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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Regina Quintanilha

Sra. D. Regina Quintanilha, Ilustração Portuguesa, edição semanal do jornal O Século, 24 de Novembro de 1913
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Regina da Glória Pinto de Magalhães Quintanilha, nasceu a 9 de Maio de 1893, e foi a primeira Advogada Portuguesa e Ibérica dos tempos modernos.
Sendo filha de Francisco António Fernandes Quintanilha, descendente de uma antiga e abastada família, transmontana de Miranda do Douro, e de Joséfa Ernestina Pinto de Magalhães, da casa de Sabrosa, de onde, segundo a tradição, também descenderia do grande navegador Fernão de Magalhães.
A 6 de Setembro de 1910, apenas com 17 anos, Regina Quintanilha requer a sua matrícula na Faculdade de Direito de Coimbra.
A 5 de Outubro de 1910, dá-se a Revolução Republicana, e o início das aulas, que seria normalmente a 17 de Outubro, é adiado já que os ânimos no país, encontravam-se exaltados, e na Universidade de Coimbra, a sala dos Capelos é destruída e os retratos dos Reis D. Carlos e D. Manuel, são baleados.

sábado, 27 de março de 2010

D.ª Maria do Carmo Carmona

Nasceu no dia vinte e oito de Outubro de 1879 em Serapicos, concelho de Valpaços. Quando o alferes de Cavalaria, de nome António Óscar Fragoso Carmona prestou serviço militar no Regimento de Cavalaria n.º 6, aquartelado em Chaves, conheceram-se, apaixonaram-se e casaram. Esse alferes veio a ser o Marechal Óscar Carmona que formou governo em 9 de Julho de 1926 e que foi eleito Presidente da República em 1928. Para além de ser a primeira-dama Portuguesa da época, foi sempre muito amiga de Trás- os- Montes, sua Província natal. Sempre procurou colocar a influência que resultava do facto de ser mulher do mais alto magistrado da Nação para ajudar a Terra e as Gentes. Foi, por exemplo, o Marechal Carmona que por Decreto n.°16. 621, de 12 de Março de 1928 elevou a vila de Chaves à categoria de cidade. Este é um exemplo claro de que tal distinção terá muito a ver com o facto de ser casado com uma Trasmontana. A Câmara de Chaves reconheceu esse facto e ainda outros como por exemplo a creche ou Lactário, construído em 1936, no Jardim Maria Rita que desde logo teve o nome de Maria do Carmo Fragoso Carmona. Também houve um bairro habitacional com o nome do General Carmona. Por tudo isso a autarquia atribuiu o nome desta ilustre Trasmontana dos fins do sec. XIX e meados do Sec. XX, a uma rua da cidade. Morreu em Lisboa, em 13 de Março de 1956.

Nota editorial: Também o município de Valpaços quis perpetuar a memória da ilustre senhora oriunda do concelho, Maria do Carmo Ferreira da Silva Fragoso Carmona, atribuindo o seu nome a uma das avenidas da actual cidade, a avenida Dª Maria do Carmo Carmona.

Por: Leonel Salvado
Fonte: http://www.dodouropress.pt
Foto ilustrativa: in http://www.museu.presidencia.pt