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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Há 16 anos


in http://moedas-comemorativas.blogspot.com

No dia 6 de Setembro 1994 realizaram-se Comemorações do 500.º aniversário do tratado de Tordesilhas. A efeméride contou com a presença de Mário Soares e dos reis de Espanha. Para perpetuar o evento foi cunhada uma moeda, a partir da matriz concebida por António Marinho, reproduzida na imagem, com o valor facial de 200 escudos, cuja tiragem foi na ordem dos 950 exemplares.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Há 46 anos

No dia 2 de Setembro de 1964 faleceu, aos 70 anos de idade, Francisco Higino Craveiro Lopes em Lisboa, na mesma cidade onde havia nascido a 12 de Abril de 1894. General desde 1949, foi o 12.º Presidente da República portuguesa, precedido pelo Marechal Carmona. Exerceu o seu mandato de 21 de Julho de 1951 até 9 de Agosto de 1958, sucedido na presidência da República por Américo Tomás, após o que se retirou da vida política activa, e foi feito Marechal. Tem-se afirmado que terá continuado a manifestar a sua alegada simpatia pelos movimentos oposicionistas, havendo fortes indícios de que esteve implicado no golpe de Botelho Moniz de Abril de 1961, sendo esta a razão porque o integramos no presente bolgue como uma das “Figuras controversas da História Nacional”. Faleceu durante a noite, na data que indicámos, em circunstâncias pouco claras, mas mais provavelmente em consequência de um enfarte de miocárdio.

Imagem: purl.pt
Para aceder a mais detalhes biográficos a respeito de Francisco Craveiro Lopes, clique AQUI.

Há 73 anos

A 2 se Setembro de 1937, o governo português chefiado pelo Dr. António de Oliveira Salazar, declarava a sua neutralidade face aos conflitos da II Guerra Mundial.


Para aceder a um interessante trabalho de investigação sobre Portugal e II Guerra Mundial clique AQUI.

Imagem: http://modernacontemp.freewebpages.org/mod2guerramundialcrono.htm

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Há 99 anos


Destaque da notícia da eleição de Manuel de Arriaga

A 24 de Agosto de 1911, Manuel de Arriaga era eleito Presidente da República por um mandato de 4 anos.
Na realidade, esta data serve para marcar a primeira experiência eleitoral para as Presidenciais da História de Portugal, e Manuel de Arriaga é referenciado como o primeiro Presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo a Teófilo Braga que até aí presidiu ao Governo Provisório, ainda que mais tarde esta sucessão de invertesse em virtude da abdicação do primeiro em favor do segundo. Trata-se, portanto, de uma data de relevância histórica comemorativa, ainda que a tenhamos inserido aqui na categoria de Instantâneos [Nacional].

Imagem: http://coisasdopassado.blogspot.com/2008_08_01_archive.html

Para aceder a uma síntese biográfica a respeito de Manuel de Arriaga e das circunstâncias da sua eleição, clique AQUI.

Há 190 anos

Alegoria à revolução liberal de  1820, no Porto

A 24 de Agosto de 1820 teve início em Portugal a Revolução Liberal que iria conduzir o país à Monarquia Constitucional e à República, entrecortada por alguns regimes ditatoriais, e à Democracia. Trata-se, por conseguinte, de uma data comemorativa de extraordinária importância.


Para aceder a uma síntese acerca do contexto histórico deste evento clique AQUI.

Imagem: http://faceaovento.wordpress.com/2009/12/21/

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Há 59 e há 52 anos

Na data de hoje, na categoria “Instantâneos”, vamos recordar dois acontecimentos particulares, mas que são semelhantes e fazem parte do mesmo processo histórico.


