Correspondendo à expectativa dos habitantes de Valpaços, mais uma vez o Agrupamento de Escolas, proporcionou ontem aos habitantes da cidade um belo desfile, com diversificadas representações alegóricas, onde também não faltaram as habituais réplicas dos célebres caretos de Podence. Aos organizadores de mais este evento que dignifica o concelho e que renova a inabalável disposição deste povo em manter viva a tradição, aos miúdos e graúdos que nela participaram, os nossos Parabéns.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Reportagem da TSF vence prémio Direitos Humanos e Integração, da UNESCO
A jornalista Joana de Sousa Dias, da TSF, venceu o prémio de jornalismo Direitos Humanos e Integração, da UNESCO, na categoria de rádio, com a reportagem "Pretérito mais que Presente".
Este trabalho, com sonorização de Herlander Rui, fala sobre a visita de 15 alunos da Escola Secundária de Valpaços a Auschwitz, para compreenderem o que era viver neste campo de concentração durante a II Guerra Mundial.
Joana de Sousa Dias, da TSF, ganhou o prémio Direitos Humanos e Integração, da UNESCO, na categoria de rádio com o trabalho "Pretérito mais que Presente", sonorizado por Herlander Rui.
Texto de Vítor Loureiro, in Valpassos D’Oje, 7 de Junho de 2011
Para rever o que já havíamos publicado sobre o projecto que foi objecto desta reportagem premiada, bem como sobre a própria reportagem, clik nas opções seguintes que se seguem:
segunda-feira, 23 de maio de 2011
"Apanhados na rede", exposição de fotografia do Projecto Afectos
Por Leonel Salvado
clique na foto para aumentar
Esteve patente ao público nos Paços do Concelho da cidade de Valpaços, entre os dias 16 e 20 de Maio de 2011, uma belíssima e curiosa exposição fotográfica organizada pelo Projecto Afectos composta por 40 fotografias representando alguns idosos “apanhados de surpresa”. Trata-se de uma iniciativa intitulada “Apanhados na Rede” visando fazer corresponder o arranjo cénico desta mostra fotográfica à metáfora “apanhados na rede larga” onde “as expressões captadas pela objectiva transmitem momentos de alegria e boa disposição” e ao mesmo tempo fazendo jus aos objectivos primordiais do Grupo que, segundo os responsáveis do mesmo Grupo consistem no “dever de repensar o nosso próprio futuro e tentar compreender a velhice a tempo de vivê-la da melhor forma”. Segundo os mesmos responsáveis, “respeitar e dar carinho aos idosos que nos cercam é uma maneira de nos aproximar dessa realidade.
Parabéns ao Projecto Afectos por este inolvidável evento cultural e humanitário.
Categoria:
Eventos culturais [local/regional]
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A Páscoa e a tradição do folar
Estamos a menos de um dia do início da XIII Feira do Folar de Valpaços, mais uma realização deste evento festivo da época pascal e na expectativa de mais uma imensa e agradada afluência do público, como se tem verificado. Em homenagem à popularidade que estes três dias de festa têm merecido, o que é uma prova incontestável do respeito e do apreço pela tradição e pelo património popular da região valpacense, não nos pareceu despropositado deixar aqui algumas palavras ao significado tradicional do folar e da sua relação com a Páscoa. Afortunadamente achámos uma mensagem muito curiosa a esse respeito publicada a 20 de Abril de 2009 por um transmontano que viveu essa mesma tradição do folar e se exprime a respeito dela de uma forma clara e inteligível para todos os leitores. Trata-se de Virgílio Nogueiro Gomes, e essa mensagem foi publicada no seu blogue com o mesmo nome, um blogue dedicado, a propósito, à gastronomia.
FOLARES e a Páscoa
20 Abril 2009
Os nossos apetites deveriam estar em sintonia com os períodos cíclicos da Natureza, que indubitavelmente marcaram outras tradições, ligados a festejos religiosos. Mesmo não aderentes a qualquer tipo de fé, ou doutrinas religiosas, vemo-nos entusiasmados com as festas. E que vivam as festas à mesa.
Quem não resiste a um folar?
Segundo os mais velhos, antigamente, apenas se comia folar na Páscoa. Na Páscoa também temos a presença dos ovos, as amêndoas e o cordeiro. Mais recentemente aparece a figura do coelho associada aos ovos de Páscoa. A Páscoa coincidia ou era próxima da chegada da Primavera pelo que foi fácil manter ou prolongar as festas que lhe estavam associadas. O ovo significa o início de vida, o renascer ou a ressurreição. Referido desde a antiguidade. Grandes referências ao ovo vamos encontrar já nos egípcios, gregos e romanos. O ovo, receptáculo de vida, significava também o início da refeição, e encontramos ilustrações nos túmulos dos etruscos figuras com um ovo na não significando o início da viagem para o outro mundo. A expressão “de ovo usque ad mala” (do ovo à maçã) quer dizer que se começa a refeição com ovo e se termina com fruta. Apesar de os ovos serem de origem animal, muitas religiões os aceitam como elemento válido durante os períodos de jejum. Assim os ovos nos aparecem hoje omnipresentes nas confecções culinárias pascais, ou como elemento figurativo sobre os folares e depois a versão mais recente de “Ovinhos de Páscoa” com diferentes recheios e produtos de confeitaria.
