

Com trinta e oito anos de intervalo, comemora-se nesta data o nascimento de dois grandes nomes ligados à história e evolução dos transportes e da indústria automóvel, John Boyd Dunlop e André Gustave Citroën. Aquele foi um dos primeiros responsáveis pelo invento que revolucionaria não só o conceito do processo mais seguro e cómodo da circulação, primeiro da bicicleta e logo a seguir do automóvel, mas também a construção das rodovias – o pneumático. O segundo, um pioneiro da indústria de construção automóvel foi quem deu origem à marca que ainda hoje ostenta o seu nome com o respectivo símbolo do “double chevron”, inspirado numa das “suas” inovações técnicas (a engrenagem ou “dentadura em Traves”) e fundou o império industrial a ela associada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alterações climáticas na origem da queda do Império Romano

Um estudo intensivo aos anéis de crescimento das árvores, nomeadamente carvalhos, publicado na revista Science, revelou que pode haver uma ligação entre a ascensão e queda de civilizações e as súbitas alterações climáticas.
O estudo, divulgado pela BBC, foi realizado por uma equipa de investigadores que baseou as suas pesquisas em nove mil artefactos de madeira dos últimos 2500 anos.
De acordo com a BBC, os investigadores descobriram que os períodos quentes e húmidos coincidiram com épocas de prosperidade, enquanto os períodos de tumulto político ocorreram em fases de instabilidade climática.
“Olhando 2500 anos para trás, há exemplos de mudanças climáticas que tiveram impacto na história humana”, disse à Science o co-autor do estudo, Ulf Buntgen, paleoclimatólogo do Instituto Federal Suíço de Investigação em floresta, neve e paisagem.

Extraído de http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1475639

Mais:

http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-12186245

http://www.sciencemag.org/content/early/2011/01/12/science.1197175

http://www.buentgen.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

167.º Aniversário do nascimento de Álvaro do Carvalhal

Por Leonel Salvado


Retrato fidedigno de Álvaro do Carvalhal, réplica de outro existente na sala da casa de habitação de sua neta Dra. Mariberta Carvalhal | in http://guitarradecoimbra.blogspot.com

Nascido a 3 de Fevereiro de 1844 no seio de uma ilustre e culta família estabelecida no concelho de Valpaços, Álvaro Carvalhal de Sousa Silveira e Telles a quem, lamentavelmente, o destino reservou um curta passagem pela vida continua, apesar disso, a ser considerada como um caso ímpar na história da literatura portuguesa onde ainda se denota uma clara ausência do género fantástico que Carvalhal cultivou com extraordinária determinação até mesmo nos momentos mais agonizantes do mal de que padecia (um aneurisma) e quando já tinha por certa e breve e a sua morte que veio a acontecer, aos 24 anos, em Coimbra no dia 14 de Março de 1868, sem terminar o curso de Direito em que se havia matriculado quatro anos antes.

Da infância por terras transmontanas à maturidade cultural e à sua morte na cidade universitária