A 9 de Agosto de 1951, pouco depois da morte de Carmona (que Salazar sucedeu interinamente), o general Francisco Higino Craveiro Lopes, prestava juramento como o novo Presidente da República Portuguesa, cargo para que fora eleito nas eleições de 21 de Julho, disputadas com o apoio da União Nacional. Pouco depois faria publicamente um gesto de homenagem junto ao túmulo do defunto Presidente. O seu mandato terminou em Julho de 1958, e, apesar da sua intenção em se recandidatar, não o fez essencialmente por lhe ter sido retirado o apoio da União Nacional, em nome de Américo Tomás.

A 9 de Agosto de 1958, o almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás tomava posse como presidente da República Portuguesa, para que fora eleito nas eleições de 8 de Julho que disputou contra o candidato da oposição, general Humberto Delgado. Ocupou o cargo ininterruptamente até à Revolução de 25 de Abril de 1974, através das reeleições de 1965 e 1972, por colégio eleitoral.


Para detalhes biográficos a respeito de Francisco Craveiro Lopes e Américo Tomás clique AQUI e AQUI.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Há 78 Anos

O funeral nacional de D. Manuel II, em Lisboa a 2 de Agosto de 1932



Exilado em Inglaterra após o triunfo da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, D. Manuel guardou sempre um carinho especial pela sua Pátria, a mesma que o enjeitara, não se poupando a esforços na eminência do envolvimento de Portugal na Primeira Grande guerra para para obter dos monárquicos a garantia de que não hostilizariam a república enquanto durasse o conflito, chegando mesmo ao ponto de solicitar ao governo português autorização para tomar parte no exército republicano que iria combater pala causa dos aliados. Vendo goradas as suas expectativas, primeiro devido ao facto de os monárquicos portugueses serem germanófilos, aguardando uma vitória do Kaiser que repusesse a monarquia em Portugal, depois por não ver contemplado o seu desejo em combater ao lado dos seus compatriotas anglófilos, embora republicanos, D. Manuel manteve o mesmo fervor patriótico que se tornou bem notório quando no seu testamento declarou a sua vontade em legar ao Estado português os seus pessoais, para a fundação de um museu, bem como o seu desejo em ser sepultado em Portugal.

Tendo falecido de forma inesperada em 2 de Julho de 1932, vitimado por um edema da glote, a sua vontade em ser sepultado em Portugal  foi contemplada pelo governo português, chefiado por Salazar, autorizando-se a sua sepultura em Lisboa, onde os seus restos mortais chegaram a 2 de Agosto do mesmo ano e foram sepultados no panteão dos Braganças, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, numa cerimónia com os contornos de um autêntico funeral de estado, mas cujo sentido pesar, aparentemente (e segundo o site “Cauda Monárquica, monarquia sob um ponto de vista democrático”) foi mais notório entre os populares, que entraram no templo e saíram “tristes e silenciosos” do que entre a classe dirigente e principalmente do que “os últimos chapéus altos da monarquia”.

Para estes e mais detalhes sobre o funeral de D. Manuel II, clique AQUI!
Imagem: http://causamonarquica.com/2008/01/08/funerais-de-el-rei-dmanuel-ii-em-1933/

terça-feira, 27 de julho de 2010

Há 40 anos

A 27 de Julho de 1970 faleceu António de Oliveira Salazar, aos 81 anos de idade, após 36 anos no poder. A sua morte foi provocada pelo agravamento de danos cerebrais graves, resultantes de um hematoma em consequência de uma queda ocorrida dois anos antes no Forte de Santo António, no Estoril, onde passava férias.

velório de António de Oliveira Salazar, 27 de Julho de 1970

Para mais pormenores sobre os dois últimos anos da vida de Salazar, clique AQUI!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Há 34 anos

Em Portugal, tomava posse o I Governo Constitucional, chefiado por Mário Soares.