Antigamente já tínhamos as amêndoas nas diferentes variações regionais, e a expressão “amêndoas” significava também os presentes que se trocavam nessa época.
Durante os dias finais da Semana Santa a azáfama enchia todos os fornos padeiros para, à vez, cozer os folares de cada casa, ou da família. Hoje em dia tornou-se mais prático adquirir os folares na pastelaria mais próxima, ou na pastelaria que faz o folar mais ao nosso gosto.
Segundo Maria de Lourdes Modesto e Afonso Praça o “folar seria uma espécie de contraponto do pão ázimo que tem o peso teologal do sacrifício e da penitência”.
Em Lisboa temos a sorte de poder adquirir bom folar, durante todo o ano, em casas da especialidade, e algumas delas propriedades de ilustres transmontanos. Eu confirmo a qualidade sendo um consumidor discreto e fazendo sucesso presenteando outras casas, de outras tradições, mas onde folar sabe bem a todos, até pela surpresa.
Mas como nos chega esta tradição do folar?
Para muitos, folar, era o presente que os padrinhos e madrinhas davam aos seus afilhados na Páscoa. Para quebrar o período de grande jejum. Era também folar a recolha que os Párocos faziam nas casas dos seus paroquianos durante a visita pascal que acontecia Domingo de Páscoa e se prolongava por Segunda-feira.
Mas em termos culinários, nestas coisas de comer em Trás-os-Montes, o folar, é genericamente uma massa de trigo sempre levedada com fermento padeiro, com mais ou menos ovos e com recheio de carnes. Não confundir com bolas de carne que se fazem durante todo o ano, e sobre as quais escreverei mais adiante.
Noutras regiões do País encontramos ainda folares doces, em particular no Algarve e Alentejo, e muitas vezes com ovos inteiros, na cobertura, que cozem em simultâneo. Se registarmos as localidades onde se mantém a tradição do folar temos que assumir que a maioria associa o folar a um pão doce com ovos.
Mas voltemos aos nossos folares, quer dizer aos meus, pela tradição que vivi, por ser transmontano.
Muito embora reconheçamos que a sua tradição está ajustada à época pascal, temos antecedentes, dos folares, na tradição transmontana e beirã, de bolas recheadas quer com carnes, quer com sardinhas. Estas eram dos poucos peixes de mar que chegavam àquelas terras de Trás-os-Montes e Beiras Interiores. Ora, essas bolas eram confeccionadas por razões de conservação dos alimentos. Carne ou peixe confeccionado e embrulhado numa massa com gorduras, e cozida, conservavam-se por vários dias. Não esqueçamos que a conservação por frio, frigoríficos ou congeladores, é uma técnica recente. Na zona de Penafiel ainda hoje se fazem bolas, ou pães, recheadas de peixe ou carne. E estas bolas têm apenas massa de pão mas sem ovos. Destas tradições, a mais viva e permanente, ainda são os pãezinhos com chouriço.
Pelas terras nordestinas e beirãs, encontramos referência a bola de bacalhau e sardinhas. Temos ainda o pão de azeitonas e o pão de chicha gorda que ainda hoje me faz lamber os beiços.
Não podemos esquecer as bolas de azeite ou bolas sovadas.
Depois temos as bolas de carne (várias qualidades), bola de presunto gordo de Lamego, bola de frango, coelho e vitela de Favaios, bola de anho, linguiça, chouriço e presunto de Sabrosa, bola de vitela Barrosã, presunto, chouriço e salpicão do Barroso, … e tantas outras sendo que em cada terra terá a sua particularidade.
Nos folares se em Mirandela é recheado com frango, salpicão e presunto, em Valpaços ainda se acrescenta chouriço, … e mais ainda pois “cada terra com seu uso”.
Não podemos esquecer a dedicação das mulheres, Mães, Tias e Avós, que dedicavam uma atenção especial à criançada com a execução dos folaricos. Estes eram pequenos folares apenas recheados com chouriço ou presunto, que alegremente comíamos no fim da fornada. A confecção dos folares pascais era uma actividade essencialmente feminina. Como foram todos os doces até finais do século XIX.