Vem sendo costume dividirem-se seus biógrafos quanto ao local exacto do seu nascimento, em Argeriz, asseveram uns, em Padrela (ou “S. Pedro de Padrela”), sustentam outros. Álvaro nasceu efectivamente na data acima indicada e na freguesia de S. Pedro de Padrela que já então se designava formal e administrativamente por freguesia de Padrela e Tazém em virtude da fusão, em 1834, daquela com esta, outrora paróquias vizinhas mas independentes no termo de Chaves. A verdade, porém, tal como nos surge atestada pelos seus descendentes e confirmada pela documentaçao paroquial, é que Álvaro do Carvalhal foi um dos filhos de António do Carvalhal Silveira Telles e de Teresa Teixeira Vaz Barroso Guerra, um conceituado casal que por mais de uma década após a morte do jovem escritor podia ser visitado no aconchego de sua casa de Argeriz. A casa dos Carvalhais em Argeriz foi-lhes legado pelo avô paterno de Àlvaro do Carvalhal, Alexandre Manuel Carvalhal e Sousa  Silveira Telles Noronha Bettencourt que aí nasceu. Convém observar que ambas as freguesias de Padrela-Tazém e Argeriz pertenceram ao concelho de Carrazedo de Montenegro mas, à data do nascimento do escritor, Argeriz já integrava desde 1837, por Carta de lei, o recém-criado concelho de Valpaços, ao passo que Padrela só passou a este concelho em 1853, pelo Decreto desta data que extinguia o de Carrazedo de Montenegro.
Segundo uma nota publicada por Maria do Nascimento Oliveira Carneiro,  em “O Fantásticos dos Contos de Álvaro do Carvalhal”, ele terá sido provavelmente desde a infância «muito favorecido e incentivado pelo próprio meio familiar que o cercou» salientando que «tanto seu pai, António do Carvalhal, autor de um “Romance” inédito, como sua prima e companheira de infância, Ifigénia do Carvalhal, amante da poesia romântica e futura colaboradora do Almanaque das Senhoras poderão ter marcado eficazmente o destino literário do jovem Carvalhal.» Convém já observar que aquele António do Carvalhal (aliás António do Carvalhal da Silveira Telles Pereira Noronha), pai de Álvaro do Carvalhal, foi o mais novo dos irmãos do ilustre Júlio do Carvalhal da Silveira Betencourt de Noronha já por nós biografado neste blogue e que esta Ifigénia do Carvalhal (ou Efigénia do Carvalhal de Sousa Silveira e Telles Pimentel), prima de Álvaro do Carvalhal, foi a primeira de quatro filhos daquele Júlio do Carvalhal e quem mais tarde viria a casar com Francisco de Moraes Teixeira Pimentel, conhecido como o “morgado de Rio Torto”, oriundo de Vila Flor. Após a aprimorada instrução primária recebida no seio da família, o jovem Álvaro mudou-se para Braga em cujo liceu iniciou os seus estudos secundários, passando depois aos liceus de Viseu e Coimbra. Aqui matriculou-se na Faculdade de Direito em 11 de Outubro de 1864.
Foi em Coimbra que Álvaro do Carvalhal definiu o seu irreverente pendor literário, incompreendido pelos paladinos da literatura oitocentista mas reabilitado pela modernidade, nas seis admiráveis narrativas que produziu, em evidente sofrimento físico, onde, segundo o resumo sinóptico divulgado pela editora Almedina relativo aos seus contos se «sobressai o cuidadoso encadeamento da intriga e uma linguagem inconfundível» que «são uma das experiências mais notáveis do romantismo português» e nelas «o fantástico, expressão do lado obscuro e inquietante da mente, entrecruza-se de forma inesperada e surpreendente com o exótico, a ironia e o humor negro.» Uma das maiores e mais conhecidas referências da sua obra foi o livro “Os canibais”, em grande parte graças à sua adaptação ao cinema por Manoel de Oliveira. O reconhecimento póstumo da sua invulgar elevação cultural em Coimbra já mereceu da parte de alguns biógrafos seus conterrâneos, na actualidade, alguns elogios como é o caso de António Cândido Gavaia, o qual, numa edição do “Semanário Transmontano” de 15 de Maio de 2009, disse sobre ele que «a superior e invejável cultura deste jovem estudante que estudava em Coimbra, ia de um Shakespeare, perfeitamente conhecido, a um A. Dumas, a um Dante, a um Voltaire e a um Cervantes, citado com conhecimento, aos românticos espanhóis como Espronceda (1808-1842), até aos escribas de “faca e alguidar” e folhetinistas frenéticos, não só franceses como alemães», acrescentando que «Álvaro do carvalhal representava, indubitavelmente, a esperança de se tornar o “Alan Poe” dos enredos melodramáticos de terror de certo tipo de literatura portuguesa.»
Pelo que consegui apurar, a partir do post publicado por A. M. Nunes no Blogue “Guitarra de Coimbra”, dedicado a Álvaro do Carvalhal em Março de 2006, as suas obras conhecidas são: "O castigo da vingança", que é um drama em 3 actos, editado em Braga, quando ali era aluno do Liceu, e os "Contos", que são uma «edição póstuma, ainda no decurso de 1868, pelo seu grande amigo e biógrafo José Simões Dias». Segundo a mesma fonte, «esta obra inclui os contos frenético-fantásticos J. Moreno, O Punhal de Rosaura, Os Canibais [de que já falámos], A Febre do Jogo, A Vestal e Honra Antiga. Da 1ª edição de 1868 se tiraram pelo menos mais duas, sempre com os reeditores na mais firme convicção [errada como veremos] quanto à inexistência de herdeiros directos do escritor: "Seis contos frenéticos escritos por Álvaro do Carvalhal", Lisboa, Arcádia, 1978, com prefácio e notas de Manuel João Gomes; "Contos", Lisboa, Assírio & Alvim, ISBN 972-37-089-1, Agosto de 2004.»

