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sexta-feira, 17 de junho de 2011

O burro lanudo mirandês – um precioso valor patrimonial…

…até quando?!
Por Leonel Salvado
Foto da autoria de António Espinha Monteiro
 | in http://www.burroslanudos.com | reprodução autorizada

Se formos capazes de nos livrar de qualquer tipo de preconceito, olhar em volta e procurar em todas as áreas do nosso património os valores que ameaçam perder-se para sempre, poderemos também ser capazes de reconhecer que entre elas figura uma importante referência tradicional – o burro! E o facto de uma das mais resistentes raças asininas portuguesas, também já ameaçadas de extinção, ser justamente a do “burro lanudo mirandês” deve constituir entre os transmontanos orgulhosos do seu património mais um motivo de orgulho e de séria preocupação do que apenas um motivo de mera e proverbial brincadeira.  

Temos de reconhecer que o burro, apesar de, devido ao seu temperamento dócil e submisso, ter sido transformado pelo homem numa referência de personificação pouco lisonjeira, que é a que todos conhecemos, usamos e abusamos, foi uma das espécies que mais contribuiu para satisfazer as múltiplas necessidades materiais e culturais da Humanidade. Desde a sua domesticação, que se supõe ter ocorrido no Antigo Egipto há mais de 5 mil anos, anterior à do cavalo, com a designação o “Equus asinus europeus”, assim designado para o distinguir do “Equus asinus africanus”, outro tronco asinino proveniente da bacia do Nilo, o burro europeu foi sendo imortalizado na iconografia na literatura religiosa e pagã, bem como em todas as outras expressões da cultura erudita e popular, como são as fábulas e os provérbios, onde ele surge como personagem central. Mas esta grande figura da História da Humanidade que resistiu, com a serenidade que lhe é peculiar, a todas as provações por que a espécie humana o fez passar, inicialmente destinado à alimentação humana, depois à produção de híbridos e mais tarde para os serviços de carga e transporte, encontra-se hoje em perigo de extinção, assim em Portugal como no resto da Europa.

Em Portugal, a única raça existente, segundo os especialistas em filogenia asinina doméstica, é a do burro lanudo mirandês, da qual, em 2002, existiam menos de dez indivíduos reprodutores. A principal causa da redução drástica destes animais em Portugal é do mais elementar conhecimento geral, mas a questão relacionada com a preservação e recuperação da espécie é bastante delicada e preocupante, segundo o que se depreende das declarações de Miguel Nóvoa, responsável pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino:

«A diminuição drástica destes animais parte da mecanização da agricultura, que tornam o burro menos importante na sociedade. Para constatar a sua importância actualmente temos de visitar países como Marrocos, Etiópia e Somália entre outros, nos quais os burros são utilizados diariamente para a recolha de águas e outros bens. Em Portugal esperamos poder continuara a trabalhar para um aumento da raça que neste momento se situa entre 800 animais, ou seja, 800 fêmeas reprodutoras. Irá diminuir este número drasticamente nos próximos anos, porque apenas conseguimos ter cerca de 80 nascimentos por ano dos quais apenas 50% serão fêmeas. Devido à idade avançada dos animais existe um maior número de mortes do que nascimentos. Há que continuar a trabalhar para que futuramente consigamos inverter esta tendência.»

Fonte: Carlos Santos, Terra de Miranda - Trazer o burro para o século XXI, in Café Portugal


Do «ESTIGMA do cria-burros» ao estrelato da criação

Quando o grito de alerta ecoou em Portugal, vários portugueses acorreram em defesa deste património, uns por inerência da sua formação ou vocação profissional, outros por mera simpatia, mas com igual mérito, e um desses portugueses, a quem rendo aqui as minhas homenagens, pela devoção que tem dedicado à causa da preservação da espécie asinina mirandesa, é o biólogo António Espinha Monteiro residente em Castelo Rodrigo. Vale a pena conhecer a sua obra, pelas suas próprias palavras.