Aceitemos então que o folar de carnes, refeição completa, está presente em toda a região de Trás-os-Montes e Beiras Interiores. São então os nossos folares, uns pães ricos recheados com carnes, que celebram um longo período de jejum. Eram então o elogio da fartura. Sem esquecer que são um pão, o elemento básico, e estruturante, da nossa alimentação. Talvez por isso, em nenhum forno era esquecida a bênção directa:
“S. Vicente te acrescente
S. Mamede te levede
S. João te faça Pão”
Ainda me lembro que dia de Páscoa o nosso almoço era Caldo Verde e depois um grande Folar recheado de todas as carnes. Adultos bebiam vinho, mulheres e criançada, chá ou sumos. Depois uma grande fartura de doces, sendo o Pão-de-ló obrigatório, ao lado de doces mais populares coma as Súplicas e Económicos.
Quanto ao resto do País temos uma grande variedade de folares doces, cuja massa tem sempre ovo mas cuja apresentação varia de região para região. Até pelas formas como são apresentados: animais como borregos, lagartos ou pombos em Elvas, duplo coração em Castelo de Vide, em forma de galinha em Oliveira de Azeméis, …
A tradição de doces nesta época não é exclusiva de Portugal. Um pouco por toda a Europa se celebra a Páscoa com festins alimentares. Por exemplo na Alemanha fazem um bolo em forma de cordeiro, e uma “coroa” de Páscoa feita de uma massa de bolo com amêndoas e chocolate e depois enfeitada com ovos coloridos. Na Espanha as famosas Tortas de Páscoa e na Itália os Aros de Páscoa.
Enfim para cada paladar sua sugestão. Mas aprendamos a manter as nossas tradições e fazer delas uma das nossas preocupações. Não temos ainda necessidade das soluções “interrogantes ou questionantes”. Comam os nossos folares doces ou salgados. Ou vão experimentando à mesa a rota dos nossos folares, fazendo “turismo cá dentro”.
BOM APETITE
© Virgílio Nogueiro Gomes
In http://www.virgiliogomes.com/cronicas/157-folares-e-a-pascoa
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
370.º Aniversário da Restauração da Independência comemorado no Agrupamento de Escolas de Valpaços
Este sucesso de grande relevância nos anais da História da Nacionalidade foi comemorado pelo Grupo de História do Agrupamento de Escolas de Valpaços nos dois dias que antecederam e sucederam ao feriado nacional, não obstante as contrariedades impostas pelas condições atmosféricas.
A comemoração contou com a participação dos docentes da Escola Secundária e da Escola sede do Agrupamento, em cumprimento do que ficou definido no plano de actividades aprovado para o corrente ano lectivo. Foram editados prospectos de divulgação sumária acerca do significado histórico do evento em ambas as escolas sob orientação dos respectivos docentes, nomeadamente do subcoordenador para o Grupo de História, Sebastião Santos e das docente Fátima Caetano e Alice Rodrigues.
Foi ainda realizada uma exposição na Biblioteca da Escola Secundária de trabalhos, objectos e arranjos simbolizadores da Restauração, um conjunto cénico composto por bandeiras das dinastias filipina e brigantina, exposição essa que contou com a preciosa colaboração da respectiva bibliotecária, Rosa Galvão. Integraram ainda a exposição, além de outros materiais, três curiosos cartazes dispostos de forma original e criativa sob a orientação da docente Cynthia Coelho, com a colaboração da docente Margarida Moura. Na Escola Sede de Agrupamento foi exposto também um interessante trabalho invocando o mesmo tema.
Pormenores das exposições realizadas na Escola Secundária e E.B. 2,3 Júlio do Carvalhal
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Rostos dos prospectos divulgados pela Escola Secundária e pela Escola EB 2,3 Júlio do Carvalhal do Agrupamento de Escolas de Valpaços
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Vale a pena conhecer o teor destes prospectos singelos, mas de grande valor para a divulgação dos acontecimentos que fizeram o feriado nacional de 1 de Dezembro. Tratando-se de uma actividade para continuar optamos por revelar, desta vez, apenas o conteúdo de um deles:
A CRISE DINÁSTICA
Em 1578 o rei D. Sebastião morreu bastante novo na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendentes. Entretanto, o seu tio, cardeal D. Henrique subiu ao trono, mas sendo já bastante idoso, faleceu pouco depois, em 1580, também sem descendentes, surgindo, assim, uma crise dinástica.
Uma vez que não existiam descendentes directos, quem devia suceder-lhe no trono de Portugal?