Este promissor mestre da prosa oitocentista, que Alberto Ferreira distinguiu na sua obra Questão Coimbrã", Volumes I e II, Lisboa, Portugália, 1968 (I, pág. 416; II, págs. 233-246), como pioneiro no lançamento da polémica que haveria de catapultar a Questão Coimbrã, segundo a mesma fonte de A. M Nunes, veio a falecer de aneurisma, na data e cidade que já indicámos, pelas 21 horas no prédio n.º 46 da couraça de Lisboa. Foi sepultado no Cemitério da Conchada, em Coimbra.

A família

Como foi dito atrás, Álvaro do Carvalhal nasceu a 3 de Fevereiro de 1844 numa das casas da numerosa família dos carvalhais em Argeriz ou em Padrela. Foi o segundo filho de António do Carvalhal da Silveira Telles Pereira Noronha, fidalgo e cavaleiro da Casa Real, e de sua esposa, D. Thereza Barroso Guerra e irmão de Alexandre Carvalhal de Sousa Silveira Teles que também iniciou estudos de Direito em Coimbra, abandonando-os e mudando-se para Lisboa para se matricular em Agronomia, curso que também não chegou a concluir devido à morte do pai.


Álvaro do Carvalhal foi neto paterno de Alexandre Manoel do Carvalhal de Sousa Silveira Telles Noronha Betencourt, fidalgo e Cavaleiro da Casa Real e herdeiro da casa e vínculo de Nossa Senhora dos Remédios, em Veiga de Lila, e de sua mulher D. Rosália Vicencia de Meneses Faria e bisneto paterno de Francisco José de Carvalhal Telles da Silveira Betencourt. Aquele seu avô, Alexandre Manoel do Carvalhal de Sousa Silveira Telles Noronha Betencourt, nasceu em 1783 em Argeriz e foi vereador na Câmara Municipal de Chaves durante três mandatos entre 1819 e 1929, e foi filho do terceiro casamento deste seu bisavô Francisco José do Carvalhal Telles da Silveira Betencourt, também Fidalgo e Cavaleiro da Casa Real, casado com Isabel Osório. Ainda por via paterna, Álvaro do Carvalhal foi trineto de Alexandre Manoel de Carvalhal e Silveira Noronha Betencourt, fidalgo da Casa Real, e de sua mulher Clara Costa Pereira e tatraneto de Francisco do Carvalhal Borges da Silveira Betencout, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, que casou em Lisboa com D. Maria Magdalena Telles e Távora e morreu em Chaves onde foi Governador de S. Neutel. Álvaro de Carvalhal, como os restantes Carvalhais dos vários ramos transmontanos, descende de uma ilustre linhagem que remonta ao inínio do século XV, radicando em João de Betencourt, Cavaleiro e General francês que em 1417 conquistou as ilhas Canárias, chegando a exercer o seu domínio pessoal sobre elas durante dois anos, após o que passou às ilhas Terceira e Madeira onde acumulou bastantes doações do rei D. João I e casou com D. Maria de Carvalhal e Silveira e através do filho de ambos, Francisco Betencourt de Carvalhal e Silveira deu início esta linhagem portuguesa.


Outro assunto curioso sobre de Álvaro do Carvalhal é o que tem vindo a ser colocado a respeito da sua descendência. Face à sua prematura morte, julgou-se durante muitos anos, fora do círculo mais restito da família do escritor, que Álvaro do Carvalhal não deixara descendência. Para isso contribuiu decerto, e segundo o já mencionado autor do “Guitarra de Coimbra”, o que se extrai do “Livro de Óbitos de S. Cristóvão” de Coimbra para o ano de 1869, onde o padre Manuel da Cruz Pereira Coutinho anotou – “não consta que tivesse filhos” (sic). Ao que parece, o próprio Álvaro do Carvalhal não chegou a saber que isso não era verdade! Soube-se depois que da sua relação amorosa com uma jovem natural de Braga que exerceu o magistério primário na sua cidade natal e em Esposende, Genoveva da Silva, durante os anos da  passagem de Álvaro pelo Liceu desta cidade, haveria de nascer uma criança do sexo masculino, a qual foi dada pela mãe a criar em Celeirós (Braga) a uma doceira de ofício, no meio da maior discrição, talvez para a proteger de uma eventual reacção de indignação da parte da ilustre família do pai, já que se tratava de um nascimento ilegítimo. Foi a criança, nascida quatro anos antes da morte do pai, baptizada com o nome de Álvaro da Silva Carvalhal. São apresentadas outras possíveis justificações para o silêncio de Genoveva relativamente à existência deste filho, designadamente os receios de que visse retirada a sua licença no Ensino, por ser mãe solteira, o simples estigma que há época pendia sobre esta condição ou até o temor de que a notícia pudesse agravar o estado de saúde de Álvaro, posto que a doença já lhe havia sido diagnosticada durante a sua frequência no Liceu de Braga. Quando a criança atingiu a idade de nove anos entendeu Genoveva enviá-la para o Brasil, confiando-a aos cuidados de um irmão solteiro, para que ela pudesse retomar a sua vida sem maiores embaraços, o que de facto se viria a verificar – casou em Esposende e constituiu nova família. Mas antes que a criança partisse, achou a mãe que era tempo de quebrar o silêncio, tanto perante o próprio filho como a família paterna. O excerto que passamos é uma narrativa interessante do processo subsequente relativo à descendência de Álvaro do Carvalhal.