António Espinha Monteiro

«Sou Biólogo de formação, escolhi as terras de Figueira de Castelo Rodrigo para viver por opção profissional e por aqui se encontrarem todas as minhas raízes familiares. Em terrenos agrícolas, alguns dos quais já eram dos meus bisavós paternos, nas freguesias de Vermiosa e Castelo Rodrigo, estabeleci a partir de 1999 uma pequena exploração agrícola de 18 hectares dedicada exclusivamente à criação de burros. Nesta actividade, ainda que seja exclusivamente um hobby, fui o primeiro criador nacional de asininos da raça Mirandesa. Desde 2002, estou nomeado pelo Ministério da Agricultura como representante nacional dos criadores desta raça, e nesse papel tenho colaborado com a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino.


Porquê criar burros

Tudo começou em 1999 com a compra da primeira burra lanuda. Essa compra surgiu pelo interesse que me despertou o contacto com os burros pois estava a acompanhar um estudo zootécnico sobre os asininos existentes no Parque Natural do Douro Internacional. Nessa altura parecia-me uma certa loucura, um verdadeiro estigma, pois estava no ar o peso da imagem negativa que estes animais ainda possuem, eles são frequente motivo de troça e gozo, pensei que ficaria associado pessoalmente a essas características. O primeiro animal que adquiri a burra Sendinesa (porque veio da zona de Sendim) custou 135 contos (cerca de 675 Euros), e mantive-a sozinha durante algum tempo, quase como experiência. Meses mais tarde achei que esta precisava de companhia e uma vez que havia, nessa altura, muito mais oferta do que procura, comprei mais 2 animais.
Pelo contacto com esses e outros animais jovens que entretanto fui adquirindo, em especial a Franjinhas (fui buscá-la a um negociante de gado na véspera de ser “embarcada” via TIR para Espanha!? para ser convertida em ração para cães), acabei por estabelecer as bases de pequeno projecto de criação de animais com aquelas características (semelhantes à raça Zamorana), ou seja animais com pelo denso e comprido, cor castanha escura, porte elevado, patas grossas e lanudas. Entretanto fui adquirindo e trocando animais até reunir o lote de 12 fêmeas e 2 machos (cheguei ter o dobro), que incluem as características zootécnicas e morfológicas que procuro (dentro da raça Mirandesa). Inicialmente pensava vir a organizar passeios de burros, mas optei por falta de tempo, por me dedicar exclusivamente à criação destes animais, esperando conseguir, através da venda dos animais nascidos na exploração, alguma sustentabilidade económica que pelo menos me assegure o pagamento das despesas associadas à satisfação pessoal de contribuir para salvar a raça Mirandesa.


Burros mediáticos

Os nossos burrinhos são muito mediáticos:

  • Noticia na revista Focus (2002)
  • Noticia na revista National Geographic (2003)
  • Noticia no jornal regional “Terras da Beira” (2004)
  • Imagem em reportagem na revista Volta ao Mundo (2004)
  • Notícia no jornal Terras da Beira (2004)
  • Notícia no jornal Nova Guarda (2004)
  • Notícia Amigo da Verdade (2004)
  • Anuncio da Lipton ICE TEA (Troll!!!!) – Verão de 2004
  • Quinta das Celebridades (Outubro a Dezembro de 2004)
  • Grande Reportagem (Dezembro de 2004)


A burromania??

“Os burros estão na moda”, é uma frase que cada vez com maior frequência se tem ouvido. Eles aparecem agora mais que nunca na TV, nos jornais, na net, são motivo de conversa já não tanto como motivo de troça e chalaça mas pelas características próprias deste animal, onde se destacam a docilidade, a tranquilidade a curiosidade. Será talvez, e finalmente, o lento despertar da sociedade portuguesa para a salvaguarda deste recurso genético. Será que ainda vamos a tempo? E será que fará sentido? A olhar pelo que se tem passado noutras nações europeias tudo indica que sim. O Reino Espanhol protege activamente a raça (de burros) Zamorana desde a Idade Média e tem presentemente 4 raças oficiais, em França estão declaradas 10 raças de burros (é possível encontrar, na net, mais de 70 associações e criadores), em Inglaterra há quintas com centenas de animais, etc. Com certeza não temos que abraçar a lavoura e por as máquinas agrícolas de parte para dar uma razão de ser à existência do Burro. São agora outras as utilidades e potencialidades deste animal na paisagem agrícola moderna. Destaca-se o seu uso em passeios turísticos ou recreativos, a pé, montando ou com charrete, por vezes associado ao turismo rural. Outras actividades são a asinoterapia, a educação ambiental (Quintas pedagógicas), a produção de leite, a produção mulateira, o uso como animal de companhia e o uso como ferramenta viva no controlo de plantas infestantes.
Os burros permitem também, e mais do que outros animais domésticos, que por momentos nos desliguemos do mundo e fiquemos simplesmente a admirá-los percorrendo a pastagem verdejante nalguma tarde de Primavera, quais “golfinhos de lameiro”. A capa de pelo denso e comprido que espelha a sua rusticidade e conforto num ambiente algo hostil, as suas grandes orelhas que exprimem curiosidade, o olhar tranquilo e nostálgico que lhe dão um ar inofensivo mas independente, são os sinais desse glamour rural que estará sempre na moda.»