O rei Filipe II de Espanha surgiu como o mais forte candidato ao trono, graças ao seu grande poder militar e económico. Conseguiu, nas Cortes de Tomar de 1581, convencer os portugueses a fazerem a sua aclamação como rei de Portugal, aceitando as condições que eles lhe apresentaram para o futuro da nação portuguesa: A continuação da língua portuguesa como língua oficial, a existência de moeda própria e a nomeação de portugueses para os mais importantes cargos administrativos. Assim se consumou a União Ibérica.
Filipe I de Portugal (II de Espanha), Filipe II de Portugal (III de Espanha), Filipe III de Portugal (IV de Espanha)
Durante cinquenta e nove anos Portugal esteve sob o domínio dos reis de Espanha.
No reinado de Filipe I (II de Espanha), houve paz e prosperidade e os portugueses contentaram-se com essa situação. Mas durante os reinados de Filipe II e Filipe III, de Portugal, gerou-se o descontentamento dos portugueses, porque aqueles monarcas deixaram de respeitar as promessas feitas nas Cortes de Tomar, de que falámos, além de arrastarem o nosso país para as guerras que levaram a cabo contra os seus inimigos e de lançarem pesados impostos sobre os portugueses. Os inimigos de Espanha passam a ser os inimigos de Portugal. Por todo o nosso país, a contestação ao domínio espanhol originou motins populares como o que eclodiu em Évora em 1637, conhecido por Revolta do Manuelinho ou Alterações de Évora, que foi violentamente reprimido pelas autoridades.
A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
Aproveitando a situação complicada em que a Espanha se encontrava (guerra com a França, revoltas populares na Catalunha...), alguns nobres portugueses reuniram-se em torno de D. João, duque de Bragança, e organizaram uma conspiração com vista à sua aclamação como rei de Portugal.
Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, em Lisboa, os conspiradores dirigiram-se ao Paço e, na companhia do duque de Bragança, assassinaram o secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos e obrigaram a duquesa de Mântua, que era então a vice-rainha, à renúncia do cargo e à submissão.
Os conspiradores perante a duquesa de Mântua
Só depois de concluído o golpe foi pedida a intervenção do Povo. Quinze dias depois, o duque de Bragança era aclamado no Paço da Ribeira, com a designação de D. João IV de Portugal. A independência era restaurada e nascia uma nova dinastia: a dinastia de Bragança.
Escola Secundária de Valpaços - Plano de Actividades do A. E. V. 2010-2011: Acções de divulgação do significado histórico de datas comemorativas
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Douro: Narradores de histórias recebem sexta feira diploma inédito no país
Dezassete contadores de histórias recebem sexta feira, no Peso da Régua, o diploma de "Narrador da Memória", atribuído pelo Museu do Douro no âmbito de um projeto de inventariação do património imaterial da região duriense.
A entrega destes certificados, iniciativa inédita no país, pretende reconhecer o papel importante destes contadores, a maior parte dos quais idosos, na "transmissão às novas gerações da memória cultural da sua comunidade".
Em 2007, foram atribuídos pela primeira vez diplomas a nove narradores de Tabuaço.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
DN, 24-11-2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Associação de Marinheiros homenageia Carvalho Araújo
A Associação de Marinheiros de Trás-os-Montes e Alto Douro, em colaboração com o Estado Maior da Armada e a Associação de Oficias da Reserva Naval, vai homenagear o Comandante Carvalho Araújo, no dia 16 de Outubro, pelas 15 horas, junto ao monumento, na avenida com o mesmo nome.Estas cerimónias inserem-se nas comemorações do Centenário da República e por ocasião da data da sua morte em combate, ocorrida em 14 de Outubro de 1918.
Cerimónia militar: 15.00h - na Av. Carvalho Araújo, em Vila Real, com a presença de uma secção de Fuzileiros e o representante do Chefe do Estado Maior da Armada.
Sessão solene: 16.00h - no hotel Miracorgo, que inclui uma conferência sobre o tema “Carvalho Araújo: o cidadão, o marinheiro e o herói”, pelo Dr. Joaquim Ribeiro Aires.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O 5 de Outubro de 1910
ilustração alusiva à implantação da República, C.M. Estremoz
Perfazem hoje 100 anos sobre a Revolução que pôs termo à Monarquia em Portugal e abriu caminho para a Proclamação da República. O Ministério da Educação constituiu uma Comissão para a comemoração da República e lançou um repto a todas as Escolas e Agrupamentos de Escolas do País para que aderissem a esta iniciativa. As Escolas e o Agrupamento Vertical das Escolas do concelho de Valpaços reagiram afirmativamente a esse apelo, através de actividades várias tivemos ocasião de assinalar neste blogue e cujo último evento decorreu no passado dia 1 de Outubro, também por nós noticiado. Hoje, na cidade de Valpaços, encontra-se a decorrer, desde as 10 horas mais uma cerimónia comemorativa do mesmo evento por iniciativa da Câmara Municipal que conta com a participação da Banda Municipal, integra uma sessão solene a realizar no auditório do pavilhão multi-usos com intervenções do Presidente do Município, Engenheiro Francisco Baptista Tavares e do Dr. António Montalvão Machado, Deputado da Assembleia da República, cerimónia esta que será encerrada pelas 15 horas com um concerto da Banda Municipal. O Programa foi publicado ontem no Notícias de Valpaços. (Nota póstuma: também já pode ver fotos da abertura da cerimónia em Valpassos d'Oje, e um interessante resumo, igualmente com fotos alusivas, das comemorações, em Lebução de Valpaços.)