Antes do embarque, Genoveva inteirou o filho da identidade do progenitor e da existência de familiares em Trás-os-Montes. Viajou com a criança até Algeriz e em chegando à porta de António Teles deu-se a conhecer e disse ao que ia. O idoso António Teles veio receber comovidamente o neto, abraçou-o e gritou para dentro: "Ó Teresa anda cá ver o filho do nosso Álvaro!". Teresa Guerra, mordida pela peçonha da vergonha de um neto "apanhadiço" resmungou e não se deu a ver. O pequeno Álvaro jamais esqueceria as falas secas e duras daquela avó que não se quis dar a conhecer.
Genoveva da Silva, professora de instrução primária, veio a casar em Esposende e ali trabalhou duradouramente. Não ocultou ao marido a existência do filho "ilegítimo". Nascido quatro anos antes da morte do pai (1864-1935), Álvaro da Silva Carvalhal emigrou para o Brasil. Ali se fez "brasileiro milionário", republicano amigo e simpatizante de Bernardino Machado, maçon, ateu e cultivado autodidacta. Regressado a Portugal com 43 anos, o endinheirado filho de Álvaro do Carvalhal estabeleceu-se em Esposende na casa da mãe e do padrasto.
Desembarcado em Lisboa, no seu périplo terrestre para norte percorreu alfarrabistas e livrarias de Lisboa, Coimbra e Porto, com o fito de encontrar um exemplar do livro do pai ("Contos", 1868). Finalmente, por intermédio de uma professora amiga e conviva do futuro sogro, logrou obter um exemplar da obra. Foi mais ou menos nesta altura que o "brasileiro" conheceu Eugénia Abreu, uma burgesinha esposendense, católica, conservadora, com menos 23 anos do que o futuro marido (1887-1958), filha do professor régio de Esposende. O casamento realizou-se no ano de 1907 na Igreja de São Lázaro, Braga. Na época a que nos reportamos eram corriqueiros os casamentos entre noiva provinciana católica e noivo positivista, ateu, maçónico e republicano. As esposas não interferiam na actividade política/ou partidária dos esposos e estes davam carta branca às esposas quanto a baptizados, comunhões e crismas dos filhos.
O casal Carvalhal domiciliou-se em Esposende, local onde foram sucessivamente gerados António Carvalhal (1909-1982), Álvaro Carvalhal (1911-1950), Luís Carvalhal (1913-1995), Joaquim Carvalhal (1915-1995) e Mariberta Carvalhal (1918...).
Na segunda metade da década de vinte, o casal Carvalhal acompanhou o filho António, primeiro no Liceu de Viana do Castelo (até ao 5º ano), depois no Liceu de Braga (até ao 7º ano). No Verão de 1931 toda a família Carvalhal se estabeleceu em Coimbra, com o filho António a iniciar os estudos de Direito. Habitaram sucessivamente em Montes Claros, Ladeira do Seminário, Rua António José de Almeida e Largo da Matemática (actual República dos Inkas). À excepção do aluno de Direito e guitarrista António Carvalhal, os restantes irmãos frequentaram o Liceu D. João III. Mariberta matriculou-se no Infanta D. Maria, tendo ingressado na Faculdade de Letras da UC no ano lectivo de 1937/1938. Integrou a primeira geração do jovem TEUC, foi colega e amiga do estudante escritor Vergílio Ferreira, tendo concluído o curso de "germânicas" em 1944.
O folgado estado financeiro da família Carvalhal, conseguido graças aos lucros obtidos numa fábrica de refinação de açúcar do Brasil, alterou-se em meados da década de trinta. O regime brasileiro congelou fortunas e rendimentos de antigos emigrantes portugueses. As poupanças de Álvaro da Silva Carvalhal não escaparam a este processo. A agravar a situação, Álvaro da Silva Carvalhal faleceu em Coimbra, a 30 de Maio de 1935, balbuciando apenas um insólito "Deus seja comigo".
Sendo a viúva Eugénia Abreu doméstica e inábil para os negócios, o filho mais velho, António Carvalhal, tentou assumir-se como "chefe de família". Abandonou Direito no 3º ano e ingressou em Histórico-Filosóficas, trabalhando ainda na Biblioteca Geral da UC. Os manos Luís, Joaquim e Mariberta matricularam-se em cursos da UC. O mano Álvaro tirou o diploma de ensino primário, após o que fundou e dirigiu em Esposende o Colégio Infante Sagres. Luís, terminado o curso de Histórico-Filosóficas, refugiou-se a partir de 1950 no Rio de Janeiro. Joaquim deixou o curso de Direito por concluir em Coimbra. Por 1950-1951 asilou-se no Brasil, ali tendo concluído Direito e exercido advocacia. António trabalhou como professor no Colégio Alexandre Herculano, Coimbra, mas a partir de 1944 percorreu estabelecimentos de ensino na Covilhã e no Porto, como professor de História e de Português. Mariberta, após passagem por Ilhavo e Porto, radicou-se com a família em Luanda no ano de 1958. Exceptuando António, personalidade muito conservadora e simpatizante do Estado Novo, os restantos manos Carvalhal eram assumidamente do "reviralho".