Fonte: António Espinha Monteiro, Burros Lanudos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Há 127 anos – o fim de uma espécie, ou talvez não!

No dia 12 de Agosto de 1883 morreu no Jardim zoológico de Amesterdão o último Quagga.



O Quagga (Equus quagga quagga) é um mamífero equídeo extinto, relacionado com a zebra da planície (Equus quagga burchelli). Muito numerosos no passado, os quaggas viviam na África do Sul na região do Cabo e de Orange. Ao contrário das zebras, estes animais apresentavam listas apenas na metade da frente do corpo, enquanto que os costados eram de cor castanha lisa. A extinção dos quagga deveu-se à caça massiva pelos colonos Boer, que procuravam a sua carne e pele. O facto de se alimentarem nas pastagens que pretendiam para o seu gado foi também um factor que levou ao extermínio. O último animal foi caçado em 1878 e o último exemplar morreu no Jardim Zoológico de Amesterdão em 1883.
Inicialmente, o quagga foi classificado numa espécie (E. quagga) separada da zebra da planície (E. burchelli). Estudos genéticos revelaram no entanto que estes animais são na verdade sub-espécies, reclassificadas na espécie quagga, que tinha a prioridade de acordo com as regras de nomenclatura científica. O The Quagga Project ("O projeto Quagga"), graças à diversidade genética da zebra da planície e a sua proximidade ao quagga, conseguiu reconstruir um animal muito semelhante ao quagga através de cruzamentos seleccionados e que foram libertados na natureza.