Limitar-nos-emos hoje a divulgar os acontecimentos ocorridos na data comemorativa em referência, posto que as implicações dela emanadas na subsequente evolução política, social e económica portuguesa foram já devidamente tratadas e divulgadas por iniciativa das escolas do concelho e noticiadas neste e noutros meios de comunicação e divulgação exclusivistas ou generalistas. Uma equipa do Grupo de História do Agrupamento de Escolas de Valpaços, editou um panfleto ilustrado, em conformidade com o Plano de Actividades submetido a aprovação do Conselho Pedagógico, que se encontra em fase de divulgação nos respectivos estabelecimentos escolares desde o passado dia 1 de Outubro com este objectivo exclusivo – revelar os antecedentes, os acontecimentos históricos mais relevantes ocorridos na data em epígrafe, bem como o desfecho desses mesmos acontecimentos e suas implicações no contexto do tema da República em Portugal. É o teor desse panfleto que iremos publicar neste espaço.
A data de 5 de Outubro de 1910 representa o fim da Monarquia e a Implantação da República em Portugal.
OS ANTECEDENTES
Os últimos anos da Monarquia, em Portugal, foram vividos sob um clima de grande agitação e descontentamento por parte da população devido a uma série de factores de que destacamos: A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade. A República afigurou-se, à opinião pública, como a melhor alternativa para restaurar o prestígio perdido e colocar Portugal no caminho da modernidade. O Partido Republicado, criado em 1876, soube aproveitar esta situação, através de uma campanha política e doutrinária, paralelamente à cooperação de sociedades secretas da Maçonaria Portuguesa.
A 31 de Janeiro de 1891 deu-se a primeira tentativa de instauração do Regime Republicano, com a revolta ocorrida na cidade do Porto. Da varanda da Câmara Municipal do Porto fez-se a proclamação da República. Mas o cortejo festivo que se seguiu foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal e a multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados. A primeira tentativa revolucionária republicana falhara, mas este acontecimento veio fortalecer ainda mais a determinação dos revoltosos.
A manifestação republicana de 31 de Janeiro, segundo a revista Ilustração
Com a ditadura de João Franco, que o rei D. Carlos favoreceu, colocando-o, em 1906, na presidência de um novo ministério, de modo a restaurar a ordem pública e controlar os adversários do regime, o descontentamento dos portugueses intensificou-se ao ponto de, dois anos mais tarde, ocorrer o Regicídio: A 1 de Fevereiro de 1908, quando regressavam a Lisboa vindos de Vila Viçosa, no Alentejo, onde haviam passado a temporada de caça, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe foram assassinados em plena Praça do Comércio.
O Regicídio, 1 de Fevereiro de 1908, in http://novaaguia.blogspot.com
Com apenas 18 anos sobre ao trono D. Manuel II, que viria a ser o último rei de Portugal. Inicialmente aclamado com a simpatia generalizada dos portugueses, procurou D. Manuel II nomear um governo de consenso. Mas os partidos monárquicos foram-se fragmentando e a situação política degradou-se, ao mesmo tempo que o Partido Republicado se tornava cada vez mais coeso e organizado. A revolução decisiva não tardou a eclodir, sob a égide de fervorosos membros deste partido que foram considerados os mentores da Revolução. Entre eles destacaram-se Magalhães Lima, Miguel Bombarda, Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António J. de Almeida, Eusébio Leão e Inocêncio Camacho (na imagem: De cima da baixo / esquerda para a direita).
Os mentores da Revolução
A REVOLUÇÃO
No Verão de 1910 a Revolução adivinhava-se. A 3 de Outubro começou a organizar-se a Revolução. Após o assassinato de Miguel Bombarda, ainda se pensou em adiá-la, mas por determinação do Almirante Cândido dos Reis, os planos mantiveram-se, e iniciaram-se as movimentações.
Os primeiros movimentos militares
Os principais chefes militares que comandaram as operações das forças militares em confronto foram o capitão Sá Cardoso e o Comissário Naval Machado Santos, pelos Republicanos, e o Capitão Paiva Couceiro pelas forças da ordem monárquica.