Álvaro do Carvalhal (neto), faleceu em 16 de Agosto de 1950 em Esposende, solteiro e sem filhos, vitimado por fulminante cancro de estômago.
Luís Carvalhal faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de Novembro de 1995, casado, pai de uma filha e de um filho.
Joaquim Carvalhal faleceu no Rio de Janeiro em 5 de Novembro de 1995, solteiro e sem filhos, vítima de traumatismo craniano resultante de atropelamento de bicicleta na via pública.
Mariberta Carvalhal, viúva, é mãe de duas filhas.

In http://guitarradecoimbra.blogspot.com

Bibliografia e outros recursos

cvc.instituto-camoes.pt/.../78-o-fantastico-nos-contos-de-alvaro-do-carvalhal-.html -
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=5890
http://guitarradecoimbra.blogspot.com
http://arvoredafamiliacarvalhal.blogspot.com

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pedido URGENTE

Pedido URGENTE

Ajuda com carinho se puderes, pois basta pelo menos partilhares com os teus contactos, pois logo chegará a uns milhares de pessoas, e quem sabe, conseguiremos ajudar?

Ana Patrícia Ribeiro Fernandes, de 4 anos, reside em Murça, Trás-os-Montes, está neste momento internada no IPO do Porto e precisa urgentemente de encontrar um doador de medula.

Para tipagem de doador dirijam-se ao Hospital Pulido Valente ou ao Centro de Histocompatibilidade do Porto no Hospital de S. João de segunda a quinta das 8h às 16h e sextas das 8h às 15h. Vamos tentar ajudar a encontrar um doador compatível. Se não puderes ser doador basta passares esta mensagem ao maior número de pessoas possível. Obrigada!

De: Eduardo Amarante, via Fernanda Valadares

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Há 103 anos – o Regicídio de 1908

O Regicídio de 1908, segundo o “Petit Journal Ilustré” na edição de 16 de Favereiro de 1908 in http://giracomletras.blogspot.com

Este trágico acontecimento já foi por várias vezes aqui recordado em categorias temáticas com ele relacionadas, onde procurámos abordar alguns factos que têm sido entendidos como as suas causas mais ou menos remotas, bem como os seus mais conhecidos e incontestáveis autores materiais, de que Manuel Buíça foi especialmente focado, por se tratar de uma personalidade de relevância local e regional nesta região de Trás-os-Montes. No memorial que hoje dedicamos às vítimas desse sangrento evento ocorrido há exactamente 103 anos, vamos limitar-nos a indicar dois documentos que se reportam aos respectivos factos observados de perto por duas personalidades ligadas às vítimas por laços distintos: D. Manuel II e João Franco. Clique sobre as imagens para consultar esses documentos

        

O Regicídio visto por D. Manuel II             O Regicídio visto por João Franco

Viagem ao dia do Regicídio