O I Governo Constitucional tomou posse a 23 de Julho de 1976, sendo constituído pelo Partido Socialista com base nos resultados das eleições de 25 de Abril de 1976. Terminou o seu mandato a 23 de Janeiro de 1978

in http://www.portugal.gov.pt/pt/GC01/Pages/Inicio.aspx
Imagem: © Copyright Chalbert, arquivo de fotografia de Lisboa CPF/MC

domingo, 11 de julho de 2010

Há 182 anos



A 11 de Julho de 1828, D. Miguel, o sétimo dos nove filhos de D. João VI e de Carlota Joaquina, e  terceiro varão, foi aclamado rei de Portugal no Palácio da Ajuda, em Lisboa, passando a ser o 31.º monarca português, figurando com a designação de D. Miguel I. Regressou a Portugal, após quatro anos de exílio em Viena de Áustria, a seguir à morte de D. João VI, para assegurar a continuidade dinástica por via do seu casamento com a sobrinha, D. Maria da Glória, em favor da qual o pai, D. Pedro, já imperador do Brasil, abdicava do trono. Pelo convénio, durante a menoridade de D. Maria da Glória a regência seria exercida pela infanta D. Isabel Maria. D. Miguel. A tudo anuiu D. Miguel que não hesitou em jurar a Carta Constitucional outorgada à Nação pelo irmão. Mas após a realização dos esponsais e a garantia de que tinha sido nomeado pelo irmão, D. Pedro IV, seu lugar-tenente em Portugal, dissolveu as Câmaras e, abolindo a Carta Constitucional, fez-se aclamar em Cortes como rei absoluto. Foi nessa qualidade que reinou durante quase seis anos, num ambiente de grande agitação militar que arrastou o país para a guerra civil sujeitando as populações a uma nova vaga de terror e destruição que pareceu tornar-se endémica (desde o início das invasões francesas) até à Convenção de Évoramonte, assinada em 26 de Maio de 1834 que representou a capitulação das forças miguelistas perante as vantagens alcançadas pelo exército liberal. D. Miguel abdicava do trono e era reconduzido ao exílio. Era o fim da Monarquia constitucional em Portugal e a instauração definitiva do regime liberal e constitucional.
Para aceder a dados biográficos mais detalhado sobre D. Miguel I, clique AQUI!

Imagem: http://www1.ci.uc.pt/artes/6spp/j1.html

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Há 84 anos

António Óscar Fragoso Carmona no seu gabinete presidencial 

Foi a 9 de Julho de 1926 que o General António Óscar Fragoso Carmona deu o primeiro passo na sua monumental escalada do poder, ao assumir a Presidência do Conselho de Ministros, consumado o derrube de Gomes da Costa, através de um golpe militar sucedido no dia anterior. A 16 de Novembro do mesmo ano via-se nomeado, interinamente por decreto, Presidente da República, e em 1928, ainda durante a ditadura militar, finalmente, eleito, por sufrágio directo, Presidente da República, abrindo caminho à ditadura nacional. Este poderoso militar, com sólidas raízes familiares transmontanas (tanto pela sua linhagem paterna como pela sua relação conjugal), seria reeleito por três vezes para a mesma função em 1935, 1942 e 1949, consolidando o poder de António de Oliveira Salazar, e em 1947 foi elevado à dignidade de Marechal do Exército português.

Foto: http://www.flickr.com/photos/biblarte/3863953751/sizes/l/in/set-72157622041849331/

terça-feira, 6 de julho de 2010

Há 78 anos

5.07.1932 - Cerimónia da tomada de posse de Salazar na chefia do Governo

Perfizeram-se no dia de ontem e no dia de hoje os 78.º Aniversários da tomada de posse de António de Oliveira Salazar como chefe do Governo e a constituição do seu primeiro governo, respectivamente. A data de 5 de Julho de 1932 representa para a História a institucionalização do Estado Novo em Portugal. No poder experimentalmente desde o 28 de Maio de 1928, como assistente do ministro das Finanças, Sinel Cordes, e oficialmente desde 29 de Maio do mesmo ano, em substituição deste, foi efectivamente após o 5 de Julho que a acção política de Oliveira Salazar passou a confundir-se com o próprio regime.

Imagem: http://nsportugal.forumeiros.com/noticias-nacionais-f5/rtp-noticias-da-nacao-t254.htm