De madrugada soaram tiros e instalaóu-se o pânico entre os revolucionários. O Quartel de Marinheiros de Alcântara, que estava previsto revoltar-se, encontrava-se cercado pela Infantaria 1, Cavalaria 4 e Caçadores 2, fiéis à Monarquia. Na rua posicionavam-se 3 000 monárquicos com as baterias a cavalo. O capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria 16 partiu ao ataque do Palácio das Necessidades
O Comissário naval, Machado Santos, com praças do corpo de Infantaria 16 de Campo de Ourique, atacou o quartel de Artilharia 1. Com outra força de Infantaria 16 investiu sobre a esquadra de Polícia no Largo do Rato e armou os civis que aí se voluntariaram.
Às 5 horas comandou as forças revoltosas que desceram a Avenida em direcção ao Rossio. Foram bombardeados, retrocederam para a Rotunda e fecharamm as entradas para as Avenidas Fontes e duque de Loulé.
Pelas 9 horas, Machado Santos dispunha apenas de 8 peças de artilharia e oomandou 9 sargentos e uma escassa guarnição de 200 homens, mas um grupo de civis armados acorreram à Rotunda para os auxiliar e resistiriam aí até à rendição das tropas fiéis à Monarquia.
Endurecimento e desfecho do conflito
4 e 5 de Outubro de 1910.
Às 12 horas e 30 minutos, as forças leais à Monarquia comandadas pelo Capitão Paiva Couceiro fustigavamm duramente a Rotunda com as baterias de Queluz. Às 14 horas os cruzadores S. Rafael e Adamastor bombardeavam o Palácio nas Necessidades.
Os heróis da Rotunda
As tropas terrestres fiéis à causa republicana tinham-se instalado na Rotunda, onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas.
A situação era desesperante, chegando ao ponto de o capitão Sá Cardoso colocar a hipótese de depor as armas. Machado Santos, por seu turno, não se conformou com esta alternativa, chegando a afirmar que preferia a morte à rendição.
Às 6 horas do dia 5 de Outubro as forças revoltosas abriam fogo contra as forças do Rossio, enquanto de Queluz respondiam as baterias de Couceiro, que deu ordens para que começassem a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo. O confronto endureceu, até que, por fim, o General-chefe das forças monárquicas, Paiva Couceiro, vendo a sua causa perdida, assinou, às 9 horas, a acta da rendição.
Leitura da proclamação da República
na sessão inaugural das Câmaras Constituintes
Com a Familia Real de partida para o exílio, era, finalmente proclamada a República e em seguida foi organizado um governo provisório presidido pelo respeitável republicano moderado Dr. Bernardino Machado.
O Governo Provisório, tal como foi anunciado e 5 de Outubro
Mas o governo provisório viria a sofrer algumas mudanças imediatas, com a saída de Basílio Teles do Ministério das finanças, no que foi substituído por José Relvas e também pelo abandono de António Luís Gomes do Ministério do fomento, substituído por Brito Camacho.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Comemorações do Centenário da República nas ruas de Valpaços
Desfilaram hoje pelas ruas de Valpaços, a partir das 10 horas e trinta minutos, grande parte dos alunos e professores que integram o Agrupamento de Escolas do Concelho, envergando trajes representativos de várias classes sociais e instituições (a Maçonaria) dos primórdios da República e empunhando curiosos cartazes com símbolos e frases alusivas à mesma, uma actividade que esteve inserida no âmbito das Comemorações dos 100 Anos da Implantação da República em Portugal, iniciadas a 3 de Maio do ano lectivo anterior com a realização da Festa da Árvore. O ponto alto da concentração e da cerimónia comemorativa teve lugar na Praça da República.
Para observar interessantes fotos sobre o evento, consulte o Valpassos d’Oje
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Projecto Auschwitz na 1.ª Pessoa – o Álbum
O clube de História foi divulgando algumas notícias deste que pode ser considerado um dos mais arrojados projectos da Escola Secundária de Valpaços nos últimos anos, «Auschwitz na 1.ª Pessoa». No passado dia 23 de Abril, Leonel Salvado publicou o evento Grupo do Projecto «Auschwitz na 1ª Pessoa» de regresso a Valpaços, e a 27 de Maio, Sérgio Morais divulgou a Grande Reportagem da TSF, intitulada Pretérito mais que presente, da autoria de Joana Sousa Dias com sonorização de Herlander Rui. Ambas as publicações podem ser revistas através da categoria “Datas comemorativas [Universal]”.
