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domingo, 27 de maio de 2012

77.º Aniversário do “grande dia” do atletismo mundial

Por Leonel Salvado

Jesse Owens nos Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
photo in Public Domain by U.S. Library of Congress via wikipedia commons


Fez anteontem 77 anos sobre esta efeméride desportiva - o “grande dia” do atletismo mundial. É assim designada a inesquecível proeza do mítico atleta norte-americano, Jesse Owens, que no dia 25 de Maio de 1935, em Ann Arbor, cidade localizada no estado de Michigan, E.U.A., bateu cinco recordes mundiais no espaço de 45 minutos – duas vezes o salto em comprimento, os 200 metros rasos, os 200 metros com barreiras e os 100 metros rasos. Este “menino-prodígio” afro-americano da história do atletismo mundial iria, em Agosto do ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Berlim, provocar um rude golpe nas esperanças da Alemanha nazi na modalidade, provando ao mundo a futilidade da propaganda ariana ao arrebatar quatro medalhas de ouro, nos 100 e 200 metros rasos, no salto em comprimento e nos 4 x 100 metros rasos, perante a incredulidade do chanceler do regime, Adolf Hitler. O jovem atleta que assim humilhou o futuro furher da ditadura nazi “em sua própria casa”, James Cleveland Owens, nasceu em Oakville, Alabama, E.U.A. em 12 de Setembro de 1913 e faleceu em Tucson, Arizona, em 31 de Março de 1980, aos 66 anos, e deteve o recorde mundial dos 100 metros durante 20 anos. Uma verdadeira lenda do desporto!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Rosa Mota faz hoje 53 anos

Rosa Mota  em Osaka, 2007  
autor: Heike Drechsler | via Wikimédia Commons

Quem não se recorda ou não tenha já ouvido falar da grande atleta portuense de compleição franzina e extrema humildade e simpatia, surpreendeu a Europa e deixou o país enternecido quando, em 1982, em Atenas, ao som do hino nacional, ocupou o lugar mais alto do pódio, ao arrebatar a sua primeira medalha de ouro fora de Portugal naquele que foi também o primeiro campeonato feminino europeu da modalidade em que mais se tornou conhecida em toda a sua brilhante carreira – a maratona - no campeonato europeu que aí teve lugar nesse ano?

Rosa Maria Correia dos Santos Mota nasceu no Porto em 29 de Junho de 1958 onde começou a correr enquanto frequentava o liceu. Em 1974 representou o Futebol Clube da Foz e entre 1978 e 1980 o Futebol Clube do Porto, entrado, em 1981, para o Clube de Atletismo do Porto, onde se manteve até ao fim da sua brilhante carreira. Dois anos depois, como referimos, entrou para a alta-roda da competição. A sua vitória na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul em, 1988, foi um dos seus momentos de glória mais festejadas pelos portugueses. Das 21 maratonas em que disputou entre 1982 e 1992, numa média de duas competições por ano, venceu 21.

Para conhecer mais dados biográficos sobre Rosa Mota, o seu palmarés, bem como as ordem de mérito recebidas,
click AQUI

Rosa Mota nos Jogos Olímpicos de Seul, 1988

sexta-feira, 25 de março de 2011

27.º e 26.º Aniversários das vitórias de Carlos Lopes nos Campeonatos Mundiais de corta- mato nos EUA e em Lisboa

Carlos Lopes | http://omocho.info/mocho3/?p=1035

Cabe-nos nestas duas datas comemorativas consecutivas do desporto nacional, em que o mesmo atleta, Carlos Alberto de Sousa Lopes dignificou o nome de Portugal, a 24 de Março de 1984, e a 25 de Março de 1985, ao vencer os Campeonatos do Mundiais de Corta-Mato, em East Rutheeford, nos EUA, e em Lisboa, respectivamente, reservar-lhe a devida homenagem. Este atleta, que representou o Sporting Clube de Portugal desde 1967, é considerado um dos melhores mundiais da sua geração no atletismo de longa distância e também um dos mais versáteis nesta categoria, uma vez que se destacou tanto em provas de corta-mato como nas de pista e nas de estrada. A sua primeira vitória no Campeonato Mundial de corta-mato foi conseguida em 1976 em Chepstown, no País de Gales. Outras importantes vitórias que constam do invejável palmarés deste extraordinário atleta português foram os seguintes:

• 1982 - as 10000 metros de Bislett Games em Oslo
• 1982 - a Corrida de São Silvestre de São Paulo, Brasil.
• 1984 - venceu a maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, estabelecendo o recorde olímpico da prova (no mesmo ano havia alcançado o 2.º Lugar no Meeting de Estocolmo, em 1º lugar ficou outro português, Fernando Mamede).
• 1984 - a tradicional Corrida de São Silvestre de São Paulo, no Brasil,
• 1985 - a maratona de Roterdão e quebrou o recorde mundial da prova.

(Dados de http://pt.wikipedia.org)

Tudo isto, sem levarmos em cosideração outras participações e classificações honrosas alcançadas por Carlos Lopes em outros importantes eventos desportivos (medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Montreal, Canadá, em 1976, o mesmo prémio no Campeonato do Mundo de Dusseldorf, em 1977, em Gateshead, Inglaterra em 1984 …
Foi por estes gloriosos serviços prestados ao País, agraciado com três medalhas honoríficas da Ordem do Infante D. Henrique, a de Oficial, Grande Oficial e a Grã Cruz.

Tendo em especial consideração as duas efemérides que indicámos em epígrafe, Carlos Lopes é o nosso atleta do mês e assim figurará na barra lateral do Clube de História de Valpaços.

Para recordar da TV…

terça-feira, 22 de março de 2011

51.º Aniversário do nascimento de Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva, o Herói Revelado | http://armazemgerallivros.blogspot.com

Fez ontem, dia 21 de Março, 51 anos que nasceu na cidade de S. Paulo, Brasil, Ayrton Senna da Silva, piloto que se notabilizou na Fórmula 1 e foi três vezes campeão mundial nesta modalidade. Faleceu em Bolonha, Itália, a 1 de Maio de 1994, aos 34 anos em consequência do trágico e estranho acidente ocorrido no “Autódromo Enzo e Dino Ferrari” em Ímola, durante o “Grande Prémio de San Marino”. É considerado um dos maiores nomes do desporto brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo. Ainda que a dramática e inesperada interrupção da sua extraordinária carreira o tenha impedido de igualar ou bater um maior número de recordes, foi eleito pela revista britânica “Autosport”, em Dezembro de 2009, o melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos, entre os 217 candidatos que passaram por esta categoria desportiva. O seu palmarés, abruptamente interrompido em 2004, é na verdade impressionante. A data do seu nascimento é uma data comemorativa de relevância universal.

A História de Ayrton Senna, um exemplo de Superação


Se estiver interessado em conhecer mais detalhes sobre a carreira de Ayrton Senna clique AQUI.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Há 11 anos faleceu Matateu