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Quagga

sábado, 17 de julho de 2010

Os pombos-correio – heróis de guerra e funcionários a toda a prova

A experiência columbófila de Richard Topus

Na I Guerra Mundial, os pombos-correio provaram a sua utilidade em tempos de silêncio forçado via-rádio.
Após a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial, o Exército Americano fez o convite aos detentores de pombos-correio para doarem os seus pombos para a defesa nacional. Dezenas de milhares foram doados.
Ao todo, mais de 50.000 pombos-correio serviram os Estados Unidos durante a guerra. Muitos foram atacados e interceptados pela artilharia e falcões inimigos, mas muitos pombos fizeram chegar aos seus destinos com segurança, mensagens vitais dos soldados no terreno aos seus comandantes, tendo salvo milhares de vidas durante a guerra.
Richard Topus que morreu de insuficiência renal em Scottsdale, no Arizona, no dia 5 de Dezembro 2008 e passara a maior parte da sua vida a dirigir empresas de produtos alimentares e a ensinar marketing em universidades americanas, primeiro em Hofstra, onde ele próprio recebera um mestrado, e por fim na do Estado de Arizona, deixará nome além do círculo efémero de familiares, amigos e vizinhos, não como industrial e pedagogo mas por aquela que fora a sua primeira e obsessiva ocupação e a paixão de uma vida inteira: a criação, treino e competição de pombos-correio.
No começo de 1942, precipitados na II Guerra Mundial pelo ataque aéreo japonês a Pearl Harbour, os Estados Unidos, precisando de aprontar o seu arsenal e de afinar a sua capacidade bélica, pediram que voluntários se alistassem e não pretendiam apenas contingentes humanos. Precisavam também de pombos, da variedade domesticada 'Columba livia domestica', vulgarmente conhecidos por pombos-correio, bem como de gente especializada que soubesse dirigi-los e usá-los com todo o proveito possível. Transportando mensagens escritas em papel fino, enroladas dentro de pequenas cápsulas estanques presas às patas, os pombos-correio haviam sido, desde há muito tempo, um capítulo pequeno mas vital da arte da guerra, não só como transmissores de instruções operacionais mas também como veículos de informações obtida por espionagem.
Foram usados por ambos os lados, com grande frequência, na guerra de 1914-1918 (durante a qual o pombo francês Cher Ami foi condecorado com a Cruz de Guerra por ter conseguido entregar doze mensagens de importância vital, apesar de gravemente ferido). Entretanto fora inventado o telégrafo e, acabada a Grande Guerra, estrategas e estudiosos presumiram que os pombos-correio estavam acabados como adereço das artes castrenses - mas enganavam-se.
Quando a II Guerra Mundial chegou, além dos americanos, outros Aliados os usaram, sobretudo os ingleses, e também as potências do Eixo.
Richard Topus nascera a um casal de judeus russos emigrados e fora criado em Brooklyn, onde nessa altura a columbofilia era mania universal. Criar e treinar pombos-correio estava por lá mais disseminado ainda do que em outros bairros de Nova Iorque: muita gente instalava pombais nos terraços que faziam de telhado dos seus prédios de apartamentos e deles, durante todo o ano, chegavam e partiam milhares de pombos. Fascinado, o jovem Richard não tinha pombos ele próprio porque os pais não o deixavam com medo que ele se desleixasse nos estudos, mas acompanhava vizinhos mais velhos, peritos na matéria (dois tinham começado na Grande Guerra, no recém-criado Serviço de Pombos-correio do Exército).
Com tanta intensidade e atenção o fez que quando aos dezoito anos assentou praça foi logo mandado para Camp Richie, em Maryland, onde o exército tinha um dos seus centros de preparação de pombos-correio. A seguir ao apelo que fora feito, milhares tinham sido doados por clubes columbófilos de toda a parte dos Estados Unidos, que era preciso enquadrar e preparar (50.000 serviram a pátria na Segunda Grande Guerra). Em Camp Richie, Topus e os seus camaradas treinavam aqueles que iriam fazer espionagem, bem como os militares que com eles trabalhariam na Europa e no Pacífico e tinham de aprender a darem-lhes de comer, prenderem-lhes as cápsulas de mensagens, soltarem-nos de aviões, saltarem em pára-quedas com eles nos bolsos (talhados especialmente numa fábrica de soutiãs).
Os pombos-correio só desapareceriam do arsenal dos Estados Unidos em 1957. Na vida civil, Topus continuou a fazê-los voar sem outro fito do que o entretenimento. Houve lugares, porém, em que permaneceram ao serviço da sociedade. No Estado de Orissa, da União Indiana, a polícia usava-os para comunicações de emergência a seguir a desastres naturais. O 'Serviço de Pombos-correio de Orissa' só foi encerrado em 2002 porque a expansão da internet o tornara supérfluo.
Apesar do Exército Americano ter gradualmente posto de lado a utilização dos pombos-correio no final dos anos 50, o Sr. Richard Topus continou a concursar em provas de competição, até quase ao final de sua vida.
Richard Topus, um grande entusiasta pela columbófilia e pelos pombos-correio, nasceu em Brooklyn em 15 de Março de 1924 tendo falecido aos 84 anos de idade a 5 de Dezembro de 2008.

in http://columbofilia.blogs.sapo.pt/2008/12/


A história de Cher Ami

Na Primeira Guerra Mundial, quando os batalhões nem sonhavam com a existência de e-mail e de telemóvel, os exércitos também trocavam informações por meio de pombos-correio. Foi o caso de Cher Ami, um pombo do Exército dos Estados Unidos. Ele pertencia à 77ª Divisão de Infantaria Americana, conhecida como “o Batalhão Perdido”, por ter ficado cercada na floresta de Argonne.
Em outubro de 1918, o “Batalhão Perdido” estava cercado por inimigos alemães e sob fogo amigo de americanos, que não sabiam que havia compatriotas ali. Cher Ami conseguiu levar a mensagem de cessar fogo e salvar os americanos, mas soldados alemães interceptaram o pombo pouco depois. O bicho teve o peito atravessado por uma bala, uma perna arrancada e acabou ficando cego de um olho. Sobreviveu, mas teve que se aposentar. Ganhou a Cruz de Guerra francesa em homenagem a seu heroísmo.