Desta vez o Clube de História de Valpaços propõe-se dar a conhecer aos seus visitantes o Álbum do projecto, gentilmente cedido por um dos seus principais organizadores, o Professor João Coelho, que pretende ser uma compilação, na sua versão mais curta, das várias imagens e actividades que dele fizeram parte e da mediatização a que o projecto foi sujeito por parte de vários órgãos de comunicação.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Singularidades da nossa imprensa regional
Um distinto órgão da nossa imprensa local, na sua edição de 30 de Maio de 2010, noticiou assim, ipsis verbis, a realização das actividades integradas nas Comemorações do Primeiro Centenário da República Portuguesa que tiveram lugar na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços, cinco dias antes:
EM VALPAÇOS CENTENÁRIO DA REPÚBLICA,
Na Escola Secundária de Valpaços
Na Escola Secundária de Valpaços realizou-se o Programa das comemorações do Centenário da República, no dia 25 de Maio, com exposições e muita musica, tendo da parte da manhã, ás 9,30 horas o hastear da bandeira Nacional e o hino Nacional tocado pela Banda Municipal de Valpaços. Depois, ás 10,30 horas foi a visita a várias exposições que, se dividiram entre o “Pavilhão dois e o salão do Polivalente”, subordinadas ao tema: “ a implantação da República em Portugal”
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Dia da Diversidade Cultural em comemoração na Escola Secundária
Depois da Feira do Livro, o Departamento de Línguas da Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços está a organizar mais um conjunto de actividades que decorrerão no dia 8 de Junho de 2010 nesta instituição e no espaço envolvente da comunidade, desta feita no âmbito das Comemorações do Dia da Diversidade Cultural. O Programa é o que consta no respectivo cartaz que a seguir publicamos. A Escola conta com o envolvimento da comunidade em mais este evento. A sua presença é Importante! Compareça!
clique em duas fases para ampliar
domingo, 30 de maio de 2010
Escola Secundária comemora Centenário da República
Música e exposições fazem parte do programa das Comemorações do Centenário da República, que tiveram lugar, esta semana, em Valpaços, e que contaram ainda com uma verdadeira lição de história, dada, nada mais, nada menos do que por Fernando Rosas.
As escolas do país foram convidadas pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República para participar naquele importante evento que decorre durante este ano e culmina no próximo dia 5 de Outubro.
A Secundária de Valpaços associou-se às referidas comemorações e, através do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, organizou na passada terça-feira, 25 de Maio, um colóquio sobre a República.
Para falar sobre o assunto, esteve presente Fernando Rosas. O professor universitário, historiador, político português, actualmente Deputado na AR pelo Bloco de Esquerda, viajou da capital para abordar e contextualizar a Implementação da República em Portugal.
Oriundo de uma família de tradições republicanas, ele próprio um cidadão publicamente empenhado na defesa de ideias de justiça e igualdade social, o seu interesse enquanto investigador voltou-se para a História do Estado Novo e é hoje unanimemente considerado um dos maiores especialistas portugueses neste período histórico.
Fernando Rosas, durante a sua exposição, levou a plateia numa viagem ao mundo português, ao seu passado, às suas dificuldades, aos seus erros, à evolução da sociedade portuguesa, etc. “A Repuública foi uma tentativa falhada de modernizar política e economicamente o nosso país”, sentenciou.
A Implantação da República, em 1910, foi, na opinião do historiador, uma “revolução tipicamente lusitana, quase tudo saiu ao contrário do que estava planeado, mas os republicanos venceram”.
Fernando Rosas falou, ainda, das conquistas da República, que fez a separação da Igreja e do Estado. Dizer “Viva a Republica queria dizer viva a democracia, viva a liberdade, viva o progresso (…). A Implementação da República foi a primeira esperança, uma porta histórica aberta para a democracia, uma porta que esteve fechada até ao 25 de Abril de 1974”, culminou.
A receber Fernando Rosas esteve o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida, que viu a oportunidade como “preciosa para ouvir um testemunho rico sobre o tema e trazer o professor até Valpaços foi uma iniciativa arrojada e frutífera”.
Também Abel Ribeiro, Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Valpaços agradeceu a presença do deputado e historiador, assim como lembrou que a mesma não teria sido possível sem o empenho do coordenador de departamento que organizou a acção, Maximino Machado.
A Exposição integrada nas Comemorações da República
A parte da manhã foi dedicada a uma cerimónia comemorativa que contou com a colaboração da Guarda Nacional Republicana e da Banda Municipal de Valpaços, onde, como não poderia deixar de ser, não faltou o Hino Nacional.
Puderam ainda ser visitadas um conjunto de exposições consagradas ao tema e repartidos entre o salão do polivalente e o pavilhão II, entre elas um conjunto de painéis de pseudo-azulejos e outras referências iconográficas alusivas aos finais da Monarquia e ao processo de evolução da República em Portugal.