Sebastião Lucas da Fonseca, Matateu,
in http://belenensesilustrado.blogspot.com

Dois dias após o 58.º Aniversário de Eusébio, a 27 de Janeiro de 2000, falecia no Canadá, aos 72 anos, esta outra grande “lenda” do futebol português de origem moçambicana que foi Sebastião Lucas da Fonseca (ou Lucas Sebastião da Fonseca), conhecido como Matateu, alcunha que, a crer no que foi publicado a 27 de Maio de 2009 no blogue “Os Belenenses”, deriva da expressão em landim “Ma’ Tateu” cujo significado literal é “crosta de pele” e que talvez lhe tenha sido atribuída devido às marcas que costumava ter em consequência dos “pelados da bola”, as suas “primeiras “medalhas” nos desafios do bairro. Matateu foi, na verdade o primeiro grande jogador português nascido em Moçambique, aliás na mesma cidade de “o Pantera Negra” – Lourenço Marques (Maputo), a 26 de Julho de 1927, e é considerado como um dos maiores jogadores de topo de sempre, quer ao serviço do Belenenses, quer da Selecção Portuguesa de Futebol, com a curiosa particularidade de ser comparado ao legendário futebolista britânico Stanley Matthews, devido à sua longevidade – jogou até aos 50 anos de idade. Foi um dos quatro filhos de Lucas Matambo, tipógrafo, e de Margarida Heliodoro, nascidos no bairro pobre do Alto Mahé. Do seu sangue, destacou-se ainda no futebol do Belenenses o também conhecido Vicente, o mais novo dos seus irmão, que ingressou no mesmo clube com o epíteto de ”Matateu II”, a 30 de Junho de 1954 e, com apenas 19 se estreou, juntando-se ao irmão e honrando a estirpe familiar, encantando com ele “os Belenenses, o País e o Mundo”, mas insistindo junto dos seus fãs que o tratassem por Vicente e não por "Matateu II".
Matateu, menino-prodígio do futebol português dos anos 50, recordado com saudade pelos portugueses e em especial pelos adeptos do Belenenses, quando esta era então a terceira maior equipa da capital, foi descoberto por um antigo jogador desta equipa nacional e campeão de Portugal em 1932, João Belo, quando Matateu jogava no 1º de Maio, a equipa local laurentina que viria a transformar-se na filial africana do Belenenses, e logo em 1951, com 24 anos, a jovem promessa moçambicana assinou e passou a jogar na equipa de Belém. Foi nesta fase áurea da sua carreira que adquiriu a reputação, que ainda hoje perdura entre os mais orgulhosos adeptos do clube azulado, de ter sido, talvez, “o melhor ponta-de-lança português de sempre”. No decurso dos anos 60, numa fase descendente da sua carreira, passou por diversos clubes de menor importância, tais como o Atlético Clube de Portugal que foi, segundo se conta, graças a ele que ascendeu à I Divisão, e o Amora que com a sua participação logrou chegar a campeão distrital e chegar à III divisão. Em 1970 partiu para o Canadá, onde continuou a jogar até à idade de 50 anos. Entretanto de 1953 a 1960, serviu na Selecção Nacional em vários jogos amigáveis e de qualificação para as taças do mundo e europeias, designadamente para a Copa do Mundo de 1958, em que a Itália foi batida por 3 – 0, no Estádio do Jamor, e nas Qualificações para o Euro 1960, contra a Alemanha Oriental (em Berlim-leste) e a Jugoslávia (no Jamor), a 21 de Junho de 1959 e a 8 de Maio de 1960, respectivamente. Este foi o seu último jogo ao serviço da Selecção, aos 32 anos de idade.

Existe uma biografia, em 110 páginas da autoria de Fernando Correia editada em 2006 pela Sete Caminhos. Para conhecer a ficha técnica, sinopse ou as condições para aquisição desta obra, clique AQUI.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eusébio, “o Pantera Negra” faz hoje 69 anos


Eusébio da Silva Ferreira, nascido a 25 de Janeiro de 1942 numa casa pobre do bairro de Mafalala, em Loureço Marques (Maputo), filho de pai angolano (da Província de Malanje) e de mãe presumivelmente moçambicana, Elisa Anissabana, é um ex-futebolista português que se viu transformado numa lenda viva do desporto-rei em todo o mundo. Cognominado de “a Pantera Negra”, é considerado como um dos melhores futebolistas de todos os tempos. As referências mais elucidativas do extraordinário palmarés deste talentoso futebolista são os 733 golos marcados em jogos oficiais e 1137 em toda a sua carreira.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Há 99 anos nasceu Juan Manuel Fangio




Caracterização
Conhecido simplesmente como "Maestro", este tímido argentino foi o primeiro homem a ganhar cinco Campeonatos Mundiais de Fórmula Um, só tendo sido superado atualmente por Michael Schumacher. Dirigindo em uma época de automóveis e valores diferentes, seu talento e qualidade técnica sempre serão admirados no mundo do automobilismo por ter estabelecido um padrão de excelência que dificilmente será igualado.


