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domingo, 3 de outubro de 2010

Afinal quantas Repúblicas existiram em Portugal, 2 ou 3?

Trata-se de uma das questões mais comuns que se colocam acerca da História da República em Portugal e, para muitos portugueses, uma das que também se afiguram como das mais triviais. Não será a própria resposta entendida como a mais acertada, realmente uma verdade de La Palisse?
Vejamos a forma como, muito recentemente, a questão foi colocada e “esclarecida” numa palestra por um conceituado historiador e a forma como esse esclarecimento foi considerado por um dos portugueses presentes no auditório:

Ontem tive o enorme prazer de ter assistido a uma conferência intitulada de «Da monarquia à Republica» em que o principal orador foi o professor Amadeu Carvalho Homem - catedrático de história da Universidade de Coimbra.
Nessa sua intervenção o professor descreveu e relatou os eventos que desde o século XVIII até ao inicio do século XX levaram e culminaram na primeira república em Portugal. Ao longo das suas várias intervenções, para além dos preciosos conhecimentos que partilhava, o professor deixou-nos a seguinte ideia: "Portugal teve apenas duas repúblicas e não três". Fundamentou esta sua tese argumentando que o Estado Novo não deveria ser considerado como uma verdadeira república, pois de república só tinha o nome porque os ideais republicanos nunca foram verdadeiramente praticados pelo regime salazarista. Disse mais ou menos o seguinte: “o Estado Novo de república só tinha os selos e a moedas, só ai é que a república se via e aparecia”.

sábado, 19 de junho de 2010

A proclamação da República Democrática, a nova bandeira e o hino nacional na sessão inaugural da Assembleia Nacional Constituinte



Após a Revolução e depois das eleições realizadas em 28 de Maio de 1911, foi constituída uma Assembleia Nacional Constituinte que tinha por competência única elaborar e apresentar uma Constituição. O seu regimento interno data de 7 de Julho de 1911. A Assembleia Nacional Constituinte reuniu pela primeira vez em 19 de Junho de 1911 e as primeiras leis votadas foram a da abolição da Monarquia e proclamação da República Democrática; a da nova bandeira e a do Hino Nacional.


A Nova Bandeira

Foi o artista Columbano Bordalo Pinheiro que por assim dizer "juntou" os elementos impostos pela recém-nascida República para compor a bandeira de Portugal. Pessoalmente, acho o resultado sobrecarregado de símbolos. Além disso a escolha do vermelho junto ao verde parece-me berrante em demasia ou não fossem elas duas cores complementares no círculo cromático. Acho pena serem precisamente as cores da bandeira da Carbonária, um grupo anarquista e terrorista que semeou o terror no princípio do século XX.

Columbano pouco mais teve de fazer do que respeitar o número dourado e é claro o bom senso artístico. É como fazer um bom cozido à portuguesa com a obrigação de introduzir na receita ketchup, mostarda de Dijon, etc...

Mas é a nossa... temos de aprender a amá-la.

Texto e ilustração de Gio, in http://faltaapagarolapis.blogspot.com/2010/06/bandeira-de-portugal.html



O Hino Nacional

A Portuguesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911. A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino nacional desde Maio de 1834. Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então. Nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário (ver revolução francesa). O hino é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do hino, apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas. A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado. A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais de Portugal na constituição de 1976, constando no artigo 11.°, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (Símbolos nacionais e língua oficial)

In http://galeriaphotomaton.blogspot.com/2010/01/portuguesa-hino-nacional-da-republica.html