domingo, 8 de julho de 2012

180.º Aniversário do Desembarque do Mindelo


Leonel Salvado
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Tornou-se assim conhecido o desembarque das tropas liberais ao serviço de D. Pedro IV ocorrida no decurso da Guerra Civil (1828 – 2834) em que se confrontaram os partidários da causa liberal deste e os da monarquia absolutista encabeçada pelo irmão, D. Miguel. O desembarque que sucedeu a Norte da cidade do Porto durante a tarde do dia 8 de Julho de 1832 permitiu a no dia seguinte o “exército libertador” a tomasse de surpresa ao exército miguelista que entretanto se reorganizou e submeteu as forças liberais a prolongado cerco – o também célebre Cerco do Porto – até à capitulação de D. Miguel e à “Convenção de Évora Monte” que pôs termo à Guerra Civil portuguesa e proporcionou a restauração da Carta Constitucional de 1826 e a instauração definitiva de um regime liberal e constitucional em Portugal.
Embora a designação de “Desembarque do Mindelo”, consagrada pela tradição, não seja historiograficamente a mais correcta para situar o evento já que ele teve lugar não na Praia do Mindelo mas, à segunda tentativa, na Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, não deixa de ser curiosa a expressão que deste mesmo evento ainda ecoa na memória dos portugueses, a dos “bravos do Mindelo” expressão que pretende glorificar as forças liberais que participaram no desembarque e na tomada do Porto como os vencedores das guerras liberais. Se este evento assume um reforçado significado comemorativo nacional visto que dentre os cerca de 900 portugueses que se destacaram entre os 7 500 “bravos do Mindelo” se contavam importantes figuras da nossa História, tais como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Joaquim António de Aguiar…, deve também ser comemorado com legítimo orgulho pelos valpacenses, já que se assinala entre esses valorosos portugueses um inolvidável valpacense, que passou grande parte da sua vida  em Veiga de Lila, onde se encontram os seus restos mortais, e, sobretudo e pelos enormes serviços pretados no engrandecimento da região e do concelho de Valpaços. Deve, por isso, figurar com a maior dignidade na nossa “Galeria de Notáveis” – Júlio do Carvalhal.

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3 comentários:

  1. (...)
    Ainda em 1831, o estadista José Bonifácio obrigou o Imperador Dom Pedro I, ACUSADO DE EXCESSO DE AUTORITARISMO, a abdicar da Coroa do Brasil no filho Dom Pedro II do Brasil. Vendo-se OBRIGADO a viajar para a Europa, instala-se entre Paris e Londres, onde os novos regimes saídos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis. Em seguida, utilizando O OURO do Brasil DEVIDO A PORTUGAL pelo tratado de paz Luso-Brasileiro de 1826, reúne um Exército de Portugueses Emigrados e de Mercenários Estrangeiros, que embarca numa frota com a finalidade de conquistar uma posição em território português Continental. Conquistada que fora a fortíssima posição Militar e Naval de Angra, nos Açores, o Corpo Expedicionário de Dom Pedro parte daí, para desembarcar no Continente português, o que ocorrerá em 9 de Julho de 1832, a norte do Porto, na Praia dos Ladrões, com um efectivo de 7500 homens (sendo 2300 Franceses, 2130 Ingleses, 900 Belgas, 500 Polacos, 500 Irlandeses e 370 Escoceses e 900 Portugueses).

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  2. Quádrupla-Aliança é a designação dada ao tratado assinado em Londres a 22 de Abril de 1834 entre os Governos de Guilherme IV do Reino Unido, Luís Filipe de França, Dom Pedro I do Brasil (regente em nome de sua filha Dona Maria da Glória, futura Dona Maria II) e a regente de Espanha Dona Maria Cristina de Bourbon, visando impor regimes liberais nas monarquias ibéricas. Tal implicava a garantia da expulsão dos Reis Dom Miguel de Bragança de Portugal e Dom Carlos de Borbón de Espanha, mesmo que tal obrigasse à entrada de tropas estrangeiras nos respectivos territórios.
    Neste sentido ficou aprovado que a Espanha forneceria um corpo de tropas por ela mantido; a Inglaterra uma força naval; e a França, se necessário, o que se combinasse. Portugal enviaria, se fosse necessário, um Exército Auxiliar para Espanha com o intuito de ajudar as tropas liberais espanholas, o que veio a suceder.
    A primeira acção militar deu-se em Portugal, no quadro da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) que então opunha liberais, encabeçados pelo ex-Imperador do Brasil, Dom Pedro I e realistas encabeçados pelo Rei Dom Miguel I de Portugal. Naquela intervenção, o Almirante Charles Napier desembarcou tropas na Figueira da Foz, avançando por Leiria, Ourém e Torres Novas e o General Espanhol José Ramón Rodil y Campillo entrou em Portugal através da Beira e Alto Alentejo com uma expedição de 15 mil homens em apoio do partido de Dom Pedro e de sua filha Dona Maria da Glória. Na batalha de Asseiceira, as forças militares portuguesas foram derrotadas pela conjugação destas forças estrangeiras aliadas às forças do 1.º duque da Terceira, sendo o Rei Dom Miguel forçado a abdicar em favor de Dona Maria II através da Concessão de Évora Monte, datada de 26 de Maio de 1834.
    Mais tarde, ainda no que respeita a Portugal, a Quádrupla-Aliança foi invocada para legitimar uma nova intervenção estrangeira que, na Primavera de 1847, pôs termo à Guerra-Civil da Patuleia que havia rebentado na sequência da Revolução da Maria da Fonte e do Golpe Palaciano da Emboscada.

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  3. (...)
    Ainda em 1831, o estadista José Bonifácio obrigou o Imperador Dom Pedro I, ACUSADO DE EXCESSO DE AUTORITARISMO, a abdicar da Coroa do Brasil no filho Dom Pedro II do Brasil. Vendo-se OBRIGADO a viajar para a Europa, instala-se entre Paris e Londres, onde os novos regimes saídos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis. Em seguida, utilizando O OURO do Brasil DEVIDO A PORTUGAL pelo tratado de paz Luso-Brasileiro de 1826, reúne um Exército de Portugueses Emigrados e de Mercenários Estrangeiros, que embarca numa frota com a finalidade de conquistar uma posição em território português Continental. Conquistada que fora a fortíssima posição Militar e Naval de Angra, nos Açores, o Corpo Expedicionário de Dom Pedro parte daí, para desembarcar no Continente português, o que ocorrerá em 9 de Julho de 1832, a norte do Porto, na Praia dos Ladrões, com um efectivo de 7500 homens (sendo 2300 Franceses, 2130 Ingleses, 900 Belgas, 500 Polacos, 500 Irlandeses e 370 Escoceses e 900 Portugueses).

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