Biografia
Juan Manuel Fangio nasceu no dia 24 de junho de 1911 em Balcarce, na província argentina de Buenos Aires. Filho de uma humilde família de imigrantes italianos, começou a trabalhar em uma oficina mecânica. Além dos automóveis, sua outra paixão era jogar futebol, o que lhe conferiu o apelido "El Chueco" (pernas tortas) que permaceria ao longo de sua vida.

Em 1934 começou com as corridas e o simples fato de que tenha sobrevivido já o torna um campeão, pois os circuitos argentinos nessa época eram muito precários e perigosos. Mas Fangio demonstrou ser um persistente lutador e se consagrou duas vezes Campeão Nacional Argentino (em 1940 e em 1941). Tinha muita esperança de ir à Europa em busca de glórias ainda maiores, porém a Segunda Guerra Mundial postergou esses sonhos.

Em 1947 foi finalmente mandado à Europa com o auxílio financeiro do governo de Perón. Lá, Fangio pôde demonstrar ao mundo toda a sua habilidade. Contrastando com sua figura tímida e sua voz baixa, quando se posicionava detrás do volante ele virava um piloto fora de série, como nunca visto antes.

Fangio se referia ao automobilismo sob duas perspectivas: como uma ciência que demandava um estudo exaustivo e ao mesmo tempo como uma arte que deveria ser cuidada como tal - costumava compará-lo à pintura.

Em meados de 1950 - quando teve início a era moderna do Gran Prix com a estréia da Fórmula Um - Fangio pilotava para a Alfa Romeo. Nesse ano terminou em segundo lugar mas logo ganhou seu primeiro Campeonato Mundial em 1951. Durante uma corrida em 1952 sofreu um grave acidente num Monza, quando fraturou o pescoço e teve que manter distância das pistas por quase duas temporadas. Em 1954 trocou a Maserati pela Mercedes, um movimento que o ajudou a conquistar seu segundo título mundial - o primeiro de uma série de quatro títulos seguidos - abocanhando sempre as pole positions e ganhando seis das oito corridas do campeonato. No ano seguinte e novamente com um Mercedes, ganha seu terceiro Campeonato Mundial e forma uma dupla sensacional com o inglês Sterling Moss, seu colega de equipe. O jovem Sterling idolatrava seu mentor mais velho e o apelidou carinhosamente de "Maestro" (mestre).

Mas aí veio Le Mans. Fangio só se envolveu indiretamente no acidente que provocou a morte de 81 espectadores em 1955. De qualquer modo, isso marcou uma virada na sua carreira. A Mercedes se retirou do automobilismo e pairava no ar um risco real de que os governos europeus terminassem com a F1 por causa da tragédia.

Após mudar-se à Ferrari, Fangio restaurou a glória da F1, conquistando 6 pole positions em 7 corridas e ganhando 3 delas (nas outras 4 ficou em segundo) para exigir seu quarto - e dizem, o melhor - Campeonato Mundial.

Em 1957 abandonou a Ferrari para voltar à Maserati, ganhando o quinto título mundial con performances extraordinárias. No circuito alemão de Nürburgring e tripulando um leve Maserati 250F, após um problema no reabastecimento, teve que vir correndo detrás e faltando uma volta conseguiu passar as duas Ferraris oficiais diante do assombro do público e de seus rivais por seu virtuosismo. Isso lhe rendeu com o correr do tempo, em fevereiro de 1958, o prêmio anual da Academia Francesa de Esportes por ser o autor da mais impressionante façanha esportiva do mundo.

Depois de algumas corridas em 1958 ele se retira do automobilismo, já sem ter que provar mais nada a ninguém, dizendo apenas "Acabou". Voltou a sua oficina com a consciência de ter salvo a F1 pós Le Mans e de ter estabelecido um padrão de excelência e domínio da máquina que provavelmente nunca serão igualados. Morreu tranqüilamente no dia 17 de julho de 1995 aos 84 anos. De todos aqueles que o seguiram, o legendário Fangio declarou que só Jim Clark e Ayrton Senna se aproximaram de suas habilidades ao volante.

In http://www.mibsasquerido.com.ar/Personagens07.htm
Imagem: id.