Da Guerra a outras missões políticas

As eleições de Cuba contam com funcionários bem diferentes, de asas, penas e bico. É com a ajuda de pombos-correio que os eleitores das localidades mais afastadas e sem linha telefônica – como as áreas montanhosas de Sagua de Tánamo, Moa e Mayari – conseguem votar. O método do “voto voador” foi usado no primeiro turno, no domingo passado, com cerca de 500 pombos mensageiros em todo o país. O segundo turno acontece neste domingo.

Por Marcelo Duarte, 1de Maio de 2010 in http://guiadoscuriosos.com.br/blog/tag/cher-ami/ (adaptado)
Imagem: http://bionaweb.blogspot.com/2009/07/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CÃES que ficaram para a História

Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. Por trás dos dois, há muitas vezes um cão. A revista "Época" selecciona dez caninos que ficaram para a história.

A lista é inspirada por Sam Stall, autor de livros como "Cachorro: Manual do Proprietário". Nele, Stall enumera 100 cães que mudaram a civilização. Deixamos aqui dez animais que viveram grandes dias de cão.


1. Laika: de cadela rafeira encontrada a vaguear pelas ruas de Moscovo, a astronauta, símbolo do domínio tecnológico russo. Se tivesse continuado na rua provavelmente não sobreviveria a mais um Inverno. A bordo do Sputnik II morreu de frio.

2. Rico: o cão mais inteligente do mundo? Há quem acredite que sim. Rico, da raça border colie, compreende até 200 palavras.



3. Pal: é talvez o cão-actor mais famoso do mundo. Pal foi o primeiro a fazer de Lassie, tornando-se ao mesmo tempo a primeira super-estrela canina e o primeiro actor macho a fazer de mulher - muitos anos antes de Dustin Hoffman interpretar "Tootsie".

4. Marrom: chamam-lhe um mártir pela libertação animal. Marron foi o último cão a ser dissecado vivo na Universidade de Londres. Na capital inglesa há uma estátua de homenagem a este símbolo do movimento de libertação animal.


5. Pickles: em 1966, três meses antes do início do Campeonato do Mundo de Futebol, a taça foi roubada. Felizmente havia Pickles - o cão, e não os aperitivos avinagrados. O rafeiro encontrou o troféu que foi imediatamente entregue pelo dono as autoridades. O cachorro tornou-se célebre e assistiu à final do campeonato no estádio.

6. Nipper: o dono de Nipper morreu, mas deixou a sua voz gravada numa série de discos. A imagem do cão a olhar para o gramafone à escuta do falecido dono inspirou o artista britânico Francis Barraud que a imortalizou numa pintura - desenho que mais tarde viria ser o símbolo da companhia discográfica Gramophone.


7. Bothie: este minúsculo jack russel terrier é um cão de extremos: esteve no Polo Norte e no Polo Sul. O companheiro de aventuras do explorador Ranulph Fiennes foi eleito animal de estimação do ano em Inglaterra.

8. Aibo: o mais sofisticado de todos os cães a pilhas, o Aibo foi desenvolvido pela Sony no final dos anos 90. Não estragava a mobília, não precisava de ir à rua e não tinha piada nenhuma.


9. Checkers: acusado de corrupção, o candidato à presidência norte-americana Richard Nixon tentou reconquistar o povo norte-americano ao revelar todas as suas finanças. A meio do discurso referiu Checker, o cocker spaniel, que quereria a todo o custo manter.

10. Hachiko: todos os dias este cão da raça akita esperou o seu dono, às 15h, na estação de comboios de Tóquio. Certo dia, o dono morreu no trabalho e deixou de aparecer. Hachiko não e durante os 11 anos seguintes esperou pelo dono à porta da estação.

por Luís Leal Miranda, Publicado em 03 de Agosto de 2009( adaptado* )
in http://www.ionline.pt/conteudo/16450-10-caes-que-ficaram-ahistoria


*montagem das imagens: Clube de História de Valpaços