Por: Cátia Mata, in A Voz de Chaves, edição de 28-05-2010.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
A Exposição integrada nas Comemorações da República na Escola Secundária de Valpaços
Realizaram-se hoje as actividades para as Comemorações do I Centenário da República que foram agendadas para esta data. Uma dessas actividades compreende um conjunto de exposições consagradas ao tema e repartidos entre o salão do polivalente e o pavilhão II. A exposição estará aberta ao público durante mais um ou dois dias. O Clube de História entendeu publicar aqui um resumo dos panfletos que foram criados para servirem de guia e de instrumentos de informação complementares relativamente aos materiais expostos de modo a chegar a todos os cidadãos que por motivos de vária ordem não se possam deslocar à Escola Secundária de Valpaços. Trata-se de um conjunto de painéis de pseudo-azulejos e outras referências iconográficas alusivas aos finais Monarquia e ao processo de evolução da República em Portugal.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Alterações de última hora no Programa de Actividades das Comemorações do I Centenário da República
Por motivos que são alheios à direcção da Escola Secundária de Valpaços e aos responsáveis pela organização do evento, tiveram estes que proceder a algumas rectificações na disposição horária estabelecida no cartaz que havia sido divulgado e que aqui também publicámos. Assim, a palestra sob a responsabilidade do Professor Doutor Fernando Rosas, que havia sido agendada para a parte da manhã do dia 25 de Maio, terá início às 14 horas, ficando a mesma manhã destinada a uma cerimónia comemorativa que contará com a prestimosa colaboração da Guarda Nacional Republicana e da Banda Municipal de Valpaços, seguida de um convite reservado aos presentes para uma visita às exposições consagradas ao tema da República. Apresentamos de seguida o cartaz com as devidas rectificações.
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sábado, 8 de maio de 2010
Feira do Livro 2010
Realiza-se no presente ano de 2010, nos dias 11, 12 e 14 de Maio, na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços, mais uma edição da Feira do Livro da iniciativa do Departamento de Línguas que, desta feita, compreende um inédito programa de actividades em que a literatura e a música estarão interligadas. De salientar que a efeméride contará com participação do Pe. Ricardo Pinto numa palestra intitulada "Ao encontro de Miguelo Torga" e com a presença de Rita Sampaio, escritora, que foi aluna nesta instituição. O Clube de História deseja a todos os organizadores, participantes e visitantes a melhor satisfação e proveito no evento.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Comemorações do I Centenário da República Portuguesa
Realizar-se-á no dia 25 de Maio na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços, a partir das10:30 h um grupo de activididades no âmbito das Comemorações do Centenário da República em curso por todo o País. A Efeméride contará com a presença do ilustre historiador Professor Dr. Fernando Rosas que fará uma dissertação sobre a ascensão e queda da 1ª República. A entrada é livre.
Nota Importante: Cumpre informar que o programa atrás divulgado foi sujeito a alterações de última hora. Por determinação do grupo de organizadores das actividades para as Comemorações do I Centenário da República na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços, a efeméride passa a ter início às 10:00 horas, na data estabelecida, com a cerimónia do hastear da bandeira e do canto do hino nacionais com a intervenção da Banda Musical de Valpaços e de uma parada militar da Guarda Nacional Republicana. As actividades restantes mantêm-se tal como se encontram definidas no Cartaz.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Grupo do projecto «Auschwitz na 1ª pessoa» de regresso a Valpaços
Regressaram no passado dia 20 de Abril, Terça-feira, os professores e alunos da Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Valpaços que no dia 14 do mesmo mês partiram para a Polónia, para estabelecer um contacto pessoal com os seus parceiros polacos do Liceum Stanislawa Konarskiego, em Auschwitz e concretizar assim uma das etapas do projecto de parceria entre as duas Escolas, designado de «Auschwitz na primeira pessoa», da responsabilidade do professor João Coelho, projecto este que se afigurou perfeitamente adequado ao tema da área de projecto do 12º Ano da área de Línguas e Humanidades, ao qual se associou depois o 11º Ano e, como foi divulgado em vários meios de comunicação, veio a ser apadrinhado por Elie Wiesel, prémio Nobel da Paz em 1986, judeu e escritor, sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald, que se congratulou com a iniciativa e deixou as seguintes palavras de esperança para o futuro em relação aos jovens que nela se envolveram:É minha convicção que aquele que ouve uma testemunha se torna uma testemunha, por sua vez. Com o vosso conhecimento podeis tornar-vos uma força poderosa na preservação da Memória. Percebe-se que conheceis bem a grande importância da Memória. Espero que se mantenham sempre fiéis ao vosso compromisso de prestar testemunho. Jovens como vós dão-me esperança para o futuro. Continuem a aprender e a ler, mais e mais...
In http://diario.iol.pt, 27 de Janeiro de 2010
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